Voltei a assistir novelas. Essa “Caminho das Índias” tem umas coisas esquisitas, como o Lima Duarte falando que nem o mestre Kung Fu, e os indianos dançando em todos os capítulos. Alguém espirra, toca os indianos a levantar e dançar. Tocou o telefone? Levantam e dançam.
Mesmo assim – e que opina é o telespectador, não o especialista – tem subtramas muito interessantes e a direção de atores é excepcional – o José de Abreu pode falar melhor.
Na novela anterior era uma gritaria de dar medo. Todo mundo gritava toda hora. Na nova novela, não. Os atores mais experimentados têm tido belíssimas interpretações, como o Zé, o Toni Ramos, Stênio Garcia, o veteraníssimo Elias Gleizer (que era ator da Tupi), a Laura Cardoso, nossa eterna tia irascível.
Mas não apenas eles.
Os dois irmãos brasileiros são excepcionais, tanto o durão, Humberto Martins, quanto o frágil, Alexandre Borges – o durão atropelando o mundo, em defesa da família; e o vulnerável, bonzinho cometendo toda sorte de vilanias, fruto da fraqueza. Belíssimas interpretações e belíssima trama.
As duas tramas de amor (o triângulo Raj (Rodrigo Lombardi), a carioca linda (Tania Khalil) e a Juliana Paes) e a Juliana e o outro pretendente, Márcio Garcia, tem a qualidade dos autênticos folhetins. Debora Bloch faz uma mulher rejeitada da maior dignidade e a belíssima Letícia Sabatella uma vilã sutil nas expressões.
O casal de irmãos é simpaticíssimo. A irmã, Marjorie Stiano, faz uma mocinha desajeitada inesquecível. O irmão, Murilo, Caco Cioccler, tem o perfil do nosso melhor e mais leal amigo. O herdeiro, que ficou louquinho, Bruno Gagliasso, tem uma interpretação soberba, intensa na medida certa. Por favor, me ajudem com os nomes.
Se fosse continuar descrevendo os atores, não iria parar mais e aumentaria o fora de não saber o nome de todos, nem encontrar facilmente no site da novela.
Por José de Abreu
LN
Claro que tenho senso crítico… e não tenho medo do ridículo.
E cada vez mais compreendo a função social da novela no imaginário brasileiro. E o papel que a Globo tem nisso. Eu sei exatamente onde trabalho, como estou lá e porque, e creio que sou privilegiado por poder exercer minha profissão numa empresa como a Globo. Talvez em nenhuma outra empresa do Brasil eu poderia ter tanta liberdade de agir, de pensar, de atuar, como tenho tido nesses meus 30 anos de Globo. E olha que não diminuí num milímetro minhas exigências com a qualidade artística e com meu comportamento crítico. Sou chato pra caramba e falo TUDO o que me vem à cabeça, como os frequentadores desse portal sabem. A Globo – ao lado de tudo que se pode falar em termos políticos – foi a primeira empresa que deu valor ao artista brasileiro. Nunca atrasou um dia no pagamento dos salários, levou para lá a maioria dos roteiristas, diretores e atores que durante a ditadura não podiam trabalhar por causa da censura. E montou uma estrutura de entretenimento com as melhores cabeças do Brasil. Tem o outro lado também, eu sei, todo mundo sabe. Mas nunca tive, nem soube que alguém teve, qualquer censura interna por depoimentos, comportamento e até envolvimento em política partidária na parte artística da emissora, que é onde trabalho. Inclusive na eleição de 89 quase cem por cento dos atores contratados fazia campanha para o Lula, ao mesmo tempo que aconteceu o caso da edição do debate entre ele e o Collo. Nenhuma crítica, nenhuma bronca, nenhum muxoxo, nada. Cada artista pensa e age como quer, desde que chegue na hora de gravar e com seu texto decorado. O que lhe passa na cabeça ninguém quer saber. Nunca se ouve falar absolutamente nada de censura interna com os funcionários do Projac, sede da Central Globo de Produção, a CGP, onde passo a maior parte de minha vida, com muito prazer. Leia mais »
É uma bobagem imensa considerar que o relatório do corregedor Amaro liquida com Protógenes. Na Coluna Econômica de amanhã (sai às 7 da matina), tentarei montar o quebra-cabeças da Satiagraha, que ficou mais claro depois de algumas peças colocadas pelo Amaro.
Antecipo: há indícios de que foi uma estratégia brilhante, um trabalho de inteligência fantástico, por parte dos responsáveis pela Satiagraha. Pena que Amaro vá revelando dados da estratégia, o que reduzirá a eficácia de futuras operações.
Por carlos
Um juizo de valores e certezas todos teriam se ouvissem os audios desta CPI.
Está tudo lá. O absurdo deste relatório que se baseia do nada para Dantas.
Vou deixar um trecho de audio , que ainda não esta a disposição de ninguém as notas taquigraficas (acho pra esse Amar esta, pois li logo no ínicio ele falar sobre este dpoente e omitir um bocado de conversa).
Ontem quando ouvi o Itagiba, vi que ele usava de fulano em depoimento falou, sicrano falou…pois digo..falou nada. Ouvi todos os depoimentos.
Dica, marquem o pequeno intervalo 15:06 e 15:22
E caso queiram ouvir todo, que tem que ser analisado, pois é dinamico o trablhao do “Itagiba” em buscar…limpem e nunca esqueçam de marcar novamente o último selecionado anteriormente. (pobre povo, que absurdo tanta dificuldade )
Vão ouvir trechos que estão neste relatório, mas claro….com supressões.
O Juiz De Sanctis não deverá ter o dissabor (com certeza), de responder processo administrativo patrocinado pelo corregedor Nabarrete e que irá a julgamento esta semana no caso MSI Corinthians.
O Corregedor Nabarrete, em vez de apontar alguma falta funcional (que não achou), colocou em discussão os méritos das sentenças do Juiz.
Uma decisão do ministro Ricardo Lewandowski, do Supremo Tribunal Federal, pode ter grande influência no julgamento dos deputados estaduais indiciados na Operação Taturana (serve também para prefeitos de mais governantes). A questão ainda é polêmica, e a tese de Lewandowski tem como adversário ninguém menos do que o ministro Gilmar Mendes – mas pode ser um alento para os que esperam uma ação mais rápida da Justiça contra os que roubam os cofres públicos. Eis o texto do STF:
Ações por improbidade administrativa devem ser julgadas pela primeira instância, mesmo que o acusado tenha prerrogativa de foro em ações de natureza criminal. O entendimento é do ministro Ricardo Lewandowski, do STF, que determinou que o processo contra o ministro dos Transportes, Alfredo Nascimento, volte à 2ª Vara da Fazenda Pública de Manaus.
De acordo com Lewandowski, o STF é a instância competente para processar e julgar certos agentes políticos – como os integrantes do Congresso Nacional, nos crimes comuns, e ministros de Estado. Mas, segundo o ministro, o STF tem o entendimento de que a Constituição não inclui na lista de competências do Supremo o processamento de ações por improbidade administrativa, mesmo havendo prerrogativa de foro, uma vez que estas não são de natureza criminal.
A petição foi encaminhada ao Supremo pelo juiz da Vara de Manaus, que levou em consideração a existência de prerrogativa de foro, uma vez que o ministro é senador licenciado pelo estado do Amazonas. (PET 4.498).
Você viu a edição do jornal da Globo ontem? Foi vergonhosa, altamente parcial. O que é mais engraçado disso tudo é que se perdeu a cautela. A Globo revela claramente que está do lado de Dantas e da oposição. Depois de fazer uma catástrofe sobre a saída do presidente do banco do Brasil, defendendo a tese da oposição que se tratou de uma medida puramente política, eles emendaram uma reportagem sobre Protógenes que mais parecia fazer dele um lunático.
Mas os comentários de Heraldo Pereira foram absurdos. Ele disse que o discurso de Protógenes é político e que ele não tinha o apoio nem de dois supostos seguidores. E ainda disse que ele tinha prometido a 3 políticos da oposição revelar nomes que indicavam que a Operação Sathiagraha começava e terminava no governo. (Algo estranho né? Isso contradiz o apoio gritante da oposição a Dantas) E logo depois disso, no Pinga Fogo, que é um quadro fake, cujo o único objetivo parece ser oferecer o microfone para Itagiba e Jungmann falar. Itagiba acusou Protógenes pelo crime de falso testemunho. Engraçado tudo isso. A CPI dos Grampos, que foi talvez o maior espetáculo de ilusionismo da política brasileira nos últimos anos se coloca, através do apoio parcial de setores da mídia, como os zeladores da verdade.
Certamente, a omissão da discussão entre Itagiba e Chico Alencar foi vergonhosa. Como pode um jornal que vive de aguçar a curiosidade do expectador, omitir uma discussão polêmica, que claramente se colocou em evidência em relação ao resto do depoimento?
A prova disso tudo está no link abaixo com a reportagem do Jornal da Globo. É só assistir e tirar as próprias conclusões. Clique aqui.
O relatório tem o claro propósito de tentar anular a Satiagraha. Por exemplo, a legislação da Sisbin é clara sobre a cooperação entre os diversos órgãos públicos. O corregedor Amaro entra em considerações jurídicas para tentar classificar essa colaboração como ilegal. Poderia deixar esse trabalho para os advogados de Dantas, mas faz questão de oferecer o prato pronto.
Eventuais exageros no uso dos agentes da ABIN poderia, no máximo, configurar uma falta administrativa. O corregedor trata de enveredar pelo caminho jurídico e avançar em considerações que não lhe competia entrar.
Não satisfeito, investe também contra os Procuradores Federais que não concordaram com a busca e apreensão na casa de Protógenes:
Na página 48, a repetição da informação sobre o encontro dos homens da ABIN – da equipe de Protógenes – com Andrea Michael. E aqui se entra na investigação sobre quem teria vazado a primeira notícia da Satiagraha. O relatório aponta Protógenes como suspeito – tese que interessa diretamente a Daniel Dantas, porque reforçaria a tese de que o flagrante do suborno teria sido armado.
Na página 34, apenas, o segundo dado relevante: o de que cinegrafistas da Globo filmaram o encontro no restaurante El Tranvia, em que houve a proposta de suborno ao delegado.
Estou lendo agora o relatório final sobre Protógenes, preparado pelo corregedor Amaro.
Vou soltando as conclusões à medida que for lendo. Portanto interpretem as conclusões como de uma leitura parcial, já que não tenho a competência da leitura dinâmica de alguns colegas, que conseguiram resumir em três adjetivos vistosos 80 páginas de documentos.
Aliás, esses vazamentos são desmoralizantes. O relatório visa denunciar vazamentos. Aí é vazado ou para jornalistas claramente empenhados na cruzada anti-Protógenes que, donos da informação, tentam detonar o delegado com adjetivos tonitruantes ou – como é o caso do manjado Cláudio Tognolli – com conclusões falsas.
Até a página 16 são relatados problemas funcionais do Protógenes, depois que mudou a sistemática da Polícia Federal. Ele deixou de ter a liberdade de que dispunha e de responder diretamente ao delegado-geral. A nova sistemática trouxe conflitos. O relatório atribui a Protógenes uma denúncia anônima ao Ministério Público, dizendo que os trabalhos de determinada operação estavam sendo boicotados pelos superiores hierárquicos. Leia mais »
a grande questão nos bancos múltiplos hoje, sejam públicos ou privados, é a definição do seu papel.
Os bancos estão transformados em verdadeiras “lojinhas” e seus objetivos e metas estão centrados mais na venda de serviços financeiros não bancários, como seguros (de todos os tipos), capitalização, consórcio, cartões, previdência, etc, etc, do que na intermediação financeira, pressuposto básico da existência dos bancos.
Quem tiver dúvidas sobre a prioridade dos bancos que pergunte a qualquer bancário onde é alocada a mão-de-obra disponível nas agências: há cada vez mais pessoas direcionadas à venda dos produtos acima.
Sem falar a exigência de “reciprocidade” quando o cliente bancário demanda crédito. Meu próprio exemplo, um financiamento imobiliário da CEF, que dos R$ 550,00 mensais que pago, R$ 100,00 são de taxas, tarifas e seguro.
Portanto, redefinir o papel dos bancos comerciais e seu enquadramento como bancos múltiplos talvez seja o ponto inicial da discussão do papel dos bancos no Brasil.
Em tempo: sou acionista (microscópico) do BB e pretendo continuar investindo em suas ações.
O caso do conglomerado financeiro holandês ING merece uma reflexão.
A montagem e operação de linhas de suprimentos é um processo lento, que demanda uma série de análises de mercado, contatos com diversos fornecedores, verificação de riscos – inclusive sociais e políticos -, estabelecimento de sistemas de comunicação, rotas de transporte, para citar apenas alguns itens.
É trabalho para profissionais, que qualificam e quantificam os riscos associados às transações comerciais e, caso eles sejam considerados satisfatórios, contratam operações de seguro.
No caso de nações mercantis, como a Holanda, isso permite entender a rapidez com que o Estado agiu para evitar que os problemas do ING afetassem a continuidade dos negócios. Leia mais »
Nassif, sobre a CPI de ontem. Esclarecimentos para leigos:
Caros amigos,
Corretíssima explanação fez a Procuradora do MPF Janice Ascari aqui na rede, explicando claramente o que é uma CPI, seus poderes e limitações. Não é demais lembrar, CPI não indicia ninguém. Somente o pode fazê-lo uma Autoridade Policial(Delegado) ou membro do Ministério Público quando da oferta da denúncia.
Imagino a imensa frustração de muitos por aqui quanto ao direito constitucional evocado pelo delegado na CPI, ontem.
Como também operador do direito, OficialCP da PCERJ, especialista em fraudes, tendo auxiliado a cassar os mandatos de dois deputados estaduais do RJ( Jane Cozzolino e Renata do Posto), já tendo prestado depoimento em CPI posso avaliar certas questões: Leia mais »
O Banco do Brasil agiu como qualquer banco particular na crise anunciada no ano passado. De imediato reduziu crédito para os pequenos empresários. Sou testemunha disso. Não teve postura de um banco que poderia trabalhar para minorar a crise.
Na época eu escrevi um post para este blog reclamando da redução de crédito para troca de duplicatas e cheques. O governo enxergou este problema muito tarde e tem empresas bem complicadas por esta postura. Para garantir meu capital de giro tive que vender um imóvel.
Enquanto isso o BB gastou uma fortuna para adquirir o banco da família Ermirio de Morais. Aliás, nesta crise o governo Lula e a imprensa só focou a macro economia. Pra variar os pequenos ficaram à deriva.
Festa que começa hoje com a Missa do Lava-Pés que lembra o momento em que Cristo lavou os pés dos discípulos e em seguida instituiu a Eucaristia e o Sacerdócio
O Altar é esvaziado e os enfeites são retirados após a Missa, iniciando-se um clima de luto que prossegue durante a Sexta Feira que tem dois momentos marcantes que é a celebração da Paixão e adoração da Cruz às 3 horas da tarde, hora em que Cristo morreu e termina com a procissão ao anoitecer.
O Sábado é de espectativa, pois sabemos que Cristo Ressucitará, quando à noite se celebra a Missa da Vigília Pascal, onde o Sacerdote abençoa o fogo e com o fogo acende o Círio Pascal, uma grande vela, e entra em Procissão na Igreja toda escura, cada fiel com uma vela na mão, e todas são acesas a partir do fogo deste Círio. A Igreja fica toda iluminada apenas com as velas.
Esta cerimônia completa o que a Liturgia Católica chama de Tríduo Pascal que prossegue na Missa do Domingo seguinte.
Boa lembrança Nassif !
Feliz e Santa Páscioa a todos !
Comentário
Se Deus quiser, na procissão de amanhã, em Poços, ainda estará a mesma senhora que, desde a minha infância, interpretava Verônica com aquela voz rascante de cantora negra norte-americana.
Tenho pensado sobre um assunto ultimamente: os leitores do blog arriscam comentários de quem poderia vir a ser cotado para cargos estratégicos como Ministro-chefe da Casa Civil, ministro da Fazenda, presidente do Banco Central e ministro da Defesa em eventuais governos da Dilma, Serra ou Aécio? Além disso, quem DEVERIA ser cotado para tais cargos, dada a notória relevância dos mesmos?
Esse é um daqueles problemas em q as paixões e interesses nublam completamente o horizonte e tornam a questão quase insolúvel. Dei um piteco no assunto faz uns anos, tentando mostrar aquela violênciasimbólica q foi típica dos anos FHC e como ela atrapalha a busca de soluções razoáveis para os problemas sociais. Está em sociologuês, mas talvez interesse a alguém. Vejam em: clique aqui.
Roberto Grün
Professor do Departamento de Engenharia de Produção da UFSCar
RESUMO
Este artigo discute os dilemas do sistema previdenciário brasileiro. O autor traça um panorama histórico e reflete sobre o debate contemporâneo, dividido entre os paladinos da capitalização e os defensores da repartição dos bens. Ao investigar os motivos que levam ao predomínio dos primeiros, Grün examina não apenas a dimensão financeira do problema, mas também seus aspectos simbólicos e morais.
Palavras-chave: previdência social; fundos de pensão; capitalização; repartição.
A mídia critica o governo Lula nos aspectos positivos e deixa de lado a imensa barbeiragem, que foi a condução da polícia monetária pelo Banco Central.
Aqui, matéria do Valor com Yoshiaki Nakano, prevendo queda de 2 a 4% no PIB por culpa exclusiva das barbeiragens do BC.Nakano vê risco de queda de 2% a 4% no PIB deste ano.
O economista Yoshiaki Nakano acha improvável o Brasil escapar de uma contração do Produto Interno Bruto (PIB) neste ano. Embora veja uma grande dificuldade para fazer previsões no atual cenário de incerteza, ele acredita que a economia brasileira pode ter uma queda de 2% a 4% em 2009 se a política econômica continuar como está. Diretor da Escola de Economia de São Paulo (EESP) da Fundação Getúlio Vargas (FGV), Nakano diz que é fundamental destravar o crédito, reduzindo muito mais os depósitos compulsórios e os juros básicos. O Brasil, segundo ele, foi atingido com força pela crise principalmente porque “houve uma monumental barbeiragem das autoridades monetárias”. O Banco Central demorou a agir e, quando o fez, foi tímido, critica Nakano, ex-secretário da Fazenda paulista.
A variação negativa do PIB, porém, não é irreversível, acredita ele. “É possível reverter essa situação, mas são necessárias medidas corajosas e muito fortes do lado do crédito”, afirma Nakano, defendendo reduções mais significativas dos compulsórios e da taxa Selic. Ele vê espaço limitado para uma política fiscal anticíclica, num cenário de queda na arrecadação e aumento expressivo de gastos correntes. Leia mais »
Não é bem sobre o tema gestão, mas senti falta no seu Blog do assunto (Microsoft desiste da Enciclopédia Encarta em decorrência do avanço da Wikipedia). A meu ver isto é simbológico do novo modelo de sociedade que a internet está propiciando. Muito daquilo que antes era “Club Good” está rapidamente se transformado em “Public Good”. Á área científica é um exemplo típico. Antes os pesquisadores ficavama meses ou anos desenvolvendo pesquisas que publicavam em revistas que cobravam para que as pessoas tivessem acesso a esta informação. Hoje existe uma cultura forte de publicar em revistas de acesso livre pela internet..
Ontem foi a entrega do Prêmio Mário Covas de Qualidade, organizado pela Fundap. Fui um dos jurados. Fiquei até mais tarde mas não cheguei a assistir a premiação final.
A Sala São Paulo estava cheia, funcionários excitados pela expectativa de que seria vitorioso, o ambiente ideal para um choque de motivação. Em qualquer empresa eficiente, essas premiações são lideradas pelo presidente, que faz questão de premiar os melhores cases.
O governador José Serra não compareceu. Viajou para a Suiça, segundo ele, para ver de perto um projeto arquitetônico contratado pelo Estado. É evidente que é um motivo irrelevante para uma viagem oceânica e para se ausentar do que qualquer gestor consideraria o momento máximo de motivação da sua organização: a premiação.
Com algumas poucas exceções, no entanto, os cases estavam muito mais relacionados com informatização e uso inteligente da Internet do que com modelos de gestão propriamente ditos.
Dentre os votos que dei, um foi para a Imprensa Oficial, pelo trabalho de colocação na Internet do Diário Oficial – que se tornou uma fonte permanente de consultas, a que vocês mesmo têm recorrido.
O pessoal da Prodesp e do Poupatempo tem conseguido avanços não radicais no modelo de Poupatempo. É uma área de modernização do Estado, mas muito longe do impulso criativo que a marcou, na gestão Nakano.
Foi muito interessante o case do Itesp, o Intituto e Terras do Estado, incumbido da reforma agrária.
Havia muitas invasões e conflitos com as diversas organizações representativas dos sem-terra. Em grande parte devido ao caos na inscrição. A família era obrigada a se inscrever em cada lugar onde houvesse reforma agrária, não havia garantia de que seu lugar estaria preservado.
Montou-se um sistema simples de cadastramento de todos os postos, racionalizou-se a avaliação das famílias e cessaram os conflitos.
Ao contrário do Ministro Gilmar Mendes, o ITESP diz que questão social se trata com diálogo e cooperação. A relação com as 14 ou 15 entidades representativas dos sem terra é considerada exemplar.
E as próprias invasões são consideradas elementos importantes para acelerar a Justiça – que, ao contrário do que sustenta Gilmar – é extremamente lenta em processos de desapropriação.
Apesar de praticamente não ter havido assentamentos nos últimos dois anos, a situação é bastante tranquila.
Foi interessante também o trabalho da Secretaria da Educação, de montagem de um modelo de terceirização dos serviços de limpeza nas escolas. Passou pelo treinamento de gestores, recrutados nas próprias escolas, de agentes de fiscalização do trabalho etc.
O Secretário Sidney Beraldo, da Gestão, tem sido um lutador nessa área. Mas continua isolado, sem conseguir transformar a gestão em uma prioridade sistêmica do governo do Estado. Serra, decididamente, não acredita em modelos de gestão, mas apenas no poder da vontade. E a vontade, por si, jamais conseguiu transformar pessoas em gestores.
Por ROBERTO ANDRADE
Caro Nassif
Creio que é um pouco de exagero e desejo de pegar no pé do governador, ouvi hoje pela manhã uma entrevista do Serra direto de Nova York e me pareceu pertinente a viagem dele, estava verificando em loco coisas relativas ao mêtro de Nova York que esta em reforma, deu uma entrevista falando varios detalhes.
Portanto ele não esta na Suiça e o motivo da viagem me pareceu bem importante, pelo menos pela entrevista…..grande abraçol
Comentário
Muda a escala e o motivo, mas não me parece que trocar uma premiação dessas por uma viagem a Nova York para verificar in loco as mudanças do Metrô de Nova York, em pleno feriado da Semana Santa, seja papel de governador.
O conglomerado financeiro holandês ING anunciou hoje que pretende se desfazer de operações avaliadas em US$ 10,6 bilhões, como forma de reduzir sua exposição ao risco e focar suas atividades bancárias na Europa. O ING teve prejuízo no ano passado em função da crise mundial de liquidez, e recebeu em outubro um aporte de 10 bilhões de euros do Estado holandês. No segmento de seguros, o ING vai se concentrar nos ramos de vida e previdência privada. No Brasil, o ING atua através de sua filial SulAmérica.
O governo alemão iniciou a oferta pública de aquisição (OPA) de ações do banco Hypo Real Estate, oferecendo 1,39 euros por ação (US$ 1,84). A oferta pelo Hypo se aproxima dos 318 milhões de euros (US$ 421,5 milhões), acima do atual valor de mercado de 253 milhões de euros. A OPA será conduzida pelo Fundo Federal de Ajuda ao Setor Bancário (SoFFin, na sigla em alemão), que afirmou ter oferecido “um preço atraente” para os investidores. O Hypo está sendo nacionalizado devido à sua grave situação financeira.
O governo japonês revelou que o plano de estímulo econômico está inicialmente avaliado em 15,4 trilhões de ienes (US$ 155 bilhões), contemplando gastos públicos e corte de impostos. No entanto, o valor total previsto pelo Partido Liberal Democrata para combater a recessão – que vai de redução de impostos a criação de empregos, e intervenção no mercado acionário e imobiliário – pode chegar ao montante recorde de 56,8 trilhões de ienes, de acordo com o partido governista.
O fundo de investimentos Berkshire Hathaway, do financista Warren Buffet, perdeu a classificação máxima de crédito. A agência de classificação de risco Moody’s Investors Services cortou o rating de crédito de Aaa para Aa2, mas o fundo ainda se encontra na zona de grau de investimento (risco baixíssimo de inadimplência).
Buffett admitiu no mês passado que fez alguns erros “estúpidos” em 2008, quando os lucros da Berkshire caíram 62%, pior desempenho nos 44 anos de existência. Os investimentos da Berkshire são considerados pelo mercado como uma referência de sucesso.
O Tesouro dos Estados Unidos está estudando a melhor forma de resgatar as seguradoras. O auxílio pode ser por meio de injeção de dinheiro ou submetê-las a um rigoroso teste de stress, que determinará quais delas são viáveis. Isso provavelmente forçaria aquelas consideradas fracas demais para se salvarem a se fundir ou vender o controle. Um porta-voz do Tesouro disse que os critérios para as seguradoras ainda estão sendo desenvolvidos, e que levará provavelmente duas semanas para se ter alguma conclusão.
Há dois pontos opostos em relação à Previdência Social. O primeiro, o da manipulação dos números, jogando em cima do Regime Geral da Previdência despesas que não lhe dizem respeito, como forma de reduzir os benefícios. O segundo, os dados, sem manipulação, que indicam problemas pela frente.
Previdência Social é obra de longo prazo, que exige ajustes periódicos para se manter financiável. Esses ajustes decorrem principalmente de mudanças demográficas, do envelhecimento da população, do aumento da longevidade, da redução do tamanho das famílias. Leia mais »
Introdutor do jornalismo de serviços e do jornalismo eletrônico no país. Vencedor do Prêmio de Melhor Jornalista de Economia da Imprensa Escrita do site Comunique-se em 2003, 2005 e 2008, em eleição direta da categoria. Prêmio iBest de Melhor Blog de Política, em eleição popular e da Academia iBest.