Dilma e o mistério da máquina elétrica
Para a Ministra-Chefe da Casa Civil, ainda não terminou o factóide da Folha, sobre sua suposta participação no suposto plano de sequestro do Ministro Delfim Netto. A resposta do jornal – dizendo que não poderia assegurar nem a veracidade nem a falsidade da ficha – deixou a bola quicando na área para a Ministra.
No semi-desmentido sobre a ficha, a Folha fala em uma
ficha cuja autenticidade, pelas informações hoje disponíveis, não pode ser assegurada – bem como não pode ser descartada.
Não é verdade. A Folha sabia que a ficha era falsa. Se não sabia quando soltou a matéria, certamente foi informada quando escreveu o semidesmentido, pelo responsável pelos arquivos do DOPS, da mesma maneira que ele próprio explicou para Dilma, quando ela o procurou.
A tal ficha tinha sido preenchida por algum sistema em que as letras não têm diferenças entre si – diferente do que acontece com qualquer texto escrito em máquinas de escrever comuns. Logo, só poderia ter saído de um computador ou de uma máquina elétrica. A primeira máquina elétrica da IBM entrou no mercado brasileiro em 1966. Mas em 1970 não existia no DOPS nem um, nem outro. Logo, não poderia haver nenhuma dúvida sobre a falsificação da ficha.
Não foi o único fato comprometedor nessa sucessão de manipulações daquele que provavelmente é o mais grave episódio a comprometer a imagem do jornal nos últimos anos.
Dilma aceitou dar um depoimento para a repórter Fernanda Odilla a pedido do diretor da sucursal da Folha em Brasília, Melchiades Filho.
Na entrevista, foi taxativa em garantir que jamais participara de uma ação armada sequer.
- Sou uma pessoa bastante desinteressante para gerar matérias sobre o período, diz Dilma, porque jamais cometi ação armada, não fui julgada nem interrogada sobre isso.
Dilma era do Colina (Comando de Libertação Nacional). Houve uma aproximação com outro grupo, o VPR, resultando daí o VAR-Palmares. O namoro durou três meses apenas. Acabou por diferenças irreconciliáveis acerca das estratégias a serem adotadas. O Colina defendia a linha de massa; o VAR, a luta armada. O Colina não descartava a resistência ou mesmo a guerrilha futura, mas, naquele momento, não via as mínimas condições para isso. Houve bate-bocas memoráveis, em que o VAR acusava o Colina de ser “de direita”. Esse racha foi exposto por Dilma à repórter da Folha.
Foi um período foi muito curto, antes dos dois grupos serem desbaratados pela repressão. Em novembro de 1969, Antonio Roberto Espinosa – principal fonte da matéria -, do VAR, foi preso. Em janeiro, foi a vez de Dilma ser presa.
Para Dilma, o tal plano de sequestro de Delfim provavelmente era uma ideia pessoal de Espinosa, mas que, se existiu, nunca ganhou forma.
Sua primeira leitura da matéria, foi no Clipping do governo. Por isso não reparou na ficha propriamente dita, que saiu apenas no jornal impresso. Embaixo, a informação de que tinha sido obtida no DOPS. Para Dilma seria impossível que o DOPS tivesse forjado uma ficha com informações falsas. Em 1970, a luta armada estava completamente derrotada, os militantes já estavam presos, não havia necessidade de inventar fichas para ninguém.
Quando viu a ficha no jornal impresso, Dilma deu-se conta do absurdo. A tal ficha já circulava em sites na Internet, como o Ternuma e o Coturno Soturno. Imediatamente ligou para Melchiades, informando-o das suas suspeitas. Ele reiterou que a fonte eram os arquivos do DOPS. Dilma pediu que lhe enviasse o original. Não obteve resposta.
Dois dias depois, Dilma entrou em contato com o responsável pelos arquivos do DOPS e pediu para ver a ficha original. O responsável pelo arquivo foi taxativo. Disse que não só não tinha essa ficha por lá como desconfiava que era falsa, por uma razão óbvia: a tal ficha tinha sido preenchida por algum sistema em que as letras não tinham diferenças entre si – como acontece com qualquer texto escrito em máquinas de escrever manuais. Logo, só podia ter saído de um computador ou de uma máquina elétrica. Em 1970 não existia nem um, nem outro.
A reação de Dilma foi mandar carta para o ombudsman da Folha, relatando toda sua trajetória e relacionando 16 pontos de inconsistência na matéria. Ele não reproduziu a carta, limitando-se a publicar uma pequena nota, dizendo que a Folha deveria checar melhor as fontes.
Agora, Dilma contratou a UnB e a Universidade de São Paulo para produzir novos laudos. Com eles, pretende desmascarar completamente a tese da Folha, de que não seria possível assegurar que a ficha seja falsa.
Por José Antonio Meira da Rocha
Sou profissional de artes gráficas há 29 anos. Trabalho com computadores há 18 anos. Sou professor federal e ensino desktop publishing no curso de Jornalismo da Universidade Federal de Santa Maria/CESNORS, em Frederico Westphalen, RS, Brasil.
Minha análise sobre a imagem que Cláudio, leitor deste site, enviou:
(25/04/2009 – 11:49 Enviado por: Cláudio
http://mznnews.files.wordpress.com/2009/01/mzn-ficha-dilma-deops.jpg )
Vê-se claramente o desenho das fontes formado por pixels (quadradinhos de imagens digitais).
Se fossem fontes impressas em papel e depois escaneadas, elas apareceriam com as bordas difusas, não com as bordas perfeitamente pixelizadas apresentando sempre o mesmo desenho.
As fontes pretas do documento são similares à MS Sans Serif, usada no sistema operacional Windows como “fonte do sistema”.
As fontes vermelhas são similares à Courier New, de desenho inspirado às da IBM Selectric, mas feitas para computador.
Algumas letras (’I’, ‘S’) são deslocadas verticalmente sempre na mesma distância em relação à linha-base, compatível com uma fonte digital Courier New modificada com um programa de edição de fontes.
Estas características são gritantes a um profissional de artes gráficas: seguramente são fontes de computador. SEM SOMBRA DE DÚVIDA.
Além disso, as linhas retas no documento são perfeitamente retas, de espessura constante e com alto contraste. Linhas impressas e escaneadas em geral ficam levemente tortas e com bordas difusas. Compatíveis com programas de tratamento de foto como Photoshop.
A impressão digital apresenta linhas claras que apontam para sobreposição de imagens digitais.
Não tenho a menor dúvida de que o documento é uma fraude feita em computador.
Por Augusto Mecking Caringi
Nassif,
Complementando o que o José Antonio Meira da Rocha disse a respeito da foto…
Façam um teste simples:
Abram a foto em um programa de edição de imagens qualquer e ampliem algumas vezes onde diz “CAPTURADO”… Percebem o serrilhado gritante? 100% de certeza que foi feito por computador.
Não precisa ser especialista para perceber que é uma falsificação tosca e barata.
Autor: luisnassif - Categoria(s): Mídia Tags: Dilma Rousseff, DOPS, Folha


O engraçado é que tem gente que pede o verdadeiro conteúdo da ficha da Dilma. Pra que vocês querem um conteúdo que retrata processos de um período policialesco onde não existia contraditório nem ampla defesa?
Já ouviram falar em anistia política?
Mas vale tudo pra 2010…
Como pode um papel tão velho e “puído” nas bordas, com as linhas e impressões iniciais serem tão perfeitas (novas), certamente eles acham
que nós somos todos idiotas. Prá mim, quando se lê “Sim” na FSP, quer dizer “Não” e vice-versa.
A tática de dizer que a “veracidade da ficha não é comprovada” é apenas um sofisma já utilizado por quem não quer admitir a má intenção. Em uma cidade do nordeste um jornal publicou que “metada da câmara é corrupta”. Ao ser obrigado a se retratar, o jornal lascou: “Metade da câmara não é corrupta”.
Resumo: apenas ratificou a afirmativa inicial. É o que percebo no erramos. E o pior. Há grandes evidências de leniênsia.
documento falso baseado em fatos reais, ou não … como não , né ?
É difícil de acreditar que esta história não seja verdade. É mais ou menos deixar de acreditar que o cartão corporativo não existe no governo do PT.
Onde há fumaça, há fogo.
“Dois dias depois, Dilma entrou em contato com o responsável pelos arquivos do DOPS e pediu para ver a ficha original”
Somente vendo os originais ela iria saber ou lembrar que não praticpou os crimes? Ela precisa de ver ficha original para saber o que fez ou não fez?
Poderia existir uma ficha no DOPS com informações falsas?
O Problema é a forma que foi feita a ficha ou as informações contidas nela?
Quem pode desconhecer que Dilma participou de grupos que sequestraram e assaltaram Bancos?Quem pode negar que Dilma foi guerrilheira?
Dilma não processa a Folha porque sabe que se as informações verdadeiras vinherem a publico, o povo vai saber que a ficha foi feita em computador ( quem sabe espalhada pelo PT na internet) porém possui um conteudo de informações verdadeiras.
Lamentável a Folha ter que montar uma farsa para favorecer Serra e seu grupinho do PSDB.
Lamento!
Não irei mais ler notícias desse Pasquim!
Kleber
A Folha mente descaradamente.
[...] Para a Ministra-Chefe da Casa Civil, ainda não terminou o factóide da Folha, sobre sua suposta participação no suposto plano de sequestro do Ministro Delfim Netto. A resposta do jornal – dizendo que não poderia assegurar nem a veracidade nem a falsidade da ficha – deixou a bola quicando na área para a Ministra. [...]
Logo, só podia ter saído de um computador ou de uma máquina elétrica. Em 1970 não existia nem um, nem outro.
Tal afirmativa está errada. Desde o final dos anos 50 tanto a Olivetti como a IBM já vendiam máquinas elétricas aqui no Brasil. Modelos standar e Executive e em 1966 lançou a modelo 72 de esferas.O tipo utilizado nessa tal ficha é prestige elite corpo 12 com o detalhe da letra i desalinhada. Tal desalinhamento só seria possivel numa IBM Standard, jamais numa 0072.A IBM vendeu máquinas elétricas até 1988 quando passou a vender as eletronicas modelos 6746, 6783 fabricadas na zona franca de manaus.
O povo está cansado dessa coisa de lula! De PT que assumiu a marolinha do mensalão como inesistente. O lula governava o país e não sabia do mensalão… Será??
O interesse próprio (e pessoais) dos politicos pelas causas sociais não exsite, e com isso, os jovens estão afastando do interesse pela política partidária.
O governo do PT em todas as esferas é de má gestão, de cupinchas e de firulagem.
Vamos as fatos:
Lula prometeru 13 milhoes de empregos! Onde?
Sem reforma tributária esse país está na berlinda.
Lula então mudou o tempo de aposentadoria (de 35 anos trabalhados para 65 anos de idade para homens e de 30 anos trabalhados para 60 anos de idade para mulheres). Isso é irretratável na minha humilde opinião. E tudo isso para resolver o rombo do INSS (que está fálido) e vão tentar as custas do suor do trabalhador e de um direito adquirido resolver parte desse problema.
Para completar, ele se viu, (ou sua acessoria msotrou) que eram obrigados a editar a lei do micro empreendedor individual (MEI), a qual, já foi mal criada no nome, passa uma idéia de (MEIO)…????
Tudo para resolver dois pontos:
1 – Diminuir a reclamação dos lojistas (que pagam impostos), (e altíssimos), e ainda tem que aceitar a concorrência do camelô em sua porta.
2 – Resolveram tirar até de quem não tem um emprego uma fatia de pagamento para ajudar o INSS. Agora vejam que o emprego é uma garantia constitucional…
Assim como a saúde (que está morta), a segurança pública (que não existe), as escolas (veja o caso do enem recentemente) e por ai vai….
Eles (do PT) e algumas alas do lulismo conseguem revogar o irrevogável…
Como eles (politicos) não governam para o povo, e sim, fazem negociatas (internamente) o que é ampalmente divulgado pela mídia, e agora, com a internet (que nasceu livre e deve continuar livre), eles estão perdendo terreno.
Outro fato interessante: Os políticos do Brasil são os mais bem pagos do mundo. Um vereador (no RJ e em SP) custa 5 milhões por ano… Graças a carga tributária…
Veja um exemplo na telefonia, no RJ, essa carga (maldita) chega a 53,84% (cinquenta e três, oitenta e quatro por cento), para ficar bem claro: uma recarga da operadora OI de R$10,00 (dez reais), o usuário recebe somente R$4,62 em créditos em seu celular e (pasmem): os R$5,38 é imposto!
Eu descobri uma forma legal e lícita de não pagar esse imposto (porque ganho recarga) e ainda ganho renda mensal de 30% ao indicar amigos… E assim vivo num pais de desemprego, com um governo que apoia o trabalhador, uma realidade que é um filme? Livro? teatro? Ou realidade??….
Sou Paulo Zambroza, (e não vou colocar meus dados de endereço aqui, porque, se você digitar meu nome paulozambroza (junto) ou paulo zambroza (separado) no google vai me achar em mais de 50 mil registros…
A Marina vem aí…