O Brasil e os sons da infância
Coluna Econômica – 19/04/21
No meio da entrevista para falar do PAC (Programa de Aceleração do Crescimento), em Belo Horizonte, a Ministra Dilma Roussef embatucou. Começou a falar de Minas, do sotaque de Minas, dos sons da sua infância e balançou.
A Ministra era leitora das crônicas que eu escrevia aos domingos na Folha, especialmente as que falavam de Minas. Em um encontro recente, presenteei-a com “A Casa da Minha Infância”, lançado no final do ano passado com algumas das crônicas familiares. Antes de começar a entrevista, ela começou a folhear o livro, procurando coisas por lá, uns cinco minutos folheando, até eu perceber o que ela procurava: Minas e trechos que pudessem lembrar a casa da sua infância.
Disse-lhe, então, que, desde que nossa casa foi vendida em Poços e me mudei da cidade, nunca mais substitui a casa da minha infância. Era como se tivesse sido inquilino de todas as outras. Ela ficou em silêncio, balançou a cabeça concordando e admitiu que, com ela ocorreu o mesmo. Até hoje está atrás da casa da sua infância.
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Lembro-me quando escrevi a crônica “Ritual da passagem”, imaginando a cena da morte, com as diversas gerações reunidas no mesmo ambiente e o ponto nobre da mesa ocupado por meu pai e meu avô, do Delfim me enviar um email emocionado. Me surpreendi com a manifestação de um homem que viu de tudo na vida, um cético militante em relação à natureza humana.
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Para nós, esses reencontros e afastamentos permanentes com a infância dói. Imagino nas figuras públicas, sabendo que, depois de feita a opção, terão apenas alguns minutos por semana, nos intervalos do dia-a-dia massacrante, para celebrarem, sozinhos, o acervo de afetos da infância. Imagino o Serra lembrando da banca do seu pai no mercado, o Lula lembrando do regaço materno para compensar a miséria e a fome, o Aécio lembrando o avô contando histórias da vida, o Ciro rememorando a saga familiar.
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Por trás dessas rememorações, há o elo, o vínculo com as gerações anteriores, com os princípios que ajudaram a construir e a passar para frente, com esse acervo de emoções, valores e histórias. É assim que se formam povos e se constroem nações.
No fundo, o trabalho diário para melhorar o país, é como uma homenagem, uma prestação de contas, um compromisso com os que vieram antes. É como se disséssemos a eles: pegamos o bastão e não vamos deixar a peteca cair. Fiquem sossegados que trataremos de entregar um país melhor aos seus netos e bisnetos.
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Nessas últimas décadas, os valores nacionais foram jogados de lado. Uma falsa noção de internacionalismo julgava a última moda a crítica impiedosa ao Brasil, ao modo de ser brasileiro.
Com o fim do ciclo financeiro, ocorre uma redescoberta dos valores nacionais, volta o “orgulho de ser brasileiro”. É esse sentimento, são os sons da infância, são as recordações das cantigas infantis, a lembrança dos pitos paternos, dos conselhos maternos que vão construindo a escala de valores que permitirá ao país, a cada geração, tocar o bonde e sonhar com avanços, com progresso, com redução das desigualdades sociais.
Que o dia de Tiradentes ajude nessas reflexões.
Autor: luisnassif - Categoria(s): Coluna Econômica, Crônica Tags:

É Isso aí, Nassif. Não há mineiro que não se renda às lembranças que se arraigaram em nossas almas, tal como as raizes da figueira. Minas é, antes de tudo, uma pátria, dentro de uma pátria maior. Nós mineiros somos felizes pois temos duas pátrias… duas mães gentis. A nossa tradição remete-nos ao seio familiar. E a família é o que prezamos mais. E tanto prezamos que acolhemos a todos, mesmo aqueles de outras pátrias, como família. Aqui em Minas somos todos uma família, uma grande família e cada um co a casa da sua infância. E como nossas histórias são parecidas. Chegam a parecer que até se interligam, apesar da dimensão espaço-tempo dizer exatamente o contrário… todo menino mineiro tem sua casa de avó, seu pé de jabuticabas, seus pequenos sítios, seu por do sol de agosto… vermelho no horizonte!!! e as belas garças brancas voando em formação retornando ao ninhal. Pena que só nós mineiros podemos sentir no fundo da alma essas coisas que só nós conhecemos. E pena que sejam tão fulgazes como a mais tênue bruma que se esvai assim que surge o sol. Mas o tempo passa… obrigamo-nos a viver nas metrópoles e nosso coração de eternos meninos não se aquietam com a melancolia que trazemos na alma. Obrigado Nassif pelo brilhante texto: uma obra de arte.
Engracao! O LN escreve uma cronica supra-partidaria e ja ficam falando que o rapaz DIlmou! O outro ja acusa Serra de detestar o Brasil. Parece que desaprendemos o mero apreciar lirico de uma cronica como essa. Vamos deixar o coracao comandar nossas emocoes – pelo menos leitura dessa cronica – e nao o figado. Valeu, Nassif!
Muito bonito e emocionante. Os vínculos com a casa da nossa infância são fortes e eternos e é muito bom falar disso.
Um poema do Mário Quintana para todos nós:
Não importa que a tenham demolido: A gente continua morando na velha casa em que nasceu.
È…uma vez era o serra……
Nada como um amor novo para curar um velho….
Todos nós não vivemos de esperanças e expectativas..?
Nassif,
Quando vc fala dos valores nacionais me toca uma questao valiosa para mim e espero que para vc tb.
O que tem em mente os nossos politicos?
Ideias pessoais de poder?! Espero que nao apenas isso. É bom que eles tenham em seus desejos pessoais estejam incluindo os desejos de um país, de um Brasil bem melhor do que o de hoje.
De que adianta escutar um projeto de poder do lado PSDB e DEM de apenas manter um poder de uma minoria dos brasileiros?
De que adianta escutar um projeto de poder do lado do governo atual ( coloco aqui o PT e partidos alidos) de continuar no poder executivo federal.
De que adianta escutar o projeto de poder do lado do PMDB e outros partidos, que querem apenas manter o poder local de suas bases ao longo do brasil.
De que adianta escutar um projeto de poder do lado da esquerda ( PSOL) de querer ir apenas ao poder? Eles tem ideias e ideologias que podem ser boas, mas de certo modo pertencem tb a uma certa minoria.
Aonde será que está o desejo do Brasil melhor?
Que inclua o desejo de todos os brasileiros de viver num lugar melhor. Com menos violencia, com mais justica e justica social, de mais oportunidades, de mais alegria, de mais cultura e sabedoria.
puxa vida, que post bonito……….
como geralmente eu me emociono por qualquer motivo à toa, ao ler este post, confesso, chorei um pouco, ou melhor, quase chorei, ihhh, sei lá, prefiro dizer que meus olhos arderam e a tela cintilou, só isso…sons da infância tem dessas coisas, faz a gente voltar para uma das pontas da vida, nascer, e deve ser por isto que sempre dá vontade de chorar quando a gente recua no tempo…no viver
Vou contar um lance muito interessante sobre sons da infância :
Alguns anos atrás presenciei os últimos momentos de um veterano lindo, hfag-rj, grande Ernane, mais conhecido como Bola de Cristal, pois sabia onde estava tudo e todos. Um mineiro criado em fazendas e de quem tive o orgulho de guardar para sempre as últimas palavras. Ele passou os seus derradeiros dias sozinho, quase que totalmente ausente, e nas poucas vezes que despertava pedia para que eu ficasse do outro lado da cama. Ele dizia que era no lado esquerdo da cama que a mãe dele sempre aparecia……..
Veja só que coisa bonita, linda…um veterano de quase noventa falando de sua mãe, como se fosse criança ainda…….
Certa madrugada ele despertou num gemido. Neste momento eu estava lavando o rosto na pia do banheiro e saí correndo para ficar ao seu lado…única coisa que se ouvia no quarto era o som da água da bica que eu tinha esquecido de fechar ao sair correndo…me liguei completamente neste som que aos poucos parecia tomar conta de todo o quarto, até que num certo momento ele virou a cabeça e perguntou : está ouvindo? – estou ouvindo sim, seu Ernane! É a nascente do Muriaé, ele acrescentou…e levou consigo o som do nascer do Muriaé na bica do banheiro de um quarto de hospital…anjo Ernane…que descanse em paz
O Brasil é o seguinte : é de quem ama, é de quem se emociona por recônditas amarguras ou simplesmente por lembrar de sons da infância
OFF TOPIC
Nassif não é que eu que esteja defendendo ou tenho apego aos Sarneys. Mas tá havendo uma demonização na mídia da familia Sarney e sou contra isto. Só lembrando que a Roseana saiu com uns 70% de aprovação do governo e elegeu o poste dela. Alguns vão dizer que é por causa que ela tem as tvs e radios ao seu lado. Balela. Quem diz isso está caindo no mesmo erro daqueles que dizem que Lula só é popular por causa do Bolsa Familia e por causa da propaganda governamental. Outra coisa em relação aos falso indices sociais do MA, vou repetir aqui o que já escrevi em outro blog:
Estes tais índices de desenvolvimento são uma furada. Eles fazem isto usando dados das pessoas que vivem na zona rural. Dai que na zona rural não tem nada. E maioria da população do MA vive na zn rural. Se vc ver, o Maranhão tem uma região relativamente rica em termos de NE, que é a Sul do estado. Duvido que outro estado do NE tem uma região, no interior, com a relativa prosperidade do Sul do MA. Que é quase metade do estado. Tive lá no ano passado fazendo turismo e havia um grupo de paulistanos fazendo turismo tb. Eles ficaram admirados com a estrutura dos predios publicos e das belas casas nas cidades em que visitaram. Nem aqui nem em marte que o MA é mais pobre que um Acre, um Piaui, uma Alagoas, uma Paraíba. Primeiro porque lá nem tem caatinga. Obviamente que tem mt pobreza. Mas estes dados são distorcidos. E o problema maior dos Sarneys é ser uma pedra no calcanhar de Serra. O grande erro da Roseana foi ter colocado um zé ng pra governar no lugar dela. Aquilo realmente custou mt caro ao Estado. Isto é bem tipico do PIG fazer demonização de certas pessoas. Se fosse tão ruim assim não teria chegado na bica de ser presidenta, que por uma armação serrista foi tirada da disputa. Se existem coisas ruins no MA a culpa não é só dos Sarneys, mas tb de todos presidentes que nunca olharam mt por aquele estado. O proprio Lula mal pisa os pés lá. Nunca vi o Lula em São Luis como presidente. Já o vi em todas capitais, menos em São Luis.
“Nassif não é que eu que esteja defendendo ou tenho apego aos Sarneys. Mas tá havendo uma demonização na mídia da familia Sarney e sou contra isto”:
50 anos de poder, zero processos perdidos na justica -e foram centenas deles.
Será que ela chorou quando a organização a que ela pertencia assaltava e matava?
Ansioso pelo fora de pauta coloco a noticia aqui:
Em outra oportunidade falaram sobre o Super Tucano genérico, que seria o escolhido pelos EUA como novo avião de COIN ( counter insurregtion ), isso é praticamente impossivel já que o tal avião não existe ainda e o rival real do Super Tucano é a versão armada do Texan II, que nada mais é que a versão americana do grande rival do Tucano, o Pilatus PC-9.
Mas o pragmatismo americano parece ser maior do que considerações politicas, o Super Tucano esta pronto e operando, graças ao interesse de nossas forças armadas!. Como os EUA ja tinham comprado através de uma empresa ligada a CIA um exemplar para teste parece que ele se saiu bem e osfatos vão superar as intenções, abaixo a foto da pagina da revista que publicou a noticia:
http://i40.photobucket.com/albums/e230/serelle/Varios/USNavySuperTucano.jpg
Caro Nassif,
Sei que este comentário não vai muito a propósito do posto, mas não achei lugar melhor e, de toda forma, guarda sim alguma relação, ainda que tênue.
O fato é que a visão da imprensa estrangeira sobre a política brasileira é muito diferente da monotonia agressiva dos jornais brasileiros, percebida nomeadamente na FSP.
Hoje, domingo 19 de abril, tem uma matéria no Diário de Notícias, de Lisboa, sobre a recusa de Lula eternizar-se no poder. Isso é diametralmente oposto à cantilena de risco de golpismo lulista.
O link é o seguinte http://dn.sapo.pt/inicio/globo/interior.aspx?content_id=1205734&seccao=CPLP
Quem jogou fora os valores nacionais foi a própria esquerda, pois era preciso substitui-los pela visão binária do mundo, para fomentar a luta de classes. Quem viveu lembra de como, a partir do final dos anos 50, os intelectuais marxistas combateram vigorosamente o tradicionalismo da cultura brasileira, seu misticismo religioso, seus valores hierárquicos. Só muito mais recentemente, já na década de 90, deixaram de agir como “vanguarda” e aderiram ao discurso politicamente correto e demagógico.
A Dilma deveria chorar de remorso.
LAR DOCE LAR
p/ Maurício Maestro
Minha pátria é minha infância:
Por isso vivo no exílio.
Cacaso – Na Corda Bamba (1978)
Num domingo, véspera de um feriado esticado, nunca é demais sonhar , sonhar e esquecer a dura realidade da Nação remida (os grotões urbanos e rurais desvastados pelas desigualdades sociais infindas) , que tem a esperança como o único patrimônio terreno.
Nassif, lendo teu post emocionante, me lembrei de um poema de Casimiro de Abreu que me faz voltar ao passado e que dedico para ti.
Beijão
Meus oito anos
Oh ! Que saudades que tenho
Da aurora da minha vida,
Da minha infância querida
Que os anos não trazem mais!
Que amor, que sonhos, que flores,
Naquelas tardes fagueiras,
À sombra das bananeiras,
Debaixo dos laranjais!
Como são belos os dias
Do despontar da existência!
- Respira a alma inocência
Como perfumes a flor;
O mar é – lago sereno,
O céu – um manto azulado,
O mundo – um sonho dourado,
A vida – um hino d’amor!
Que auroras, que sol, que vida,
Que noites de melodia
Naquela doce alegria,
Naquele ingênuo folgar!
O céu bordado d’estrelas,
A terra de aromas cheia,
As ondas beijando a areia
E a lua beijando o mar!
h ! dias da minha infância!
Oh ! meu céu de primavera!
Que doce a vida não era
Nessa risonha manhã!
Em vez das mágoas de agora,
Eu tinha nessas delícias
De minha mãe as carícias
E beijos de minha irmã!
Livre filho das montanhas,
Eu ia bem satisfeito,
Da camisa aberta o peito,
- Pés descalços, braços nus -
Correndo pelas campinas
À roda das cachoeiras,
Atrás das asas ligeiras
Das borboletas azuis!
Naqueles tempos ditosos
Ia colher as pitangas,
Trepava a tirar as mangas,
Brincava à beira do mar;
Rezava às Ave-Marias,
Achava o céu sempre lindo,
Adormecia sorrindo
E despertava a cantar!
……………………………………………………………………………..
Oh ! Que saudades que tenho
Da aurora da minha vida,
Da minha infância querida
Que os anos não trazem mais!
Que amor, que sonhos, que flores,
Naquelas tardes fagueiras,
À sombra das bananeiras,
Debaixo dos laranjais! .
Cada dia que passa mais me orgulho do presidente LULA. Esse sentimento de brasilidade, orgulho da nossa terra que vemos brotar no nosso povo, reputo a persistencia dele em mostrar que se nós nao dermos valor ao que somos, ninguem dará. E pensar que tudo começou quando ele ao assumir a presidencia preferiu um terno e um sapato, este feito em Franca, a um carissimo, mas importado. Foi um extraordinario ponta pé.
Também adoro Minas e seu povo!
Quando estive em BH gostava de tomar café com leite com pão de queijo com o sabor que só se encontra em Minas.
Estou com saudades, espero voltar em breve!
Competencia profissional aliada com sensibilidade sao para poucos. Obrigado pelo texto onde nos sao lembrados valores tao importantes e que tem sido deixado de lado pela maioria. Lula, Dilma e voce, Nassif, sao pessoas muito especiais.
as diversas tentativas ,da chamada grande mídia em desconstruir a candidatura da ministra da casa civil DILMA ROUSSEFF.tem muito haver com a postura da ministra diante dos factóides do jornal fsp.mostra que se presidente a relação com a midia vai endurecer e muito os brasileiros adultos e mesmo os mais jovens,tem ciencia do papel covarde e colaboracionista dos orgãos de imprensa com a ditadura militar nos chamados anos de chumbo a dilma foi presa e torturada e ficou como ela mesmo relata seis anos encarcerada no sofrimento que é qualquer prisão.isso por mais que se tente negar deixa sequelas nas pessoas.hoje qualquer ataque tem respostas duras tipo aquela que foi oferecida ao senador agripino maia,ou essas desacreditando e desqualificando o jornal.o lula esta deixando pra dilma o que ele não pode fazer que é bater de frente com as elites representadas pela midia corporativa.dificilmente um gilmar desses ira chamar a presidente as falas qualquer tentativa vai azedar e muito as relações institucionais e com certeza nossa midia vai ser enquadrada dentro da ordem estabelecida juridicamente
Prezado Luis Nassif:
Gostaria de dividir uma alegria com você, são fotos de um “jardinzim” perto da “Poços de Caldas” deste leitor. Espero que goste: http://www.keukenhof.nl/photos_park.php
Para falar do mundo, de Minas Gerais… letra de “Comunhão”, canção de Milton Nascimento:
“Sua barriga me deu a mãe
O pai me deu o seu braço forte
Os seios fartos me deu a mãe
O alimento, a luz, o norte
A vida é boa me diz o pai
A mãe me ensina que ela é bela
O mal não faço eu quero o bem
Na minha casa não entra a solidão
Todo o amor será comunhão
A alegria de pão e o vinho
Você bem pode me dar a mão
Você bem pode me dar carinho
Mulher e homem é o amor
Mais parecido com primavera
É dentro dele que mora a luz
Vida futura no ponto de explodir
Eu quero paz eu não quero guerra
Quero fartura, eu não quero fome
Quero justiça, não quero ódio
Quero a casa de bom tijolo
Quero a rua de gente boa
Quero a chuva na minha roça
Quero o sol na minha cabeça
Quero a vida, não quero a morte não
Quero o sonho, a fantasia
Quero o amor, e a poesia
Quero cantar, quero companhia
Eu quero sempre a utopia
O homem tem de ser comunhão
A vida tem de ser comunhão
O mundo tem de ser comunhão
A alegria do vinho e o pão
O pão e o vinho enfim repartidos
Sua barriga te deu a mãe
Eu pai te dou o meu amor e sorte
Os seios fartos te deu a mãe
O alimento, a luz, o norte
A vida é boa te digo eu
A mãe ensina que ela é sábia
O mal não faço, eu quero o bem
A nossa casa reflete comunhão”
Nassif
Você me levou às lágrimas.
Texto emocionante, lindo, singelo.
Obrigado
Virgem Santa! Ingurgitei-me de nostalgia ao lembrar-me do casarão de minha infância, do som do vento nas folhas das mangueiras, de minha mãe cantando uma antiga e linda canção. A saudade e a emoção me provocaram um agradável engasgo. Senti o coração acelerar. Puxa vida! Será que tais lembranças nostálgicas, são típicas de mineiros?
Nassif, cadê meus comentários?
Prezado Nassif,
Obrigado pelo artigo.
O texto me faz buscar reminiscências e provoca reflexões intensas.
O que mantem o homem vivo.
Fraterno abraço.
Nassif
Depois de ver o video com a Dilma se emocionando, e fica claro que foi uma reação espontânea mesmo, algo totalmente inesperado, e como ela lidou com a emoção mostrando que é gente de carne e osso e emoção, fico aqui pensando que a Dilma vai dar um nó no Serra (sendo ele o candidato, claro) durante a campanha. Se ela souber levar a coisa, o Serra está frito.
Belo texto Nassif, como sempre você foi no ponto.
Nassif,
teu texto mais que lindo, é oportuno para a democracia brasileira porque resgata a imagem humana do político que tem sido a nossa Geni em cujas costas extravasamos nossas frustações.
Um abraço
Nassif,
Julguei que vocë estava velho. Me enganei. Este post foi um primor de maturidade, não de velhice. Lembrar do que vocë lembrou nos rejuvenesce. Escrever como vocë escreveu, nos alegra.
Desculpem-me a mesquinharia em momento tão inoportuno.
Mas por que será que esse sentimento tão bonito de saudade da terra..
Não foi traduzido numa atenção um pouco maior…
Através de investimentos do PAC…?
Não falo que por ser mineira ela deva beneficiar o Estado.
Falo no sentido do tratamento dispensado ser tão desigual.
Em relação a outras regiões..
Não há um metro de ferrovia em construção por aqui (um absurdo)
No metrô são 80 milhões (uma merreca revoltante)
Em Confins serão 500 vagas de estacionamento (uma palhaçada)
Ou seja…
Agora que a campanha está nas ruas as raizes mineiras são lembradas?
Muito bacana isso. Aliás…esse filme eu já vi várias vezes…VÁRIAS.
Precisamos ganhar as eleiçoes…? Então vamos lá em Minas.
Melhor ainda se com um Vice das “montanhas”…o engodo é completo
Ganhamos as eleições…? Agora vamos virar as costas.
Estão duvidando do que eu digo:
Volto a escrever aqui os números do PAC:
Rio de Janeiro: 160 bilhões (sem contar o Pan)
São Paulo: 130 bilhões
(sem contar as facilidades do refinanciamento da dívda)
Minas: 30 bi (concentrados nas rodovias – o que seria uma obrigação)
Então alguém me responda por gentileza: Por que isso…?
Eliminação da concorrência por sufocamento…?
E digo mais.
Os petistas paulistas são tão ou mais gulosos e bairristas..
Que os tucanos.
Isso lembra uma frase do Antoine de Saint-Exupéry, que diz algo como se nosso lugar de origem é nossa infância, “On est de son enfance comme on est d’un pays”.
É Luiz ….
Quem tem sentimentos assim tem raizes, tem caráter.
Quanta saudade dos meus sons da minha infância, que todas as vezes me faz charar.
Mas a vida me tirou meu pai, me tirou minha infância, me tirou meus sonhos.
sucesso Luiz , sucesso Dilma, você não é de ferro.
Sinto muita saudade de um tempo em que se valorizava muito o ser. Infelizmente o que vemos hoje é o excesso de importância do ter.
Lendo o seu escrito lembro da minha vó Ana Paula. Ela foi uma figura que “parecia que nunca ia morrer” (Ouvi isso de um cantor nordestino muito sensível que a conheceu). Na verdade sua marca maior foi me ensinar que a honestidade deveria guiar todas as nossas ações. Esse valor carrego e defendo até hoje. Foi uma mulher valente, vaidosa, cujo sorriso estava sempre disponível para as pessoas. Seus valores me forjaram uma pessoa incapaz de enganar. Com todos os defeitos, são os valores ensinados por ela que me redimem.
Bendito é o fruto, destas Minas Gerais . . . . . .
Bons tempos em que eu acreditava em lágrima de político.
Não acredito mais, especialmente em político que teve sua formação moral de um lado que justificava terrorismo e guerrilha. E que até hoje não rejeitou enfaticamente esse passado.
Teria sido Dilma uma terro-branda???
Nassif, como é que você adivinhou que a gente estava precisando ver que os políticos também são humanos? Até o Serra. Mas para não perder a viagem eu digo que não consigo imaginar o Serra se emocionando e chorando numa coletiva. PS: Para o seguidor do Capitão Bolsonaro que perguntou se a Dilma chorava quando seu grupo assaltava e matava, eu respondo que não, apenas quando era barabaramente torturada
Seu Nassif,
Você mata a gente de emoção