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28/03/2009 - 10:33

A reincidência da Daslu

Matéria boa de Marcelo Godoy, no Estadão, dando a palavra à juíza que decretou a prisão dos diretores e proprietários da Daslu.

O ponto central é a reincidência

Para juíza, prisão é exceção prevista na lei

Apesar de súmula do Supremo Tribunal Federal determinar que ninguém deve ser preso antes de condenação em definitivo, a juíza Maria Isabel do Prado decidiu mandar para a cadeia os sete réus do processo da Operação Narciso. A argumentação usada pela juíza, que acolheu o pedido do Ministério Público Federal, é que o caso da empresária Eliana Tranchesi, dona da butique Daslu, era uma das exceções previstas na lei.

No caso em concreto, havia duas. A primeiro seria o fato de os réus terem reincidido, voltando a cometer os mesmos crimes durante o processo. O segundo é porque a Lei 9.034/95, que trata das organizações criminosas, diz que “o réu não pode apelar em liberdade nos crimes previstos nesta lei”.

(…) Durante o processo, esse fato motivou a decretação da prisão preventiva de Antônio Carlos Piva de Albuquerque, irmão de Eliana – mais tarde solto. Há provas, segundo relata a sentença, de que “durante a instrução processual (período em que se faz a prova do processo) a butique Daslu apenas deslocou seu eixo de atuação ilícita para o Sul do Brasil, evitando assim os portos e aeroportos paulistas em razão da vigilância que aqui se instalou”.

No fim de dezembro de 2005, oito meses após a Operação Narciso, foi fiscalizada pela “Receita Federal no Estado de Santa Catarina uma carga suspeita que dizia respeito a quase R$ 2 milhões em mercadorias de alto luxo”. A sentença prossegue dizendo que essa fiscalização descobriu “a reiteração da fraude”. Para a juíza, a reincidência durante o processo demonstrou “exacerbado sentimento de impunidade” dos réus.

Autor: luisnassif - Categoria(s): Justiça Tags: , ,

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75 comentários para “A reincidência da Daslu”

  1. mclane disse:

    Gostei do entendimento da juíza, concordo com o cálculo da pena e não acho que o Judiciário deve praticar uma atrocidade como ‘justiça social’. Criminoso não tem classe ou nicho, tem que cumprir pena, independente da origem e das condições sociais.

  2. Gepeto disse:

    A enfermidade da referida gangster da moda não a fez repensar sua vida e seus valores. Ou seja, é bandida de ninho mesmo, como o Champinha que não adianta tratamento ou prisão – nunca vai mudar. O problema é de berço pois seu irmão leve e solto e sem doença nenhuma a não ser o de caráter tb é um gangster de 1o. nivel.
    Se os pais nao tiverem o mesmo carater, devem estar muito tristes. Os meus estariam desapontados. Mas vai saber né….

  3. Sancho Brancaleone disse:

    Indigna que a decisão tenha beneficiado a todos da turma Daslu. O fundamento legal utilizado para concessão do HC também causa arrepios. Um estelionatário pobre, por exemplo, cuja sentença condenatória ainda não tenha transitado em julgado, merece ser mantido na cadeia, sob pena de perseverar no crime e, indiretamente, ocasionar à sociedade a sensação de que a impunibilidade é a regra geral do jogo jurídico.
    No entanto, no caso desse estelionatário chinfrim, embora eu o tenha usado como exemplo, a situação segue por outros parâmetros. Se não dispuser de uma defesa aguerrida e capaz, dificilmente as medidas cautelares e os recursos, se houverem, passarão da segunda instância. Existem questões de prazo, e outras do mesmo tipo, que podem lançar o 171 no rol dos culpados definitivos, em espaço de tempo muito curto.
    O Buraco Negro. O filósofo Michel Foucault elaborou interessantes estudos sobre algumas instituições. Dentre elas, os presídios e os manicômios. Entre outros liames, Foucault traçou as ligações entre o Estado, aquelas Instituições e o indivíduo. E Foucault asseverou que era fato comum o indivíduo sair de uma e entrar na outra, e vice-e-versa.
    No caso do 171 e da quadrilha de Eliana Tranchesi, encontro pontos de encontro e de total desencontro.
    O estelionatário pobre pode rapidamente, vendo o oficial de justiça balançar-lhe nas fuças o “teje preso, condenado!”, com a ordem de prisão anexada à sentença com trânsito em julgado, ser jogado “ad infinitum” no presídio, e iniciar, inclusive, o trânsito sobre o qual nos falou Foucault.
    No caso da quadrilha de Eliana Tranchesi – uso essa expressão por que, segundo se infere da sentença condenatória, sobram nos autos, provas irrefutáveis sobre Eliana e essa sua prática – o ingresso do cortejo no presídio não se dará jamais, mesmo que lá, ao invés das condições prisionais estudadas por Foucault, houvesse o luxo de uma Daslu, pois talvez fossem trancafiados.
    Confesso que não foi o acaso que me fez aproximar, para fins comparativos, a quadrilha de Eliana e o estelionatário (171) pobre.
    Conforme o Código Penal:

    Art. 171 – Obter, para si ou para outrem, vantagem ilícita, em prejuízo alheio, induzindo ou mantendo alguém em erro, mediante artifício, ardil, ou qualquer outro meio fraudulento.

    Há um caso de estelionato muito comum hoje em dia, é o daquele que engambela aposentado lhe oferecendo um bilhete da megasena, premiado com a quina. Conduz a vítima até uma lotérica e mostra no vidro do estabelecimento um mostruário falso, contendo os mesmos números do bilhete que quer vender. E acaba levando da vítima “cinquentinha” ou “cemzinho”.

    Tenho absoluta certeza de que a Globo, as socialites, e outras coisas do gênero, bem como todos aqueles que apóiam a quadrilha de Eliana Tranchesi, se indignam, assim como todos, contra esse 171.

    Tenho a leve impressão de que Eliana Tranchesi também se escandaliza.
    É um direito dela, não é mesmo?
    Eu não me surpreenderia se Eliana e sua quadrilha engrossassem uma lista pedindo pena de morte ao 171.
    Porém, com o 1.000.000.000.000 proveniente do golpe que ela e sua quadrilha aplicaram no fisco brasileiro, criando importadoras fantasmas, falsidade material e ideológica, crime de quadrilha e bando, descaminho consumado, descaminho tentado, e todos aqueles crimes que estão perfeitamente descritos e comprovados no processo da 19a Seção da Justiça Federal. Com esses ela não se escandaliza e fica quietinha. Ela gosta e embórsa.
    E todo esse dinheiro, quanta falta faz ao país!
    Imagino que ela e sua quadrilha estariam presentes no enforcamento do 171 no meio da Praça da Sé. Após o espetáculo, ela daria 2 real pros mendigu, pras criansa abandonada, pros sem sem teto, pros gari, pros póbri, pros abandonado em gerar. Depois iria embora com um sorriso no rosto, pra festejar com os 1.000.000.000.000.

  4. luka disse:

    Lí a carta sobre o trauma que ela diz ter sofrido mas me confundi um pouco. Era carta da Bispa Sônia da Renascer ou da Tranchesi? Acho que a mídia trocou as bolas. Tinha todo um ar de “Sua guia de fé perseverou e encontrou a luz”.
    Ou seria uma carta da versão feminina do Inri Cristo???

  5. sergio g disse:

    Estava comentando o caso com a esposa.
    Disse a ela que a condenada tinha um problema de saúde.
    Que muitos presos tem problemas de saúde.
    Ela me disse.
    “Quer diser que a dita cuja está a morrer e nem mesmo assim deixa de praticar crimes!”
    Restou-me dizer:
    - È!
    E depois, vi a foto da “dita cuja” rindo desbragadamente.
    E vi que é uma mulher que tem olhos grandes.
    Saltados.
    Daqueles que engolem o mundo.
    Mas não nos engoliu.

  6. sergio g disse:

    Faltou um “não”.

  7. Marat disse:

    Lembrete aos ricos: podem roubar à vontade, pois os HCs estão em oferta… agora pobres: cuidem-se direitinho: qualquer deslize é CANA brava. E não venham com esse papo de que roubaram apenas manteiga, carne, iogurte: pobre nada pode. É cana mesmo e com direito a superlotação, doenças e morte, só que a pena de morte em nossos presídios é gradual. E tenho dito. Triste Brasil: não existe justiça por estas bandas… Daslu, Camargo Correa, banqueiros: este país (da piada pronta) é de vocês!!! usufruam!!!!!!!!!!!!!!!!!!

  8. vera lucia venturini disse:

    Estas informações contradizem o posicionamento de ontem do Luiz Nassif. Lamentavelmente estas pessoas vão sair da prisão, lamentar os horrores de um governo trabalhista e continuar a vender as superficialidades para a elite de São Paulo.
    Rico no Brasil continua acima da lei. E isto aqui só melhora quando os infratores pagarem suas penas, mas não somente de prisão, mas deixarem de ser exemplos em seus círculos sociais.

  9. Mineirim disse:

    Nassif,

    Reicidencia ?
    Ou crime ciotinuado?
    Ao ser presa em 2004 os irmãos CONTINUARAM com as mesmas fraudes e num total desprezo (ou seria apreço) pela lei e pela justiça(?).

  10. miza disse:

    A Daslu é o último castelo da aristocracia terceiro mundista

    escravocrata de Pindorama. Até favela em volta tem, escravos pra

    vampira e seus visitas, o sangue servido em taças e

    canapés. Depois só a BastilhaBrasíliaCarandiru. E a degola, claro. Aquilo é

    aristocracia medieval e racista Tem gente aqui que ainda é feudal, dono

    de vidas Por isso a certeza da impunidade, espíritos baixos reencarnados

    com ranço escravocrata. FHC, Gilmar (esse ate empola a voz pra

    pacer mais branco), DD, os ACM, os Frias e afrescura

    quatrocentona, etc, etc. Tudo espírito baixo, vingatico, racistas, carma

    ruim. Morre tudo podre, com medo, não querem abandonar o cadáver.

    Nobres de corpo e pobres de alma. Em Paracatu um

    historiador disse certa vez que lá quem não é negro, já

    foi. Viu Dona Daslu, não adianta pintar o cabelo, aqui quem não é negro, já

    foi. Ou vai ser, nem que seja de negro artista. Dona Daslu, desculpe a

    intromissão mas a imagem que ta deixando pra prole é de bandida.

    Na escola, em Zurique ou Paris, um escrotinho vai lembrar que a

    vovozinha dos brasileirinhos é ladra. Nunca menospreze o imponderável,

    pois ele existe. E atua.

    Dona Daslu, acaso fosse curandeiro, pai de santo ou psiquiatra, receitaria

    lhe Vinicius. Tudo e pode ser acompanhado de um bom uísque, pois a

    senhora vai chorar E Drummond, aos poucos, homeopáticamente. No

    mais é isso, que tudo que roubou e sonegou lhe garanta um bom enterro,

    pois sua doença é cármica e a senhora não vai se salvar. Invés de

    outros espíritos ruins que infestam este país, a senhora é fraca do

    lado de lá, do lado mágico, onde o demais vale nada. Em favelês, a

    senhora foi usada, dona, já era. Uma mercenariazinha que eles usaram e

    escarraram. Pc, o irmão do Collor, o carequinha mineiro, a lista é grande…

    O que mais me espanta nas pessoas vendidas ao dinheiro e ao ganho, os

    topa tudo por dindim, é a incapacidade de ver, de sacar a onda. Depois

    choram das suas doenças e tragédias.

    Quem planta, colhe, Dona Daslu.

    sds

  11. Eddie disse:

    Imaginem: 94,5 anos de prisão X absolvição… se isso for possível, que acabem com a justiça brasileira. Como não deve ser, porque não começar a cumprir a pena desde já? Afinal, no caso de alguma redução da pena, alguns anos de cumprimento seriam subtraídos do compto final. O raciocínio parece simplório e é. Mas, certamente, seria um alento à nossa desesperança!

  12. Rodrigo M. disse:

    Afinal, o que é habeas corpus?

    Não vale abrir um tópico com o tema?

  13. Rodrigo M. disse:

    O luxo é limpo?

  14. Rodrigo M. disse:

    Não, sério mesmo, a produção, distribuição e venda do luxo no mundo é honesta?

  15. Orlando disse:

    Nassif

    Pelas beiradas “escorrega”, isto é, você mostra um pouco o que você pensa sobre a questão étnica/racismo no Brasil.

    Quando você diz – “Claro que pode. O que faz a diferença é o preparo.” -, fica claro. Em outras palavras o negro tem que saber o seu lugar. O “preparo” do professor Milton é falar que no Brasil, ele, Milton, várias vezes foi discriminado e isso ele disse sem meias palavras.

    Um abraço

    De modo algum. Meu preconceito é contra os despreparados, jamais contra os negros. O professor Milton Santos tem seu lugar assegurado na história do pensamento brasileiro, sendo negro ou branco.

  16. Ivan Moraes disse:

    Resumindo todo o caso da Daslu, gente:

    A justica brasileira mentiu mais uma vez.

    Nossa! Que novidade…

  17. jonh dow disse:

    A posição adotada pela unanimidade dos colegas comentaristas assusta. Na verdade a citada dama foi presa justamente por ser rica e famosa (e não solta por esse fundamento).
    Com isso, a douta juíza obteve seu minuto de fama.
    Veja-se: o que a Daslu fez nada mais é – em grande escala – do que a maioria dos camelôs brasileiros – pedindo perdão à classe por utilizá-los como exemplo – fazem como ato de normalidade (não se desconhece que para a subsistência e, ainda assim, com grandes dificuldades),, inclusive com espaço público para o fomento de atividade, em regra, próxima da ilegalidade, com a desculpa da exclusão social.
    De qualquer sorte, no caso concreto, certamente a arrecadação gerada pela empresa ultrapassou em muito o que sonegado (ao contrário do exemplo citado). Igualmente, a Daslu gera centenas, se não milhares de empregos diretos e indiretos. Se a Daslu fechar ou, quiçá, quebrar muitos ficarão sem sustento básico e igualmente o muito dinheiro que antes aportava às burras fiscais deixará, simplesmente, a circulante econömico produtivo, com isso apenas ampliando a tão afamada crise. Por óbvio que não aplaudimos a impunidade. Mas casos como esse, no Brasil, deveriam sofrer penalização diferenciada atingindo o cerne do sonegador: seu bolso. A pena é manifestamente excessiva e, mesmo sem conhecimento de causa – fato reconhecido -, pode-se concluir que a juíza utilizou-se de mecanismos jurídicos para o somatório de atos delitivos (creio que o chamado concurso material), quando haveria tão-só a continuidade delitiva cuja caracterização apenas aumentaria a pena. Nunca se viu caso como o presente, em que uma pessoa que apenas sonegou (mas não deixou de produzir) seja penalizada com uma pena que ultrapassa a de homicidas, estrupadores, parricidas, entre outros. O que posse-se dizer é que o minuto de fama foi alcançado, mas, para a sorte de todos os brasileiros, o Poder Judiciário ainda não está tomado por exibicionistas que apenas almejam promoção pessoal.
    O medo do brasileiro, hoje, é dar ibope e atrair a atenção de alguns que almejam se tornarem poderosos…….

  18. dinarte bonetti disse:

    a dupla DANIEL DANTAS – GILMAR MENDES. está fazendo historia na recente jurisprudencia patria. Para soltar Daniel Dantas, Gilmar Mendes alterou a lei de prisao preventiva. Definiu que bandido de colarinho branco não pode ficar preso.
    É o seguinte: o cara rouba, sonega, contrabandeia, etc., e caso seja pego pela policia federal, apos arduo trabalho de investigação, será logo solto, ficando pois tranquilo. Vale a pena roubar. Essa a nova legislação pátria. E os prejudicados que se lasquem.

  19. NYLSON GOMES FILHO disse:

    Essa infeliz legislação que garante ao réu primário recorrer em liberdade é um dos entulhos da ditadura. A lei que criou esta excrecência tem o nome de lei Fleury porque foi uma lei criada casuisticamente para garantir a liberdade do delegado assassino e torturador da ditadura. A lei foi criada para livrar um criminoso da prisão que interessava às elites e desde então tem sido a tábua de salvação de todos os criminosos de colarinho branco e um emblema do descrédito e fracasso da justiça brasileira.

  20. Americo disse:

    Nassif meu caro, se seu preconceito é contra despreparados sugiro começar a pensar para que pais você vai se mudar.

    Está saindo das “faculdades” uma geração inteira de despreparados.

    Infelizmente o governo Lula resolveu colocar todo mundo nas faculdades, seja por populismo ou pela falsa ideia que o Brasil tem de ter mais doutores. Apenas não se preocuparam com qualidade.

    O Ministerio da Educação ao inves de preparar os ensinos medios e basicos para que os alunos tivessem maiores chances de disputar vagas em universidades publicas – o que demoraria muito tempo dado o estado rudimentar que encontrou nosso sistema de ensino – resolveu “jogar” um monte de despreparados, e que mal sabendo escrever corretamente conseguem ter um diploma de curso superior.

    Conseguiram colocar a pessima qualidade do nosso ensino em um outro patamar, ainda pior.

    Eu ja alguns anos venho assistindo a esse quadro, e tenho a convicção de que isso será um tiro de escopeta no pé do país, e que nos proximos anos iremos sofrer consequancias gravissimas.

  21. Edmilson disse:

    O Mr. John Dow quer comparar os crimes da “Dona Daslu” (que montara toda uma cadeia para suas “fraudes em importaçãoes” e demais crimes conexos) aos de um camelô que vende produtos contrabandeados!
    É aquela velha cantilena, agora com sinais trocados, de que “quem rouba um real é tão ladrão quanto quem rouba dez milhôes”…
    Não são coisas iguais, não, Mr. Dow!
    O Mr. é cliente da Daslu, por acaso?
    Estaria receoso de que a “empresária” tenha que passar a importar dentro da lei, recolhendo todos os impostos, e o Mr. tenha que pagar bem mais caro pelos produtos “essenciais” vendidos na Daslu???

  22. Gaudereto disse:

    Américo.
    Exatamente isso, sem tirar nem pôr. Tudo o que disse, já venho constatando, há tempos. É triste, mas é verdade. A falsa política de “inclusão”, na área do ensino, vai cobrar caríssimo (já está cobrando) de nossos filhos e netos. Comparo essa tragédia, aprofundada nos anos-Lula, ao mal que a ditadura nos causou, ao suprimir a liberdade.

  23. Ivan Moraes disse:

    Condenacao de Dantas: mentira da justica brasileira.

    Condenacao da dona da Daslu: mentira da justica brasileira.

  24. Otaciel de Oliveira Melo disse:

    Excelentíssima Juiza Maria Izabel do Prado

    Inicialmente eu gostaria de expressar todo meu apreço, respeito e admiração pela Senhora. Pessoas como a Senhora mantém acesa a chama da esperança de que um dia (talvez eu já esteja morto para ver) a justiça prevaleça em nosso país.

    Porém, diante da última frase do artigo acima, onde a Senhora diz que a reincidência durante o processo demonstrou “exacerbado sentimento de impunidade” dos réus, eu pergunto: eles não estavam com a razão? Não estão soltos? Será que vão ser punidos?

    Que loucura este nosso país, não é D. Isabel?

  25. Gerson Pompeu disse:

    É, John Dow. A moçoila é apenas uma camelô para ricos. Não existe nenhum esquema de crime organizado para cometer fraudes fiscais. Tá querendo enganar a quem?

    Se você quer fazer uma comparação justa, faça com o Law Kim Chon, não com os camelôs. A diferença entre os dois é só o preço dos produtos e o poder aquisitivo dos seus clientes.

  26. LN , lendo um comentário sobre moral protestante no caso Mudoff , vai um fato ocorrido no sabado 28/03 , moro em Aparecida SP, onte´m assistindo uma missa ,católico que sou o Padre da minha paróquia criticou duramente a Prisão da dona da Daslu ,” E prendem uma mulher porque não pagou imposto ,enquanto médicos que cometem aborto ficam impunes ,isso é o mundo sem Deus” palavras do Padre , engraçado que esse mesmo Padre quase apedreja os fiéis da comunidade que não são dizimista , faz em suas missas atos discriminatórios ,exemplo: Uma salva de Palmas aos Dizimistas, uma ave maria ao dizimistas, fora as criticas aqueles que não são contribuintes com sua Paróquia , a proposito todos os anos o Padre troca seu carro sempre zero.
    Falta de valores defender uma pessoa que vive de esquemas criminosos ,e condenar médicos e mesmos fiéis que não pagam o dizimo, más que porém contribuem com a sociedade educando direito seus filhos epagando sim os impostos que asseguram o bem estar da sociedade que o mesmo Padre tbém usufrue.

  27. Orlando disse:

    [De modo algum. Meu preconceito é contra os despreparados, jamais contra os negros. O professor Milton Santos tem seu lugar assegurado na história do pensamento brasileiro, sendo negro ou branco.]

    Nassif

    Como já disse, várias vezes, respeito sua erudição em econômia [embora ainda não saiba para que servem os economistas], também tenho simpatia por suas rodas de samba, opiniões políticas e, eventuais, dicas de música. Na verdade, creio que você seja “preparado” para discutir sobre esses assuntos com eficiência.

    Por outro lado, como já afirmei, cá e lá, ser brasileiro, em absoluto, lhe dá “preparo” para ser autoridade em questões étnicas ou afins. Muito menos escrever artigo em livro, liderado por Yvonne Maggie e Peter Fry, questionando a comunidade negra a respeito das cotas para negros.
    Nassif, para tanto falta-lhe melanina e, sobretudo, vivência do racismo no Brasil – não diletante eventual – mas, e acima de tudo, como protagonista do preconceito/racismo.

    Ademais, falta-lhe informação. Leitura de livros de negros compromissados com a comunidade negra poderia ajudar. Pode começar por Abdias do Nascimento, Kabengele Munanga ou vários outros. Talvez já os tenha lido – bem informado e culto como és Se os leu, infelizmente não entendeu. Debater sobre racismo, extrapola o saber intelectual. Nassif, muitos dos racistas são doutos [freqüentaram faculdades e falam línguas estranhas] e muito bem “preparados”. Todavia ignorantes em negritude e racismo. De fato o “preparo” se dá pela vivência e experiências e não pela quantidade de livros lidos.

    Nassif qualquer negro analfabeto ou não tem mais embasamento para falar sobre racismo, cotas e afins, no Brasil do que você. E a opinião desse analfabeto terá tanto peso ou importância quanto a minha ou do professor Milton.

    Menos Nassif menos e, sobretudo mais respeito. Aconselho lidar mais [dar mais atenção] com seu preconceito latente e oculto. Não, não o estou chamando de racista. Você não é. É apenas ignorante/analfabeto funcional em questões étnicas no Brasil.

    Um abraço

    Mas procuro aprender sobre o tema com o Militão, dona Ivone Lara, Candeias, Paulinho da Viola e outros símbolos da negritude não racista.

  28. Alexandre Meloni disse:

    Os tribunais superiores e os tribunais estaduais são um escárnio aos cidadão brasileiros.

    Deveriam ser todos extinttos: são antro de mordomias e de empáfia e despreso aos cidadãos que os pagam para obedecer à constituição (“TODOS SÃO IGUAIS PERANTE A LEI”) e fazer justiça, o que não fazem !

  29. Alexandre Meloni disse:

    Os tribunais superiores e os tribunais estaduais são um escárnio aos cidadãos brasileiros.

    Deveriam ser todos extintos: são antro de mordomias e de empáfia e desprezo aos cidadãos que os pagam para obedecer à constituição (”TODOS SÃO IGUAIS PERANTE A LEI”) e fazer justiça, o que não fazem !

  30. Marcio Gaspar disse:

    A justica eh cega, mas um dos ouvidos estah surdo.

  31. fabio gonçalves disse:

    Causo de cadeia, tenho um conhecido acusado de estupro (um crime gravissimo), sendo que foi preso no dia em que prestou depoimento, sendo que não foi apresentado qualquer prova criminal contra ele, apenas o depoimento da suposta vitima, passados 30 dias um foi HC foi apresentado pela famila do acusado, e ai se descobriu que não havia qualquer mantato de prisão contra ele.
    perguntas – pode uma pessoa ser presa apenas atraves do depoimento de uma pessoa, quanto tempo uma pessoa pode ficar presa por simples vontade de uma policial, a famillia do acusado é pobre e negra, sera que se o acusado fosse de uma familia rica ele seria solto mais rapido? – a justiça é para os ricos, para os pobres os rigores da lei.

  32. Heitor disse:

    Aqui, pela cultural local, tende a se achar o crime de sonegação um delito menor. Não se tem noção que o que é sonegado é dinheiro público e não privado. É como se se desviasse verba do Estado, no caso Daslu com a agravante da desfaçatez de, após o procedimento inicial e as primeiras prisões, a empresa continuar cometendo os mesmos crimes apostando na impunidade e ridicularizando as instituições públicas.

    Nos EUA, o piloto brasileiro Hélio Castro Neves foi acusado de sonegação e chegou ALGEMADO E ACORRENTADO pelos pés ao tribunal e foi preso, só saiu após pagar a título de fiança DEZ MILHÕE DE DÓLARES, só de fiança, quando havia sonegado cinco milhões. Quer dizer, a quantia só serviu para ele aguardar o julgamento em liberdade e não foi parte da pena, tampouco reposição do valor sonegado.

    Se fosse no Brasil, graças às últimas súmulas do STF, não poderia ser algemado, muito menos acorrentado, nem ser preso, pois a sentença não transitou em julgado — nem sentença havia – e a fiança, se fosse o caso, seria de uns 300 reais.

    Só para comparar, no caso da Daslu, apura-se a prática de vários crimes e a sonegação de R$ 1 BILHÃO, com a agravante da prática reiterada dos ilícitos, mesmo após iniciados os processos administrativos e judiciais.

  33. Orlando disse:

    Nassif

    [Mas procuro aprender sobre o tema com o Militão, dona Ivone Lara, Candeias, Paulinho da Viola e outros símbolos da negritude não racista.]

    O tal “saber/aprender”, já lhe disse reiteradas vezes, extrapola eventuais rodas de samba em ambiente controlado. Na verdade, vai além do próprio samba.
    Militão, com todo apreço à cultura, simpatia no trato da questão étnica e, sobretudo meu respeito como mano e miltante, ele, Militão faria Nina Rodrigues, Monteiro Lobato e Silvio Romero felizes.
    Quanto a Dona Ivone Lara, Candeias, Paulinho da Viola e tantos outros, carece primeiro, você viver seus cotidianos e seus espaços [casas] para entender a intensidade de sua negritude.

    Um abraço

    O seu espaço é o mesmo que o meu: classe média incluída.

  34. Orlando disse:

    Nassif

    Saindo um pouco da bloglândia… semana passada, aqui em Santos, conversei com um garoto de 19 anos, negro retinto, que usando uma expressão sua não é “classe média incluída”. Esse menino me contou que esteve ausente da escola pelo prosaico motivo de que outros meninos, segundo ele brancos, o estavam assediando com palavras como negro safado, macaco etc., além de ameaças de espancamento. Isto é, racismo explicito.
    Eu o conheço, trabalha comigo e estuda à noite. Garoto simples e muito educado.

    Mundo muito real e nada virtual. Nada a ver com roda de samba….

    Um abraço

    Preconceituosos imbecis e safados existem em todos os lugares. Se fosse uma escola séria, esses caras deveriam estar presos, de acordo com a Lei Afonso Arinos. Infelizmente, quando uma empregada minha, nordestina humilde sarará, foi destratada pelo síndico do prédio por pegar o elevador social, o máximo que consegui foi ameaçá-lo com um BO, porque não havia uma lei que me permitisse processá-lo.

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