A entrevista de Gilmar
Estou assistindo agora na UOL entrevista do presidente do STF, Gilmar Mendes.
Gilmar critica o vazamento de julgamentos e pre-julgamentos. A Mônica Bérgamo menciona entrevista em que ele fala do mensalão – que ainda não foi julgado – como “notória prática de corrupção”. Não foi um pre-julgamento, pergunta ela? Gilmar tergiversa, dá voltas, rodeios e foge da pergunta.
Renata Lo Prete coloca a questão do grampo sem áudio e da chamada “às falas” ao presidente da República. Gilmar diz que fez monitoramento no Supremo Tribunal Federal que detectou algum tipo de escuta. Admite que “pode ter sido alarme falso”, diz ele. Como assim? O gabinete da presidência do STF vazou o relatório para a Veja como se fosse prova conclusiva de escuta.
Depois, diz que recebeu o repórter da Veja que apresentou a transcrição da conversa com o senador. Aceitou a versão do repórter de que havia recebido a transcrição de um agente da ABIN.
“Agora, veja, eu sou vítima, não cabe a mim apresentar o áudio”, diz ele. É um caradura. Diz que é vítima, que não caberia a ele apresentar o áudio. Mas caberia a ele, na condição de presidente do STF, aceitar acriticamente a versão e acusar a ABIN sem ter provas ou evidências? O presidente do STF foi cúmplice de uma armação.
Diz que avisou o presidente que lhe disse que pediria a Paulo Lacerda para processar a Veja. A resposta de Mendes foi de que não resolveria, que Lacerda não tinha controle sobre a ABIN. Lula apontava em uma direção – mais uma armação da Veja. Gilmar respondia que Lacerda tinha perdido o controle da ABIN. Relata esse samba do crioulo doido na entrevista, não conseguindo manter um mínimo de lógica e coerência no seu relato. Como pode ser presidente do STF?
Ele diz não ter certeza de que foi a ABIN que fez o suposto grampo de sua conversa, mas… mas… mas… É leviano. Diz que quem fez o grampo, ele não sabe. Mas tudo leva a crer… Vergonha de ser brasileiro!
Para variar, Fernando Rodrigues só levanta a bola.
Mendes diz que se a tese do tal grampo ter sido feito pela ABIN não era verdadeira, era verossímil. As versões sobre suas ligações com Dantas são verossímeis. Isso as torna verdadeiras?
Mônica e Eliana, e também Renata, fazendo as perguntas pertinentes. Gilmar foge da questão do segundo habeas corpus a Dantas, fala em desafio de De Sanctis ao Supremo. Mônica o coloca no canto: como ele explica sua afirmação de que não havia provas consistentes de participação de Dantas na tentativa de suborno. Ele foge com outro caso, em que o suspeito era inocente.
Esse é o Supremo presidente.
José Roberto Tourinho
Gilmar Dantas falou que “não havia indícios de autoria contra Dantas” e por outro lado ele não deu o “benefício da dúvida” que o grampo sem áudio poderia ser uma armação.
O ponto mais sério. Ele MENTIU quando afirmou que o dinheiro apreendido com Chicaroni (1 milhãozinho que a PF não tirou a foto da parede como fez quando Edmilson Bruno tentou derrubar o Lula), já estava na primeira decisão de prender Dantas. ISSO É MENTIRA! A ordem da primeira prisão é a mesma da busca e apreensão, portanto não tinha como o Juiz De Sanctis ter incluído essa prova no seu primeiro decreto. Incluiu corretamente, no segundo decreto de prisão.
O que acontece quando um Presidente do STF mente em público, em transmissão nacional? Isso pode?
Autor: luisnassif - Categoria(s): Sem categoria Tags:

Fabio concordo plenamente com você.
O mérito do HC no pleno do STF, foi apenas jugado por Marco Aurélio.
Ali foi “reunião” para atacar o Juiz De Sanctis. Uma vergonha.
Quanto ao 9 a 1. Também foi uma mentira deslavada do Gilmar Mendes
Não estavam presentes, Elen Gracie e Joaquim Barbosa. Caso contrário, seriam 3 ministros reconhecendo o trabalho do juiz.
Para quem não sabe, puxaram para o julgamento do pleno, bem no dia em que já estava marcada a viagem de Joaquim Barbosa para os USA.
Villegagnon,
Ninguém é contra mediação. O que não é admissível é um juiz dar uma sentença com base, não na lei e nos autos, mas naquilo que ele imagina que seja um ataque à sua autoridade vindo de um juiz de primeira instância. Se ele quer debater com o juiz, há lugares e ocasiões adequados. A sentença, que envolve partes que nada têm a ver com as desavenças entre o ministro Mendes e o juiz de Santis, decididamente não se presta para tanto. O restante do tribunal decidiu com base no mesmo sentimento. Cometeu exatamente o mesmo erro. Não são pagos para julgar com o fígado, mas com a razão, com base na lei.
O fato é um só. Se não havia, ali, evidências de suborno, então a palavra “evidência” deve sofrer uma terrível inflexão de sentido quando passeia pelo STF. E se oferecer dinheiro a um delegado da PF não é uma tentativa de obstrução da justiça, então nem eu, nem você, nem ninguém mais saberá dizer o que vem a ser isso.
Como eu disse, ninguém aqui é contra mediações institucionais. Pelo contrário. Estamos reclamando da FALTA delas.
Esse camarada é nojento!
Ninguém pode fazer nada?
Particularmente, não entendo nada de Direito, sou um cidadão comum, como diz a musica do Belchior, mas que apesar de tudo que ouve e assiste, ainda não perdeu a condição de se indignar. Ainda mais quando ouço notícias sobre “gilmar dantas”… será que são mesmo, uma quase única pessoa???? Fisicamente, claro que não são, mas juridica e espiritualmente, tenho certeza que sim. Sò fico, ansiosamente, aguardando a noticia da aposentadoria desse senhor presidente do STF, porque quem vier depois dele, não pode fazer ou falar mais asneiras…. só que quando um cidadão comum faz ou diz asneiras, não causa tanto estrago ou indignação, quanto os atos lesivos causados ao país, por atos e assinaturas desse indivíduo. Quanto tempo falta para esse indivíduo se aposentar???