iG
iBest BrTurbo

Publicidade

Publicidade
10/03/2009 - 12:34

O direito de errar

Por Roberto São Paulo/SP

Só para ter uma comparação anualizados a queda seria de mais de 13%, uma pancada violentíssima.

E o tempo todo depois da quebra do Lemhan Brothers o COPOM com atas de reunião e relatório de inflação vinha afirmando que havia uma grande pressão de demanda sobre os preços, chegando a afirmar que estávamos num ambiente de descompasso entre a oferta e a demanda, a ata de dezembro de 2008 é o fim da picada.

Todo mundo dizendo que a pancada foi grande, mas o COPOM insistindo que não, muito pelo contrário, afirmava que havia grande risco de inflação de demanda.
Quem se diz economista, não pode deixar de perceber um tranco deste na economia, principalmente sentado em cima da direçao do Banco Central. Só podiam estar dormindo, não é possível que não tenham percebido a batida.

Um erro que custou quase quatro meses de paralisia total, na luta conta a recessão.
É preciso deixar a lentidão de lado e reduzir bruscamente os juros da Selic na mesma magnitude da redução do PIB do Quarto Trimestre de 2008, ou seja 3,2% na reunião do COPOM que começa hoje e termina amanhã.

O Certo mesmo era mandar todo mundo do COPOM, embora por incompetência total.

Autor: luisnassif - Categoria(s): Crise Tags: , ,

35 comentários para “O direito de errar”

  1. Alexandre disse:

    Meu Deus, quanto pessimismo. O JN mostrou uma tabela com o Brasil em segundo lugar no mundo quanto ao PIB. Deve ser ultrapasado por Índia, Venezuela e Argentina, talvez. E isso com esse BC e o mundo desmoronando.

    No quarto trimestre, número ignorado por todos, o Brasil cresceu ainda 1,3% frente ao mesmo trimestre de 2007. A queda foi forte, na margem, por uma base de comparação muito alta.

    E esse tombo vai fazer o PIB do primeiro trimestre de 2009 ser maior que o último de 2008.

    Parece que vcs não veem o quanto o mundo está desabando e o Brasil está melhor.

  2. arkx disse:

    para romper o silêncio gritante no qual se imobilizou, o governo não precisa de mais nada, já se criou uma situação que toma impossível qualquer retrocesso e na qual as próprias condições gritam:

    aqui está o Brasil, salta aqui!
    .

  3. arkx disse:

    estamos avançando num necessário mas muito perigoso processo de radicalização, que se torna ainda mais perigoso em virtude do vácuo político existente no país.

    Lula permanece pautado por Meirelles e Gilmar Mendes. a oposição conservadora não tem qualquer projeto, a não ser derrubar Lula. não existe oposição consistente pela esquerda. movimentos sociais estão desarticulados. partidos políticos deteriorados pelo fisiologismo (PMDB) ou subserviência ao governo (PT). crime organizado (Daniel Dantas) se imiscui em todos os poderes e instituições. setores dominantes não tem qualquer formulação acerca da crise global.

    opinião pública dá sinais de despertar do torpor em que foi mantida pela regressão do debate político promovido pelo governo Lula. um gigantesco sentimento de indignação e revolta mantido represado começa a irromper.

    quais os agentes políticos capazes de canalizar produtivamente este cenário?
    .

  4. jk martins disse:

    Luis, atentai bem! Me diga: não é a Selic que remunera os investimentos especulativos no Brasil? Agora me diga outra coisa: se a Selic cair a zero, 1 ou 2%, sei lá, vc acha que os tais investimentos vão permanecer no país ou vão migrar para outras plagas? Tem muita gente viajando.

  5. Alexandre disse:

    BGE usa variável atípica no cálculo do PIB e frustra previsões

    Valor

    SÃO PAULO – O impacto da crise internacional levou o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) a considerar um ajuste de ” variável fora de padrão ” – denominada ” outlier ” no jargão estatístico – no modelo de cálculo do Produto Interno Bruto (PIB) do quarto trimestre, em comparação com o terceiro trimestre.

    Desde o quarto trimestre de 1996 essa ferramenta não era adotada pelo instituto e o resultado final – uma retração de 3,6% nesse confronto – ficou em desalinho com boa parte das projeções de mercado, que giravam entre baixa de 2,2% a 2,6%. Segundo o coordenador de Contas Nacionais do IBGE, Roberto Olinto, o recurso é técnico mas está inserido no modelo de cálculo e não representa uma alteração do método ou da metodologia. “É um ponto fora da curva identificado pelo modelo e que pode ter sua importância diminuída por ele”, explica.

    Para averiguar se a influência da crise é mesmo atípica ou não, Olinto afirma que será preciso esperar o primeiro trimestre para ” ver o que vai acontecer ” . Só então será possível identificar se o fator é de excepcionalidade ou se deve ser inserido na série. Isso significa que o número do quarto trimestre deve ser revisado, mas Olinto diz não saber ainda se essa revisão levaria a variação de negativa de 3,6% a melhorar ou piorar.

  6. PAULO ALVIM disse:

    Que radicalismo é esse aí no Alto Xingu !?
    Doce ilusão, Indio Tupi! Ninguém vai preso neste país se for ladrão de dinheiro muito. Aqui, no Planalto Central, existe uma tal de CPI para livrar a cara de todos.
    A CPI dos grampos, de que vc está sabendo, já pediu mais 60 dias de prazo para continuar “investigando”. E assim, ficam naquele disse-que-disse até ninguém mais aguentar ouvir sobre o assunto, que se desgasta e que se esquece.

  7. joao disse:

    Legal Roberto!

    Que grito nnao contido mais!

  8. Marcio Gaspar disse:

    Incompetencia?!? Pergunta aos banqueiros se estao insatisfeitos com a atuacao do banco central na conducao da politica de juros, politica, politica mesmo, pois a economia do pais que se dane. Quem faz politica economica sao os bancos. Nao tem nada de incompetente nao, sao muito compententes para garantir seus lucros, o resto que se dane.

  9. Clever Mendes de Oliveira disse:

    Roberto São Paulo,
    Uma das grandes mudanças que a crise fez no Brasil foi a alteração que ela conseguiu processar em você, transformando-o de em alguém que confiava no Banco Central, ainda que achasse elevado a taxa de juro, em outro que passou a achar errado a taxa de juro, e se dedica a realizar uma campanha sem término à atual política monetária do Banco Central.
    Em razão dessas suas críticas, eu, que o desejava elogiar pelo esforço que você tem realizado e pelos resultados alcançados ao fornecer informações úteis e recentes para melhor compreensão da crise, acabei colocando em emai encaminhado para o texto “A queda no consumo de energia” de 09/03/2009 às 12:08 uma crítica e esse seu novo papel aqui no blog de substituto nas críticas ao Banco Central do próprio Luis Nassif e do Andre Araujo.
    Clever Mendes de Oliveira
    BH, 10/03/2009

  10. Maurício Gil disse:

    Engraçado: o PIB do último trimestre de 2008 cresceu em relação ao de 2007, o PIB anualizado cresceu 5%, e as manchetes focam a queda em relação ao trimestre anterior!?!?
    Um pequeno exercício: fosse o contrário, o PIB do último trimestre de 2008 tivesse crescido 5% (acima de todas as previsões, com sinais claros de recuperação da economia), mas o anualizado tivesse ficado em 3,6% (portanto, queda em relação a 2007), quais seriam as manchetes? Todos os jornalões estampariam: PIB ANUAL DESPENCA E FECHA EM 3,6%. CAOS NA ECONOMIA: QUEDA DO PIB DEIXA GOVERNO A PÉ!
    Nem menção fariam ao crescimento dos 5% recentes.
    É assim: tudo é pretexto para sangrar o governo. A Míriam Leitão terá delírios orgásticos esta noite!
    Mas o pior está por vir: aguardem 2010.

  11. Roberto São Paulo/SP disse:

    Creio que devemos discutir a economia baseado em dados, e demosntrar os acertos e os erros.

    Independente do que realmente pensa os membros do COPOM o que vale é o que está escrito e falado, no caso os dados consolidados e as projeções contidas nas atas, relatórios, boletins, pronunciamentos e informes divulgados pelo BACEN.

    Creio que precisamos manter o debate econômico inclusive desafiando aqueles que defedem a manutenção dos elevadíssimos juros da Selic,

    O BLOG LUIZ NASSIF ONLINE concedeu um importante espaço para discurtimos e encaminhar proposta para melhorar as condições para um maior ritmo de crescimento da economia brasiliera. e este espaço esta contribuindo de forma importante para derrubar os argumentos daqueles que defedem os elevadíssimos juros da Selic praticados pelo COPOM.

    O que observamos hoje no Brasil é que quase todos percebem que a recuperação econômica passa pela queda dos juros da Selic, fazendo parte inclusive parte da pauta das centrais sindicais dos trabalhadores e dos empresários.

    Isto se deve em função que cada vez fica mais claro os erros na condução da política monetária realizada pelo COPOM.

    Creio inclusive que aqueles que defedem os elevadíssimos juros da Selic, preferem o disputa dos ataques pessoais, do que discutir os argumentos que sustentam a atual polítca monetária.

  12. Clever Mendes de Oliveira disse:

    Luis Nassif,
    Lendo os comentários dos blogueiros e os seus pitacos com críticas á política do juro do Banco Central fica parecendo que a crise só aconteceu no Brasil e que nos Estados Unidos com a ação pronta e certeira do FED reduzindo a patamares nunca dantes navegado, a crise há muito teria ficado para trás.
    Fiquei um pouco sem entender a referência que você faz ao juro como a maior fonte de gasto. Você mudou de lado e agora quer que se aumente o juro para que os gastos públicos aumentem-se e assim possa se combater a crise? Eu não penso que essa seja uma medida acertada. Aumentar os gastos públicos tem repercussão na taxa de câmbio, no regime de metas e no comércio exterior. Existe uma amarração muito grande entre a meta de inflação, câmbio flutuante e liberação no comércio exterior que torna contraproducente um aumento dos gastos públicos.
    Essa é, entretanto, uma opinião de leigo. Pode ser que os economistas tenham descoberto que o aumento do juro contrabalanceia o aumento nos gastos públicos permitindo uma maior estabilidade a taxa de câmbio, ao comércio exterior e ao Regime de Metas de Inflação. Provavelmente é informação nova repassada no livro intitulado “A Crise Financeira e o Fracasso Sistêmico da Economia Acadêmica” dos autores David Colander, Katarina Inlesuis, Alan Kirman e outros e que foi objeto de análise no artigo de Delfim Netto dessa semana no Valor Econômico e que você fez referência no seu artigo intitulado “Requiém dos cabeças de planilha” de 10/03/2009 às 08:23. Vou tratar de ler o novo texto acadêmico em mais uma boa referência do Delfim Netto.
    Clever Mendes de Oliveira
    BH, 10/03/2009

  13. Roberto São Paulo/SP disse:

    Creio que os membros do COPOM erraram mesmo, principalmente em função dos modelos de avaliação usados pelo COPOM.

    Se observamos as atas do COPOM de outubro e dezembro de 2009, e o relatório de inflação de dezembro de 2008, verificamos uma grande preocupação do COPOM com a demanda interna e com o repasse cambial, como ocorrido nas crises anteriores, desprezando o tamanho das reservas cambiais e a queda dos preços internacionais e a ruptura ocorrida nas relações econômicas com a quebra do Lehman Brothers.

    Mas o que contribui para elevação dos juros no primeiro semestre foi a recusa do COPOM em usar outros instrumentos da polítca monetária para controlar os exageros do crescimento do crédito, e a confiança na continuidade da enorme liquidez internacional, desprezando totalmente os riscos da crise financeira americana.

  14. Roberto São Paulo/SP disse:

    Do Instituto Brasileiro de Economia (IBRE) da Fundação Getulio Vargas (FGV)
    http://www.fgv.br/noticias_internet/ARQ/13723.PDF

    IGP-M Primeiro Decêndio – Março de 2009

    O Índice Geral de Preços – Mercado (IGP-M) variou -0,45%, no primeiro decêndio do mês de março.

    Para o mesmo período de apuração no mês anterior, a variação foi de 0,42%. O primeiro decêndio do IGP-M de março compreendeu o intervalo entre os dias 21 e 28 do mês de fevereiro.

    O Índice de Preços por Atacado (IPA) variou -0,71%, no primeiro decêndio de março. No mesmo período do mês de fevereiro, a taxa foi de 0,49%………………………

    ……….O Índice de Preços ao Consumidor (IPC) registrou no primeiro decêndio de março taxa de variação de 0,03%. No mesmo período do mês anterior a taxa foi de 0,21%……………………………

    ……………..O Índice Nacional de Custo da Construção (INCC) apresentou taxa de 0,16%. No primeiro decêndio de fevereiro, a taxa foi de 0,43%……………

  15. Carlos Henrique disse:

    Essa queda no PIB no último trimestre de 2008 não reflete apenas o movimento de diminuição dos estoques na expectativa dos event os futuros?

Deixe um comentário:

Antes de escrever seu comentário, lembre-se: o iG não publica comentários ofensivos, obscenos, que vão contra a lei, que não tenham o remetente identificado ou que não tenham relação com o conteúdo comentado. Dê sua opinião com responsabilidade!

Os campos com * são de preenchimento obrigatório






Voltar ao topo