A revolução na gestão pública
Coluna Econômica – 07/04/2009
Esta semana, em Vitória (ES), um congresso sobre qualidade na gestão pública reuniu 1.200 pessoas, entre funcionários do Estado e de todos os municípios. Em Natal (RN), outro evento, dias atrás, reuniu 2.000 pessoas. No ano passado, o Congresso do Consad (Conselho Nacional dos Secretários de Estado da Administração) reuniu 4 mil pessoas em Brasília – e não mereceu uma linha sequer nos grandes jornais. Na quarta-feira, a premiação do Prêmio Mário Cova de Gestão Pública, em São Paulo, reverá reunir centenas de pessoas na Sala São Paulo. Anualmente, as edições do Prêmio Gaúcho, Prêmio Mineiro e Prêmio Fluminense de Qualidade reúne milhares de pessoas nos respectivos estados.
O Presidente da República decretou que 2009 é o Ano da Gestão. Trata-se de uma referência simbólica mas que está ajudando a tirar da gaveta da administração pública.
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Em suma, 19 anos depois da criação do Prêmio Brasileiro de Qualidade e Produtividade (PBQP), aparentemente o setor público e os políticos começam a cair de cabeça no tema gestão. Se Fernando Henrique Cardoso em seus dois governos, de Lula, em uma gestão e meia, tivessem desfraldado a bandeira da qualidade, o jogo seria outro. Provavelmente os ganhos obtidos pelas empresas privadas nesses anos, a excelência de gestão, teria se estendido por toda a área pública.
Apenas na última metade de seu segundo governo, Lula acordou para o tema. Mas o país, como um todo, está aprendendo novos métodos de gestão pública bastante inovadores.
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Um dos desafios da gestão pública – especialmente nas relações entre entes federativos – é saber articular os interesses e as ações dos diversos atores, sem diferença de partidos políticos. O encontro de Vitória contou com a participação do governo do Estado, do PMDB, da prefeitura de Vitória, do PT, e de municípios controlados pelos mais diversos partidos.
De sua parte, o Secretário de Gestão, Ricardo Oliveira, garante cursos e treinamento para os gestores municipais. Os prefeitos perceberam que para colocar as promessas em prática, há a necessidade de técnicos qualificados e permanentes nas prefeituras.
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No âmbito federal, os trabalhos em torno do PAC (Programa de Aceleração do Crescimento), especialmente na área de saneamento, demonstraram a eficiência dessa nova forma de articulação – que agora se estende para o Plano Habitacional. O governo federal disponibiliza recursos, reúne com estados e municípios, acertam o trabalho conjunto. Depois, a liberações das verbas fica condicionada ao andamento das obras.
Ganha mais o município mais bem preparado para preparar projetos, contratar obras e colocá-las em prática.
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Condição intrínseca para o sucesso desses programas é sua despolitização. No fundo, está ocorrendo na área de gestão pública o mesmo que ocorreu na área de saúde, com o SUS (Sistema Único de Saúde). Independentemente dos governantes e dos partidos políticos, há uma geração de gestores públicos, formada a partir dos anos 90, que se espalha por estados e municípios maiores e forma uma espécie de confraria, trocando experiências, relacionando-se com as áreas mais modernas do empresariado e garantindo a continuidade de suas ações.
Autor: luisnassif - Categoria(s): Coluna Econômica, Gestão Pública Tags: Gestão Pública

*** fora de pauta ***
mais uma iniciativa de José Serra:
“…Tudo indica que o Projeto de Lei do governador José Serra, que bane o fumo em locais fechados, públicos e privados, deve ser votado hoje…”
http://txt.jt.com.br/editorias/2009/04/07/ger-1.94.4.20090407.26.1.xml
mas que exagero é este?
Locais públicos e PRIVADOS?
Quem ele pensa que é? Afinal, este é o tal do BIG BROTHER?
e pra quem descumprir? O que acontece?
…mais uma lei pra sentirmos que aqui lei vale nada ?
Teremos em breve uma nova LEI SECA ?
Enquanto o mundo tenta DEScriminalizar drogas que NÃO alteram perigosamente o comportamento humano (tipo maconha), Serra tenta criminalizar tudo aquilo que não lhe é espelho ?
a propósito, por acaso ele disse isso em campanha ? Afinal, MILHÕES de fumantes vem ter votado nele, não ?
…em tempo, sou EX-fumante, iniciei-me nos anos 70 (Minister, Continental, ALbany, Vila Rica, Parliament, lembram ?) …parei por consciência há 8 anos, e me utilizei de remédio (pago por mim) pra conseguir tal feito
Acho que o problema, Nassif, é que a mídia não pode prestigiar o Estado em hipótese alguma. Então essas notícias simplesmente não existem.
O Estado só serve para ser saco de pancadas e para produzir reportagens mal-intencionadas falando de seu “gigantismo” (manchete ginastical e cômica do Globo:”Plano Habitacional é cinco vezes menor que reajuste de servidores”). E o pior: os dados estatais não são expostos em valores relativos aos dos países desenvolvidos, só em valores absolutos. A proporção entre funcionários e população no Brasil é infima se comparada com EUA e Europa. Mas os colunistas não se cansam de falar mal, as odes sempre vão para a iniciativa privada, é claro. Temos que privatizar, terceirizar, quarteirizar, pagar os tubos aos inventores da roda da fortuna do mundo empresarial que vive de “contatinhos” e são investidores em campanhas políticas. Gestão eficiente na administração pública? Nem pensar, não interessa aos amigos!
Vivemos simplesmente uma crise econômica que denota a ausência de mecanismos de regulação, de poder de polícia e de fiscalização. E quem pode exercer isso? O Estado, claro. E isso interessa? Claro que não. Não querem deixar o Estado se articular, se estruturar como ente independente do governo de plantão. Não vai sair nunca na TV que o Estado precisa de mais fiscais, policiais, médicos, juízes, promotores, administradores, economistas, pesquisadores, professores. E muito menos que essas pessoas precisam de permanente treinamento. Segundo o Rei Sol Tropical, são todos “gângsters”. Realmente, tem uma gang de mané que acredita e leva a sério o que diz a Constituição: que a administração pública será regida pela legalidade, impessoalidade, moralidade, publicidade e eficiência. E isso, independentemente do governo, presidente, governador, prefeito ou imperador que aí esteja.
No Conversa Afiada hoje há uma matéria sobre os interesses da “gestao” no Brasil:
Juiz afastado acusa Sarney de impedir pobre de ter acesso à luz elétrica
6/abril/2009 16:50
Juiz que desafiou clã Sarney: aposentado aos 42 anos
O juiz Jorge Moreno, de 42 anos, acaba de ser aposentado compulsoriamente pelo Tribunal de Justiça do Maranhão. O crime de Moreno foi contrariar o clã Sarney, que o acusou dar sentenças com finalidade político-partidária na comarca de Santa Quitéria, onde ele atua.
“O processo não tem nenhuma prova disso e eu não sou filiado a partidos”, afirma o juiz, que foi impedido de atuar em um processo relatado pela desembargadora Nelma Sarney, cunhada do presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP). A denúncia coube ao deputado pefelista Max Barros, que foi secretário estadual no governo de Roseana, filha de Sarney.
Para o juiz Moreno, o que provocou os donos do poder local foi a atuação dele para fazer de Santa Quitéria um município em que todos os habitantes têm certidão de nascimento. Um dado raro considerando-se que um terço dos maranhenses, o que equivale a dois milhões de pessoas, não possuem o documento. Sem ele, não conseguem acesso ao Luz para Todos, programa federal de universalização do acesso à energia elétrica, Bolsa Família e aposentadoria.
Moreno argumenta que a oferta de certidão de nascimento é explorada eleitoralmente pelos poderosos. “Os políticos locais sempre se colocaram como intermediários entre a população e os serviços públicos.
Ouça a entrevista do juiz Jorge Moreno.
Parte 1
Parte 2
Veja abaixo a transcrição da entrevista:
Paulo Henrique Amorim – Dr. Moreno, como o senhor explica a sua aposentadoria compulsória?
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Jorge Moreno – Na verdade, a gente vemos isso como uma grande injustiça que aconteceu na instituição da República brasileira, praticada pelo Tribunal de Justiça do Maranhão, quando aposenta um juiz, penaliza um juiz, sem haver nenhuma prova nesses três anos de processo. Na verdade, o fundamento da existência desse processo não foi conseguida nenhuma prova. O Tribunal se sujeitou a ter esse processo mais tarde provavelmente anulado no CNJ sob uma acusação que não tem fundamento algum.
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PHA – Mas deixa eu entender, a denúncia é do deputado estadual Max Barros, do Partido Democratas. Ele denuncia que o senhor tomava decisões com motivação política. Que o senhor era um juiz com um partido. Essa acusação foi aceita pelo Tribunal de Justiça do Maranhão e o senhor não recorreu?
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JM – Nós vamos recorrer para o Conselho Nacional de Justiça. Nós estamos aguardando, estamos esperando a última decisão, que vai ser publicado o acórdão, para que a gente possa recorrer ao CNJ. Agora, não tem fundamento porque, na verdade, o que está em jogo é uma concepção de Judiciário. A gente entende que o Judiciário tem que garantir os direitos fundamentais. Garantir uma concepção de direitos humanos. Na verdade, ele não pode se tornar um violador de direitos humanos, como na maioria dos casos acontece. E ele tem que ter uma postura em relação aos movimentos sociais. Não pode tratar os movimentos sociais como grupos de criminosos. Ele tem que dialogar com os movimentos sociais. Até porque os movimentos sociais são imprescindíveis para a consolidação do nosso processo democrático. E comumente o Judiciário é visto como um braço de vingança das elites. Principalmente em relação aos movimentos sociais e a sociedade civil organizada. O deputado Max Barros tinha sido secretário de estado da senadora Roseana Sarney quando ela era governadora. É do DEM, do partido dela. A denúncia foi aceita dentro do Tribunal de Justiça e quem de certa forma consolidou esses votos foi a desembargadora Nelma Sarney que é cunhada do presidente do Senado, José Sarney. Essa denúncia na verdade é uma forma de intimidação. Quem tem que tem uma outra postura em relação ao Poder Judiciário.. Até porque aqui no Maranhão, Poder Judiciário sempre esteve, sempre foi visto como um braço da oligarquia local.
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PHA – Quais foram as decisões que o senhor tomou na comarca de Santa Quitéria que o deputado Max Barros considerou, e os desembargadores do TJ, consideram de cunho político?
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JM – Foram duas decisões. A que diz respeito à erradicação do sub-registro. Aqui no Maranhão quase dois milhões de maranhenses não têm registro de nascimento. Vivem ainda para se apresentar nas repartições públicas, ou se apresentam com uma certidão de batismo, ou uma declaração de nascido vivo, ou um cartão de vacina. Mas não têm acesso ao serviço público de expedição de registro. A outra é a questão do programa Luz para Todos. Nós fizemos uma campanha que é fruto da campanha nacional pela questão do registro das pessoas. Nós conseguimos fazer isso em Santa Quitéria, mobilizar toda a sociedade de Santa Quitéria, fazer com que Santa Quitéria fosse o primeiro município brasileiro a erradicar, ou seja, todo mundo foi registrado devidamente. E por que isso gerou tanto ódio das elites políticas locais e estaduais? Pelo fato de que os serviços públicos no Brasil e em modo particular no Maranhão, o acesso aos serviços públicos sempre tem um intermediário. No caso, muitas vezes, se interpõem entre o cidadão e o serviço público os políticos, que olham no serviço público uma forma de garantir o seu voto.
Em grande parte o registro de nascimento só é feito durante as eleições exatamente para tirar votos, para tirar o título de eleitor, melhor dizendo. Então, elas têm o controle sobre o aparelho de estado, sobre o serviço público. E nós fizemos com que a população tivesse esse acesso direto e, ao mesmo tempo, através de uma decisão nossa, nos obrigamos aqui a companhia de distribuição de energia aqui do Maranhão que ela levasse energia elétrica a todos os povoados. Isso foi uma atitude que foi até ao encontro da política do governo federal, que é de levar energia elétrica a todos os domicílios, o Luz para Todos. Isso foi visto como uma perda de espaço das elites políticas, que tradicionalmente utilizam o serviço público para poder se manter no poder, para manter o mando local. Só para você ter uma idéia, em Santa Quitéria a energia elétrica chegava até as fazendas e das fazendas ia para os povoados.
Nós conseguimos, através do Programa Luz para Todos, que chegasse até a casa do cidadão. Isso foi visto como um golpe para s elites políticas locais, estaduais, que estão acostumadas a manter o povo na sua mão.
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PHA – Dr. Moreno, é preciso que o nosso leitor, ouvinte e internauta entenda a relação entre tirar o registro de nascimento e obter a luz do Programa Luz para Todos. Só com a certidão a pessoa teria direito ao programa, é isso?
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JM – Isso. Nós fizemos um acordo com o governo federal. Estabelecemos uma parceria para mobilizar as pessoas, para que elas se sentissem mais atraídas a participar da campanha de registro. Ou seja, à medida que a pessoa ia tendo acesso a esses serviços públicos, ela também iria disponibilizando outros serviços institucionais do estado brasileiro. Porque praticamente o estado negou à comunidade, aos pobres, os seus serviços públicos. Então, à medida que as pessoas iam tirando registro, iam também disponibilizando não só o Bolsa Família, não só a questão do crédito para os pequenos agricultores, a questão da aposentadoria. Em muitos casos, a pessoa já tem idade para aposentar… também foram recebendo os benefícios. Ou seja, a pessoa começou a se sentir cidadã, participante do país. E o mais importante, sem o cabo eleitoral, que é ligado ao prefeito, que é ligado ao deputado…
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PHA – Antes o sistema era de tal maneira que sem a certidão de nascimento oficial ele não tinha direito ao Bolsa Família, à aposentadoria, ao Luz para Todos. E com a certidão ele passou a ter?
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JM – Isso. Passou a ter praticamente numa relação direta, sem a necessidade de intermediário. De quantas pessoas a gente está falando que é negado esse direito básico que é o registro? Aqui no Maranhão praticamente um terço da população não tem registro de nascimento, não é registrada. Imagine que são quase dois milhões de maranhenses que não são registrados.
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PHA – E qual é a população de Santa Quitéria?
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JM – A população é em torno de 32 mil habitantes.
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PHA – E quantos não tinha certidão de nascimento?
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JM – Olha, mais ou menos em torno de cinco mil, seis mil não tinham registro de nascimento.
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PHA – O senhor foi afastado compulsoriamente, ou seja, o senhor não pode mais entrar na sala de trabalho.
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JM – Eu não posso. Na verdade é um processo que tem uma característica política muito forte. Não existe fundamento para a acusação, não foi levantada nenhuma prova, eu não sou filiado a nenhum partido político. Eu não participei de campanha, não subi em palanque. Não existe essa prova. E a outra coisa é um sistema arcaico. Como você penaliza alguém como a aposentadoria? Isso é uma coisa que eu sou contra essa pena. É uma pena que tem que acabar no Brasil. Ou o servidor serve ou não serve para a administração pública. Agora o que não pode é aposentar uma pessoa com 42 anos, paga pelo contribuinte brasileiro. É uma coisa ilógica.
PHA – O senhor vai recorrer ao Conselho Nacional de Justiça?
JM – Vamos recorrer …ainda em fase administrativa. Vamos recorrer da decisão do Tribunal de Justiça ao Conselho Nacional de Justiça. Caso nos seja desfavorável, nós temos um recurso para o Supremo Tribunal Federal. O CNJ vai analisar isso com mais isenção, sem esse ânimo de disputa.
PHA – Mas o senhor sabe que o CNJ é presidido e controlado politicamente pelo presidente do STF, ministro Gilmar Mendes, que por sua vez é ligado ao presidente do Senado, José Sarney. O senhor sabe disso?
JM – Sei, claro. O que eu estava querendo era ser condenado aqui no Maranhão para entrar com um recurso para ser analisado em outra instância. Se for necessário, nós vamos até instâncias internacionais. Na verdade o que se está discutindo é o destino de uma atividade de estado. É uma concepção de Judiciário que está em disputa. É um Judiciário conservador, arcaico, elitista, fechado às demandas populares e um outro Judiciário, que tem relação com os movimentos sociais, que busca sua legitimidade. É exatamente o que está ocorrendo hoje. A sociedade brasileira está vivendo uma encruzilhada. Para onde poderá caminhar? Caminhar para uma sociedade fechada, que é o que está sinalizando, ou se vai consolidar aquilo que foi a promessa de nossa Carta de 1988.
Nassif, ouvi na rradio CBN que foi Bloqueado dinheiro do Dantas em Luxemburgo, vc está sabendo disso?
O Kassab desconhece o significado do termo Gestão.
sobre a PAUTA
eu acredito em trabalho partindo da base
Nossa base, alicerces, são as leis …leis montadas no terreno da representativa democrática ..que por vezes sustem a viga da nossa JUSTIÇA
Sou franco, com toda esta inconseqüência que vemos no dia a dia, tornei-me um cético de carteirinha …acho tudo isso bobagem e perda de de tempo ..falar em gestão pública
Adianta melhorarem a gestão no posto de saúde pra depois vir um Maluf, impunemente, e pegar US$ 200 milhões na boca do caixa? ..e outros dizerem pr não puni-lo pq ele “não é o unico”, pq os “outros” são todos iguais, pq ele é “idoso e o crime esta quase prescrito”?
Agora a moda é quererem dar pra 130 mil indivíduos que vivem no ESTRANGEIRO representatividade via 4 deputados (me engana que eu gosto) …uma média 32,5 mil votos por deputado ..enquanto SP, que sustenta MAIS ESTA ORGIA, cada deputado representa médios 420 mil eleitores
e aguarde …porque já já vão querer mais um senador
infelizmente, queiramos ou não (bem que eu não queria) MAS ESTA TUDO INTERLIGADO nesta nossa casa de Maria
e convenhamos, com estes alicerces de direitos diferenciados, de políticos e partidos MAL COMPROMISSADOS, dá mesmo pra acreditarmos nas bases que sustentam todo este nosso edifício?
Qualidade em administração não pode ser atributo, característica, predicado, propriedade ou aquilo que é próprio, particular a um ser.
“Qualidade é um conceito pessoal que está relacionado diretamente às percepções de cada indivíduo. Diversos fatores como cultura, modelos mentais, tipo de produto ou serviço prestado, necessidades e expectativas influenciam diretamente nesta definição. A qualidade de um produto ou serviço pode ser olhada de duas ópticas: a do produtor e a do cliente. Do ponto de vista do produtor, a qualidade se associa à concepção e produção de um produto que vá ao encontro das necessidades do cliente. Do ponto de vista do cliente, a qualidade está associada ao valor e à utilidade reconhecidas ao produto, estando em alguns casos ligada ao preço, Wikipédia, a enciclopédia livre”.
Enquanto o processo de compra de produtos e serviços pelo Poder Público não priorizar exclusivamente a satisfação dos seus clientes, ou seja, dos grupos sociais atendidos, não melhora a qualidade na gestão pública.
Para o setor público ter qualidade seria necessário profissionalizar as administrações públicas, formalizando legalmente a cultura do atendimento ao público e dando ao cidadão a real possibilidade de requerer esse direito.
Este processo teria de passar pela reformulação dos partidos políticos e mudanças na legislação eleitoral.
Caso contrário a qualidade nunca atravessará o discurso político, ou pior, politiqueiro. Dessa forma, a qualidade no setor público ficará sempre a critério do gestor de plantão ou da demagogia política sem conseqüência.
[...] por Fernando Leme em 07/04/2009 Luis Nassif, no post de hoje de seu blog menciona a urgência de uma revolução de qualidade na gestão pública. Cita o atraso relativo de [...]
NASSIF,
O INMETRO TEM FEITO UM TRABALHO INTERESSANTE NESSE SENTIDO. VALE CONFERIR.
UM BRÁS
Nassif,
A gestão da qualidade depende de ambientes estáveis e controlados. Funciona perfeitamente numa linha de montagem de uma indústria localizada, mas precariamente numa floresta legal e política habitada por milhões de funcionários e sujeita a frequentes trocas de liderança.
Veja só SP: nem sequer mudou o partido no governo há 14 anos, o titubeante programa de qualidade foi abandonado porque os consultores agora são outros e até as ouvidorias, que estavam começando a produzir seus primeiros resultados foram enfraquecidas, porque o poder central não admite contestações ou reclamações de ninguém.
Perguntar não ofende: não percebi o Juiz falando sobre o cumprimento das Leis e da Constituição, que é do metier dele. Não deveríamos ouvi-lo falar sobre isso ?
Pois é Nassif, penso que na década de 60 o MR8 errou de alvo. O Alvo deveria ser das Câmaras Municipais ao Congresso. Esses caras sempre foram adesistas ao poder a fim de obter vantagens pessoais. Administração Pública ? nem pensar. Lembra dos poderosos de Pinhal-SP, lá perto de S.João? Quanfo um era eleito, a primeira coisa que mandava fazer era destruir a ponte que o outro tinha feito e vice versa. Como é que você pode pensar em Gestão Pública com cargos e cargos de nomeação expuria, sem concurso público que passe pelo ENEM, pelo menos ?
Você tá sonhando. O LULA, bem, ele sempre pensou mais do que todos nós.
Nassif,
Olha só outro precatório em gestação no Maranhão, enviado acima pela Anarquista Lúcida:
O senhor vai recorrer ao Conselho Nacional de Justiça?
JM – Vamos recorrer …ainda em fase administrativa. Vamos recorrer da decisão do Tribunal de Justiça ao Conselho Nacional de Justiça. Caso nos seja desfavorável, nós temos um recurso para o Supremo Tribunal Federal. O CNJ vai analisar isso com mais isenção, sem esse ânimo de disputa.
PHA – Mas o senhor sabe que o CNJ é presidido e controlado politicamente pelo presidente do STF, ministro Gilmar Mendes, que por sua vez é ligado ao presidente do Senado, José Sarney. O senhor sabe disso?
JM – Sei, claro. O que eu estava querendo era ser condenado aqui no Maranhão para entrar com um recurso para ser analisado em outra instância. Se for necessário, nós vamos até instâncias internacionais.
É assim, precatório a gente encontra caminhando pelas ruas. Eles estão por ai, em todo lugar, nos bueiros abertos, nos sinais quebrados, nas portas de hospitais e delegacias.
A turma da qualidade já deveria ter inventado uma ISO anti-precatório, não acha? O problema é que eles explodiram exatamente durante a gestão da qualidade… Esse mundo é muito contraditório…
Luis Nassif,
Os instrumentos, técnicas e métodos da Ciências da Administração estão em constante evolução. Muitas vezes a evolução se analisada com mais exaustão se comprova uma involução, mas mesmo essa pode ser aquele passo para trás que permite os dois passos à frente.
Sempre considerei a escrituração e a contabilidade entre os maiores avanços da da Ciência Administrativa. Conversando com um mestrando em Ciências Contábeis ele mostrou os avanços dessa ciência e a perspectiva de se transformarem as técnicas e métodos da administração em instrumentos das Ciências Contábeis. Torço para que isso também seja factível e saiamos daquele emaranhado de números da contabilidade que nos parece levar a lugar nenhum.
Devemos também reconhecer as limitações dessas áreas. Se na Contabilidade há o emaranhado de números, na Administração há as famosas “modernas técnicas de gestão”, muito do seu grado, mas que depois se mostram apenas como velhas práticas com novas roupagens.
Eficiência, qualidade são necessárias? Se for, são sempre? Se sempre, devem ser prioritárias? Se prioritárias, devem ser adotas em todos os setores? Se sim, eu me desculpo de não ter feito a pergunta antes, mas que faço a seguir: de que eficiência e qualidade está-se falando?
Clever Mendes de Oliveira
07/04/2009
Luis Nassif,
Não ficou nem subentendido no email anterior, mas eu louvo o seu esforço. Penso, entretanto, que no seu otimismo, você se deixa levar pelo que é mera possibilidade.
Clever Mendes de Oliveira
BH, 07/04/2009
Caro Nassif,
Se nessa revolução, tudo que for aprendido e assimilado for posto em prática, então podemos ver uma luz acendendo no nosso Brasil, pois a falta de panejamento é função direta da falta de conhecimentos técnicos de nossos executivos municipais em matéria de gestão, pois se o Tesouro Nacional tem dinheiro em caixa, e não tem como aplica-lo, isto ocorre por falta de projetos, pois de que adianta uma Politica Nacional de qualquer coisa, de que adianta um PAC de qualquer coisa, se na base, que são os municípios, não existe preparo para formular um projeto qualquer, e reivindicar, verbas para sua execução.
Concordo com você, se essa revolução fosse feita anteriormente pelos presidentes que você sitou, o barco estaria em outro rumo, mais confortável , nesta crise atual.
Nassif,
Você sabe alguma coisa sobre a estratégia de gestão que o governador Eduardo Campos, de Pernambuco, implantou? Ouvi dizer que o modelo já está apresentando resultados bem concretos, pois permite ao governador acompanhar e monitorar praticamente on-line todas as ações do governo, a partir de oito áreas apontadas como prioridade e coladinho lá no orçamento. Parece que Pernambuco reverteu vários indicadores econômicos negativos e estão dizendo que o trabalho vai credenciar Dudu, que é neto de Arraes, para vôos mais altos. O que você acha?
Não entendi o tíulo da materia.
A Revolução na Gestão Pública?
Que revolução?
Onde?
“Condição intrínseca para o sucesso desses programas é sua despolitização. No fundo, está ocorrendo na área de gestão pública o mesmo que ocorreu na área de saúde, com o SUS (Sistema Único de Saúde).” Você esta de brincadeira conosco né Nassif??? Vc com ceteza não conhece um secretaria de saúde…
Você já ouviu falar em Administração Patrimonialista, Burocrática e Gerencial? A Revolução começou com o Decreto lei 200/1967, que criou a Administração Indireta e objetivava dar maior autonomia ao Serviço Público. Objetivo totalmente fulminado pela Constituição de 1988.
De nada adianta termos servidores qualificados e pessoas competente no serviço público se quem as comanda foi indicado ou nomeado por apadrinhamento político. O sistema está cheio de erros e vícios, mas um dia as coisas mudam. Eu espero!
“Brasil: Nação ou Mercado?”
Alguém sabe onde isso foi gravado? A qualidade é péssima, mas dá pra ouvir:
http://www.youtube.com/watch?v=B4OEFUB6wC4&feature=related
Sim é uma grande mudança,principalmente agora com a derrubada da LEI DE RESPONSABILIDADE fISCAL, O GRANDE PROJETO DESTE GOV.
“saber articular os interesses e as ações dos diversos atores, sem diferença de partidos políticos”
Sem querer azedar teu otimismo, mas num mundo político como o nosso, multipartidário, esse sem dúvida é um senhor desafio. Existe algum lugar no planeta, parecido com o nosso, onde essa forma de gestão deu resultado?
Mas no Estado capixaba aconteceu, esta semana, um fato que injeta algum sopro de esperança. A assembléia Legislativa implantou o ponto eletrônico para todos os servidores. Pois 5 deles já pediram as contas, enquanto outro montão começou a, finalmente, comparecer ao trabalho. Se vão trabalhar ou não vai depender da eficácia desse choque de gestão. Mas será que a gestão vai descobrir que havia excesso de servidores ou vai fazê-los trabalhar? De qualquer forma fica difícil entender porque um procedimento simples como o ponto eletrônico demorou tanto pra ser implantado. Isso em um Estado que é considerado (segundo o Nassif) modelo de gestão. Chega a doer quando fico imaginando o desperdício do nosso suado dinheirinho por essas prefeituras Brasil afora….Mas fica o sopro de esperança!
Que bom ouvir isso (abaixo), Nassif! Só que as Oscips – organizações não-governamentais do governo – foram criadas para substituir a administração indireta com todos os problemas que você mencionou sobre a Sec. da Cultura de SP. Eu continuo querendo saber como vão as ex-Oscips da Cláudia Costin em relação às atuais do Sayad. Percebe como elas foram privatizadas? Têm até o nome dos donos…
07/04/2009 – 18:54
Enviado por: Nassif
Você já ouviu falar em Administração Patrimonialista, Burocrática e Gerencial? A Revolução começou com o Decreto lei 200/1967, que criou a Administração Indireta e objetivava dar maior autonomia ao Serviço Público. Objetivo totalmente fulminado pela Constituição de 1988.
De nada adianta termos servidores qualificados e pessoas competente no serviço público se quem as comanda foi indicado ou nomeado por apadrinhamento político. O sistema está cheio de erros e vícios, mas um dia as coisas mudam. Eu espero!