Um historiador assustador
Por tomás angelo
Vila é fantástico. Ele considera um absurdo o número de pobres beneficiado pelo bolsa família, mas parece não se incomodar com o número de pobres em si.
Por Bruno
olhe a opinião de um especialista no globo
‘os pobres sao e votam. o que se fizer pelos pobres rende votos. logo, qualquer medida que favoreça os pobres constitui demagogia autentica compra de votos. ah, se os pobres não pudessm votar, seria ideal, pois poderiamos fazer politicas para os pobres sem que isso deformasse a vontade popular. um (…) desses que sao escolhidos pelo globo para ir ao painel, para dar notica com credibilidade cientifica. e pior um cara desses se diz democrata. Clique aqui.
Comentário
Ah, é o Marco Antonio Villa e o mancheteiro é do Globo.
Repare só. O previsível conservador-em-permanente-disponibilidade declarou o seguinte:
- É um número assustador. Isso vai ter uma influência decisiva em qualquer processo eleitoral, e, como nós temos eleições a cada dois anos, a gente vai poder constatar isso tanto na esfera municipal como nas esferas estadual e federal – disse.
Aí o repórter Adauri Barbosa consulta um especialista que fulmina o argumento do Villa com uma elegância típica dos verdadeiros intelectuais:
Consultor da Organização das Nações Unidas (ONU), o economista Ladislau Dowbor, professor titular no Departamento de Pós-Graduação da Pontifícia Universidade Católica (PUC) de São Paulo nas áreas de economia e administração, questiona o argumento de que as políticas sociais são eleitoreiras ou demagógicas por terem como alvo os pobres, que são a maioria da população.
- Os pobres são muitos, e votam. O que se fizer pelos pobres rende votos. Logo, qualquer medida que favoreça os pobres constitui demagogia, autêntica compra de votos. Ah, se os pobres não pudessem votar, seria ideal, pois poderíamos fazer políticas para os pobres sem que isso deformasse a vontade popular e pesasse nas eleições. Mas votam, e, como há eleições a cada dois anos, pode-se fazer política para os pobres uma vez a cada dois anos.
Aliás, a única força capaz de equilibrar o jogo em favor dos pobres é o que Villa deve considerar um absurdo: o pobre exercer sua influência através do voto.
Matéria equilibrada. O que não foi equilibrado foi a manchete.
Por tomás angelo
Vila é fantástico. Ele considera um absurdo o número de pobres beneficiado pelo bolsa família, mas parece não se incomodar com o número de pobres em si.
Por Alexandre Leite
Mas vejam o que diz um tucano de boa sepa hoje no Valor:
O economista Samuel Pessoa, assessor do senador Tasso Jereissati (PSDB-CE), afirmou que o governo Lula não pode ser acusado de gastador na área de custeio. Lembrou, no entanto, que Lula elevou muito as despesas sociais e de pessoal, difíceis de serem revertidas. Na sua avaliação, isso criou um tema para a campanha eleitoral de 2010 e um desafio para o próximo governo. Pessoa não vê, no entanto, risco de insolvência fiscal em 2009 e 2010. [...] Os programas sociais são responsáveis por esse crescimento interno e por um padrão regional de distribuição. Parece que o setor de bens não-duráveis e semiduráveis está segurando o emprego, a indústria está gerando crescimento do PIB, de forma que dá para dizer que neste momento esses programas funcionaram como política fiscal. Uma questão mais sofisticada e de difícil resposta é a continuidade dos aumentos do salário mínimo.
Autor: luisnassif - Categoria(s): Fome, Políticas Sociais Tags: Bolsa Família, votos

Ironia é como piada…
Tem aquelas q são e aquelas q apenas pretendem sê-lo
Abaixo, a Ditabranda do Villa:
O que mais assusta a oposição é forma como o Governo do Presidente Lula está lidando com as forças antagônicas da sociedade, ao mesmo tempo que amplia as políticas sociais, garante a rentabilidade dos financiadores da dívida pública.
As apostas de FHC eram de que o Governo Lula não sobreviveria a estas disputas nas relações econômicas e sociais, abrindo espaço para caos econômica e social.
Tudo indica que o Governo do Presidente Lula promoverá as mudanças graduais na economia brasileira utilizando o desenvolvimento do biocombustíveis e do aumento da produção de petróleo para atenuar as tensões sociais.
Noto, pelos comentários, que há ainda os que acham que o Bolsa-Família é esmola.
Será que não sabem que a principal contrapartida é que as crianças dessas famílias TÊM que freqüentar a escola?
Aumentar o nível educacional das famílias de baixa renda não é ensinar a pescar?
Os EUA têm o seu Bolsa-Família há muitas décadas. Não vi ninguém reclamar…
Sempre leio seu blog e leio inclusive os comentários. Mas em relação a este assunto, creio que vale a pena ver o que falou o Presidente Lula em uma entrevista outro dia: Nunca ocorreu como agora, dos governos não abrirem frentes de trabalho ( uma massa de homens famintos carregando nas costas uma enxada para empilhar pedras e terra seca ) por uma cesta básica, que seria trocada por votos dos coronéis da cidade onde viviam. A bolsa familia é entregue diretamente ao beneficiário, sem intermediações, e de prefer^ncia à mulher da família, que se supõe, faz melhor administração dos recursos. Então já uma vantagem, tirar das mãos de coronéis o controle destes votos que eram de cabresto. O processo é lento mas pode mudar totalmente a nosssa sociedade, quando melhorar o processo de educação. Já temos um primeiro passo, que é tirar da miséria. Quanto a ensinar a pescar, lembremos do desmonte das escolas técnjicas promovidas pelo desgoverno anterior, que aos poucos está se estruturando novamente. além do prouni e até mesmo o prominp, que se propõe a tirar do zero o conhecimento de trabalhadores para ocupar futuros postos de trabalho na área de petróleo.
E o prominp dá capacitação em vários níveis da hierarquia do processo óleo e gás.
Por mais polemico,que o tema seja,os defensores e os opositores do Bolsa-família,estão entrando numa discussão que jamais terá fim,nem ganhador,e isso só confunde aos menos esclarecidos,sobre a função de um governo realmente comprometido com o social.
O Prof.Villa,é nascido em bêrço de ouro,e jamais visitou uma comunidade pobre,destas aonde o Bolsa-família mostrou que é possível àqueles desamparados conhecerem o significado da palavra cidadania.
Quando estas pessoas passam a ter o sagrado direito da existencia,no seu sentido mais amplo,que é ter o direito de alimentar-se 3 veses ao dia; Poder mandar seus filhos menores à escola,e tira-los do trabalho infantil;Saber que o mínimo essencial para sua subsistencia será garantido pela ação social do governo federal,que na prática,está tirando “um copo dágua”do oceano,que é parte do orçamento federal, destinada ao setor de assistencia social.
Desconhecer esta obra do governo Lula,ao iniciar no Brasil,esta que é talvez a maior lição de distribuição de renda,por temer que os seus sucessores não consigam dar continuidade,é querer que voltemos à idade da pedra.
O nosso colaborador Roberto São Paulo,foi muito preciso,ao escrever “O processo de distribuição de renda,via programas sociais,como os ora existentes,tem que ser o jargão de quem ousar suceder ao Lula”do contrário este candidato estará fadado ao fracasso político.
Não dá para voltar atraz,nestas ações,e num país que pode pagar cêrca de R$160.000,00 mensais(entre salários,jetons,verba de representação,despesas com passagens aéreas,convenios médicos,etc,etc)aos seus 581 parlamentares da Câmara e do Senado,o valor dispendido do orçamento federal,com os criticados programas sociais é insignificante,dado o seu retôrno.
Percebo que na resposta do amigo Andre Araujo ao Emílio GF,um ranço de autoritarismo,da parte do 1º,que como todo empresário elitista,não aceita que os brasileiros menos afortunados na vida,tenham qualquer assistecia esttal,afinal quem disse que pobre teria que ter os direitos que os elitistas do CANSADOS,tem ?
Toda essa reeleitura sobre a ditadura me traz um pouco de medo. A banalização do mundo acadêmico, onde vale qualquer análise para se tornar doutor e publicar na CAPES, tem forçado “novas” leituras de fases e momentos há muito já discutidos. Contudo, muitos tem se empenhado em desconstruir ou construir novas realidades tendo por dados e fontes qulquer boletim ou jornal. Nâo sei onde isso vai dar. O que tenho certeza é que o conhecimento merece respeito e um tempo de maturação e como dizia Bourdieu de “objetivação”. Fora isso, me nego a ler muita coisa que está sendo publicado por aí. Novamente, fica só o registro.
Abraços e PAZ
Lúcio
Ja que nao se consegue impedir que pobre vote e tudo que é feito pelos pobres se transforma em voto,talvez o ideal seja manter a politica do Farol de Alexandria(FHC),que nao fez nada pelos pobres,so pelos ricos daqui e de fora!!!
É deploravel ver o que publica um jornal que se diz serio!!!
Digno de interdiçao!
Muito engraçado.
Eu sou melhor, meus conhecimentos estão baseados numa montanha de livros. Tenho um verdadeiro almoxarifado abarrotado de obras dedicadas ao imperio romano, sendo na maior parte, raridades em latim primitivo, faladas apenas no Lácio.
Portanto, não discuta comigo sobre bolsa família. Acho esse programa populista, verdadeiro cata voto de miserável.
Muito diferente do bolsa escola com gás, do erudito FHC. Este sim, um programa eficaz.
Tem também o bolsa anzol, muito bom, porque ensina a pescar. Na sua implantação, houveram pequenos problemas no nordeste, por conta da falta de rios perenes em algumas localidades.
No próximo mandato pretendemos superar tais percalços. Contamos com ajuda dos nossos especialistas, provavelmente a Mírim Leitão, será convidada a ceder parte de sua sabedoria.
Quando retornarmos com o Serra, pretendemos até ampliar o programa, vamos agregar ao anzol, 2 metros de linha e uma vara.
Com essas medidas, acreditamos, os pobres se tornarão pescadores independentes, e, cuidarão da própria vida, pagando a escola dos filhos, seus cartões de credito, seguro saúde, podendo até viajar à europa, visitar Roma, vixe, vão aprender um pouco de História.
Terão oportunidade de aprender com quantos paus se constroi um império. Como são fabricadas as leis, e, subretudo, como se enchem linguiças.
Abraços. Orlando
Nassif, em circunstância normais a afirmação de que o ideal seria o pobre não votar, só poderia ser tomado como uma ironia. Mas não estamos em uma época de circiunstâncias normais, estamos? Pelo menos na mídia as circunstâncias estão para lá de anormais. Por isso, pelo andar da carruagem neocon, não é totalmente absurdo que preguem a volta do voto censitário