A reincidência da Daslu
Matéria boa de Marcelo Godoy, no Estadão, dando a palavra à juíza que decretou a prisão dos diretores e proprietários da Daslu.
O ponto central é a reincidência
Para juíza, prisão é exceção prevista na lei
Apesar de súmula do Supremo Tribunal Federal determinar que ninguém deve ser preso antes de condenação em definitivo, a juíza Maria Isabel do Prado decidiu mandar para a cadeia os sete réus do processo da Operação Narciso. A argumentação usada pela juíza, que acolheu o pedido do Ministério Público Federal, é que o caso da empresária Eliana Tranchesi, dona da butique Daslu, era uma das exceções previstas na lei.
No caso em concreto, havia duas. A primeiro seria o fato de os réus terem reincidido, voltando a cometer os mesmos crimes durante o processo. O segundo é porque a Lei 9.034/95, que trata das organizações criminosas, diz que “o réu não pode apelar em liberdade nos crimes previstos nesta lei”.
(…) Durante o processo, esse fato motivou a decretação da prisão preventiva de Antônio Carlos Piva de Albuquerque, irmão de Eliana – mais tarde solto. Há provas, segundo relata a sentença, de que “durante a instrução processual (período em que se faz a prova do processo) a butique Daslu apenas deslocou seu eixo de atuação ilícita para o Sul do Brasil, evitando assim os portos e aeroportos paulistas em razão da vigilância que aqui se instalou”.
No fim de dezembro de 2005, oito meses após a Operação Narciso, foi fiscalizada pela “Receita Federal no Estado de Santa Catarina uma carga suspeita que dizia respeito a quase R$ 2 milhões em mercadorias de alto luxo”. A sentença prossegue dizendo que essa fiscalização descobriu “a reiteração da fraude”. Para a juíza, a reincidência durante o processo demonstrou “exacerbado sentimento de impunidade” dos réus.
Autor: luisnassif - Categoria(s): Justiça Tags: crime organizado, Daslu, reincidência

Nassif meu caro, se seu preconceito é contra despreparados sugiro começar a pensar para que pais você vai se mudar.
Está saindo das “faculdades” uma geração inteira de despreparados.
Infelizmente o governo Lula resolveu colocar todo mundo nas faculdades, seja por populismo ou pela falsa ideia que o Brasil tem de ter mais doutores. Apenas não se preocuparam com qualidade.
O Ministerio da Educação ao inves de preparar os ensinos medios e basicos para que os alunos tivessem maiores chances de disputar vagas em universidades publicas – o que demoraria muito tempo dado o estado rudimentar que encontrou nosso sistema de ensino – resolveu “jogar” um monte de despreparados, e que mal sabendo escrever corretamente conseguem ter um diploma de curso superior.
Conseguiram colocar a pessima qualidade do nosso ensino em um outro patamar, ainda pior.
Eu ja alguns anos venho assistindo a esse quadro, e tenho a convicção de que isso será um tiro de escopeta no pé do país, e que nos proximos anos iremos sofrer consequancias gravissimas.
O Mr. John Dow quer comparar os crimes da “Dona Daslu” (que montara toda uma cadeia para suas “fraudes em importaçãoes” e demais crimes conexos) aos de um camelô que vende produtos contrabandeados!
É aquela velha cantilena, agora com sinais trocados, de que “quem rouba um real é tão ladrão quanto quem rouba dez milhôes”…
Não são coisas iguais, não, Mr. Dow!
O Mr. é cliente da Daslu, por acaso?
Estaria receoso de que a “empresária” tenha que passar a importar dentro da lei, recolhendo todos os impostos, e o Mr. tenha que pagar bem mais caro pelos produtos “essenciais” vendidos na Daslu???
Américo.
Exatamente isso, sem tirar nem pôr. Tudo o que disse, já venho constatando, há tempos. É triste, mas é verdade. A falsa política de “inclusão”, na área do ensino, vai cobrar caríssimo (já está cobrando) de nossos filhos e netos. Comparo essa tragédia, aprofundada nos anos-Lula, ao mal que a ditadura nos causou, ao suprimir a liberdade.
Condenacao de Dantas: mentira da justica brasileira.
Condenacao da dona da Daslu: mentira da justica brasileira.
Excelentíssima Juiza Maria Izabel do Prado
Inicialmente eu gostaria de expressar todo meu apreço, respeito e admiração pela Senhora. Pessoas como a Senhora mantém acesa a chama da esperança de que um dia (talvez eu já esteja morto para ver) a justiça prevaleça em nosso país.
Porém, diante da última frase do artigo acima, onde a Senhora diz que a reincidência durante o processo demonstrou “exacerbado sentimento de impunidade” dos réus, eu pergunto: eles não estavam com a razão? Não estão soltos? Será que vão ser punidos?
Que loucura este nosso país, não é D. Isabel?
É, John Dow. A moçoila é apenas uma camelô para ricos. Não existe nenhum esquema de crime organizado para cometer fraudes fiscais. Tá querendo enganar a quem?
Se você quer fazer uma comparação justa, faça com o Law Kim Chon, não com os camelôs. A diferença entre os dois é só o preço dos produtos e o poder aquisitivo dos seus clientes.
LN , lendo um comentário sobre moral protestante no caso Mudoff , vai um fato ocorrido no sabado 28/03 , moro em Aparecida SP, onte´m assistindo uma missa ,católico que sou o Padre da minha paróquia criticou duramente a Prisão da dona da Daslu ,” E prendem uma mulher porque não pagou imposto ,enquanto médicos que cometem aborto ficam impunes ,isso é o mundo sem Deus” palavras do Padre , engraçado que esse mesmo Padre quase apedreja os fiéis da comunidade que não são dizimista , faz em suas missas atos discriminatórios ,exemplo: Uma salva de Palmas aos Dizimistas, uma ave maria ao dizimistas, fora as criticas aqueles que não são contribuintes com sua Paróquia , a proposito todos os anos o Padre troca seu carro sempre zero.
Falta de valores defender uma pessoa que vive de esquemas criminosos ,e condenar médicos e mesmos fiéis que não pagam o dizimo, más que porém contribuem com a sociedade educando direito seus filhos epagando sim os impostos que asseguram o bem estar da sociedade que o mesmo Padre tbém usufrue.
[De modo algum. Meu preconceito é contra os despreparados, jamais contra os negros. O professor Milton Santos tem seu lugar assegurado na história do pensamento brasileiro, sendo negro ou branco.]
Nassif
Como já disse, várias vezes, respeito sua erudição em econômia [embora ainda não saiba para que servem os economistas], também tenho simpatia por suas rodas de samba, opiniões políticas e, eventuais, dicas de música. Na verdade, creio que você seja “preparado” para discutir sobre esses assuntos com eficiência.
Por outro lado, como já afirmei, cá e lá, ser brasileiro, em absoluto, lhe dá “preparo” para ser autoridade em questões étnicas ou afins. Muito menos escrever artigo em livro, liderado por Yvonne Maggie e Peter Fry, questionando a comunidade negra a respeito das cotas para negros.
Nassif, para tanto falta-lhe melanina e, sobretudo, vivência do racismo no Brasil – não diletante eventual – mas, e acima de tudo, como protagonista do preconceito/racismo.
Ademais, falta-lhe informação. Leitura de livros de negros compromissados com a comunidade negra poderia ajudar. Pode começar por Abdias do Nascimento, Kabengele Munanga ou vários outros. Talvez já os tenha lido – bem informado e culto como és Se os leu, infelizmente não entendeu. Debater sobre racismo, extrapola o saber intelectual. Nassif, muitos dos racistas são doutos [freqüentaram faculdades e falam línguas estranhas] e muito bem “preparados”. Todavia ignorantes em negritude e racismo. De fato o “preparo” se dá pela vivência e experiências e não pela quantidade de livros lidos.
Nassif qualquer negro analfabeto ou não tem mais embasamento para falar sobre racismo, cotas e afins, no Brasil do que você. E a opinião desse analfabeto terá tanto peso ou importância quanto a minha ou do professor Milton.
Menos Nassif menos e, sobretudo mais respeito. Aconselho lidar mais [dar mais atenção] com seu preconceito latente e oculto. Não, não o estou chamando de racista. Você não é. É apenas ignorante/analfabeto funcional em questões étnicas no Brasil.
Um abraço
Os tribunais superiores e os tribunais estaduais são um escárnio aos cidadão brasileiros.
Deveriam ser todos extinttos: são antro de mordomias e de empáfia e despreso aos cidadãos que os pagam para obedecer à constituição (”TODOS SÃO IGUAIS PERANTE A LEI”) e fazer justiça, o que não fazem !
Os tribunais superiores e os tribunais estaduais são um escárnio aos cidadãos brasileiros.
Deveriam ser todos extintos: são antro de mordomias e de empáfia e desprezo aos cidadãos que os pagam para obedecer à constituição (”TODOS SÃO IGUAIS PERANTE A LEI”) e fazer justiça, o que não fazem !
A justica eh cega, mas um dos ouvidos estah surdo.
Causo de cadeia, tenho um conhecido acusado de estupro (um crime gravissimo), sendo que foi preso no dia em que prestou depoimento, sendo que não foi apresentado qualquer prova criminal contra ele, apenas o depoimento da suposta vitima, passados 30 dias um foi HC foi apresentado pela famila do acusado, e ai se descobriu que não havia qualquer mantato de prisão contra ele.
perguntas – pode uma pessoa ser presa apenas atraves do depoimento de uma pessoa, quanto tempo uma pessoa pode ficar presa por simples vontade de uma policial, a famillia do acusado é pobre e negra, sera que se o acusado fosse de uma familia rica ele seria solto mais rapido? – a justiça é para os ricos, para os pobres os rigores da lei.
Aqui, pela cultural local, tende a se achar o crime de sonegação um delito menor. Não se tem noção que o que é sonegado é dinheiro público e não privado. É como se se desviasse verba do Estado, no caso Daslu com a agravante da desfaçatez de, após o procedimento inicial e as primeiras prisões, a empresa continuar cometendo os mesmos crimes apostando na impunidade e ridicularizando as instituições públicas.
Nos EUA, o piloto brasileiro Hélio Castro Neves foi acusado de sonegação e chegou ALGEMADO E ACORRENTADO pelos pés ao tribunal e foi preso, só saiu após pagar a título de fiança DEZ MILHÕE DE DÓLARES, só de fiança, quando havia sonegado cinco milhões. Quer dizer, a quantia só serviu para ele aguardar o julgamento em liberdade e não foi parte da pena, tampouco reposição do valor sonegado.
Se fosse no Brasil, graças às últimas súmulas do STF, não poderia ser algemado, muito menos acorrentado, nem ser preso, pois a sentença não transitou em julgado — nem sentença havia – e a fiança, se fosse o caso, seria de uns 300 reais.
Só para comparar, no caso da Daslu, apura-se a prática de vários crimes e a sonegação de R$ 1 BILHÃO, com a agravante da prática reiterada dos ilícitos, mesmo após iniciados os processos administrativos e judiciais.
Nassif
[Mas procuro aprender sobre o tema com o Militão, dona Ivone Lara, Candeias, Paulinho da Viola e outros símbolos da negritude não racista.]
O tal “saber/aprender”, já lhe disse reiteradas vezes, extrapola eventuais rodas de samba em ambiente controlado. Na verdade, vai além do próprio samba.
Militão, com todo apreço à cultura, simpatia no trato da questão étnica e, sobretudo meu respeito como mano e miltante, ele, Militão faria Nina Rodrigues, Monteiro Lobato e Silvio Romero felizes.
Quanto a Dona Ivone Lara, Candeias, Paulinho da Viola e tantos outros, carece primeiro, você viver seus cotidianos e seus espaços [casas] para entender a intensidade de sua negritude.
Um abraço
Nassif
Saindo um pouco da bloglândia… semana passada, aqui em Santos, conversei com um garoto de 19 anos, negro retinto, que usando uma expressão sua não é “classe média incluída”. Esse menino me contou que esteve ausente da escola pelo prosaico motivo de que outros meninos, segundo ele brancos, o estavam assediando com palavras como negro safado, macaco etc., além de ameaças de espancamento. Isto é, racismo explicito.
Eu o conheço, trabalha comigo e estuda à noite. Garoto simples e muito educado.
Mundo muito real e nada virtual. Nada a ver com roda de samba….
Um abraço