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Arquivo de maio 4th, 2009

04/05/2009 - 20:00

Trivial de Glenio Bianchetti

Do Portal Luís Nassif

Por Adriana Tasca
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Autor: luisnassif - Categoria(s): Cultura Tags:
04/05/2009 - 18:03

Uma discussão racional

O Valor publica, em sua edição de hoje, um bom debate entre Antonio Delfim Netto (que poderia ser classificado de economista pragmático), Samuel Pessôa (monetarista ortodoxo) e Cândido Bracher (do mercado).

Coloque três pessoas inteligentes, não presas a armadilhas ideológicas e o resultado é uma discussão inteligente (clique aqui para ler a matéria completa).

Valor: Até que ponto a distribuição blindou a economia?

Delfim Netto: Isso é parte do mercado interno um pouco mais forte que temos hoje. Uma crítica que se faz é a de que o Bolsa Família está dando o peixe em vez de dar a vara de pescar. O programa é acompanhado por alguns controles, a obrigação de frequentar escola, por exemplo. Deve haver naturalmente alguma fraude. Mas há pessoas que devolvem o benefício porque já conseguiram uma renda, o que mostra que o país tem áreas de excelência e indivíduos que fraudam. O Bolsa Família nos ajudou a tolerar a economia de mercado.

Samuel Pessoa: Os programas sociais são responsáveis por esse crescimento interno e por um padrão regional de distribuição. Parece que o setor de bens não-duráveis e semiduráveis está segurando o emprego, a indústria está gerando crescimento do PIB, de forma que dá para dizer que neste momento esses programas funcionaram como política fiscal. Uma questão mais sofisticada e de difícil resposta é a continuidade dos aumentos do salário mínimo.

Delfim: A fórmula de correção é imprudente, como é toda vinculação. Com tudo o que fizemos na Constituição, o Brasil é um país que está ficando velho sem ficar rico. Em 2040 a população vai começar a cair, a taxa de reprodução líquida já baixou para 1,5, ou seja, vai reduzir o tamanho da população, o número de velhos vai triplicar e o número de crianças abaixo de 14 anos vai reduzir à metade, de forma que toda aquela vinculação de educação e saúde está errada.

Autor: luisnassif - Categoria(s): Sem categoria Tags:
04/05/2009 - 13:38

Um historiador assustador

Por tomás angelo

Vila é fantástico. Ele considera um absurdo o número de pobres beneficiado pelo bolsa família, mas parece não se incomodar com o número de pobres em si.

Por Bruno

olhe a opinião de um especialista no globo

‘os pobres sao e votam. o que se fizer pelos pobres rende votos. logo, qualquer medida que favoreça os pobres constitui demagogia autentica compra de votos. ah, se os pobres não pudessm votar, seria ideal, pois poderiamos fazer politicas para os pobres sem que isso deformasse a vontade popular. um (…) desses que sao escolhidos pelo globo para ir ao painel, para dar notica com credibilidade cientifica. e pior um cara desses se diz democrata. Clique aqui.

Comentário

Ah, é o Marco Antonio Villa e o mancheteiro é do Globo.

Repare só. O previsível conservador-em-permanente-disponibilidade declarou o seguinte:

- É um número assustador. Isso vai ter uma influência decisiva em qualquer processo eleitoral, e, como nós temos eleições a cada dois anos, a gente vai poder constatar isso tanto na esfera municipal como nas esferas estadual e federal – disse.

Aí o repórter Adauri Barbosa consulta um especialista que fulmina o argumento do Villa com uma elegância típica dos verdadeiros intelectuais:

Consultor da Organização das Nações Unidas (ONU), o economista Ladislau Dowbor, professor titular no Departamento de Pós-Graduação da Pontifícia Universidade Católica (PUC) de São Paulo nas áreas de economia e administração, questiona o argumento de que as políticas sociais são eleitoreiras ou demagógicas por terem como alvo os pobres, que são a maioria da população.

- Os pobres são muitos, e votam. O que se fizer pelos pobres rende votos. Logo, qualquer medida que favoreça os pobres constitui demagogia, autêntica compra de votos. Ah, se os pobres não pudessem votar, seria ideal, pois poderíamos fazer políticas para os pobres sem que isso deformasse a vontade popular e pesasse nas eleições. Mas votam, e, como há eleições a cada dois anos, pode-se fazer política para os pobres uma vez a cada dois anos.

Aliás, a única força capaz de equilibrar o jogo em favor dos pobres é o que Villa deve considerar um absurdo: o pobre exercer sua influência através do voto.

Matéria equilibrada. O que não foi equilibrado foi a manchete.

Por tomás angelo

Vila é fantástico. Ele considera um absurdo o número de pobres beneficiado pelo bolsa família, mas parece não se incomodar com o número de pobres em si.

Por Alexandre Leite

Mas vejam o que diz um tucano de boa sepa hoje no Valor:

O economista Samuel Pessoa, assessor do senador Tasso Jereissati (PSDB-CE), afirmou que o governo Lula não pode ser acusado de gastador na área de custeio. Lembrou, no entanto, que Lula elevou muito as despesas sociais e de pessoal, difíceis de serem revertidas. Na sua avaliação, isso criou um tema para a campanha eleitoral de 2010 e um desafio para o próximo governo. Pessoa não vê, no entanto, risco de insolvência fiscal em 2009 e 2010. [...] Os programas sociais são responsáveis por esse crescimento interno e por um padrão regional de distribuição. Parece que o setor de bens não-duráveis e semiduráveis está segurando o emprego, a indústria está gerando crescimento do PIB, de forma que dá para dizer que neste momento esses programas funcionaram como política fiscal. Uma questão mais sofisticada e de difícil resposta é a continuidade dos aumentos do salário mínimo.

Autor: luisnassif - Categoria(s): Fome, Políticas Sociais Tags: ,
04/05/2009 - 13:29

O “confisco” da poupança

Por André C. P. Martins

Aproveitei o feriado para visitar parentes e notei que muitos deles estão planejando comprar bens para evitar o confisco da poupança pelo Lula. Não sei se esse movimento é generalizado ou não, mas mostra o tamanho da irresponsabilidade do PPS.

Autor: luisnassif - Categoria(s): Sem categoria Tags:
04/05/2009 - 13:20

A ditabranda e a asfixia da imprensa alternativa

Belíssimo levantamento do Estadão, mostrando como a “ditabranda” asfixiou a imprensa alternativa da época, em pleno governo Geisel e com a concordância do Ministro da Fazenda Mário Henrique Simonsen, valendo-se da Receita Federal (clique aqui).

Uma operação secreta de uso da Receita Federal para exterminar a imprensa alternativa foi desencadeada entre 1976 e 1978 pelo governo Ernesto Geisel (1974-1979), mostram documentos sigilosos da extinta Divisão de Segurança e Informações do Ministério da Justiça (DSI-MJ) obtidos pelo Estado.

Embora notabilizado pela suspensão da censura a jornais, pelo fim da tortura de presos políticos e pela distensão “lenta, segura e gradual”, o general, penúltimo ditador do ciclo militar de 1964, autorizou a ofensiva contra os pequenos veículos em despachos com o então ministro da Justiça, Armando Falcão. O ministro da Fazenda, Mário Henrique Simonsen, concordou com a ação, proposta pelo II Exército – hoje Comando Militar do Sudeste, de São Paulo.

A autorização de Geisel para um ataque fiscal ao jornal Versus está documentada em ofício de 1º de setembro de 1978. Nele, o chefe de gabinete do Ministério da Justiça, Walter Costa Porto, transmite pedido da Polícia Federal para liberar a ação. A resposta vem manuscrita. “Confidencial. Conversei, no despacho de hoje, com o Exmo. Sr Presidente da República, que aprovou a medida”, escreve Falcão. “Prepare-se, assim, o competente expediente ao Sr. Ministro de Estado da Fazenda. Em 11.9.1978. A. Falcão.” Uma lista com Versus e outras 41 publicações que deveriam sofrer o mesmo processo da Receita, entre elas O Pasquim e Movimento, integra o dossiê.

Continua

Autor: luisnassif - Categoria(s): Mídia, Política Tags: , ,
04/05/2009 - 13:15

A crise global, segundo a Coface

Um dos melhores indicadores sobre a situação do crédito é a Coface – a gigante francesa que segura créditos de exportação. Boa sacada do Estadão, o de entrevistar seu principal executivo, através do sempre competente Fernando Dantas.

Do Estadão

”Otimismo pode voltar no 2º semestre”

Jérôme Cazes: presidente mundial da Coface; Números preliminares de abril já são sinais de melhora, com alguma estabilização no cenário de risco de crédito

Fernando Dantas, RIO

Se nenhuma notícia muito ruim abalar a economia global nos próximos meses, é possível que se inicie um momento mais otimista no segundo semestre, com milhões de empresas no mundo todo voltando a tocar planos de investimento, contratação, crédito, etc. A previsão é de Jérôme Cazes, presidente mundial da empresa francesa Coface, uma das maiores seguradoras mundiais de risco de crédito comercial (entre empresas)do mundo, com uma carteira de 500 bilhões.

Cobrindo o risco de crédito de mais de 2,5 milhões de empresas no mundo todo, a Coface tem um poderoso termômetro da economia real, que permitiu que Cazes previsse, em entrevista ao jornal Valor em janeiro de 2008, “um banho de sangue na indústria financeira”. Modesto, ele relativiza o seu prognóstico, dizendo que a piora depois da concordata do Lehman Brothers, em setembro do ano passado, ultrapassou em muito a sua previsão. O Brasil e a Índia, diz o executivo, foram os únicos países grandes a não ser rebaixados na sua classificação (rating) da Coface depois da crise. O Brasil que é A4, já em nível de grau de investimento, foi protegido pela cautela do governo, dos bancos e das empresas, segundo Cazes. A seguir, trechos da entrevista. Leia mais »

Autor: luisnassif - Categoria(s): Crise Tags: ,
04/05/2009 - 13:10

O financiamento à cultura

Da Folha

Como mudar de fato o financiamento à cultura

SHARON HESS

Com mudanças nas leis de incentivo, alguns de fato vão perder, mas a cultura e os princípios republicanos serão fortalecidos
(…) O projeto de lei do Ministério da Cultura, em consulta pública, não soluciona as incongruências do modelo atual ao manter os incentivos fiscais e não abordar a mais irracional das leis de incentivo, a Lei do Audiovisual, que remunera empresas pela alocação de recursos públicos.

Sem tocar nas questões de base, a nova lei, se implementada, será mais do mesmo, salvo um aspecto: o fortalecimento proposto do Fundo Nacional de Cultura (FNC), de financiamento direto, que opera desde 1991 com recursos ínfimos e sem regras claras. A efetividade desse mecanismo, porém, depende de uma política cultural e de recursos expressivos e contínuos. Leia mais »

Autor: luisnassif - Categoria(s): Cultura Tags: ,
04/05/2009 - 12:57

Os índices da Basileia

Alguém teria os índices da Basileia dos quatro últimos anos para os seguintes bancos: Bank of America, Citibank, JP Morgan, Wachozia e Wells Fargo?

Autor: luisnassif - Categoria(s): Sem categoria Tags:
04/05/2009 - 12:56

A “supremocracia”, um poder ameaçador

A Folha dá matérias analisando o aumento de poder do Supremo Tribunal Federal (STF), no vácuo dos demais poderes. Um bom tema, com um tratamento muito superficial (clique aqui).

As exorbitâncias de Gilmar Mendes, seu autoritarismo irrefreável, a irresponsabilidade de fazer acusações sem provas, o espírito vingativo, a parcialidade nas colocações, as investidas contra todas as demais instâncias do Judiciário, MP e Polícia Federal, somadas ao corporativismo cego do órgão, estão transformando o Supremo em um poder ameaçador.

Faz parte desse concerto o processo permanente de desmoralização do Legislativo e de esconder todas as mazelas do Supremo. Leia mais »

Autor: luisnassif - Categoria(s): Justiça Tags: ,
04/05/2009 - 11:22

As estatais e a transparência

A maior ameaça às estatais é o excesso de corporativismo. No início dos anos 90, houve uma perda de legitimidade, em grande parte devido a lideranças de estatais sem sensibilidade política para tratar com a opinião pública e os parceiros. Criou-se uma imagem de arrogância no executivo de estatal, jogando para segundo plano outras virtudes. De certo modo foi a mesma doença que vitimou mais recentemente CEOs de grupos privados no auge do mercadismo.

Nessa nova fase, em que há a legitimação de estatais como a Petrobrás – com o avanço no pré-sal e a projeção internacional – e dos bancos públicos – suprindo a carência de crédito, um dos pontos centrais será a definição de lideranças que consigam enxergar além dos limites do corporativismo, que imponham normas cada vez mais transparentes de divulgação de dados e informações.

Na Folha de hoje, entrevista de Fernando Barros de Mello com Warren Krafchik, economista sul-africano coordenador do Índice de Transparência Orçamentária, que avaliou 85 países e no qual o Brasil ficou em oitavo lugar (clique aqui). Leia mais »

Autor: luisnassif - Categoria(s): Gestão Pública Tags: ,
04/05/2009 - 09:34

O diretor de escola paulista

A Folha traz entrevista de Fábio Takahashi com o diretor da melhor escola da rede estadual de São Paulo no Enem (Exame Nacional do Ensino Médio) – e 2.596o entre todas.

Sua avaliação: ” Governo do Estado só me atrapalha”, assim como a politização na eleição dos diretores.

Trechos principais da entrevista com Camilo Oliveira:

FOLHA – Por que a escola teve a melhor nota da rede no Enem?
CAMILO DA SILVA OLIVEIRA – É um trabalho de 22 anos, que resistiu a sucessivas trocas de governo e de secretários.

FOLHA – No dia-a-dia, o que a sua escola tem de diferente?
OLIVEIRA – Um eixo pedagógico, o rol de conteúdos [currículo], uma sequência de conteúdos. Fui pesquisar, porque o Estado não tinha subsídio para isso. Pesquisei escolas particulares e vestibulares de ponta. O Estado nem desconfiava desse rol. E hoje, 20 anos depois, ainda nem desconfia [o currículo começou a ser implementado na rede estadual em 2008]. Cada governo tem um modismo. Por exemplo, se fala em escola de tempo integral quando a escola não consegue funcionar quatro horas diárias [excesso de aulas vagas].

Tem também o projeto de informática, uma bobagem. Se tenho 17 máquinas e 40 alunos, o que os outros 23 ficarão fazendo? Posso bolar um esquema para fora do período, mas sem achar que irá melhorar a qualidade de ensino. Leia mais »

Autor: luisnassif - Categoria(s): Sem categoria Tags:
04/05/2009 - 09:28

Painel do dia

Dados mostram retomada da produção chinesa

Os fabricantes chineses aumentaram a produção e contrataram mais trabalhadores, em resposta ao aumento de encomendas e redução dos estoques, disse um relatório. Ele assinalou o primeiro crescimento em nove meses, sinalizando uma potencial reviravolta na crise econômica global, segundo os dados disponibilizados por uma corretora de Hong Kong nesta segunda-feira. O indicador de produção ‘PMI Manufacturing CLSA’ subiu de 44,8 em março para 50,1 em abril. O número de abril marca o quinto mês seguido de ganhos, mas é a primeira vez desde julho que o índice subiu acima do nível de 50 pontos, o que indica condições expansionistas. Os dados vieram praticamente em linha com o resultado do índice da Federação Chinesa de Logística e Compras, divulgado na sexta-feira, que também indicou que a indústria transformadora da China cresceu no mês passado.

Clique aqui


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Autor: andreinohara - Categoria(s): Economia Tags:
04/05/2009 - 08:53

O investimento em mídia

Da Folha

Da Coluna Toda Mídia, do Nelson de Sá

BUFFETT E A IMPRENSA

Warren Buffett, bilionário americano, acionista de “WP” e outros, declarou no final de semana, na célebre reunião anual com seus investidores em Nebraska, sobre a imprensa americana: “Nós não compraríamos a maioria dos jornais dos Estados Unidos por preço nenhum”. Ele lamenta, pois diz ler cinco jornais por dia. Ecoou por paidContent, HuffPost, “NYT”, “WSJ” etc.

Autor: luisnassif - Categoria(s): Mídia Tags: , ,
04/05/2009 - 08:46

Fora de Pauta

Ai vai, enquanto leio os jornais. Clique aqui para o link para as matérias que serão comentadas.

Autor: luisnassif - Categoria(s): Sem categoria Tags:
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