Estou lerdo com minhas obrigações musicais. Só agora, fuçando na Internet, fiquei sabendo da morte de Olga Praguer Coelho, em fevereiro do ano passado, aos 98 anos.
Talvez tenha sido uma das musicistas brasileiras de maior destaque internacional, ao lado de Guiomar Novais e Bidu Sayão.
Amazonense, teve uma vida agitada. Foi casada por vinte anos com o maior violonista do século, André Segóvia.
Seu aprendizado de violão foi com o grande Patrício Teixeira, ainda nos anos 20. Nos anos 50, Patrício ainda dava aulas de violão, se não me engano para Nara Leão.
Gravou sua primeira canção em 1930. Foi casada com o poeta Gaspar Coelho. Em 1936, nomeada por Getúlio Vargas “embaixatriz do Brasil” no Congresso Internacional de Folclore, realizado em Berlim, passou a viajar o mundo todo com seu marido.
Em 1944 conheceu Segovia. E começou de imediato a nova relação com o mestre, com quem teve dois filhos.
É uma das pessoas que lamento não ter podido conhecer.
Vou tentar baixar umas músicas dela, para colocar aqui. No acervo do Instituto Moreira Salles (www.ims.com.br) tem meia dúzia de canções interpretadas por ela.
Para o público em geral, Armando Marques tinha o perfil do presidente do STF Gilmar Mendes. Arrogante, prepotente, sempre tratando com autoritarismo jogadores e dirigentes, obsessivo em aparecer mais do que os jogadores. Não aceitava a condição de intermediário, mediando os atores do espetáculo: ele queria ser a estrela.
No futebol havia a personalidade sólida, firme, do grande capitão Nilton Santos, que com um gesto eloquente parou para sempre o estrelismo de Armando Marques.
Obviamente, em política os gestos necessitam ser simbólicos, não tão explícitos assim.
Por Paulo Kautscher-São Gonçalo-RJ
Não foi um ” catiripapo “. O Nilton jogou o Armando Marques [ bem feito, quem mandou roubar o flamengo ] escadas abaixo no Maracanã.
Tanto falamos do jogo Flamengo e Atlético que fui buscar um post que havia colocado no início de 2007
No Youtube, o vídeo chamado “O maior roubo da história do futebol”. Lembro-me até hoje desse Atlético e Flamengo. O juiz era o José Roberto Wright. Com todo respeito, foi uma indecência.
Comentário
Alguém localizaria a cena inesquecível do Nilton Santos soltando um catiripapo na orelha do Armando Marques, em um jogo do Botafogo, e o Imperador dos gramados rolando escadaria dos vestiários abaixo?
Para quem aprecia a boa música brasileira, recomendo o show do meu amigo e parceiro Vicente Barreto, no lançamento de seu novo CD. Será no Tom Jazz, ali no alto da Avenida Angélica. Fone 3255-0084
Além de alguns parceiros amadores, o Vicentão é parceiro de alguns dos melhores letristas da música brasileira, como Vinicius, Paulo César Pinheiro, Tom Zé, Alceu Valença (em Morena Tropicana).
Ai vai nossa parceria, “Lençol de Carinho”, na interpretação de Lu Horta. Clique aqui.
Até o fim do ano, quem frequenta o Aeroporto Internacional Tom Jobim não ouvirá mais a voz da atriz e locutora Íris Lettieri, que há 32 anos anuncia, com timbre aveludado, as chegadas e partidas. A Infraero decidiu interromper o serviço de alto-falante dos aeroportos do País. O argumento é que a medida vai reduzir a poluição sonora, provocada pelo elevado número de mensagens nos horários de maior movimento.
De acordo com nota divulgada ontem, desde outubro de 2008 estão suspensas as chamadas no saguão dos aeroportos da Infraero – quando Congonhas, em São Paulo, adotou a medida. Mas nem todos os 67 aeroportos do País seguiram a resolução, que vale para Brasília há sete anos e há quatro para Guarulhos. A Assessoria de Imprensa do Tom Jobim informa que ainda não tem data marcada para encerrar o serviço.
Comentário
Não se tratava de uma das vozes mais sensuais do país. A dona da voz foi das mais belas mulheres brasileiras dos anos 60 em diante.
Por alexandre
Esse link não tem a voz mas tem a antológica campanha do carnaval 84 na extinta rede manchete:
Infográfico na tv5 sobre os Paraísos Fiscais no mundo, segundo a lista publicada pelo OCDE, no G20 – apresenta duas listas – uma, negra, dos países q não estão comprometidos com os padrões internacionais – e uma cinza, dos países q se comprometaram a respeitar, mas não aplicaram (ainda?) – Critários de Transparência: . pouco ou nenhum imposto . regime fiscal opaco . ausencia de troca de informações fiscais . acolhimento de sociedades ‘protegidas’(?) (não sei a tradução correta de ’sociétés-écrans’)
Muitos cruzeirenses e colorados reputam os 5×4 do Cruzeiro e Inter como o maior jogo da história do futebol brasileiro. Assim, no bate-pronto, tendo a concordar.
Mas que tal vocês ajudarem em uma seleção de jogos?
Chuto alguns:
1. Flamenxo 2 x 1 Atlético, com atuação heróica de Reinaldo e atuação escandalosa de José Roberto Wright.
2. Santos 2 x 1 Milan, no bicampeonato do Santos, com atuação esplendorosa do Almir substituindo Pelé.
3. Portuguesa 1 x 0 São Paulo, com Bené voltando a jogar, tendo seu dia de Pelé, mas o jogo sendo decidido por uma cabeçada do Ivair e, depois, o Félix fechando o gol.
4. São Paulo 5 x 1 Santos, com Pelé e tudo. São Paulo com Cecilio Martines, Prado, Faustino em dia de glória. O Santos acabou simulando umas quatro contusões para tirar o time de campo.
Esre realmente é o país da piada pronta. Poucos dias depis do episódio em que a dona da Daslu, Eliane Tranchesi, condenada a 94 anos de prisão por vários crimes, aparece esta notícia:
“Polícia carioca acusa Kelly dos Santos, 21, de estelionato, mesmo crime pelo qual foi presa e absolvida há 1 ano e meio. Em SP, Kelly se passava por parente de Eliana Tranchesi, dona da Daslu; após ficar oito meses presa, ela foi absolvida em abril do ano passado”
Quer dizer, a moça ficou oito meses presa por golpes como o de não pagar uma conta de R$ 171,00, passar um cheque roubado de R$ 57,00, furtar um laptop.
Bem, quem mandou ser pé de chinelo? Se tivesse sonegado R$ 1 bilhão não só estaria livre como teria a grande imprensa e altas figuras da República para defendê-la.
“Queremos ver exclusivamente o mundo que está desmoronando ou colocar nossas luzes no novo mundo que está nascendo? Este é o poder da mídia, que pode colocar os refletores no que lhe interessa”
Judy Rodgers, fundadora do movimento Imagens e Vozes de Esperança
Submersos pelos naufrágios noticiados da crise, estamos vivendo a dialética de uma era extraordinária, com potencial para a evolução da consciência e abrir as portas para novos estilos de vida. Mas ao mesmo tempo, a nossa capacidade de imaginar um futuro desejado tem sido cada vez mais precária. Nesse momento de incertezas e descrença, é fundamental que a mídia mude os filtros com que normalmente se propõe a traduzir a realidade, dramaticamente revelada de forma distorcida e negativa. Esse artigo se propõe, através de uma pequena coleção de pensamentos, a despertar as organizações em seu potencial criativo para o seu papel transformador como pólos de uma nova consciência que conduza a coletividade ao desenvolvimento sustentável. Do universo das realidades distorcidas e do faz-de-conta que aqui denomino de Matrix a convocação é ingressar na travessia transformadora que leve ao paraíso reunificador do Self, a referência original da nossa essência criativa e regeneradora.
Rosa Alegria é futurista, pesquisadora de tendências, comunicóloga e ativista de midia. É diretora de Conteúdo do Mercado Ético. (continua )
O pinhão manso é considerada a planta com maior potencial para a produção de biodiesel. Está sendo estuada pela Embrapa e em experiência em alguns locais no Brasil.
O país que mais explora o pinhão manso é a Índia.
Leia a reportagem no Bloco de Biodiesel do Portal Luís Nassif.
Atualmente, a Índia é a principal produtora de mamona no mundo e está iniciando um ambicioso programa de produção de biodiesel baseado na cultura do pinhão manso com o objetivo de produzir matéria-prima para fabricação de biocombustíveis. Uma delegação de pesquisadores brasileiros esteve no país a fim de conhecer as tecnologias desenvolvidas pelos indianos sobre o processamento dessas duas oleaginosas.
De acordo com o documento “Viagem á Índia para Prospecção de Tecnologias sobre Mamona e Pinhão Manso”, produzido pelo Centro Nacional de Pesquisa de Algodão da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), a visita à Índia, além de tomar contato com o conhecimento sobre a mamona e o pinhão manso, teve como objetivo fortalecer o processo de cooperação técnica com pesquisadores brasileiros, tendo em vista a Índia ter excelência como produtora agrícola de inúmeras culturas comerciais de interesse para o Brasil.
Os trabalhos relacionados ao programa de biodiesel iniciaram-se em 2002, com a formação de um comitê que estudou o assunto e apresentou ao presidente um relatório em 2003, dando-se início aos trabalhos subseqüentes e ao incentivo ao plantio de pinhão manso, que é a única oleaginosa considerada no programa de biodiesel indiano. (continua)
Como jornalista, Márcio Moreira Alves foi dos primeiros a perceber as mudanças estruturais que ocorriam no país e a valorizar as experiências municipais. Deixou de lado a cobertura política poropriamente dita para valorizar as inovações no âmbito dos municípios.
Sempre tive boa relação com ele. Encrencamos apenas uma vez, em 1995, quando comecei a criticar acerbamente a elevação dos juros e a apreciação do Real – prevendo que provocaria uma quebradeira sem paralelo, o que de fato acabou ocorrendo.
Defensor apaixonado do Real, em sua coluna em O Globo Márcio acabou sendo meio mão pesada nas críticas aos críticos. Mas superamos a pinimba quando, mais tarde, ele – através de seu grande guru Luiz Carlos Bresser Pereira – entendeu a natureza nefasta do financismo malaniano.
Dos anos 40 para cá, a ciência brasileira avançou em três frentes principais: a biogenética, a energia atômica, a pesquisa sobre agricultura tropical. Nos três campos, estava a mão da Fundação Rockefeller.
Na biogenética, Clodowaldo Pavan teve papel essencial, como dos principais discípulos de André Dreyfus, o fundador do Departamento de Genética da USP.
Estou procurando artigo que escrevi anos atrás, falando da importância de Dreyfus e do pessoal da Fundação Rockefeller, que nos anos 40 trouxe para o Brasil Theodosius Dobzhansky, considerado na época dos maiores biólogos do mundo.
Morto ontem, Pawan era dos últimos sobreviventes desse período heróico.
Há um exagero nas manifestações anti-racistas do movimento negro. Já fui patrulhado por chamar meu amigo Almeida, quase 40 anos de amizade, de negão. O termo negão é de uso corrente e está longe de configurar manifestação racista. Aliás, há pessoas que utilizam para se referir informalmente a negros e brancos.
Um professor da UNESP, meio casca grossa, destratou dois alunos que chegaram atrasados na aula. Um era branco, outro era negro, angolano. Não consta que o nível da bronca tenha sido diferente. Mas ele se referiu ao aluno negro como “negão”. Disse que o “negão” deveria voltar para Angola.
Um caso típico de professor casca-grossa ou estressado, virou denúncia de racismo na Unesp.
Devagar com o andor. Essa radicalização, que tenta criminalizar até maneiras informais de tratamento, ainda vai acabar gerando uma implicância que poderá ser mãe, aí sim, de manifestações racistas.
Aliás, uma denúncia tão boba quanto o exibido que foi ao STF denunciar Lula por ter se sentido descriminado pelo tratamento conferido aos “olhos azuis”.
Continuo achando que o casca grossa do professor deveria ser chamado às falas por xingar um aluno, não por chamá-lo de “negão”. Aliás, já quebrei o pau em lugares em que amigos “negões” foram barrados pela cor e outros amigos barrados pela condição social. E lutarei até a morte pelo direito de continuar tratando meus amigos de “negões” e eles me chamando de “turco”. Vamos ver quem é mais teimoso, se eu ou vocês.
Mas há uma espécie pior de racismo: a pessoa com vergonha da própria origem que, para livrar-se do pecado original esconde a origem e ataca os demais.
É o caso do Eurípides Alcântara, diretor da Veja. Durante meses entrou no Blog me chamando reiteradamente de “mascate, turco ladrão” etc. O processo caiu nas mãos do juiz Carlos Henrique Abrão. Para justificar que não tinha escrito as ofensas, o advogado revelou o nome completo do acusador: Eurípides Swai Jaber Alcântara, o turquinho da Veja. Aliás as esfihas do Jaber são ótimas e a família é muito considerada na Vila Mariana.
É capaz do meu amigo negão colocar o turquinho das esfihas no mesmo “navio branqueiro” que avisou que me confinará para me devolver para o Oriente Médio, assim que tomarem o poder.
1. Diminuiu o apetote global por produtos chineses. As exportações estão 26% inferiores ao nível de um ano atrás.
2. As reservas foram a contrapartida para a manutenção do yuan desvalorizado, que permitiu o grande salto na industrialização chinesa.
3. Os chineses estão ficando cada vez mais inseguros em relação aos ativos americanos que adquiriam com suas reservas. Embora a maior parte esteja aplicada em ativos seguros, a remuneração dos T-Bonds está baixa. O receio é da desvalorização futura do dólar. Daí a proposta de se passar a utilizar os Direitos Especiais de Saques (DES) do FMI como moeda universal.
4. O problema é que se a China começar a vender suas reservas dolarizadas, transformará o medo em realidade, desvalorizando o dólar.
5. A conclusão de Krugman é que a China ainda não entendeu a nova etapa da economia global e, consequentemente, não conseguiu montar uma saída estratégica. A perda de rumo vale para todos, diz ele.
Introdutor do jornalismo de serviços e do jornalismo eletrônico no país. Vencedor do Prêmio de Melhor Jornalista de Economia da Imprensa Escrita do site Comunique-se em 2003, 2005 e 2008, em eleição direta da categoria. Prêmio iBest de Melhor Blog de Política, em eleição popular e da Academia iBest.