O Ministro da Fazenda Guido Mantega concedeu nesta tarde uma entrevista aos Jornalistas presentes ao encontro dos Ministros do G20 em Horsham na Inglaterra.
Ele anunciou as decisões tomadas em conjunto pelos países que formam o BRIC (Brasil, Rússia, Índia e China).
1 – O Fórum para a Estabilidade Financeira (Financial Stability Forum) fundado em 1999 pelos Ministros da Fazenda e Presidentes do Banco Central do G7 é um grupo pequeno que pode ser aumentado e ser mais usado. O BRIC quer ter três assentos no FEF.
2 – O BRIC não irá acelerar o aporte de fundos capitais ao FMI enquanto for mantido o “Status Quo” do Fundo, isto é, enquanto não houver uma reforma na quota e vozes com relação à participação do BRIC junto ao Fundo Monetário Internacional. Leia mais »
Do Comunique-se. Veja foi condenada de novo. Com esses valores ridículos o crime da revista vale a pena.
Veja é condenada a indenizar juiz por danos morais
Da Redação
A Editora Abril terá que indenizar o juiz trabalhista Vicente Vanderlei Nogueira de Brito em R$ 20.750,00. A condenação, por dano moral, se deve à publicação de matéria na seção Datas da Veja. A decisão, unânime, também obriga a revista a publicar, como direito de resposta, um resumo da decisão do STJ, no mesmo lugar, com a mesma dimensão e com a mesma letra utilizada na publicação incriminada.
O valor da indenização foi fixado em R$ 90 mil pelo Tribunal de Justiça da Paraíba. A editora queria reduzi-lo para R$ 18 mil, e o juiz, aumentá-lo para R$ 900 mil. O voto do relator, desembargador Carlos Fernando Mathias, considerou o grau de ofensa à honra do juiz e decidiu pela redução. Leia mais »
13/03/2009 – 20h20
“Jarbas Vasconcelos admite que está sendo sondado para ser vice de Serra
REGIANE SOARES
da Folha Online
O senador Jarbas Vasconcelos (PMDB-PE) admitiu nesta sexta-feira que está sendo sondado para ser o candidato a vice-presidente do governador de São Paulo, José Serra (PSDB), nas eleições de 2010. Mas fez suspense sobre quem do PSDB estaria defendendo o seu nome e ressaltou que essa é uma tese “incogitável” porque não tem o apoio de seu partido……”
Depois se diz uma pessoa séria. Enrêdo repetido.
Comentário
A hipocrisia é própria da natureza humana. E mais ainda do caráter do político. Onde Serra pretende chegar com isso? Torna Geraldo Alckmin um traidor político dentro do partido; Jarbas Vasconcellos um oportunista sem prazo de carência para receber a recompensa.
Um documento de 91 páginas repousa, desde o dia 9 de fevereiro, numa gaveta do gabinete do deputado Nelson Pellegrino (PT-BA), relator da Comissão Parlamentar das Escutas Telefônicas Clandestinas, a chamada CPI dos Grampos. Trata-se de um texto escrito pelo delegado Paulo Lacerda, ex-diretor da Agência Brasileira de Inteligência (Abin), atual adido policial do Brasil em Lisboa. No texto, Lacerda faz um esclarecimento geral sobre as dúvidas recorrentes da CPI, mas, sobretudo, procura desmontar a tese da ilegalidade da participação de agentes na Abin na Operação Satiagraha, da Polícia Federal, comandada pelo delegado Protógenes Queiroz. Pellegrino jamais deu publicidade ao papel nem levou em consideração o conteúdo do documento. Ao contrário.
Com o beneplácito do parlamentar baiano, Lacerda e Queiroz vão ser obrigados, novamente, a depor na CPI dos Grampos, ressuscitada aos 45 minutos do segundo tempo em mais uma movimentação para lá de nebulosa com a participação dos atores veteranos nesta operação: a revista Veja, o presidente do Supremo Tribunal Federal, Gilmar Mendes, e o deputado Marcelo Itagiba (PMDB-RJ), presidente da comissão. Prestes a votar o relatório final, de autoria de Pellegrino, os parlamentares acertaram prorrogar os trabalhos por mais 60 dias após uma reportagem da revista da Abril que tinha por objetivo demonstrar ilegalidades cometidas por Queiroz durante a investigação do banqueiro Daniel Dantas.
A imprensa deveria realizar um seminário para ensinar a PF como fazer uma investigação sem interrogar, seguir, buscar fatos novos, comparar versões como se qualquer tentativa de descobrir a verdade fosse ato ilegal. Talvez condenem todas as práticas investigativas porque desenvolveram a técnica do “jornalismo investigativo” sem que seja necessário sequer sair das redações, pois os bravos jornalistas a serviço da grande imprensa ficam apenas esperando aquele telefonema de um certo lobista, de um senador ou do deputado de sempre com manchetes novinhas em folha.
Essa é uma delas e deu no Globo
Arapongas da Abin seguiram Dantas durante 4 meses
De Bernardo Mello Franco:
Durante quatro meses, de abril a julho de 2008, arapongas da Agência Brasileira de Inteligência (Abin) enviados ao Rio seguiram o banqueiro Daniel Dantas, principal alvo da Operação Satiagraha, da PF. Segundo investigações da corregedoria da PF, a ação paralela mobilizou pelo menos 12 agentes. Eles enviaram relatórios, fotos e vídeos para o delegado Protógenes Queiroz, que comandava o inquérito, em Brasília. Leia mais »
O Blog tem um sistema antispam que coloca sob observação comentários com mais de um link. Como esqueci de dizer à Renata, alguns comentários ficaram indevidamente bloqueados, mas já foram liberados. Outros são bloqueados por causa de determinadas palavras incluídas no dicionário antispam: tucanalha, petralha, Lulla, boca de caçapa e delicadezas do gênero.
Viajei hoje de manhã e não tive tempo de colocar esse artigo que saiu no Valor, do Dani Rodrik. Mais uma crítica contundente contra os cabeças de planilha.
À medida que o mundo ruma atabalhoadamente para a beira de um precipício, críticos do ofício da economia vêm levantando questionamentos sobre a sua cumplicidade na crise atual. E com razão: os economistas têm muito pelo que responder.
Foram os economistas os que legitimaram e popularizaram a ideia de que um setor financeiro sem amarras representava um benefício para a sociedade. Eles falavam quase de maneira unânime quando se tratava dos “perigos da regulamentação excessiva do governo”. Seu conhecimento técnico – ou o que se assemelhava a isso à época – lhes conferiu uma posição privilegiada de formadores de opinião, bem como acesso aos corredores do poder.
Muito poucos dentre eles (exceções notáveis, como Nouriel Roubini e Robert Shiller) soaram os sinos de alarme sobre a crise que se anunciava. Pior ainda, talvez, a profissão fracassou em oferecer orientação proveitosa para desviar o mundo da sua rota de desordem atual. A respeito do estímulo fiscal keynesiano, as opiniões dos economistas variaram de “absolutamente essencial” a “ineficaz e prejudicial”. Leia mais »
Sem negar que já apoiou abertamente Serra, o presidente nacional do DEM, ˜deputado Rodrigo Maia (RJ), recuou. “A realidade que eu tinha naquele momento era uma, a que eu tenho hoje é outra. O governador Aécio Neves é de fato candidato a presidente da República”, afirmou, negando ter simplesmente mudado de ideia. “Não é que eu mudei de ideia, quem mudou de ideia foi o Aécio.”
Alguma surpresa? Só para quem analisa o jogo político como torcedor.
Assim como na economia, há uma defasagem entre os eventos políticos e as consequências. Assim como na economia, os movimentos de opinião pública são como ondas. Determinados candidatos sobem, atingem o seu pico, não tem consistência, seus fundamentos não são considerados sólidos, e entra-se na curva descendente. A arte da política – e do jornalismo – consiste em prever esses movimentos. Serra, que sempre teve muitas virtudes, sempre foi um amador para esse tipo de análise. E não existem partidos como melhor ˜feeling” para esses movimentos que o PMDB e, principalmente, o DEM. Leia mais »
O governador José Serra comparece à inauguração de um conjunto habitacional do governo paulista. A imprensa cai em cima para fomentar a guerra. Serra comenta que o governo federal está entregando a propriedade das casas às mulheres, que são mais firmes e responsáveis que os maridos. Trata-se de uma constatação das políticas sociais que já foi empregada nos tempos de dona Ruth e incorporada no Bolsa Família.
Serra lembra que Mário Covas já fazia isso em seu tempo. Frase de Serra: “Eu acho ótimo. Não tem nenhuma concorrência. Na vida pública, a gente pega idéia dos outros. Não tem patente”.
Manchete do Estadão: “Planalto usa idéias do governo de SP, diz Serra”.
Para quem se vale dos serviços de Reinaldo Azevedo, Serra não tem nem como reclamar desse “esquentamento” da disputa.
Uma discussão que estou para abrir há tempos: a questão da descentralização da merenda escolar.
Lembro-me que nos anos 90 tomou corpo a importância da descentralização das compras de merenda escolar. Vários argumentos pesavam a favor da tese: os hábitos de consumo em cada região, o fortalecimento dos produtores locais, o barateamento do transporte.
Tenho lido comentários sobre estados ou metrópoles que voltaram a centralizar as compras – o que favorece apenas os grandes negócios por trás dos grandes contratos.
Conto com a ajuda de vocês para um mapeamento do tema.
Atenção para um fenômeno que começara a aparecer no noticiário em breve: a crise financeira das prefeituras do interior. Prefeitos novos, administrando a herança dos antecessores e enfrentando uma grande queda do Fundo de Participação dos Municípios.
Bernard Maddof deu um golpe de US$ 65 bilhões no mundo. Menos de um ano depois de descoberto está preso. Ontem houve uma audiência e ele saiu de lá algemado até uma cela pequena. O juiz distrital Denny Chin Madoff considerou que Madoff poderia fugir, já que é prevista uma pena de 150 anos para ele. Madoff foi ao Tribunal com um colete à prova de bala, tal a fúria do público que cercou o local – parte deles, vítima de seus golpes.
Apesar de declaração de arrependimento, não divulgou o nome de familiares que participaram do golpe, nem de investidores que tinham recursos de origem duvidosa aplicados com ele.
Maddof estava livre após pagar fiança de US$ 10 milhões. O juiz revogou a fiança. Leia mais »
Introdutor do jornalismo de serviços e do jornalismo eletrônico no país. Vencedor do Prêmio de Melhor Jornalista de Economia da Imprensa Escrita do site Comunique-se em 2003, 2005 e 2008, em eleição direta da categoria. Prêmio iBest de Melhor Blog de Política, em eleição popular e da Academia iBest.