Trivial da deusa Marisa Monte
Do Portal Luís Nassif
Marisa Monte em bruxelas -xote das meninas
* Adicionado por Maria Dirce
* Adicionado por Maria Dirce
Pra não dizer que o PSDB está marcado por personagens atoladas na lama neoliberal, deixo um endereço que vale a pena ser frequentado. Trata-se de alguém que foi do governo FHC e não se maculou no charco. É uma voz que o partido deveria ouvir mais, principalmente agora diante da crise. Minha dica de sítio de idéias na rede:
http://www.bresserpereira.org.br/
Aos peessedebistas cabem ler mais artigos como este abaixo, um bálsamo depois de ler as bobajadas do Goldman:
Luiz Carlos Bresser-Pereira
A crise que hoje enfrenta o capitalismo é econômica, mas suas causas são também políticas e morais. A causa imediata foi a quebra de bancos americanos devido à inadimplência das famílias em relação a dívidas hipotecárias que, em um mercado financeiro cada vez mais desregulado, puderam crescer sem limites porque os bancos se valiam de “inovações financeiras” que lhes permitiam empacotar os respectivos títulos de tal maneira que os novos pacotes pareciam, aos novos credores a quem eram repassados, mais seguros do que os títulos originais. Quando a fraude foi descoberta e os bancos quebraram, a confiança das famílias e empresas, que já estava profundamente abalada entrou em colapso. Elas passaram a se proteger adiando todo tipo de consumo e de investimento, a demanda agregada sofreu uma queda vertical e a crise, que era inicialmente apenas bancária, se transformou em crise econômica. Leia mais »
Autor: luisnassif - Categoria(s): Novo Modelo Tags: Bresser-Pereira, PSDBNassif,
Escrevi um post no meu blog sobre a fuga de cérebros que está acontecendo nos EUA. Isso é uma oportunidade para o Brasil, tem alguns links para textos e papers sobre este assunto nos EUA e uma belíssima história sobre o começo do ITA.
Pq não levantar este debate, tentando resgatar a história dos imigrantes que ajudaram a construir a ciência e indústria nacional?
Primeiro nome? Johanna Döbereiner, Tcheca, pesquisadora da Embrapa, a produtividade brasileira da soja deve MUITO a esta mulher que concorreu ao prêmio nobel de química em 1997.
O meu post sobre o assunto:: http://www.tellesfera.com/?p=84
Belíssimo tema. Que tal começarmos a empreitada?
Autor: luisnassif - Categoria(s): C&T Tags: fuga de cérebrosJulia Duailibi
Um dos principais nomes colocados na disputa eleitoral para a Presidência da República em 2010, o governador de São Paulo, José Serra (PSDB), tem nacionalizado marcas de sua gestão no Estado e exportado para prefeitos e governadores projetos que são considerados vitrines de sua administração.
O governo paulista tem promovido encontros e recebido técnicos e secretários de Estado, além de prefeitos e governadores, para detalhar iniciativas locais e repassar informações. Em alguns casos, disponibiliza gratuitamente materiais, como o sistema da nota fiscal eletrônica e o aplicativo para a sessão pública do pregão presencial (continua).
Esse pessoal perdeu a vergonha.
O sistema de Nota Eletrônica foi desenvolvido, inicialmente, pela Secretaria da Fazenda do Rio Grande do Sul. Começou a ser implementado em São Paulo há muitos anos. Tenho uma coluna sobre isso, mostrando o trabalho dos técnicos da Secretaria, agindo por conta própria (a modernização da Secretaria, iniciada por Yoshiaki Nakano, tornou-a uma estrutura dinâmica), muito antes de Serra assumir.
Já o pregão reverso foi lançado no tempo em que Nakano era Secretário da Fazenda, no primeiro ou segundo governo Covas.
Substituição tributária é mais velho do que andar para frente. No caso de São Paulo, significou simplificar a arrecadação mas matar a implantação do Estatuto da Microempresa. E os acordos entre os diversos estados, para uniformização das informações e troca de dados, é bandeira do Fórum de Secretários da Fazenda há muitos e muitos anos.
O papel do governador deveria ser definir as linhas centrais de sua gestão, as prioridades, as bandeiras e mobilizar toda a administração em torno das idéias-chave. Serra tem sido incapaz de empreender essa ação. Aceitou alguns projetos de gestão bancados por empresários, apenas para não descontentá-los. Mas jamais levou esses projetos a sério. E não possui conhecimento nem humildade para avançar além do modelo fiscalista de Estado: economizar na primeira metade e, no final do governo, usar grandes obras como vitrine.
A consequência é que não existe uma marca de governo, uma idéia original, uma ruptura revolucionária com o padrão de gestão anterior, mas apenas projetos isolados, dispersos em Secretarias. O seu modelo de governo é tão disperso, tão inorgânico, aliás, que Serra não consegue sequer ser vendedor de si próprio, divulgar adequadamente as boas iniciativas. Porque, aí, teria que dividir o mérito com o Secretário. E teria que ter nascido Franco Montoro para mostrar esse despreendimento.
Autor: luisnassif - Categoria(s): Gestão Tags: José Serra, modelo de gestãoMeu prezado Nassif,
nas próximas semanas as leis raciais estarão nas pautas legislativas.
Meu artigo ´Afrobrasileiros contra leis raciais´ tem sido replicado em dezenas de blogs e sites, e precisa ser estampado no nosso mais importante portal, pois é relevante que a opinião pública tome conhecimento: a maioria dos afrobrasileiros são contra as leis raciais e cotas raciais.
Temos pouca probabiidade de impedir a aprovação das leis, porém, temos virado muitos votos indecisos. Tenho escrito aos deputados e senadores e questionado: se Obama foi eleito com 53% dos votos para governar o mundo, como que 63% da opinião dos afrobrasileiros não deve ser levada em consideração numa legislação que nos diz respeito?
Você não poderia fazer um artigo sob esse prisma? E porquê não questionar isso para os blogueiros defensores do racialismo estatal?
Anexo o link do artigo na pag. 2 do Estadão também publicado na ´afropress´:
Afro-brasileiros contra leis raciais
Parodiando a expressão “briga de branco”, diria que é “briga de afro”. Fico assistindo de camarote, sem risco de sobrar para mim.
Autor: luisnassif - Categoria(s): Políticas Sociais Tags: afro, coras raciais, movimento negroEstou ouvindo o último programa que Fábio Zanon preparou para a rádio Cultura FM. Foram 161 programas com o maior acervo já construído sobre o violão brasileiro. Compositores, intérpretes, desde o início do século 20 até o violão contemporâneo.
É nesse programa que fico sabendo de Marcos Alan, um gênio precoce, de Nilópolis, intérprete e compositor, aluno de Turíbio Santos e Jodacil Damasceno.
Faleceu em 1973, com 17 anos, vítima de doença incurável e poucas gravações. Deixou 40 peças para violão, preservadas por sua irmã, Graça Alan, que Zanon compara às de Leo Brower, o cubano que se tornou a maior referência de composição contemporênea para violão.
Com apenas 15 anos de idade, foi segundo colocado no prestigioso Concurso Villa-Lobos.
Clique aqui para ler sua biografia, no site de sua irmã Graça.
E aqui uma gravação, que consta do site de Graça.
Na foto, ele aos 10 anos, junto com o irmão.
E pensar que para Zanon continuar a garimpar essas jóias, bastaria apenas uma hora por semana na rádio Cultura FM. O programa foi-lhe tirado por Paulo Markun, dentro de sua obra pertinaz de transformar a Cultura em uma mera prestadora de serviços para terceiros.
Autor: luisnassif - Categoria(s): Música, Sem categoria, Violão Tags: Fábio Zanon, Marcos Alan
Bom material da repórter Fernanda Odila, da Folha, sobre a guerrilha, a VAR-Palmares, o papel de Dilma Rousseff, a questão da tortura e os supostos planos para sequestrar o então czar da economia Delfim Netto.
A repórter, na entrevista, dá um tratamento digno à questão da tortura:
FOLHA – A sra. faz algum mea-culpa pela opção pela guerrilha?
DILMA - Não. Por quê? Isso não é ato de confissão, não é religioso. Eu mudei. Não tenho a mesma cabeça que tinha. Seria estranho que tivesse a mesma cabeça. Seria até caso patológico. As pessoas mudam na vida, todos nós. Não mudei de lado não, isso é um orgulho. Mudei de métodos, de visão. Inclusive, por causa daquilo, eu entendi muito mais coisas.
FOLHA – Como o quê?
DILMA - O valor da democracia, por exemplo. Por causa daquilo, eu entendi os processos absolutamente perversos. A tortura é um ato perverso. Tem um componente da tortura que é o que fizeram com aqueles meninos, os arrependidos, que iam para a televisão. Além da tortura, você tira a honra da pessoa. Acho que fizeram muito isso no Brasil. Por isso, minha filha, esse seu jornal não pode chamar a ditadura de ditabranda, viu? Não pode, não. Você não sabe o que é a quantidade de secreção que sai de um ser humano quando ele apanha e é torturado. Porque essa quantidade de líquidos que nós temos, o sangue, a urina e as fezes aparecem na sua forma mais humana. Não dá para chamar isso de ditabranda, não.
Clique aqui para ler a íntegra.
Até o Otavio Frias Filho acabar de purgar seus pecados com a tal da “ditabranda”, tome matérias sobre a ditadura.
Autor: luisnassif - Categoria(s): Brasileira, História Tags: Dilma Rouseff, tortura, Var-PalmaresNão é à toa que Sérgio Dávila sempre é premiado nos concursos sobre o melhor correspondente estrangeiro da imprensa brasileira. Consegue transitar por todos os temas e entender o que existe de relevante em cada um.
Seu artigo de hoje no caderno Dinheiro: Leia mais »
Autor: luisnassif - Categoria(s): Novo Modelo Tags: FMI, G20, regulaçãoO artigo do ombudsman da Folha, Carlos Eduardo Lins da Silva, sobre o direito de resposta na nova Lei de Imprensa, deve ser duas vezes para ser melhor entendido. Não porque Carlos Eduardo não escreva claro, mas pelas voltas que precisa dar para entrar em um tema espinhoso assim. Clique aqui.
O primeiro problema é analisar a questão conceitualmente, sem entrar na análise do momento atual. O que se tem hoje é de amplo desrespeito ao direito de resposta.
A Veja, por exemplo, é useira e vezeira em ataques à reputação de quem passe à sua frente. E a legislação atual não favorece o atingido.
Na Vara de Pinheiros há oito processos pedindo o direito de resposta. Apenas um foi concedido e, mesmo assim, para uma associação de magistrados. Quando se consegue o direito de resposta, leva anos até a sentença sair. Leia mais »
Autor: luisnassif - Categoria(s): Mídia Tags: direito de resposta, Lei de ImprensaO caderno Dinheiro, da Folha, tem mostrado problemas de consistência técnica nas matérias. Ao contrário do Estadão, que tem a melhor cobertura econômica dentre os jornais.
Dois exemplos de hoje (clique aqui)
Matéria “Perdas recordes desafiam gestão de empresas”, onde há uma enorme confusão entre perdas financeiras com derivativos e perdas de valor de mercado – resultado da perda de liquidez dos mercados acionários.
A reportagem mostra que o valor de mercado de muitas empresas é menor do que os recursos em caixa. Logo, bastaria alguém adquiri-las no mercado para se apossar de um caixa de valor superior ao preço pago.
Sem pé nem cabeça. Primeiro, pelo fato da comparação ser reveladora da distroção atual dos mercados, não das empresas. Segundo porque qualquer tentativa de aquisição da empresa provocaria a elevação no valor das suas ações.
A segunda matéria é sobre spreads, comparando com gastos em saúde.
Os spreads bancários são elevadíssimos, mas qual a lógica de compará-los com gastos orçamentários em saúde? Não tem pé nem cabeça. A comparação teria que ser com o faturamento das empresas, com o lucro daquelas de capital aberto, com o fluxo de caixa. Mas ficando no mesmo universo. O resultado seria impactante do mesmo modo.
Autor: luisnassif - Categoria(s): Cabeção Tags: jornalismo econômico, spreadComo ex-partidão, o vice-governador de São Paulo Alberto Goldmann é dos quadros de oposição o que costuma ter melhor diagnóstico sobre o momento político e as estratégias de crítica ao governo.
No momento atual, a bússola do PSDB, Fernando Henrique Cardoso, tem se comportado como uma biruta de aeroporto. Se se pegar todos os artigos que escreveu nos últimos dois anos e levantar as palavras do ordem, haverá uma miscelânea dos diabos. Solta uma palavra de ordem hoje, os fatos a superam amanhã.
Quando vi o título do artigo de Goldman na Folha “Os equívocos do PT”, julguei que poderia encontrar pontos mais objetivos para o debate político. Ledo engano. Goldman se apegou ao padrão Serra de oposição, que consiste em jogar fora todas as bandeiras que abraçou no passado e se fixar nos temas que estimulem um falso confronto ideológico. Passa-se ao largo do ponto mais vulnerável da política econômica de Lula – a política monetária-cambial e a ineficiência do sistema de crédito, a subordinação do Banco Central ao mercado – porque os aliados preferenciais de Serra passaram a ser essa estrutura de poder (da qual faz parte a chamada grande mídia). Então, vai-se falar o quê? Do Foro São Paulo, óbvio.
Nem Goldman, com toda sua experiência, conseguiu se livrar dessa armadilha mediocrizante.
Leia o artigo e minhas observações. Leia mais »
Autor: luisnassif - Categoria(s): Eleições Tags: Alberto Goldman, PSDB, PTAi vai, para um domingo de viagens. À tarde estarei em Vitória, para uma palestra amanhã em um seminário sobre gestão pública.
Quem tiver dicas sobre os chorões de Vitória, favor passar. Já toquei com eles, tinha uma boa relação de nomes que se perdeu em um dos paus no computador.
Caro Nassif,
Hoje à tarde, em Vitória, tem roda de samba no Canto do Imã, na Praça dos Namorados, Praia do Canto. Lá se apresenta o Heráclito com sua turma. Vale a pena conferir. Amanhã, tem a “Segunda de Primeira”, no Chopp e Cia (ao lado do Partido Alto, no Triângulo das Bermudas). Chorinho imperdível.
Estarão tocando o Raimundo Machado (cavaquinho) e Luis Carlos Broges (violão sete cordas) dentre outros. Estes dois você conhece: já que tocou com eles num evento do Sebrae, aqui em VIX. De antemão, você está convidado para comparecer nestes dois locais. Esperamos contar com sua presença…
Caro Luis Nassif,sou um amante do choro,moro em Vitória e já tive o prazer de acompanhá-lo em um evento do Sebrae onde o nobre bandolinista se fez presente.Caso esteja em Vitória na segunda-feira,eu ficaria contente e honrado com a sua presença no Chopp&Cia,fica na Praia do Canto,na rua Joaquim Lírio,ao lado do Partido Alto.
Irei direto do aeroporto para lá. Infelizmente voltarei segunda logo após a palestra.
Autor: luisnassif - Categoria(s): Sem categoria Tags:Sobre a fundamentação ou não da denúncia do Diogo Mainardi, na Veja, contra o Silvio Martins (irmão do Franklin Martins) não tenho a menor ideia.
Já o recado dos lobistas que cavalgam Mainardi consegue ser mais óbvio e tosco que o lobby que ele fazia pró-Daniel Dantas: parem a investigação sobre as doações da Camargo Correia, senão abriremos a CPI da Petrobrás.
É mais uma ofensiva chantagista, valendo-se do espaço que Veja mantem disponível para esse tipo de jogadas. Os lobistas preparam o material, entregam e o colunista assina. Depois conversa-se.
Nesse momento em que se discute a nova Lei de Imprensa, os limites da liberdade de imprensa, momento em que a sentença do juiz Abrão – podendo virar jurisprudência – aprofunda a questão do jornalismo associado a negócios cinzentos, é inacreditável a imprudência da Veja em permitir a continuidade desse jogo típico de panfletos da imprensa de esgoto ou de blogs de quinta categoria.
Já escrevi várias vezes sobre o tema, especialmente nas últimas semanas. Mas se não sair uma reforma política em breve, acabando com o financiamento de campanha e criando condições que estabeleçam limites aos pactos fisiológicos que assegurem a governabilidade, o país para. Leia mais »
Autor: luisnassif - Categoria(s): Sem categoria Tags: Castelos de Areia, chantagem, Diogo Mainardi