iG
iBest BrTurbo

Publicidade

Publicidade
30/03/2009 - 20:00

Trivial do maravilhoso Duda do Recife

Do Portal Luís Nassif

Autor: luisnassif - Categoria(s): Erudita Brasileira, Música Tags: ,

13 comentários para “Trivial do maravilhoso Duda do Recife”

  1. Tadeu Góes disse:

    Boa notícia:
    Cadastro de Bloqueio do Recebimento de Ligações de Telemarketing

  2. Otavio Barros disse:

    Nassif, no Blog do Noblat -
    30.3.2009.
    “MP quer que filha de FH e diretora devolvam dinheiro.
    O Procurador do Ministério Público Marinus Marsico ingressou nesta segunda-feira com uma representação ao presidente do Tribunal de Contas da União (TCU), Ubiratan Aguiar, pedindo a abertura imediata de investigação no caso da diretora de Comunicação do Senado, Elga Mara Teixeira Lopes, que trabalhou em cinco campanhas políticas sem se afastar do cargo; o pagamento de horas extras no recesso de janeiro; a contratação de Luciana Cardoso, filha do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, pelo gabinete do primeiro secretário do Senado, Heráclito Fortes (DEM-PI), sem exercer função em Brasília.” (…)

  3. nassif:
    saiu uma nova pesquisa cnt/sensus muito favorável ao lula e à dilma.vi alguns dados no uol.sumiram rapidamente do “grande portal”.por quê?
    romério

  4. Sancho Brancaleone disse:

    Nassif,
    Sobre o post, “A contaminação do inquérito”, 03 03 09, 11:53-

    Creio, Professor, que se um dia houver coerência, o Congresso e o Poder Judiciário deverão modificar substancialmente as regras que instruem as CPIs, bem como a importância de matérias jornalísticas no tocante às provas que instruem as ações judiciais. Na verdade, matérias jornalísticas estão escapando de suas searas e servindo tão somente para contaminar ações judiciais que afetam os poderosos, de forma a lhes facilitar a defesa.
    Um conluio entre os poderosos das empresas jornalísticas e os poderosos da corrupção. A influência desses compadrios mostra, conforme já discutimos aqui no Blog, a decadência do nosso jornalismo, que se tornou aliado de criminosos da pior estirpe.
    Sem adentrar, por enquanto, na questão da contaminação, os doutrinadores do Direito são unânimes em enaltecer a prova que descortina a verdade real. Ou seja, a prova cabal e definitiva.
    Por exemplo, aquela, ou aquelas, que demonstram inequivocamente que A matou B. Evidentemente, estou me referindo ao campo dos “Crimes contra a vida”. Não obstante, Professor, quando você mencionou a regra do novo art. 155 do CPP, imediatamente me ocorreu que o que instrui o processo penal, visando a prolação da sentença, é justamente a busca pela verdade real.
    A finalidade última do processo penal é perseguir e encontrar os caminhos que estabeleçam a inocência ou a culpabilidade do réu, diante das provas produzidas e dos demais atos de processo. Observe-se, portanto, que o que animou o novo regramento está consoante o espírito e os mais altos propósitos do Direito e da Justiça.
    Aliás, cumpre ao legislador criar regras para facilitar a formação da convicção do magistrado, e não dificultá-la. Ou seja, o art. 155, estabelecendo a importância do contraditório judicial, concede ao juiz, afora as exceções previstas, a possibilidade para formar sua convicção em vista do conjunto probatório, que poderá se repetir, o que concede às partes possibilidades mais profícuas para exporem seus arrazoados.
    O item 8 do seu comentário, professor, parece-me irretocável. Impossível qualquer argumento que sequer abale minimamente a concretude de seu ponto de vista e da jurisprudência mencionada. Ora, você acertou no ponto nevrálgico. As degravações, que são as transcrições do áudio constante das fitas, podem ser perfeitamente realizadas por quaisquer funcionários da justiça, pois não são perícias. Eventuais dúvidas podem ser prontamente dirimidas, bastando uma nova audição do material. As perícias seriam realizadas por pessoal da área técnica.
    De fato, Professor, não há nenhum indício de prova ilícita. Embora o esforço – não para encontrar alguma, pois esta não existe, mas tumultuar, de modo a parecer que houve ilicitude -, seja grande, a ponto de encontrarmos na mídia, no Congresso e no Poder Judiciário, pessoas com feições doloridas de tanto espremerem os fatos. Temos a impressão, inclusive, de que alguém fica ao lado delas, como de fosse um “personal trainer”, incentivando: “Espremam mais um pouco!”, “Vão ganhar um abdominal tanquinho”, “Força!” “Vai sair!” “Tá na porta!” “Ovo no povo e no país!” “A recompensa tá chegando!”
    Sobre o vazamento que foi feito para investigar o “vazamento”, o mesmo deve ser tomado como um dos mais enigmáticos emblemas desse período tortuoso que tem afetado algumas das Instituições mais importantes do país: O Poder Judiciário, a mídia e o Congresso, na figura da CPI dos Itagibas, secundada pelo del. Luiz Fernando Corrêa.
    Até que ponto conseguirão conduzir esse engodo?

    Continua…
    -.+*.+-*+-.+…………………………….

  5. Valter disse:

    Não consigo ver nada, só aparecem as janelinhas brancas.. Assim como o post do Ankito. Será que é um problema dessa maquininha?

    Provavelmente do Explorer.

  6. eis uma dádiva que só Salvador tem: ter Recife como irmã-rival.

    eis uma dádiva que só Recife tem: idem, ao contrário.

    eis uma dádiva que só São Luís tem: ter ambas como irmãs mais velhas.

    e eis uma dádiva comum a ambas: ter São Luís do Maranhão como caçula.

    (tudo isso por causa deste quarto e último video, que tem tudo a ver com os Bois da região de Morros/Imperatriz).

  7. Neves disse:

    Vocês já viram milhões de dólares empacotados?
    Dá uma olhada:
    http://resistir.info/crise/imagens/one_billion_dollar_pallet.jpg

    É por essa e outras que, lavagem de dinheiro de criminosos é só com a conivência de banqueiros.

  8. Elizabeth disse:

    Esta materia é do meu amigo Lucio Flavio Pinto, de Belem, um dos maiores jornalistas que conheço, dos maiores especialistas em Amazonia, reconhecido e premiado internacionalmente.
    Resolveu, depois de passar por muitos jornais da grande imprensa do Sul, há anos voltar à sua terra. Arrumou tantos inimigos e processos contra a midia de lá que hoje se defende pessoalmente: nenhum advogado o aceita.
    E mantem, quixotescamente, seu Jornal Pessoal, bancado por ele, impresso e na internet.
    http://www.lucioflaviopinto.com.br/?p=760

    Acabo de ler essa estarrecedora materia. que embora seja de 15 de março, não deve ter sido retratada em nenhuma midia desta forma

    A adoção do crime

    Ruíram as cidadelas que protegiam o deputado Luiz Afonso Sefer da acusação de pedofilia. A nova trajetória do caso aponta no rumo da condenação. A culpa é apenas individual?

    Durante o seu depoimento à CPI do Senado sobre a pedofilia, que se deslocou a Belém na semana passada para apurar alguns casos no Pará, o deputado estadual Luiz Afonso Sefer protestou contra as interferências do presidente da Comissão Parlamentar de Inquérito, Magno Malta: “O senhor não está me deixando seguir o meu enredo”, reclamou.

    A frase tem um significado mais profundo do que pode ter pensado o próprio deputado ao dizê-la. Sefer foi ao antigo plenário da Assembléia Legislativa levando os filhos, sobrinhos e o pai, Elias Sefer, detentor de vários cargos públicos durante o regime militar, o principal dos quais foi a superintendência da Sudam, por patrocínio do político mais influente desse período, o coronel Jarbas Passarinho.

    Acusado de praticar abuso sexual contra uma menina, o deputado parecia ter começado a depor com a presunção de que seria o dono do “enredo”. Sua história seria recebida como verdadeira e o desfecho seria coerente com sua alegação de inocência. Mas as interrupções do senador capixaba, que o irritaram, pareciam destinadas a adverti-lo que sua autoria se restringia ao crime, não à reconstituição dos fatos. A história já escapara ao seu controle. Ele podia dizer o que quisesse, só não podia mais presumir a credibilidade como reação às suas palavras.

    A decisão do deputado de colocar sua família na platéia para ouvi-lo foi temerária. Quando a CPI não aceitou que a audiência fosse secreta, como ele queria, o cenário do enredo começou a mudar. Mudou também a presunção de inocência, que alguém podia ter deduzido da coragem do acusado de enfrentar uma sessão difícil, como aquela prometia ser, diante dos seus parentes mais próximos. A mudança ocorreu quando ele começou a tecer o enredo traçado previamente, com certeza sob a orientação do seu advogado, Osvaldo Serrão, um dos mais antigos e atuantes criminalistas do fórum de Belém: atacar a menor que o acusou de havê-la estuprado e submetido a outras violências sexuais.

    Se, dos 9 aos 12 anos, aquela menina se revelou tão devassa e destituída da mínima estrutura moral, como é que o ex-deputado do DEM a manteve em sua casa, ao lado dos seus filhos, e ainda tentou assumir a guarda legal dela no ano passado? A guarda foi concedida prontamente, ainda que em caráter provisório, pelo juiz da infância e da juventude, José Maria Teixeira do Rosário, que não julgou necessário dispor de um parecer técnico, da assistência social, por causa da figura pública do deputado, médico e dono de hospitais (embora, na ocasião, vivendo separado de sua segunda esposa).

    Não foi uma decisão em colisão com a lei e se baseou na imagem do requerente da guarda. O problema é que, de súbito, cessou o interesse de Sefer e o juiz, diante da nova iniciativa, da desistência, mandou arquivar o processo, sem perquirir pelas razões da mudança de interesse, sem dar atenção ao outro lado da questão. Tudo indica que o fato tinha relação com o vazamento de informações sobre a relação do parlamentar com a menor, que fugiu da sua casa, passou a ter vida independente e fez a denúncia.

    O assunto começou a circular pelos bastidores, enquanto Sefer continuava a desfrutar o seu prestígio político, como um dos mais antigos deputados estaduais em atividade. Chegou a ser cogitado pela governadora Ana Júlia Carepa para presidir a Assembléia Legislativa, como alternativa à permanência do PMDB no posto. Só três meses depois que a denúncia da menor foi registrada, apareceu a primeira notícia sobre o caso nas páginas do Diário do Pará, no dia 3 de dezembro do ano passado. O jornal, porém, não deu seqüência à cobertura, apesar da gravidade da informação. O tema não entrou nas páginas de O Liberal durante mais de dois meses a partir da revelação pública do fato.

    Os donos do jornal tentaram defender seu amigo, freqüentador dos gabinetes dos Maiorana. Mas a evidência do crime era tão grande que a primeira matéria do jornal, no dia 4, foi a mais pesada de todas as referências até então feitas, inclusive pelos blogs, que romperam a cortina de silêncio e sustentaram a cobertura, pela qual a grande imprensa não se interessara. Os detalhes mais escabrosos e chocantes do abuso sexual praticado pelo deputado foram publicados na primeira reportagem de O Liberal sobre o caso.

    Bastaria essa circunstância para alertar Luiz Afonso Sefer que o seu “enredo” não se sustentaria e que sua preservação por tantos meses só tinha uma explicação: o hábito provinciano ou viciado que certa elite cultiva no Pará de achar que, se esconder seus desatinos internamente, comprando consciências ou negociando acordos, evitará o interesse da opinião pública. O rompimento desse silêncio conivente, em várias dessas situações, precisa vir de fora para dentro, quando a imprensa nacional se interessa pelo que está além do próprio umbigo – freqüentemente para explorar o exótico, o macabro, o sensacionalista. Mas também para quebrar a regra do silêncio comprado, negociado.

    Todas as pessoas que leram o depoimento da menor violentada e as provas juntadas reagiram de uma forma unânime: acreditando nas acusações feitas ao deputado, inclusive seus aliados, como a classe política (incluindo parlamentares de outros partidos) e O Liberal. O testemunho da menor é tão incisivo e consistente, sem contradições, e com detalhes que ela própria não poderia ter criado (como o rompimento cirúrgico do hímen), que a trajetória a partir daí parecia inevitável: caírem todas as cidadelas que constituíam a defesa do deputado.

    Dentre as mais fortes, a mais recente foi a do jornal dos Maiorana, que, talvez pela ênfase, tenha buscado se livrar do passado de compromisso e criar uma imagem mais favorável para o momento da condenação final do personagem. Destino que se reforçou quando, no dia seguinte ao depoimento do deputado, o Ministério Público o denunciou e pediu sua prisão preventiva pelos crimes de violência sexual, cárcere privado e maus-tratos. Ameaçado de ser expulso e assim perder o mandato, Sefer se desligou do DEM, do qual até então era o principal representante no legislativo estadual. Providência que dificilmente evitará que seus pares se vejam obrigados a cassá-lo, a manter-se a progressão. Tendência não alterada nem pela negativa liminar de prisão, pelo desembargador João Maroja.

    Com ratos pulando de todos os lados, não há mais dúvida que o navio está mesmo afundando. Espera-se, porém, que as borbulhas que emergem dele não sejam consideradas como a última evidência dessa história ruim. Durante o desenrolar do “enredo”, um dos argumentos mais usados em benefício do réu foi de que a adoção de meninas pobres do interior por pessoas da capital é um hábito histórico dos paraenses.

    É verdade. A revelação de um episódio tão torpe quanto o atual também deve despertar o interesse da sociedade para rever essa prática, que mudou acompanhando a mudança das mentalidades no curso do tempo. O que podia ser uma extensão das relações de compadrio está assumindo a configuração mais abertamente nociva, criminosa. Com suas caracterizações individuais, é verdade, a lançar sua lama e prejuízos sobre famílias, mas com a responsabilidade de todos, disfarçando o mal ou tratando de eliminá-lo. Numa situação dessas, ninguém é inocente.

  9. José Arlindo (BH) disse:

    Nassif,

    Estou vendo o Zé Alencar no Roda Viva: o cara é de uma classe para rebater a turma que foi posta lá para tentar derrubá-lo. O câncer que o ataca é menos maléfico do que seus entrevistadores.

  10. PT também levou dinheiro de empreiteira

    Apesar de não constar no relatório final das investigações, parecer preliminar revela ajuda de R$ 25 mil a petistas em São Paulo

    No volume 7 da íntegra do relatório da Polícia Federal sobre a Operação Castelo de Areia, que investigou a empreiteira Camargo Corrêa, aparece pela primeira vez uma doação de campanha para o PT. O partido do presidente Luiz Inácio Lula da Silva não está entre as legendas citadas no relatório final da PF. Em e-mail enviado para o diretor da Federação das Indústrias de São Paulo (Fiesp), Luiz Henrique Maia Moreira, o diretor da empreiteira Fernando Gomes solicita os recibos pendentes das doações para campanhas políticas. Ali consta uma doação de R$ 25 mil para o “Diretório Regional do PT”.

    No e-mail enviado em 4 de novembro do ano passado, Fernando cita doações para os partidos PSDB, PT, PTB, PV e DEM. “Quanto às quantias, destacam-se os valores de R$ 300 mil para o DEM (RN), e R$ 200 mil (R$ 100 mais R$ 100 mil) para o PSDB (PA)”, cita o relatório quinzenal registrado na página 11 do volume 7 do inquérito. Luiz Henrique, filho do ministro do Tribunal de Contas da União (TCU) Valmir Campelo, repassa o e-mail para o chefe de Relações Institucionais e Governamentais da Fiesp, Sérgio Barbour. No e-mail seguinte, Luiz Henrique informa a Fernando que o recibo do DEM seria mandado via Sedex.
    Quanto aos comprovantes dos partidos de São Paulo, Luiz Henrique informa que estariam sendo providenciados por Barbour. O relatório da PF faz um esclarecimento sobre essas doações: “Mais uma vez, cabe ressaltar ser impossível afirmar, apenas com os dados atuais, a ilicitude de tais doações. Restando, salvo melhor juízo, uma pesquisa junto à Justiça Eleitoral para maiores esclarecimentos”. Segundo registra o e-mail, os comitês financeiros municipais do PTB e do PV também receberam contribuições de R$ 25 mil.

    http://clippingmp.planejamento.gov.br/cadastros/noticias/2009/3/30/pt-tambem-levou-dinheiro-de-empreiteira

    Sem comentários

  11. ESTUDO DESMENTE INCHAÇO NA MÁQUINA PÚBLICA

    Número de servidores no Brasil está abaixo do de países desenvolvidos e emergentes

    Uma pesquisa sobre emprego público, realizada pelo Instituto de Pesquisa Econômica e Aplicada (Ipea), chegou a uma conclusão surpreendente: a máquina pública brasileira não está inchada. Comparada à de países desenvolvidos e com os da América Latina, a proporção de servidores públicos na faixa da população economicamente ativa é uma das menores (10,7%), segundo dados computados em 2005.

    http://clippingmp.planejamento.gov.br/cadastros/noticias/2009/3/30/estudo-desmente-inchaco-na-maquina-publica

  12. Sancho Brancaleone disse:

    Paulo Kautscher, na matéria a qual você se referiu, enfatiza-se “PT, o partido do pres. Lula”. Como se ninguém soubesse disso.
    Entretanto, qualquer informação sobre o DEM (pfl), conforme o comentário de Elizabeth (22:37), a menção a esse partido, que, suponho, deve ter o maior número de parlamentares que se desligam por escândalos, haja vista o caso de Edmar Ferreira e de muitos outros, passa meio que nas sombras.
    Sempre noto esse detalhe, especialmente em matérias jornalísticas televisivas.

  13. Jorge Antunes disse:

    Sugestão de pauta

    DIRETAS-JÁ EM BRASÍLIA: 25 ANOS

    Ouça a SINFONIA DAS DIRETAS em:
    http://www.americasnet.com.br/antunes/audio/sinfonia-das-diretas.mp3

    No próximo dia 1º de junho acontecerá o 25º aniversário do Comício das Diretas de Brasília, quando foi apresentada a Sinfonia das Buzinas do maestro Jorge Antunes. O Comício de Brasília havia sido marcado para o dia 24 de abril de 1984, véspera do dia de votação da Emenda Dante de Oliveira, no estacionamento do Ginásio de Esportes. Mas o presidente Figueiredo, em 18 de abril, decretou Medidas de Emergência no Distrito Federal, proibindo reuniões, implantando a censura prévia, facultando busca e apreensão em domicílio, a intervenção em entidades de classe e impondo controle da entrada de Brasília.

    Com as Medidas de Emergência, Brasília teve a cidadania cassada. Só os cidadãos brasileiros das outras Unidades da Federação tinham plena liberdade para se manifestar.

    Um Comitê Suprapartidário pelas Diretas-Já foi instalado em Brasília em março de 1984. Ele era integrado de operários, intelectuais, artistas, estudantes, líderes locais. As reuniões se realizavam no auditório do Sinpro (Sindicato dos Professores).

    Com a decretação das Medidas de Emergência, o Comício de Brasília foi cancelado mas o Comitê Suprapartidário continuou a se reunir clandestinamente. O comício só veio a ser realizado no dia 1º de junho de 1984. Foi nesse comício que foi apresentada a Sinfonia das Diretas, também conhecida com o nome de Sinfonia das Buzinas, em que o maestro Jorge Antunes juntou uma orquestra de 300 automóveis e um grupo musical, para o comício que reuniu 30.000 pessoas. Os oradores do comício foram: Freitas Nobre, Ulisses Guimarães, Luis Inácio Lula da Silva, Cristina Tavares, Humberto Lucena, Pompeu de Souza, Bruna Lombardi, Múcio Athayde, Carlos Alberto Ricelli, Aldo Arantes, Vilmar Pallis, Airton Soares e outros.

    Fernando Tolentino de Souza Vieira, atual diretor da Imprensa Nacional, foi o animador do Comício. Outros artistas e políticos locais que se destacaram no evento foram: Maestro Jorge Antunes, Chico Vigilante, Chico Pereira, Tetê Catalão, Romário Schettino, Maurício Correia, Carlos Alberto Müller Lima Torres, Jorge Vinhas, Benjamin Sicsú, Alex Chacon, Rudolfo Lago.

    A Sinfonia das Diretas, com música de Jorge Antunes e poemas de Tetê Catalão, foi escrita para um declamador, uma orquestra de automóveis tocando buzinas, um coral e instrumentos. A obra, com 40 minutos de duração, foi gravada ao vivo e foi lançada em CD em 2004 pela ADUnB, Associação dos Docentes da Universidade de Brasília.

    A Sinfonia das Diretas, em versão compacta com excertos, pode ser ouvida em:
    http://www.americasnet.com.br/antunes/audio/sinfonia-das-diretas.mp3

    CONTATO:
    Maestro Jorge Antunes
    antunes@jorgeantunes.com.br

Deixe um comentário:

Antes de escrever seu comentário, lembre-se: o iG não publica comentários ofensivos, obscenos, que vão contra a lei, que não tenham o remetente identificado ou que não tenham relação com o conteúdo comentado. Dê sua opinião com responsabilidade!

Os campos com * são de preenchimento obrigatório






Voltar ao topo