O padrão Abril de jornalismo
Por Rubens Sanches
Prezado Nassif,
Venho acompanhando vários sites na Internet, e o seu especialmente. O motivo que me leva a escrever vem a ser o seguinte. A ONG que presido, Instituto Brasileiro Contra Fraudes de Seguradoras, recebeu por escrito um email de uma jornalista da editora Abril, que foi cadastrado em nosso site pela mesma, inclusive com a identificação do IP da maquina.
No email, com o telefone da casa da repórter, sou informado que a Revista 4 Rodas estaria fazendo uma matéria sobre os procedimentos das seguradoras, com perguntas perturbadoras que acabam por lesar os clientes.
Vários consumidores lesados foram entrevistados.
Ocorre, que a jornalista pediu vários documentos que comprovavam as fraudes contra consumidores. Mas espantosamente, a matéria que acaba de ser publicada, curiosamente alem de fazer uma espécie de defesa dessas empresas, nada fala a respeito dos documentos coletados e tampouco das irregularidades, que são apontada apenas por esta ONG, mas pelo Ministério Publico e principalmente pela CPI que foi aberta na Assembléia de SP para investigar as seguradoras. Cujo resultado foi a denuncia de 7 dessas empresas, inclusive com encaminhamento ao Gaeco e outras autoridades.
Resumindo. Alem da Veja, não podemos mais confiar na 4 Rodas. A jornalista, antes imbuída na matéria que defenderia os consumidores, agora não responde aos nossos emails e telefonemas. Nem a revista nos atende. Infelizmente, sem respostas da reporter, que agora se cala aos nossos pedidos de explicação, a Abril enterra o pouco, ou melhor, o bem pouco do restante terminal de sua credibilidade.
Autor: luisnassif - Categoria(s): Mídia Tags: Abril, Quatro Rodas, seguro

Nassif você ou outro(s) que sabem mais, poderiam escrever de modo didático e o mais simples possível de forma que qualquer leigo ou interessado possa entender?
COMO È FEITA A NOTÌCIA OU O NOTICIÁRIO?
COMO UMA MESMA NOTÍCIA PODE SER DADA (INTERPRETADA) DE DIFERENTES FORMAS?
-Press-releases, fontes “tipo garganta profunda”, alcaguetes descontentes, funcionários idealistas ou comprados, balão de ensaio, notinha plantada, anúncios institucionais disfarçados, edição, ênfase, omissão etc.
-O disparate (diferença) entre a chamada ou o título da matéria e o seu conteúdo?
-A linguagem, por exemplo, as figuras de linguagem podem distorcer um fato ou dar margem à interpretação diferente da “verdade” de forma proposital?
-Qual o papel de algumas Ongs (como fontes), da verba publicitária do(s) governo(s), das campanhas eleitorais e partidárias, das agências de propaganda, das agências de notícias, dos institutos de pesquisa etc.?
-E a(s) técnica(s) de manipulação(ões) usando as entrevista(s) de especialista(s) convidado(s) que corroboram o ideário exposto?
-A ausência do contraditório ou de opiniões diferentes?
-E a censura “interna”? A preservação do emprego?
-As escutas clandestinas podem não ter valor legal, mas podem ser usadas com se sua origem fosse de uma fonte?
-Não se trata do noticiário policial, esportivo ou social, mas sim o político e o político/econômico.
-Tem algum livro (se não tem, precisamos urgentemente de um) ou algum trabalho ou mesmo algum site imparcial sobre estas questões, de forma abrangente?
-É provável (assim como eu), que um número maior de pessoas adquira um espírito mais crítico ao ler/ver/ouvir uma notícia….. e o mais polêmico e “perigoso” tipo de jornalismo que é o opinativo.
A CAPA DA REVISTA . . . . Tem um erro na capa “da coisa” editada pela Abril desta semana . . . . nao deveria ser A CANDIDATURA E O CANCER, e sim A PRESIDENTA NO CANCER QUE É A REVISTA . . . . Dá-le DILMA . . . .
Nos lixos produzidos pela abril devemos descofiar da veracidade até da data.
Orlando
Se é da Abril, confia quem tem estômago. Depois de dezenas de abusos e esgotos a céu aberto promovidos pela Veja, chego hoje à conclusão de que quem gosta de ler aquele lixo merece o que lê. A capa de hoje da Veja está uma graça. Será que eles não entendem que promovem justamente o efeito contrário? Isso é pura imbecilidade, é miopia ou a intenção é essa mesmo?
Os documentos comprovavam que eram fraude na opinião da ONG. Na opinião da revista, não.
O que você está fazendo é aceitar como “verdade factual” a versão da ONG.
Fico indignada,com a falta de ética de alguns jornalistas.
Não sou jornalista e nem entendo muito disso.Mas sei que o trabalho de um reporter passa por um editor e assim vai. A direção da revista só publica o que achar que deve.E voces sabem bem disso,agora cruxificar uma jornalista pq algo não foi publicado,acho que estão fazendo algo muito fora de ética profissional
Caros colegas do blog, a informação acima não é verdadeira. Peço que leiam nosso direito de resposta.
http://colunistas.ig.com.br/luisnassif/2009/05/11/direito-de-resposta-2/
Abraços
Zeca Chaves
Redator-chefe
QUATRO RODAS
E pensar que a 4 Rodas firmou sua excelente reputação com gente como Audálio Dantas, José Hamilton Ribeiro, Cláudio Carsughi, e tanta gente boa. A Abril não se respeita mais…