A dança das velas
Do Portal Luís Nassif
As velas acesas na Praça
* Adicionado por Ivanisa Teitelroit Martins
Quando o povo quer, a história muda, tudo muda
* Adicionado por Ivanisa Teitelroit Martins
Quando o povo quer, a história muda, tudo muda
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Nassif, chegou a hora.
Estou indo pro STF.
06/05/2009, 19:00
Xô Gilmar: dentro & fora
Lá dentro, o lustroso Márcio Chaer falava e tentava fazer gracinhas, mas a platéia pouco se interessava. As paredes e o piso de mármore do Salão Branco do Supremo Tribunal Federal reverberam tudo, do tilintar dos copos às conversas no pé do ouvido. Tudo, menos as palavras de Márcio Chaer, abafadas pela reverberação maior dos que não tinham interesse no que estava sendo dito, apesar do transbordante de orgulho do “editor” pelo lançamento de mais uma edição do seu Anuário da Justiça.
Pouca gente, portanto, ouviu Chaer dizer que há juízes que gostam de aparecer e se tornam celebridades, mas não têm o respeito da comunidade jurídica – ou coisa parecida. Quem ouviu Chaer mas não ouve “as ruas”, ficou na dúvida se ele se referia a Fausto de Sanctis ou a Gilmar Mendes – de pé, ao fundo, como um dois de paus e a eterna cara de… bem, aquela cara que todo mundo conhece. Nem tão poucos, porém, perceberam a gafe do jornalista, que encerrou sua longa fala com um “Vamos ao coquetel!”, quando ainda faltava Gilmar falar. Felizmente, o não menos lustroso Gilmar falou pouco, protocolarmente, com sua indefectível voz de ovo na boca. O clima, a essa altura, já era irreversivelmente de “vamos ao coquetel”. Leia mais »
Autor: luisnassif - Categoria(s): Sem categoria Tags:Qua, 06 Mai, 02h06
A Petrobras saltou do vigésimo para o quarto lugar entre as companhias mais respeitadas do mundo, segundo pesquisa divulgada pelo Reputation Institute (RI), empresa privada de assessoria e pesquisa, com sede em Nova York. O ranking relaciona 200 grandes empresas do mundo e é realizado anualmente desde 2006. Com a quarta posição, a Petrobras superou empresas como Fedex, Google, Microsoft, 3M, Honda, Philips, General Electric e Walt Disney Co.
O mesmo ranking internacional revela que, entre as brasileiras, a Petrobras aparece em primeiro lugar, à frente da Sadia (5º), Votorantim (20º) e Vale (28º). À frente da Petrobras, no ranking internacional, estão duas empresas europeias e uma norte-americana: Ferrero (Itália), Ikea (Suécia) e Johnson & Johnson (EUA).
A Petrobras conquistou também a melhor posição entre as empresas de energia. O Reputation Institute criou um modelo de avaliação (Modelo RepTrak) que mede o nível de estima, confiança, respeito e admiração, por meio de pesquisas realizadas com consumidores do país de origem das empresas. Foram realizadas 75 mil avaliações, de janeiro a março de 2009, em 32 países.
O Reputation Institute avalia sete dimensões que integram o modelo da instituição, com base em pesquisas qualitativas e quantitativas, e explicam a reputação de uma empresa no âmbito internacional: liderança, cidadania, performance, produtos/serviços, inovação, ambiente de trabalho e governança.
Autor: luisnassif - Categoria(s): Crise, Sem categoria Tags:Descobri a Social TV, surfando entre os vídeos do jornalista John Pilger, até chegar a esta matéria da Social TV sobre os soldados israelenses que, em janeiro, fizeram manifestação pública posicionando-se contra ir lutar em Gaza contra civis.
http://www.youtube.com/watch?v=1cMs0nai4JQ
Idéia genial: museu da corrupção. Talvez seja o tipo de iniciativa que falta para tornar a memória do crime maior do que a da obra exposta com placa comemorativa. Deveria ser página inicial obrigatória em cada repartição pública.
http://www.dcomercio.com.br/especiais/2009/museu/arquitetura.html
Há algum tempo sonho com um wikicrime em que baste digitar um nome para aparecer as relações políticas documentadas e a lista de infrações criminais, escândalos, mutretas e apadrinhamentos. Ia ser muito útil para a época de eleições, uma vez que por aqui o ficha-limpa é a exceção. E o voto pode até ser obrigatório, mas a leitura atenta da ficha do candidato deveria ser acompanhada das melhores medidas coercitivas.
Aliás, “escândalo” virou uma categoria penal nova. Está logo abaixo dos crimes de menor potencial ofensivo, e logo acima da conduta antiética.
Nassif, tem um assunto interessante no NYT de hoje: “Obama Takes Aim at Offshore Tax Havens”
Link:
http://thecaucus.blogs.nytimes.com/2009/05/04/obama-takes-aim-at-offshore-tax-havens/?hp
Imagine um filme de qualidade (alta definição) com bons atores, história, efeitos etc lançado pela internet e de graça. E tem mais, inclui legendas em vários idiomas.
O cinema não será o mesmo depois da internet.
Esse é o filme lançado hoje por fãs do senhor do Anéis.
http://thehuntforgollum.s3.amazonaws.com/index.html
Viver num momento de transformação das estruturas da informação não é brincadeira.
Imagina que no mesmo dia o ator principal, Hugh Jackman, do Wolverine estava dizendo que a maior brochada dele foi ver que dele vazar para a internet. É o Cinema sapiens convivendo com o Cinema Erectus.
Autor: luisnassif - Categoria(s): Sem categoria Tags:Jailton de Carvalho
“Gilmar Mendes diz que não se incomoda com manifestações contra ele
BRASÍLIA – O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Gilmar Mendes, disse nesta quarta-feira que não se incomoda com os protestos organizados pelo PSOL contra ele, previstos para hoje, na Praça dos Três Poderes. Para o ministro, a qualidade de uma autoridade pode ser definida também pelo perfil dos amigos e inimigos que cria a partir de seus atos.
- A qualidade de uma autoridade pode ser definida pelos inimigos que insurgem contra seus atos. A gente se qualifica pelos amigos que tem e também pelos inimigos que cria – disse Gilmar Mendes depois de participar da abertura do Fórum Nacional da Justiça da Infância e da Juventude, no Conselho Nacional de Justiça.
Gilmar argumenta ainda que encara com naturalidade as manifestações contra ele.
- Foi o STF em uma decisão na qual eu participei que afirmou que era livre o protesto, inclusive aqui na Praça dos Três Poderes.
O PSOL planeja fazer um protesto tomando como mote a discussão entre Gilmar Mendes e o ministro Joaquim Barbosa. No bate-boca, Barbosa sugeriu que Gilmar saísse às ruas. Seria uma forma de aferir a insatisfação popular com os atos do presidente do STF. Os militantes do PSOL pretendem repetir a provocação em frete ao Supremo. A manifestação está marcada para as 17h30m.”
“A gente se qualifica pelos amigos que tem e também pelos inimigos que cria”
É verdade. A afirmação vale tanto para a qualificação quanto à desqualificação.
Autor: luisnassif - Categoria(s): Sem categoria Tags:Paulo Henrique, Mino e Nassif venceram – com a ajuda dos internautas
por Luiz Carlos Azenha
“Uma batalha completamente desigual. De um lado, o poder da TV Globo, da Folha, da Veja, do Estadão – da maior parte da mídia corporativa brasileira, em defesa de seu sócio e patrocinador, o banqueiro Daniel Dantas. De outro lado, um verdadeiro exército de Brancaleone: Paulo Henrique Amorim, Luís Nassif, Mino Carta e alguns milhares de internautas.
Lá em Bauru se diz que empate fora de casa é vitória. Pois não é que essa coalizão improvisada conseguiu equilibrar a disputa pela opinião pública?
Conheço os três jornalistas acima citados. Estou certo de que divergem em 70% de suas opiniões. Mas com jornalista é assim mesmo: é difícil encontrar dois que concordem. Em torno deles uma verdadeira “frente” eletrônica se formou para desmascarar as informações distorcidas ou mentirosas oferecidas ao público pela turma do banqueiro. Falta esclarecer, ainda, quais são exatamente as relações econômicas entre Dantas e os grupos midiáticos. Uma tarefa essencial para que os leitores, ouvintes e telespectadores entendam como funciona a “cozinha” do noticiário. Leia mais »
Autor: luisnassif - Categoria(s): Blogs, Mídia Tags: guerra, internet, SatiagrahaEsta em curso a remontagem da diplomacia americana para a America Latina dentro do Governo Obama. O Subsecretario de Estado para o Hemisferio Ocidental, que trata desde o Canada até a America do Sul, Tom Shannon, diplomata de carreira, será Embaixador na Argentina. No seu lugar assume Arturo Valenzuela, chileno-americano que já teve passagens anteriores pela Subsecretaria, como Subsecretario Assistente no Governo Clinton, de quem tambem foi Assistente Especial.
No Conselho Nacional de Segurança da Casa Branca, na sua Divisão Latino Americana, cargo que ja foi de Bill Perry e Tom Shannon, vai Luis Restrepo, colombiano-americano. A indicação de Shannon para Buenos Aires, na cota do Departamento de Estado, significa que a Embaixada no Brasil ficará na cota da Casa Branca, como tem sido desde os Embaixadores Danilovitch e Sobel. Portanto para Brasilia virá uma indicação politica e não de carreira. Se fosse de carreira Shannon teria preferencia, é um dos poucos diplomatas americanos desse nivel que fala português e conhece bem o Brasil. Leia mais »
Autor: luisnassif - Categoria(s): Diplomacia, Sem categoria Tags: América Latina, Diplomacia, ObamaNassif,
Sobre os impactos sociais do BF, ou ainda daqueles de caráter econômico, aos quais você alude em seu texto, ainda que alguns duvidem disso, uma vez que empreendimentos populares e informais não são considerados por certos ilustrados, quero discutir aqui a acusação recorrente sobre o caráter eleitoreiro do programa.
O programa Bolsa Família tem o seguinte ciclo de operacionalização: no âmbito municipal, pelo serviço de assistência social das prefeituras municipais, as famílias de baixa renda são cadastradas. Sendo os funcionários públicos municipais os responsáveis pelo cadastramento, tem havido casos identificados de cadastramento indevido, proporcionalmente poucos mas há. Em seguida, de posse dos dados eletrônicos inseridos no cadastro pelos funcionários municipais, o governo envia um cartão à família, através da Caixa, e, a partir daí, mensalmente a família, geralmente através da mulher, pode efetuar saque do valor correspondente. Leia mais »
Autor: luisnassif - Categoria(s): Políticas Sociais Tags: assistência social, Bolsa Família, FomeO governo conseguiu avanços expressivos em algumas políticas. Mencionaria a Bolsa Família e o PAC (Programa de Aceleração do Crescimento) – como forma de coordenação federativa.
Mas o ponto central – a definição de uma estratégia clara de desenvolvimento – jamais chegou a ser esboçado. Essa deverá ser uma das bandeiras a ser levantada pelos candidatos nas eleições de 2010 – da situação ou da oposição.
Nesse campo, o governo Lula saiu da modorra apenas depois que a crise explodiu. De certo modo, repete a atuação de Fernando Henrique Cardoso, que só se movia quando em momentos de crise – embora recorrendo exclusivamente a apertos fiscais. Leia mais »
Autor: luisnassif - Categoria(s): Economia, Gestão, Novo Modelo Tags: política industrial, políticas de desenvolvimentoEspanha avalia medidas anti-desemprego
O conselho de ministros do governo espanhol se reuniu esta manhã, numa convocação extraordinária, para avaliar as medidas tomadas nos últimos meses para enfrentar o aumento do desemprego e a deterioração do mercado de trabalho. O desemprego atinge 4.010.700 de pessoas, o que coloca a taxa de desemprego em 17,36%, de acordo com a Pesquisa de População Ativa (EPA, na sigla em espanhol), cifra que, de acordo com os Serviços Públicos de Emprego, atingiu 3.644.880 em abril. A vice-presidente, Maria Teresa Fernandez de la Vega, ao anunciar a reunião na sexta-feira passada, explicou que o governo irá analisar as iniciativas tomadas para resolver a crise econômica. No entanto, é provável que o Executivo reserve o aviso de possíveis medidas até à próxima semana, coincidindo com o debate sobre a situação do país.
Autor: andreinohara - Categoria(s): Economia Tags:Vamos abrir no Portal Luís Nassif (clique aqui) uma agenda de discussões sobre as propostas relevantes para a campanha presidencial de 2010.
As sugestões deverão contemplar:
1. Temas não tratados pelo governo atual e anteriores.
2. Upgrades em políticas já em execução.
3. Compilação de temas já discutidos nos Fóruns do Portal.
4. Indicação de autores que estejam tratando de cada tema.
Clique aqui para ir ao tópico colocar suas observações.
Autor: luisnassif - Categoria(s): Sem categoria Tags: 2010, políticas públicas‘As 9 em ponto, pontualidade britânica. Clique aqui para acessar o clipping do dia.
Autor: luisnassif - Categoria(s): Sem categoria Tags:A entrada do Banco Central no mercado de câmbio (vendendo swap reverso) não visa preservar o valor do dólar para estimular as exportações, mas minimizar as perdas dos investidores que adquiriram “swap” anteriormente e estavam tendo perdas com a apreciação do real. A análise é do Luiz Sérgio, do Valor:
O Banco Central inverteu ontem a sua rota habitual de intervenção no câmbio e, ao invés de vender dólares, comprou moeda no mercado futuro. Depois de quase oito meses sem comprar dólares, o BC colocou ontem 67,6 mil contratos de swap cambial reverso, com vencimento em 1º de junho. Por meio deles, adquiriu US$ 3,41 bilhões. E, supostamente, impôs um piso à queda do dólar. Como a operação foi desfechada quando a cotação da moeda à vista ameaçava romper R$ 2,10, os analistas entenderam que esse é o preço mínimo tolerado pela autoridade. O BC parece querer evitar declínio muito acentuado do câmbio capaz de atrapalhar as exportações. (…)
O dólar desvaloriza-se pesadamente desde março. Nos últimos dois meses, tombou 7,97%, impondo grave prejuízo aos detentores dos swaps normais, os que pagam a variação cambial, descontada a taxa Selic. Neste ano foram vendidos R$ 16 bilhões desses contratos. Ao voltar a colocar os reversos, o que não fazia desde 29 de setembro, o BC proporciona indiretamente a possibilidade de redução das perdas, já que os novos contratos são remunerados com base na variação da Selic. O risco cambial passa a ser assumido pelo BC. Se o reverso é um instrumento perfeito de oferecimento de liquidez às instituições interessadas em sair dos swaps cambiais tradicionais, é deficiente se o objetivo da autoridade for o de conter a onda de reapreciação cambial.
Qual a razão para o Banco Central ter voltado com as operações de swap reverso? Segurar a queda do dólar.
Ocorre que o lógico no momento seria segurar o dólar adquirindo no mercado spot (‘a vista). O BC compraria o dólar a um valor mais baixo, reconstituiria parte da reserva – que foi queimada na crise – e seguraria a queda do dólar.
A razão desse swap reverso é simples. No período de desvalorização cambial, muitos bancos fizeram swap normal – pelo qual se dispunham a pagar determinado valor pelo dólar, prevenindo-se contra altas maiores.
Ocorre que a partir de abril, com as compras da China e a volta do fluxo de dólares para o país, estava delineado um cenário de queda do dólar. Com isso, os bancos que estavam “comprados” em dólar para junho amargariam prejuízos. Teriam que pagar ao BC a diferença entre o preço de compra de seus contratos e o preço à vista.
O que fez o BC, então? Montou essa operação de swap reverso, permitindo aos bancos reverterem a posição, saírem do enrosco e ainda ganharem a remuneração pela taxa Selic.
É apenas mais uma da extensa relação de estripulias feitas pelo BC desde que começou essa marotagem das operações de swap. Meses antes da crise do ano passado, já tinha escrito aqui alertando para os riscos e a falta de transparência dessas operações.
Bastou o jogo acalmar, para retomarem esse jogo de gasta-que-o-Tesouro-garante. E a mídia de olho em passagens de avião de parlamentares e o Kamel de olho no que o miserável do Bolsa Família faz com 80 reais por mês.
Autor: luisnassif - Categoria(s): Crise, Economia Tags: Banco Central, câmbio, swap reversoUm bom artigo de Paulo Rabello de Castro, na “Folha”, sobre os movimentos de melhora aparente nos mercados internacionais (clique aqui),
Paulo mostra que a queda da Chrysler deverá trazer uma nova rodada de perdas adicionais aos bancos norte-americanos, inclusive nos chamados “swaps” de crédito. E uma nova lufada de pessimismo.
Como explicar que, mesmo assim, os mercados estejam em alta?
Autor: luisnassif - Categoria(s): Crise Tags: bolha, Chrysler, mercadosA leitura alternativa é que essa recuperação recente das cotações de Bolsa de Valores e de commodities, especialmente petróleo e soja, foge aos padrões esperados de oferta e demanda, para se localizar, de novo, como no ano passado, na mesma febre especulativa que enfeitiçou os especuladores com delírios de ganhos extraordinários. E por que essa nova bolha acontece? A explicação ainda é a mesma que a de 2007 e a de 2008, só que a euforia, desta vez, é alimentada pelas autoridades monetárias dos principais países com uma quantidade sem precedentes de moeda, emitida para financiar as operações de socorro. Sem risco imediato de inflação, o Fed dos EUA, os bancos centrais da China e Japão, os bancos da Inglaterra e da Europa passaram a utilizar o expediente das emissões sem lastro como recurso de última instância para financiar as intervenções de ajuda dos seus governos ao setor financeiro, às empresas em apuros e às agências hipotecárias insolventes. Leia mais »
O que está ocorrendo com o câmbio e a indústria brasileira? Aqui vai um pequeno roteiro para entender e correlacionar as notícias dos jornais de hoje (clique aqui).
1. As exportações serão fundamentais para garantir o crescimento da indústria brasileira este ano. Sem elas, a previsão é de uma queda de mais de 4%.
2. Para melhorar as exportações, o câmbio tem um papel fundamental. Ocorre que o Banco Central voltou a deixar que ele se apreciasse.
3. Dois fatores contribuem para tanto. De um lado a altíssima liquidez internacional injetada pelos Bancos Centrais dos maiores países. O crédito demorou para se normalizar. Os últimos dados mostram o Brasil menos vulnerável (neste momento) a uma crise do balanço de pagamentos, em função da queda das importações trazida pela retração econômica. Finalmente, há um efeito manada, decorrente da perspectiva de nova apreciação do real. E um Banco Central inerte. Ou seja, voltamos a ser a cereja no bolo do capital especulativo internacional.
4. A única atuação do BC é através de swaps no mercado futuro de câmbio. Ele se compromete a comprar dólares no futuro por determinado valor, equivalente ao atual mais taxa Selic prevista. Em outros momentos, os swaps provocaram ou prejuízos enormes para o BC ou quase quebradeira das empresas. Mas o BC é incapaz de pensar em soluções criativas para conter o câmbio.
5. Com isso, as perspectivas de melhoria das exportações de manufaturados vão por água abaixo. Leia mais »
Autor: luisnassif - Categoria(s): Crise Tags: câmbio, exportaçõesÉ nitroglicerina pura, Nassif, a reviravolta em andamento no mercado publicitário, segundo o Valor. Isto vai ter consequências muito sérias porque agora começa a pegar pesado no caixa das midias tradicionais:
“A desaceleração econômica gerada pela crise e a necessidade de reduzir custos deve ajudar a aumentar a receita com anúncios na internet. Como as inserções em papel e televisão são muito mais caras do que banners ou equivalentes na mídia eletrônica, a Havas Digital acredita que uma migração será inevitável.
Esse cenário inesperado deve mais do que triplicar a participação da internet e intermeios no total de recursos destinado à publicidade nos próximos dois anos. Leia mais »
Autor: luisnassif - Categoria(s): Mídia Tags: crise, internet, jornais, publicidadeUma certa distribuidora de gás precisou realizar, em meados de 2008, investimentos de um certo valor. Parte dele, ou mais precisamente, R$ 160 milhões, destinavam-se a aquisição de 8.000.000 (oito milhões) de botijas de gás, tanto para substituir aquelas cuja vida útil se esgotara, como para repor as botijas compradas por novos consumidores.
Cada botija custa R$ 200 no fabricante e é repassada ao consumidor final por um preço que varia entre R$ 40/R$50 ( a diferença é subsídio da distribuidora de gás) Cada botija vendida tem um pay back de 4 anos.
Dos 8 milhões de botijas, 2.500.000 destinavam-se exclusivamente a região Nordeste, para repor vasilhames vendidos sem retorno.
Tradução: 2.500.000 de famílias deixaram de consumir lenha para consumir o gás GLP, exclusivamente na região nordeste.
A distribuidora identificou o que estava por trás desse movimento:
a) Bolsa Família
b) poder de compra do salário mínimo
c) empréstimo consignado
d) maior oferta de emprego
O cartão do Bolsa Família serve, entre outras coisas, para comprovar renda. assim, o despossuído que antes dependia de lenha prá cozinhar, para desespero do Ali Kamel consegiu ir até a loja e comprar um fogão por R$ 200, em 18/24 meses, e pela primeira vez comprar um bujão de gás. Daí a necessidade de reposição de 2.500.000 de unidades. Registre-se que isso não aconteceu de repente, foi entre 2003 e 2007. Leia mais »
Autor: luisnassif - Categoria(s): Fome, Políticas Sociais Tags: Bolsa Família, botijão de gás, fogãoAcabo de ler o relatório paralelo de Marcelo Itagiba sobre os trabalhos da CPI das escutas telefônicas clandestinas. Sabe o que é mais interessante? A CPI foi feita para investigar “denúncia” publicada na Revista Veja, edição 2022, nº 33, de 22 de agosto de 2007 (http://veja.abril.com.br/idade/exclusivo/220807/capa.html).
Era a capa dizendo que todos os ministros do STF tinham sido grampeados. Se não me engano, eles todos negaram, direta ou indiretamente, as ilações da revista. Depois disso (já no pós Satiagraha), a Veja veio com mais duas capas com a mesma história. Uma era o tal do relatório reservado sobre rastreamentos eletromagnéticos que o gabinete de Gilmar Mendes vazou para a Veja e a outra era o grampo sem áudio com o Demóstenes Torres.
Nem o relatório do relator nem o de Itagiba tratam desses casos. Isso é que é CPI eficiente.
O que começa com mentira acaba em mentira.
O relatório do ITAgiba eu não seis. Eis o relatoria final do Pellegrino
COMISSÃO PARLAMENTAR DE INQUÉRITO COM A FINALIDADE DE INVESTIGAR ESCUTAS TELEFÔNICAS CLANDESTINAS/ILEGAIS, CONFORME DENÚNCIA PUBLICADA NA REVISTA “VEJA”, EDIÇÃO 2022, Nº 33, DE 22 DE AGOSTO DE 2007.
SUMÁRIO: Apresentação e discussão do Relatório Final da CPI.
http://www2.camara.gov.br/comissoes/temporarias53/cpi/cpiescut/notas/NT230409.pdf
Autor: luisnassif - Categoria(s): Justiça, Política Tags: CPI Grampo, escuta, Itagiba, Satiagraha, VejaNa última reunião da Cosec (Conselho Superior de Economia) da FIESP (Federação das Indústrias do Estado de São Paulo), o economista David Kuppfer fez uma boa apresentação sobre o chamado sistema fragmentário de produção – pelo qual um determinado produto tem fornecedores em vários países diferentes.
Um dos exemplos dados foi o caso do iPod, a partir de um estudo de três pesquisadores americanos, Greg Linden, Kenneth L. Kraemer, Jason Dedrick.
Antes, empresas como a IBM e HP fabricavam tudo no produto, do designer às peças. Hoje, terceiriza-se tudo para redes globais de fabricantes. O estudo analisou o modelo iPod Vídeo, de 30 GBs, que passou a ser vendida em outubro de 2005.
O custo total dos insumos foi de US$ 144,40.
Dos insumos, o mais caro foi o disco rígido de 30 GB fabricado pela Toshiba, no Japão, com um custo estimado de US$ 73,00, mais de 50% do custo total. Desse total, o lucro da Toshiba foi de US$ 19,45. Leia mais »
Autor: luisnassif - Categoria(s): Coluna Econômica, Economia Tags: China, fragmentário, iPod