iG
iBest BrTurbo

Publicidade

Publicidade
04/05/2009 - 13:38

Um historiador assustador

Por tomás angelo

Vila é fantástico. Ele considera um absurdo o número de pobres beneficiado pelo bolsa família, mas parece não se incomodar com o número de pobres em si.

Por Bruno

olhe a opinião de um especialista no globo

‘os pobres sao e votam. o que se fizer pelos pobres rende votos. logo, qualquer medida que favoreça os pobres constitui demagogia autentica compra de votos. ah, se os pobres não pudessm votar, seria ideal, pois poderiamos fazer politicas para os pobres sem que isso deformasse a vontade popular. um (…) desses que sao escolhidos pelo globo para ir ao painel, para dar notica com credibilidade cientifica. e pior um cara desses se diz democrata. Clique aqui.

Comentário

Ah, é o Marco Antonio Villa e o mancheteiro é do Globo.

Repare só. O previsível conservador-em-permanente-disponibilidade declarou o seguinte:

- É um número assustador. Isso vai ter uma influência decisiva em qualquer processo eleitoral, e, como nós temos eleições a cada dois anos, a gente vai poder constatar isso tanto na esfera municipal como nas esferas estadual e federal – disse.

Aí o repórter Adauri Barbosa consulta um especialista que fulmina o argumento do Villa com uma elegância típica dos verdadeiros intelectuais:

Consultor da Organização das Nações Unidas (ONU), o economista Ladislau Dowbor, professor titular no Departamento de Pós-Graduação da Pontifícia Universidade Católica (PUC) de São Paulo nas áreas de economia e administração, questiona o argumento de que as políticas sociais são eleitoreiras ou demagógicas por terem como alvo os pobres, que são a maioria da população.

- Os pobres são muitos, e votam. O que se fizer pelos pobres rende votos. Logo, qualquer medida que favoreça os pobres constitui demagogia, autêntica compra de votos. Ah, se os pobres não pudessem votar, seria ideal, pois poderíamos fazer políticas para os pobres sem que isso deformasse a vontade popular e pesasse nas eleições. Mas votam, e, como há eleições a cada dois anos, pode-se fazer política para os pobres uma vez a cada dois anos.

Aliás, a única força capaz de equilibrar o jogo em favor dos pobres é o que Villa deve considerar um absurdo: o pobre exercer sua influência através do voto.

Matéria equilibrada. O que não foi equilibrado foi a manchete.

Por tomás angelo

Vila é fantástico. Ele considera um absurdo o número de pobres beneficiado pelo bolsa família, mas parece não se incomodar com o número de pobres em si.

Por Alexandre Leite

Mas vejam o que diz um tucano de boa sepa hoje no Valor:

O economista Samuel Pessoa, assessor do senador Tasso Jereissati (PSDB-CE), afirmou que o governo Lula não pode ser acusado de gastador na área de custeio. Lembrou, no entanto, que Lula elevou muito as despesas sociais e de pessoal, difíceis de serem revertidas. Na sua avaliação, isso criou um tema para a campanha eleitoral de 2010 e um desafio para o próximo governo. Pessoa não vê, no entanto, risco de insolvência fiscal em 2009 e 2010. [...] Os programas sociais são responsáveis por esse crescimento interno e por um padrão regional de distribuição. Parece que o setor de bens não-duráveis e semiduráveis está segurando o emprego, a indústria está gerando crescimento do PIB, de forma que dá para dizer que neste momento esses programas funcionaram como política fiscal. Uma questão mais sofisticada e de difícil resposta é a continuidade dos aumentos do salário mínimo.

Autor: luisnassif - Categoria(s): Fome, Políticas Sociais Tags: ,

111 comentários para “Um historiador assustador”

  1. Marko disse:

    Ironia é como piada…
    Tem aquelas q são e aquelas q apenas pretendem sê-lo

  2. Stanley Burburinho disse:

    Abaixo, a Ditabranda do Villa:

    “Como foi boa a nossa ditadura

    Atualizado e Publicado em 05 de março de 2009 às 10:55

    Ditadura à brasileira

    MARCO ANTONIO VILLA, na Folha de S. Paulo

    É ROTINEIRA a associação do regime militar brasileiro com as ditaduras do Cone Sul (Argentina, Uruguai, Chile e Paraguai). Nada mais falso. O regime militar brasileiro teve características próprias, independentes até da Guerra Fria.

    Fez parte de uma tradição anti-democrática solidamente enraizada e que nasceu com o positivismo, no final do Império. O desprezo pela democracia foi um espectro que rondou o nosso país durante cem anos de república. Tanto os setores conservadores como os chamados progressistas transformaram a democracia em um obstáculo à solução dos grandes problemas nacionais, especialmente nos momentos de crise política.

    O regime militar brasileiro não foi uma ditadura de 21 anos. Não é possível chamar de ditadura o período 1964-1968 (até o AI-5), com toda a movimentação político-cultural. Muito menos os anos 1979-1985, com a aprovação da Lei de Anistia e as eleições para os governos estaduais em 1982. Mas as diferenças são maiores.

    Enquanto a ditadura argentina fechou cursos universitários, no Brasil ocorreu justamente o contrário. Houve uma expansão do ensino público de terceiro grau por meio das universidades federais, sem esquecer várias universidades públicas estaduais que foram criadas no período, como a Unicamp e a Unesp, em São Paulo.

    Ocorreu enorme expansão na pós-graduação por meio da ação do CNPq (Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico) e da Capes (Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior), especialmente, e da Fapesp (Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo), em São Paulo. Ou seja, os governos militares incentivaram a formação de quadros científicos em todas as áreas do conhecimento concedendo bolsas de estudos no Brasil e no exterior. As ditaduras do Cone Sul agiram dessa forma?

    A Embrafilme -que teve importante papel no desenvolvimento do cinema nacional- foi criada no auge do regime militar, em 1969. Financiou a fundo perdido centenas de filmes, inclusive de obras críticas ao governo (o ministro Celso Amorim presidiu a Embrafilme durante o regime militar). A Funarte foi criada em 1975 -quem pode negar sua importância no desenvolvimento da música, das artes plásticas e do teatro brasileiros? E seus projetos de grande êxito, como o Pixinguinha, criado em 1977, para difundir a música nacional?

    No Brasil, naquele período, circularam jornais independentes -da imprensa alternativa- com críticas ao regime (evidentemente, não deve ser esquecida a ação nefasta da censura contra esses periódicos). Isso ocorreu no Chile de Pinochet? E os festivais de música popular e as canções-protesto? Na Argentina de Videla esse fato se repetiu? E o teatro de protesto? A ditadura argentina privatizou e desindustrializou a economia. Quem não se recorda do ministro Martinez de Hoz? Já o regime militar brasileiro estatizou grande parte da economia.

    Somente o presidente Ernesto Geisel criou mais de uma centena de estatais. Os governos militares industrializaram o país, modernizaram a infraestrutura, romperam os pontos de estrangulamento e criaram as condições para o salto recente do Brasil, como por meio das descobertas da Petrobras nas bacias de Santos e de Campos nos anos 1970.

    É sabido que o crescimento econômico foi feito sem critérios, concentrou renda, criou privilégios nas empresas estatais (que foram denunciados, ainda em 1976, nas célebres reportagens de Ricardo Kotscho sobre as mordomias) e estabeleceu uma relação nociva com as empreiteiras de obras públicas. Porém, é inegável que se enfrentaram e se venceram vários desafios econômicos e sociais. É curioso o processo de alguns intelectuais de tentarem representar o papel de justiceiros do regime militar. Acaba sendo uma ópera-bufa. Estranhamente, omitiram-se quando colegas foram aposentados compulsoriamente pelo AI-5, como Florestan Fernandes, Fernando Henrique Cardoso, Emilia Viotti da Costa, entre outros; ou quando colegas foram presos e condenados pela “Justiça Militar”, como Caio Prado Júnior.

    Muitos fizeram carreira acadêmica aproveitando-se desse vazio e “resistiram” silenciosamente. A história do regime militar ainda está presa numa armadilha. De um lado, pelos seus adversários. Alguns auferem altos dividendos por meio de generosas aposentadorias e necessitam reforçar o caráter retrógrado e repressivo do regime, como meio de justificar as benesses. De outro, por civis (estes, esquecidos nas polêmicas e que alçaram altos voos com a redemocratização) e militares que participaram da repressão e que necessitam ampliar a ação opositora -especialmente dos grupos de luta armada- como justificativa às graves violações dos direitos humanos.

    MARCO ANTONIO VILLA, 52, é professor de história do Departamento de Ciências Sociais da UFSCar (Universidade Federal de São Carlos) e autor, entre outros livros, de “Jango, um Perfil”.

    http://www.viomundo.com.br/voce-escreve/como-foi-boa-a-nossa-ditadura/

    http://www1.folha.uol.com.br/fsp/opiniao/fz0503200908.htm – Para assinantes.”

  3. Roberto São Paulo;SP disse:

    O que mais assusta a oposição é forma como o Governo do Presidente Lula está lidando com as forças antagônicas da sociedade, ao mesmo tempo que amplia as políticas sociais, garante a rentabilidade dos financiadores da dívida pública.

    As apostas de FHC eram de que o Governo Lula não sobreviveria a estas disputas nas relações econômicas e sociais, abrindo espaço para caos econômica e social.

    Tudo indica que o Governo do Presidente Lula promoverá as mudanças graduais na economia brasileira utilizando o desenvolvimento do biocombustíveis e do aumento da produção de petróleo para atenuar as tensões sociais.

  4. Noto, pelos comentários, que há ainda os que acham que o Bolsa-Família é esmola.
    Será que não sabem que a principal contrapartida é que as crianças dessas famílias TÊM que freqüentar a escola?
    Aumentar o nível educacional das famílias de baixa renda não é ensinar a pescar?
    Os EUA têm o seu Bolsa-Família há muitas décadas. Não vi ninguém reclamar…

  5. Gerson disse:

    Sempre leio seu blog e leio inclusive os comentários. Mas em relação a este assunto, creio que vale a pena ver o que falou o Presidente Lula em uma entrevista outro dia: Nunca ocorreu como agora, dos governos não abrirem frentes de trabalho ( uma massa de homens famintos carregando nas costas uma enxada para empilhar pedras e terra seca ) por uma cesta básica, que seria trocada por votos dos coronéis da cidade onde viviam. A bolsa familia é entregue diretamente ao beneficiário, sem intermediações, e de prefer^ncia à mulher da família, que se supõe, faz melhor administração dos recursos. Então já uma vantagem, tirar das mãos de coronéis o controle destes votos que eram de cabresto. O processo é lento mas pode mudar totalmente a nosssa sociedade, quando melhorar o processo de educação. Já temos um primeiro passo, que é tirar da miséria. Quanto a ensinar a pescar, lembremos do desmonte das escolas técnjicas promovidas pelo desgoverno anterior, que aos poucos está se estruturando novamente. além do prouni e até mesmo o prominp, que se propõe a tirar do zero o conhecimento de trabalhadores para ocupar futuros postos de trabalho na área de petróleo.

  6. Gerson disse:

    E o prominp dá capacitação em vários níveis da hierarquia do processo óleo e gás.

  7. Raí disse:

    Por mais polemico,que o tema seja,os defensores e os opositores do Bolsa-família,estão entrando numa discussão que jamais terá fim,nem ganhador,e isso só confunde aos menos esclarecidos,sobre a função de um governo realmente comprometido com o social.
    O Prof.Villa,é nascido em bêrço de ouro,e jamais visitou uma comunidade pobre,destas aonde o Bolsa-família mostrou que é possível àqueles desamparados conhecerem o significado da palavra cidadania.
    Quando estas pessoas passam a ter o sagrado direito da existencia,no seu sentido mais amplo,que é ter o direito de alimentar-se 3 veses ao dia; Poder mandar seus filhos menores à escola,e tira-los do trabalho infantil;Saber que o mínimo essencial para sua subsistencia será garantido pela ação social do governo federal,que na prática,está tirando “um copo dágua”do oceano,que é parte do orçamento federal, destinada ao setor de assistencia social.
    Desconhecer esta obra do governo Lula,ao iniciar no Brasil,esta que é talvez a maior lição de distribuição de renda,por temer que os seus sucessores não consigam dar continuidade,é querer que voltemos à idade da pedra.
    O nosso colaborador Roberto São Paulo,foi muito preciso,ao escrever “O processo de distribuição de renda,via programas sociais,como os ora existentes,tem que ser o jargão de quem ousar suceder ao Lula”do contrário este candidato estará fadado ao fracasso político.
    Não dá para voltar atraz,nestas ações,e num país que pode pagar cêrca de R$160.000,00 mensais(entre salários,jetons,verba de representação,despesas com passagens aéreas,convenios médicos,etc,etc)aos seus 581 parlamentares da Câmara e do Senado,o valor dispendido do orçamento federal,com os criticados programas sociais é insignificante,dado o seu retôrno.
    Percebo que na resposta do amigo Andre Araujo ao Emílio GF,um ranço de autoritarismo,da parte do 1º,que como todo empresário elitista,não aceita que os brasileiros menos afortunados na vida,tenham qualquer assistecia esttal,afinal quem disse que pobre teria que ter os direitos que os elitistas do CANSADOS,tem ?

  8. Lúcio Alves de Barros disse:

    Toda essa reeleitura sobre a ditadura me traz um pouco de medo. A banalização do mundo acadêmico, onde vale qualquer análise para se tornar doutor e publicar na CAPES, tem forçado “novas” leituras de fases e momentos há muito já discutidos. Contudo, muitos tem se empenhado em desconstruir ou construir novas realidades tendo por dados e fontes qulquer boletim ou jornal. Nâo sei onde isso vai dar. O que tenho certeza é que o conhecimento merece respeito e um tempo de maturação e como dizia Bourdieu de “objetivação”. Fora isso, me nego a ler muita coisa que está sendo publicado por aí. Novamente, fica só o registro.

    Abraços e PAZ

    Lúcio

  9. Marci disse:

    Ja que nao se consegue impedir que pobre vote e tudo que é feito pelos pobres se transforma em voto,talvez o ideal seja manter a politica do Farol de Alexandria(FHC),que nao fez nada pelos pobres,so pelos ricos daqui e de fora!!!
    É deploravel ver o que publica um jornal que se diz serio!!!
    Digno de interdiçao!

  10. Orlando Varêda disse:

    Muito engraçado.

    Eu sou melhor, meus conhecimentos estão baseados numa montanha de livros. Tenho um verdadeiro almoxarifado abarrotado de obras dedicadas ao imperio romano, sendo na maior parte, raridades em latim primitivo, faladas apenas no Lácio.

    Portanto, não discuta comigo sobre bolsa família. Acho esse programa populista, verdadeiro cata voto de miserável.

    Muito diferente do bolsa escola com gás, do erudito FHC. Este sim, um programa eficaz.

    Tem também o bolsa anzol, muito bom, porque ensina a pescar. Na sua implantação, houveram pequenos problemas no nordeste, por conta da falta de rios perenes em algumas localidades.

    No próximo mandato pretendemos superar tais percalços. Contamos com ajuda dos nossos especialistas, provavelmente a Mírim Leitão, será convidada a ceder parte de sua sabedoria.

    Quando retornarmos com o Serra, pretendemos até ampliar o programa, vamos agregar ao anzol, 2 metros de linha e uma vara.

    Com essas medidas, acreditamos, os pobres se tornarão pescadores independentes, e, cuidarão da própria vida, pagando a escola dos filhos, seus cartões de credito, seguro saúde, podendo até viajar à europa, visitar Roma, vixe, vão aprender um pouco de História.

    Terão oportunidade de aprender com quantos paus se constroi um império. Como são fabricadas as leis, e, subretudo, como se enchem linguiças.

    Abraços. Orlando

  11. Juliano Guilherme disse:

    Nassif, em circunstância normais a afirmação de que o ideal seria o pobre não votar, só poderia ser tomado como uma ironia. Mas não estamos em uma época de circiunstâncias normais, estamos? Pelo menos na mídia as circunstâncias estão para lá de anormais. Por isso, pelo andar da carruagem neocon, não é totalmente absurdo que preguem a volta do voto censitário

Deixe um comentário:

Antes de escrever seu comentário, lembre-se: o iG não publica comentários ofensivos, obscenos, que vão contra a lei, que não tenham o remetente identificado ou que não tenham relação com o conteúdo comentado. Dê sua opinião com responsabilidade!

Os campos com * são de preenchimento obrigatório






Voltar ao topo