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30/03/2009 - 08:07

Obama e o Oriente Médio

Mesmo com cabeçadas inevitáveis – como na questão dos bônus para os executivos da AIG – Barack Obama avança para descontruir todo o legado da era Bush.

Na área internacional, sua mensagem ao Irã, enfatizando a “República Islâmica do Irã”, liquida com as bandeiras de Bush, de fazer o mundo inteiro se curvar aos valores do modelo americano de democracia.

Também sinaliza que acabou a era de endosso integral ao belicismo de Israel.

É cedo para se falar em um acordo que permita a paz duradoura na região. Mas pelo menos se terá alguns anos pela frente, sem massacres e com menos terrorismo.

Leia no artigo abaixo, publicado no Estadão:

Obama deve alterar laços com Israel

Roger Cohen *, THE NEW YORK TIMES

Autor: luisnassif - Categoria(s): Diplomacia, Novo Mundo Tags: , ,

7 comentários para “Obama e o Oriente Médio”

  1. Roberto Rosário disse:

    Não dá para ler o texto por causa da matéria anterior que está “por cima”.

  2. Cesar A disse:

    O Obama pode estar sendo falsamente pragmatico, não custa quase nada falar, a maior mudança da politica americana na região, se acontecer, será daqui a algum tempo com a redução de gastos militares, com a redução de tropas no Iraque e diminuição do subsidio aos gastos militares de Israel, coisas que vão contrariar muito a industrias de armamento americana e russa, que não gostam de distenção politica.

    Não foi por acaso que antes da “Era Bush” o mundo caminhava para uma redução dos gastos militares, agora virou moda novamente gastar.

  3. Ivan Moraes disse:

    “Mas pelo menos se terá alguns anos pela frente, sem massacres e com menos terrorismo”

    E isso eh conversa da direita, nao de esquerda. Quem esta atraz do palco eh a direita. Dismantelar o legado Bush, concordo, mas ele **se** dismantelou sozinho. O objetivo agora eh recuperar o chao que ele perdeu.

    Esta passando batido: porque o Iran estaria aa frente de massacres e terrorismo?

  4. tomás angelo disse:

    o texto do NYT não corresponde bem aos fatos. Verdade que Obama se referiu daquela forma ao Iran. Mas é também verdade que ele ficou mudo quando o lobby de Israel queimou um assessor ( Freeman) de inteligência que defendia uma mudança de enfoque com relação a Israel. Obama ainda não deixou claro para que lado irá. Parece que ainda não decidiu ou espera para lutar uma batalha de cada vez.

  5. José Roberto disse:

    Ué, cadê o link pro artigo?

  6. Andre Araujo disse:

    A hora da verdade de Barak Obama será o do enfrentamento do lobby da AIPAC-American Israel Political Action Committee, a central politica do poderosissimo lobby judaico que domina a politica americana desde 1946, com um orçamento de US$660 milhões uma força tão potente que nenhum congressista americano ousa sequer insinuar um desafio.O caso de Richard Freeman, indicado para o Conselho Nacional de Inteligencia é típico. Ele propunha uma politica americana no Oriente Médio independente de Israel e foi literalmente trucidado , Obama teve que se descartar dele. Alem disso, o chefe de gabinete de Obama é Rabin Emanuel, ligadissimo ao AIPAC, onde inclusive trabalhou. Obama não tem a força própria e a audacia para afastar o poder da AIPAC, parece que vai tentar afrouxar esse poder sem enfrenta-lo. A pedra de toque no Oriente Médio será a criação de um Estado palestino mas para isso terão que ser desmanteladas as chamadas “”colinias”" na Cisjordania, território indisputavelmente palestino, na realidade cidades artificiais onde ja residem 380.000 colonos, dos quais 90% são americanos e a maioria de Nova York, gente que lá esta por motivos religiosos, a terra é arida e só produz com grande investimento em irrigação e adubação, o que é feito com dinheiro que vem dos EUA. As “”colonias”" se ligam entre si por estradas bloqueadas, que impedem os palestinos atravessa-las, isolando familias e aldeias, uma aberração completa e isso na terra deles.
    A questão das colonias e de Jerusalem como capital dos dois Estados são básicas e duvido que Obama tenha cacife para enfrentar neste governo essas barreiras.
    A tentativa de abordagem do Irã já é um grande passo, no governo Bush, Israel e os neocons sonhavam.em bombardear as instalações nucleares iranianas. A questão palestina é essencial para a distensão no Oriente Médio. Desse nó depende a normalização das relações com a Siria e com o Irã e um novo acordo politico no Libano. Deve-se reconhecer que Obama ja avançõu em pouco tempo muito em relação ao Irã, o que ajudará tambem a situação no Iraque que se prepara para uma retirada americana.
    O que fica em duvida é o tamanho do capital politico dessa administração para avançar no Oriente Médio, que depende muito da relação de forças no Congresso, aonde o lobby da AIPAC tem muita força para bloquear avanços.
    De qualquer forma, a politica externa de Obama com a aparente agilidade operacional de Hillary Clinton é uma lufada de ar fresco na gélida diplomacia da Era Bush. Resta ver se grandes objetivos serão atingidos.

  7. Obama encontra-se em uma “sinuca de bico”, se continuar o apoio a Israel poderá ser taxado de “segunda versão Bush”… Se apoiar o Irã e seus aliados (hamas) corre o risco de da espaço ao terrorismo internacional.
    O Estado de Israel enfraquecido se tornaria presa fácil, para uma nova investida árabe… Sem contar que um estado palestino serviria bem mais como uma base para ataques a israel, dada a proximidade e a falta de governo do que um estado livre onde judeus podessem andar despreocupado.

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