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30/03/2009 - 09:07

O super-Tucano genérico

Por sergio g

Mas os “blue eyes” tb são bons para copiar. Não só para impor sua tecnologia e cultura.

Veja este caso:

Os EUA estão formando uma força chamada COIN (counter insurgency) baseada em sua esperiência militar no Iraque e Afgan.

Pois bem, necessitam de um avião turbohélice, com boa eletrônica embarcada, bem armado, barato e resistente.

Existe um no mercado. É o EMB-314 super tucano.

Pois bem.

Não é que formaram um empresa, contrataram projetista da Embraer (Joseph Kovacs) e estão “desenvolvendo” um avião chamado A-67 Dragon, que nada mais é que uma cópia vergonhosa do EMB-314.

Virou piada nos sites especializados.

Já chamam de “Super Tucano Genérico”.

Aqui alguns links:

http://www.ecsbdefesa.com.br/fts/DPAA.pdf

http://usaircraftcorp.com/aircraft.php

http://www.globaldownlink.com/A67Page.html

http://www.flightglobal.com/articles/2007/11/13/219658/dubai-2007-usac-seeking-launch-customer-for-low-cost.html

Comentário

Se o Brasil tivesse um décimo do pragmatismo americano…

Autor: luisnassif - Categoria(s): Economia, Negócios Tags: ,

30 comentários para “O super-Tucano genérico”

  1. Bruno Abreu disse:

    Caro Nassif,

    Eu não me preocuparia com esses POC (proof of Concept) porque é isso o que são esses aviões. Eles ainda estão em um estágio anterior ao protótipo, no caso do Tucano genérico, e dos contatos preliminares, no caso do C-390. O governo americano não compra equipamento militar feito em outro país, jamais conseguiríamos vender o Super-Tucano fabricado em Gavião Peixoto para eles. Teríamos que formar uma joint venture com uma companhia americana e transferir a tecnologia. Então, deixa eles tentarem fazer o avião deles que até lá continuamos a vender os nossos.

  2. Cesar A disse:

    Cada pais tem suas peculiaridades no campo aeronautico, uma das peculiaridades americanas é quererem sempre o melhor da categoria, aparentemente isso é o obviu, mas dentro da filosofia americana isso geralmente desagua numa mudança de requerimento e o produto final acaba bem longe do requerimento inicial.

    No caso especifico do Super Tucano os americanos a décadas tiveram exatamente a mesma ideia:

    http://en.wikipedia.org/wiki/Cavalier_Mustang

    http://en.wikipedia.org/wiki/Piper_PA-48_Enforcer

    Estava tudo ali, mas para o padrão americano era pouco.

    Durante a guerra do Vietnam os EUA usaram com enorme sucesso, um avião de apoio aproximado projetado no final dos anos 40:

    http://en.wikipedia.org/wiki/Skyraider

    Naturalmente diante do sucesso os americanos fizeram o requerimento para um substituto, ai entrou a mania de grandeza deles e o requerimento foi seguidamente aumentado e o que acabaram conseguindo foi o A-10, um avião blindado caça-tanques:

    http://en.wikipedia.org/wiki/A-10_Thunderbolt_II

    Que aliais é excelente no que faz, só não é o avião que eles queriam inicialmente.

    A ideia de um avião relativamente pequeno para operações de contrainsurgencia foi concretizada em mais aviões.

    O OV-10 Bronco, americano

    http://en.wikipedia.org/wiki/OV-10_Bronco

    O OV-1 Mohawk, americano tambem

    http://en.wikipedia.org/wiki/OV-1_Mohawk

    e o IA-58 Pucara argentino

    http://en.wikipedia.org/wiki/FMA_IA_58_Pucar%C3%A1

    Todos cumpriam muito bem os papeis designados, e talvez fosse esse o maior problema, eram especializados demais, ao mesmo tempo ja existiam os treinadores com capacidade de ataque, mas com capacidade muito menor, a grande sacada do Super Tucano foi pegar uma plataforma consagrada, altamente eficiente e de custo relativamente baixo, no caso o T-27 Tucano, e transforma-la em um muito bom avião de ataque leve sem perder as características do treinador.

    Quando a EMBRAER anunciou o projeto ALX, nome inicial do A-29 Super Tucano, muitos entendidos da área criticaram, afinal ia ser apenas mais um treinador leve armado e só serviria para subcapacitar a FAB, ja que provavelmente substituiria jatos na missão de ataque leve, criando uma falsa economia.

    Superadas as criticas hoje parece que a EMBRAER e a FAB acertaram em apostar no conceito e ditaram moda mais uma vez.

    Tudo é muito claro depois que acontece, elaborar o conceito os americanos ja tinham feito a décadas! agora partir para o projeto, construção e adoção é que foi o verdadeiro pulo do gato dessa história toda.

    Caso semelhante foi a adoção pelo Exercito brasileiro dos blindados sobre rodas Urutu/Cascavel, uma parceria com a Engesa transformou ela em um dos maiores produtores de blindados nessa categoria do mundo, mas o abandono do nicho de mercado e a aposta no MBT, vulgo tanque, Osório foram alguns dos motivos que levaram ao fechamento da empresa.

    Hoje estamos recomeçando o caminho e o vazio que a Engesa deixou no mercado ainda não foi totalmente preenchido, no ocidente praticamente só existem veiculos sobre rodas caros e sofisticados demais e as nações com orçamento apertado só conseguem comprar poucas unidades, aliais o Brasil é uma dessas nações, os fuzileiros compraram veiculos suiços Piranha IIIC para substituir os Urutu, ja que o programa de criação de um veiculo para substituição dos Urutu esta muito atrasado… e o mercado parece que continua orfão de um veiculo como um Urutu atualizado a preço bom.

  3. Gustavo disse:

    Não é pragmatismo, a questão é busca do ‘interesse nacional’!
    esse termos é proibido de ser usado há 25 anos!

    Tomara que os chineses e indianos também copiem, pra ver se nós brasileiros percebemos a importância do ‘interesse nacional’.

  4. Avelino disse:

    Caro Nassif
    Fiquei na maior duvida, Serra é genérico do FHC ou FHC é genérico do Serra?!Que também poderiamos colocar Aécio.
    Saudações

  5. Marcio Ferreira disse:

    os comentaristas experts no assunto: foi impressão minha ou o nosso Tucano estrelou no último filme do 007, o “Quantum of Solace”. Há uma cena de perseguição de um Boeing antigo e caindo aos pedaços, pilotado pelo agente secreto, por um aviãozinho de combate que parece muito com o Tucano. Adivinhem quem ganhou a batalha entre o Boeing destroçado e o avião de ataque novinho em folha? Alguém aí viu o filme e pode comentar? Posso ficar orgulhoso?

  6. André disse:

    Quero ver o Brasil copiar o F22.

  7. sergio g disse:

    Marcio Ferreira.

    O avião que ataca o 007 (vi o threiller do filme).

    Não é um Super Tucano.
    É um Siai-Marchetti sf.260 tp de fabricação italiana.
    Um avião de treinamento.

    Aqui a foto de um:

    http://www.combataircraft.com/aircraft/tsf260_p_03_l.jpg

  8. hinatinha disse:

    esse epi e muito bom mesmo…quem gosta de naruto tem ver….
    eu garanto e muito bom mesmo…

  9. Fabiano Mendonssa disse:

    Absurdo,

    É realmente um absurdo o que está acontecendo,não é a toa que povos de todos os cantos da terra estão se antipatizando com os norte americanos,eles podem tudo metem o bedelho em tudo inventam guerras,poluem roubam e agora pirateiam tambem .rsrsrsrs.
    Pensava que isto era coisa só do chineses.
    Espero que nossas autoridades tomem algum tipo de providencia,o que com certeza não acontecerá pois os nossos politicos são extremamente competentes mas é noutra coisa.
    O que me conforma é que os americanos vão começar com o projeto e terminar com uma coisa muito diferente da inicial e este avião acabará servindo só a eles isso se servir.
    Quanto ao Joseph Kovacs, que é extrangeiro e esta radicado no brasil , espero que ganhe bastante dinheiro indo entregar o projeto de nosso avião aos americanos,espero tambem que ele com este dinheiro desapareça do Brasil e volte para seu pais de origem e seja infeliz para sempre.hahaha.
    Bandido,aprendeu bem com os politico brasileiros em .
    Att.
    Fabiano Mendonça

  10. LAIS FAGUNDES disse:

    legal!!!!!!!!!!!!!!!!♥♥♥♥♥♥♥♥

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