Arquivo de abril 11th, 2009
11/04/2009 - 20:00
Por Carlos Roberto
Nassif,
Ovídio, músico “chorão”, muito bom 7 cordas, é frequentador antigo do youtube. Deve fazer parte de seu círculo de amizades.
Cheguei até ele há tempos quando bateu uma saudade danada de um tio e padrinho meu lá de Formiga, já falecido, que era fã do Dilermando Reis. Arranhava ele um pouco de violão, e além de tocar muitas músicas do Dilermando tinha quase todos os discos dele, na época aqueles bolachões de 78 rpm.
Em síntese, procurando por Dilermando cheguei até o Ovídio e à sua obra no youtube, excepcional divulgador que é da música brasileira nesse universo virtual.
Ovídio é o herói de muitos bons músicos pelo mundo afora, que através dele passaram a conhecer Dilermando, o chorinho, enfim a boa música brasileira.
Tem o Frank do violão na Alemanha, Troubleclef nos EUA, Koseikubota no Japão, em Israel o Roe, e inúmeros outros pelo mundo afora.
Assim me atrevo sugerir a vc colocar nesse seu fora de pauta uma homenagem ao Dilermando Reis e ao
Ovídio, ao primeiro pelo que nos legou, e ao segundo pelo seu admirável trabalho de divulgação do que existe de melhor na música brasileira.
Imperdíveis todos, em especial o Ovídio e seus pássaros.
Abaixo os links -
Autor: luisnassif - Categoria(s): Sem categoria
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11/04/2009 - 18:05
Entrou uma comentarista casca-grossa aí. Me irritou na hora, mas, depois, vi que tinha razão.
Esse clima de CPI para cá, escândalos para lá, factóides acolá virou um saco. E o Blog, puxado por mim (não estou tirando o corpo), entrou nesse clima – até porque uma das linhas editoriais aqui é o contraponto aos factóides da mídia.
Mas, assim como a leitora, nem eu me aguento mais.
Nos próximos dias, vamos retomar os temas variados e dar uma pausa nesse angu de caroço que é o jogo político-midiático-policial.
Autor: luisnassif - Categoria(s): Sem categoria
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11/04/2009 - 17:35
É curioso que, enquanto se faz um carnaval pelo fato de se exigir do Banco do Brasil um compromisso maior com o custo do crédito, o Prêmio Nobel de Econoima, Paul Krugman, escreve um artigo em que propõe a volta do sistema financeiro ao que era depois do crack de 1929: bancos tediosos, emprestando a um custo baixo.
Autor: luisnassif - Categoria(s): Economia, Novo Modelo
Tags: Paul Krugman, pós-29, sistema bancário
11/04/2009 - 17:28
No dia do Prêmio Mário Covas de Qualidade, a piada da noite – entre os pioneiros dos programas de qualidade presentes ao evento – era o “choque de ordem”, do prefeito do Rio Eduardo Paes.
Vários estados e municípios tentando avançar em modelos de gestão, em aumento de eficiência nos gastos públicos, e Paes monta uma operação de marketing besta, um arrastão em cima de ambulantes e mendigos – que voltarão assim que a operação acabar -, batiza de “choque de ordem” e fica todo pimpão achando que a operação tem alguma relevância.
Esse tipo de operação é empregada em eventos – na Eco 2000, nos Panamericanos. É hipócrita e anti-social e funciona por alguns dias.
Paes lança o choquem que perderá a eficácia em poucos dias – a não ser que queira instituir estado de sítio no Rio – e acha que o credenciará a gestor.
Autor: luisnassif - Categoria(s): Gestão Pública
Tags: choque de ordem, Eduardo Paes
11/04/2009 - 16:48
Na Folha, o repórter Alan Gripp, da sucursal de Brasília, faz matéria importante sobre tema que o Blog vem abordando há tempos: o escândalo das empresas terceirizadoras de mão-de-obra.
Essas empresas se tornaram o grande centro de influência política, substituindo até o poder de influência das empreiteiras. Como não se exige capital, investimentos, basta montar a empresa, conseguir o padrinho certo no órgão público e vencer a licitação.
Em muitos casos, vencem contratos de empresas e seu lugar é assumido por outra, que contrata os mesmos servidores da empresa anterior. Tempos atrás, aqui no Blog, se falava que o próprio Supremo tem empresas terceirizadas que servem para qualquer coisa – de serviços de limpeza a impressão de revistas.
Para reduzir o preço nas licitações, as mais picaretas simplesmente deixam de recolher as contribuições previdenciárias. Depois, desapareceram na poeira, deixando o passivo trabalhista para o governo.
Clique aqui para ler uma matéria efetivamente relevante.
Autor: luisnassif - Categoria(s): Corrupção, Gestão
Tags: mão de obra, terceirizadoras
11/04/2009 - 16:28
Da revista Época
(ou clique aqui se não conseguir entrar)
As empresas de informática CTIS, Politec, Policentro e Poliedro são suspeitas de pagar propina e de formar cartel para ganhar contratos no governo
Rodrigo Rangel e Murilo Ramos
Elas fazem parte de um grupo conhecido em Brasília como “Clube do Milhão (…) Agentes da PF e funcionários da Secretaria de Direito Econômico (SDE) visitaram a sede de quatro empresas do clube como parte da Operação Mainframe, deflagrada para investigar denúncias de formação de cartel num setor em que apenas ministérios e agências reguladoras gastaram R$ 1,7 bilhão em 2007. Os documentos recolhidos na investigação contêm indícios de pagamentos de propina a políticos e a funcionários de órgãos a que as empresas prestam serviços e sugerem a formação de um cartel para divisão das licitações.
As empresas acusadas são: CTIS, Politec, Policentro e Poliedro. Nos papéis recolhidos no escritório de um dos diretores da Policentro foram encontradas anotações com nomes de políticos, com valores anotados ao lado. Há suspeitas de que se trata de uma contabilidade com pagamento de propina. Entre os nomes listados, segundo os investigadores, há o de um senador.
(…) A CTIS recorreu à Justiça e obteve uma liminar para evitar a abertura dos malotes lacrados que contêm o material apreendido em suas instalações. Nos próximos dias, o Tribunal Regional Federal de Brasília vai examinar o mérito da liminar.
O diretor-financeiro da Policentro, Álvaro Sá Freire Neto, afirmou desconhecer os pagamentos a políticos. Ele disse que a Policentro foi incluída na investigação indevidamente. “Faz um ano que a gente não tem nenhum contrato com o governo federal.” (…)
O suposto esquema começou a ser investigado em 2005, a partir de uma denúncia do Ministério da Educação. Numa licitação feita pelo ministério, 30 empresas retiraram o edital para concorrer a um contrato de mais de R$ 10 milhões. Na hora de bater o martelo, apenas duas – CTIS e Poliedro – se apresentaram. (…) Foram descobertos repetidos casos de empresas insignificantes, que entravam nas concorrências e depois deixavam o caminho livre para as quatro acusadas. De acordo com a PF, o sistema funcionava sem resistência nos órgãos públicos. “De um lado tem o cartel e, na outra ponta, inevitavelmente, tem a corrupção”, diz um dos encarregados do caso. (…)
Autor: luisnassif - Categoria(s): Corrupção, Sem categoria
Tags: CTIS, Educat, licitação
11/04/2009 - 14:23
Por Edmar Roberto Prandini
Nassif,
Gradativamente, o governo federal vem inovando no uso de uma valioso instrumento de formulação de políticas públicas que é a sistemática de realização de Consultas Públicas.
Em geral, as equipes técnicas dos Ministérios promovem estudos diversos, examinam os resultados de programas e medidas adotadas no passado, discutem com os agentes envolvidos, na busca pela construção de diagnósticos e sugestões para inovações e aperfeiçoamentos legislativos. Em seguida, elabora-se uma minuta de Projeto de Lei que se apresenta à sociedade para uma segunda fase de discussões, agora com todos os segmentos sociais e não apenas aqueles diretamente envolvidos.
É interessante que assim se faça, porque sabe-se que, em torno da administração pública, formam-se sempre grupos de interesses, que por mais republicanos que sejam, vocalizam apenas sua própria concepção acerca dos problemas que estão sendo discutindo.
As consultas públicas, neste sentido, ampliam a capacidade de escuta do Estado e viabilizam o exercício democrático da expressão mais plural, inclusive daqueles que não conseguiram, por razões diversas, mas em geral derivadas do próprio modus vivendi instituído anteriormente, aproximar-se do Estado e dos debates cotidianos sobre a política em questão.
(…) Mas, considero de extrema relevância a consulta pública sobre os instrumentos de financiamento da cultura no Brasil, patrocinado pelo Ministério da Cultura. A proposta de Projeto de Lei para debate encontra-se neste endereço:
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/consulta_publica/programa_fomento.htm
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Autor: luisnassif - Categoria(s): Cultura
Tags: consulta pública, Lei Rouanet
11/04/2009 - 13:53
Da Coluna Mercado Aberto, da Folha
NO BRASIL
Rolland Giscard d’Estaing, sobrinho do ex-presidente da Franca, Valerie Giscard d’Estaing, está em São Paulo hoje. Ele veio ao Brasil para analisar de perto os efeitos da crise na economia local e projetar novos investimentos. Ele também vai aproveitar a viagem para conhecer lugares recomendados por amigos, como o restaurante Mercearia do Francês.
Comentário
Estou tentando contato com a assessoria do Rolland para convencê-lo, depois da Mercearia do Francês, ir ao Bar do Alemão e ao Cidão.
Autor: luisnassif - Categoria(s): Negócios
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11/04/2009 - 13:22
Por Sérgio
Nassif,
Não entendi.
É claro que tem que julgar, mas a questão aqui é outra:
Será que não é notícia uma trama que envolve bilhões de reais e que envolve uma agência reguladora e uma empresa privada?
É no mínimo estranho a cadeia de coincidências:
1. Uma empresa privada ganha milhões de reais auxiliando prefeituras a conseguir royalties com a Petrobrás;
2. Esta empresa é tocada por um ex-assessor de Victor Martins;
3. E por coincidência pela mulher do Victor Martins;
4. Que por coincidência é diretor da ANP (que tem poder para conceder os pleitos relativos aos royalties);
Me diga Nassif: É pré-julgamento noticiar isto?
Você acha ético, para se dizer o mínimo, esta teia de relacionamentos entre o público e o privado?
Comentário
O tema é bom para se avançar nas discussões, inclusive ouvindo todas as partes.
1. A mulher do Victor Martins não é sócia da empresa. O tal assessor trabalhou apenas três meses e foi mandado embora. Nenhum dos municípios atendidos pela empresa passou pela análise do Victor. A cobertura te passou essas informações?
2. Existem consultores procurando prefeituras e empresas oferecendo assessoria para pleitear contratos no BNDES. Propinas, mutretas? Não necessariamente. Na maior parte das vezes, acesso a informações não disponíveis para prefeituras e empresas menores. Aplica-se o que em mercado financeiro se costuma chamar de taxa de ignorância líquida do cliente. A saída foi a ampliação da divulgação das informações de maneira a democratizá-la. Nem sei como está hoje.
3. Especialmente para prefeituras, mas não apenas para elas, esse tipo de consultoria existe para um sem número de temas. Existem consultores para preparar projetos para a Lei Rouanet, para reduzir dívidas de prefeituras com INSS, para conseguir acesso a determinados fundos e assim por diante.
4. Aparentemente, o mesmo processo ocorreu ou está ocorrendo na ANP (Agência Nacional de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis). Em um universo tão restrito – dos municípios que dispõem de jazidas de petróleo – as regras deveriam ser objetivas e de aplicação automática. O fato do município necessitar de consultoria para pleitear o que lhe é devido configura uma distorção. Ou da legislação, desnecessariamente complexa; ou da ANP. O diretor da ANP, Haroldo Lima, explicou que as decisões são colegiadas e obedecem a critérios técnicos. Se fosse assim, não haveria a necessidade do município recorrer a consultores cobrando alto para fazer valer seus direitos. Mas, obviamente, a culpa é da regulamentação, não necessariamente do consultor.
5. Ao contrário da revista Veja, a reportagem da Época desta semana traz informações jornalísticas sobre o caso, mas peca pela ausência do contraditório. O contrato com o município de Vila Velha foi fechado pela empresa de Victor Martins antes de ele ser nomeado para a ANP. Entrou em vigor pouco antes de ele ser nomeado. Previa percentuais sobre os royalties pagos. A empresa venceu uma licitação, que era de prazo mais curto, mas conseguiu prorrogá-lo. Até aí, tudo correto. É uma decisão da ANP.
6. Em 2007, no entanto, a ANP decidiu que haveria pagamento retroativo aos municípios. A Petrobrás concordou em pagar R$ 399 milhões. Segundo a revista, Victor refez os cálculos e a dívida (contestada pela Petrobrás) subiu para R$ 1,3 bi. Um dos municípios beneficiários – com uma fatia desse valor – seria Vila Velha. Este é o ponto que deve ser checado. Estando corretas as informações, configuraria, no mínimo, um caso de conflito de interesses. Ou não?
7. O que faltou na matéria? Checar a fundamentação da decisão. Antes, na hora de definir o valor dos royalties, a Petrobrás descontava despesas financeiras e repasses de uma empresa para outra do grupo. Com isso, diminuía o bolo a ser repassado. A ANP analisou o caso e constatou que havia prejuízos aos municípios. A Petrobrás reconheceu o erro e se dispôs a corrigir a sistemática. A ANP determinou que fosse feito pagamento retroativo – o que é correto. Como o valor é elevado, a Petrobras recorreu e já perdeu em duas instâncias.
8. Na época em que se deu essa discussão, saíram editoriais em O Globo criticando a posição da Petrobras e defendendo a posição dos municípios – e, obviamente, da ANP. Ou seja, defendendo a mesma posição que agora ela denuncia.
9. As informações da Época, inclusive sobre questões da ANP envolvendo usineiros, sugere a necessidade urgente de uma reformulação e profissionalização da agência. Lembro que o grande problema da ANP ocorreu na gestão anterior a Haroldo Lima, quando a agência autorizou indevidamente uma misturadora a se valer de procedimentos que tinham sido proibidos por lei. Mas ainda há muita fumaça nas relações da Agência com outros setores.
10. Pelos dados, vai ficando claro que, no fundo, é uma briga entre grupos, o que estava com FHC e o que veio com Lula.
Autor: luisnassif - Categoria(s): Sem categoria
Tags: ANP, royalties
11/04/2009 - 12:00
Com acréscimos
Coluna Econômica – 10/04/2009
Imagine que você é um delegado da Polícia Federal e lhe cai nas mãos um caso cabeludo. Começa a investigar e descobre que o caso envolve parte relevante da República. Há toda uma estrutura de crime organizado, mas que pega peixe grande de diversos setores.
Aparecendo um dos peixões, haverá o foro especial e o caso irá para o Supremo Tribunal Federal. Com quatro anos de estudos e investigações, sabe que a tendência do Supremo será abafar o caso, por tendência liberalizante, pela complacência com o crime do colarinho branco e por não entender a necessidade de uma ação de inteligência, às vezes heterodoxa para enfrentar o inimigo.
Sabe que o bandido tem aliados poderosíssimos, nos três poderes e na mídia. E que dificilmente um processo convencional prosperará. Leia mais »
Autor: luisnassif - Categoria(s): Coluna Econômica, Economia
Tags: Protógenes, relatório Amaro, Satiagraha
11/04/2009 - 10:13
Ai vai, enquanto levo as menininhas para comprar ovos de Páscoa.
Autor: luisnassif - Categoria(s): Sem categoria
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