Não sou corinthiana, mas sou uma amante do futebol, do talento e da superação…
Vai aí um Trivial da Superação, que nós brasileiros precisamos em tantos campos, e o Fenômeno já está iniciando no futebol….
Esse gol liquidou com um prolongado trabalho de persuasão que vinha fazendo em cima da Bibi, para torná-la sãopaulina. Me lembrei do Zizinho (que nunca vi) no São Paulo, do Afonsinho sempre voltando, do Gerson com mais de trinta anos de idade e mais de cem de sabedoria indo brilhar no São Paulo, do Jajá, indo para o Vasco, do Jairzinho, em fim de carreira, jogando como nunca jogou antes, no Cruzeiro.
Salve os que, com a força de vontade, conseguem superar os tropeços e dar a volta por cima.
Cadê o grampo falso que quase provocou uma crise institucional?
O Demóstenes comeu.
Cadê o Lula que estava aqui?
O corregedor da PF comeu.
Cadê os assassinatos de reputação de magistrados?
O Gilmar comeu.
Cadê o suborno aos delegados?
O Humberto Braz comeu.
Cadê essa turma toda?
O Daniel Dantas comeu.
Sua estratégia de corromper de forma ampla e indiscriminada deu resultado? A revelação da corrupção tornou-se tão ampla a ponto de não caber em um inquérito policial, da PF se curvar, do Ministério Público afinar, da opinião pública se conformar?
Não tenho a menor idéia se o material sobre o Protógenes é falso ou verdadeiro, se o relatório da PF pegou memos, fotos ou planos de espionagem no computador da sua mulher.
Sendo verdadeiro ou não, esse jogo Veja-Itagiba-Folha-Gilmar vai varrer para baixo do tapete o que se sabe, agora, sobre os subterrâneos do mundo político, sobre o submundo dos subornos e das jogadas jornalísticas e jurídicas?
É a chamada ilusão à toa.
Comentário
Ouvir o Protógenes é matéria jornalística? Não apenas pelo dever de ouvir o outro lado, mas para atender às expectativas dos leitores? Evidente que é.
A Veja não ouviu, o Jornal Nacional não quis saber, a Folha ignorou, o Estadão desconversou, O Globo fingiu que não era com ele. E, segundo o Paulo Henrique Amorim, ele estava em Porto de Galinhas – ou seja, em lugar certo e sabido.
Pergunto: enganam a quem? Querem saber mesmo? Leiam as reações dos leitores nos seus respectivos sites.
Da Veja:
“Há uma vertente importante que deve ser apurada sobre a famosa Satiagraha – o consórcio formado entre a polícia, o Ministério Público e a Justiça. As ilegalidades da operação podem acabar livrando da cadeia um vilão do calibre de Daniel Dantas. Por causa disso, o juiz do caso, Fausto de Sanctis, está sob investigação da corregedoria da Justiça Federal. Já o Ministério Público, desde que foi regulamentado, em 1988, não apresentava uma atuação tão incomum”.
Vilão? O leitor que só ler a Veja nunca teve essa informação. Um vilão que frequenta o sítio de Roberto Civita, que é defendido permanentemente pela revista? A partir do relatório da PF, Veja derivou para De Sanctis e o Ministério Público. Com base em quê? A suspeita de atividade criminosa, de uma falsificação no grampo do Supremo é a revista Veja, não o juiz ou o procurador.
Abaixo, os comentários da home de O Globo sobre a nota da OAB. Copiei integralmente, do primeiro ao último exposto na home: Leia mais »
Para o homem ser feliz
Sem fazer extravagância,
A nossa mãe natureza
Nos deu tudo em abundância,
Mas nossa sociedade
Na fogueira da vaidade
É movida por ganância.
Bilhões estão sendo gastos
Pra combater tal mazela,
Mas combater a ganância
Jogando dinheiro nela
É ato de maluquice
Ou golpe de cretinice
Daqueles que vivem dela.
Não é fácil resgatar
A confiança perdida
Entre grandes poupadores
E a negra massa falida
De banqueiros poderosos,
Trapaçeiros, perigosos
Pra quem não falta guarida.
A nuvem dos desespero
Ainda está se formando
Com milhares de empresas
Devagar desempregando
E o homem desempregado
Fica triste, acabrunhado
Pelos recantos chorando.
Nunca o mundo assistiu
Tanto dinheiro mau gasto,
Nem mesmo aqui no Brasil
Quando um governo nefasto,
Com seu planos fracassados
E preços descontrolados
Prendeu o gado no pasto.
Edmar não faça versos
Só para me maltratar,
Se você tem a saída
E tá querendo ajudar
Ligue para a casa branca
E diga de forma franca
Como essa crise acabar.
Você sabia que o Maranhão é considerado a Jamaica brasileira?
Tem até documentário contando esta história. Com direção de Gleyser Azevedo, o documentário “A Jamaica Brasileira” conta a história do movimento reggae no Maranhão, apresenta entrevistas e curiosidades sobre o surgimento do movimento reggae no Brasil, em meados da década de 70, antes mesmo da difusão de Bob Marley no cenário europeu e mundial.
“A Jamaica Brasileira” foi o filme mais premiado do 28º Festival Guarnicê de Cinema, vencendo nas categorias de Melhor Filme – Júri Técnico, Melhor Filme – Júri Popular e o Prêmio São Luís, oferecido pela Companhia Vale do Rio Doce.
Guerra cultural e transformações sociais: as eleições presidenciais de 2006 e a “blogosfera”
Professor do Departamento de Engenharia de Produção da Universidade Federal de São Carlos (DEP/UFSCar); pesquisador do Núcleo de Estudos em Sociologia Econômica e das Finanças da Universidade Federal de São Carlos (Nesefi/UFSCar). E-mail: rgrun@uol.com.br
RESUMO
O texto defende a idéia de que as esferas econômica e financeira da sociedade dependem de pressupostos culturais que aparentam ser permanentes, mas são contingentes. Para isso, analisa alguns aspectos da disputa política em torno das eleições presidenciais brasileiras de 2006 a partir das polissemias que foram produzidas ou realçadas no período e tenta extrair algumas conseqüências sociológicas dos embates revelados pelas disputas de sentido.
Palavras-chave: sociologia econômica; sociologia das finanças; disputas culturais; “blogosfera”; polissemia; cultura econômica.
Nos últimos meses, a única constante do mercado de petróleo – a incapacidade de acerto de previsões – tem se revelado de forma mais contundente e imparcial. As “forças ocultas” por trás dos movimentos dos preços do petróleo surpreendem-nos mais uma vez e, justamente quando o mercado aparentava demonstrar grande resiliência às condições econômicas, a súbita inflexão dos sentimentos deu início à maior queda nos preços desde o Contra-Choque de 1986.
No último lustre, a tentativa de entendimento da lógica de funcionamento do mercado nas relações entre fundamentos e preços do petróleo apenas revelou-nos como as lições aprendidas em ocasiões de similar elevação do valor do barril em nada ou muito pouco nos puderam orientar na inglória tarefa de explicar o porquê dos preços do petróleo. (continua)
É muito “interessante” a postura do Presidente da CPI Dep Itagiba.
Na semana que sucedeu a leitura parcial do Relatório, estourou o caso em que o ex-policial Augusto Pena, acusa a cúpula da Pol Civil de SP em envolvimento de cargos, achaques, escutas clandestinas, envolvimento com o PCC etc.
Deputados procuraram a CPI, pediram a apuração. Este fato é relatado por Nelson Pellegrino no dia da leitura, consta no áudio da reunião da CPI, justifica que gostaria de ter investigado fato tão grave, mas que não seria possível, pois esta seria a última prorrogação permitida conforme havia sido acertado com o Presidente da Câmara à época, Chinaglia.
E o que fez o Presidente da CPI, diante de fato tão grave ? Procurou o atual presidente da Câmara M. Temer, para prorrogar os trabalhos ?
Sr Itagiba, Sr Itagiba…
Outra questão que abordo aqui, é que várias falas deste dia de leitura (e acredito que deva haver em outros) estão em branco, outras não se têm sequência…Estão editados, Onde é que foram parar a íntegra Srs.?
Abaixo o link da CPI com os áudios da reunião. Clique aqui.
Comentário
Para reforçar essa hipocrisia.
Nos últimos dias, depois das notas do Radar, da Veja, Estadão e Folha centraram fogo nos fundos de pensão. Valeram-se de uma tentativa de infiltração nos fundos (Real Grandeza) para atacar a Previ, Petros e Funcef. Os grandes escândalos dos fundos foram no período em que os sindicalistas foram afastados da sua gestão
Aqui, matéria da Folha de 2002. Mostra como os fundos de pensão da época, em conluio com Ricardo Sérgio, acabaram vendendo prédios que pertenciam a Petros. Traz, também, informações relevantes sobre Itagiba. O modo de operação era o mesmo pretendido pelo PMDB no episódio Real Grandeza.
“No ano passado, o ex-senador Antonio Carlos Magalhães (PFL-BA) disse ter ouvido de Daniel Dantas, dono do banco Opportunity, e de Carlos Jereissati, dono do grupo La Fonte, que Ricardo Sérgio cobrara propina de R$ 90 milhões durante a privatização da Tele Norte Leste.
O objetivo seria ajudar na formação do consórcio, inclusive atraindo para ele a Previ. O ex-diretor do BB nega as acusações e está processando o pefelista.
No ano passado, o Ministério Público solicitou à Polícia Federal a abertura de um inquérito para apurar possíveis crimes de corrupção ocorridos durante a privatização da Telebrás.
Em março deste ano, o delegado da Polícia Federal Marcelo Itagiba, apontado como o possível diretor-geral da PF em eventual governo de José Serra, afastou o também delegado Deuler da Rocha, que investigava Ricardo Sérgio. As apurações de Rocha prometiam implicar o executivo nas supostas irregularidades da privatização”.
A respeito do post “As dúvidas sobre a morte de Naya” (clique aqui) conversei com duas pessoas mencionadas. O advogado de Naya, Wilson Campos de Miranda Filho, e o advogado das vítimas do Pálace 2 Nélio Andrade.
Wilson me informou ter conversado com Nélio, com quem diz manter um relacionamento de confiança recíproca.
Confirma que, nos últimos anos, ficou próximo a Sérgio Naya. Rebate a idéia de que Naya gozava de boa saúde. Tinha saúde ruim e suspeita de Alzheimer. Leia mais »
Imprensa e Apagão: Caro Nassif, já que ninguém levantou a lebre gostaria de pedir sua opinião sobre este embrulho que tem sido a reabertura do Aeroporto Santos Dumont:
a) De um lado percebo uma imprensa omissa no que tange ao cerne da questão: Afinal, havia ou não havia um gargalo no transporte aéreo – “apagão”, “caos aéreo” – há dois anos?
b) Existe ou não um aumento na circulação aérea interna/regional?
c) Seria ou não contraditório este movimento para sufocar o incremento na utilização do S.Dumont, uma vez que isso aliviaria o “caos aéreo”?
d) Teria sido o governo tão eficiente assim, na resolução do problema aéreo, a ponto de podermos dispensar a plena utilização de tal aeroporto?
e) Que haveria por trás de todo esse rolo? Se o governo cria normas para dificultar, tipo aumento no ICMS, não estariam também prejudicadas também as outras operadoras da preferencia do governo?
f) Sendo o trtansporte aéreo regido por normas federais, portanto fora do alcance da tributação em nivel estadual, o que fariam as voadoras com os créditos decorrentes do ICMS sobre o0 querosene?
g) Por fim pergunto: “Cui Prodest?” Quem leva o que? Nóis contri-burro-intes? Duvido?
Só você poderá lançar uma luz, bem forte, bem branca e bem fria sobre este assunto.
Saudações e obrigado antecipadamente.
As matérias sobre a universidade privada em crise, dadas a elevação da concorrência e a perda de alunos, tratando da demanda por créditos do BNDES e o anúncio de uma linha de financiamento específica para o atendimento da demanda do setor são da maior relevância.
Sabe-se que a o ensino superior privado está vivendo uma fase de mudanças corporativas importantes, que o modelo de negócios está passando pelo desenho de linhas de financiamento e fundos privados, etc.
Por sua vez, a pesquisa, a publicação, a remuneração do corpo docente, e a valorização da titulação não são ainda uma universalidade.
A “ditabranda” do Otavinho teve pelo menos um mérito: rompeu com o peso das idiossincrasias dele sobre a linha do jornal. A imprevisibilidade de suas ações, a falta de clareza sobre o que pretendia – ao contrário do pai -, o autoritarismo sem critérios, criou um constrangimento terrível sobre jornalistas e colunistas.
Os mais fracos cederam miseravelmente, tornaram-se repetitivos, óbvios, vergaram demais a coluna vertebral e se transformaram em sombra dos jornalistas que foram – especialmente depois que jornalistas mais críticos foram afastados, como foi o caso dos dois últimos ombudsmen. Os de personalidade não se vergaram, mas se retraíram. E é neles que a Folha irá buscar, agora, sua tentativa de redimir – ainda que parcialmente – o jornalismo e a pluralidade.
Abaixo, artigo do Jânio de Freitas sobre a recuperação da história e o papel de Fernando Henrique Cardoso em aumentar o prazo de sigilo dos documentos oficiais. Leia mais »
A respeito do post “A inquisição no IPT (clique aqui) recebo telefonema do presidente do IPT (Instituto de Pesquisas Tecnológicas), João Fernando Gomes de Oliveira.
O IPT foi consultado sobre a nota dois dias antes de pública-la, mas não deu retorno – razão pela qual saiu sem sua versão.
Antes, um pouco sobre João Fernando. Conheci-o na Escola de Engenharia da USP de São Carlos. É um pesquisador diferenciado, aliás o primeiro em muitos anos capaz de abrir a caixa preta do IPT.
Tempos atrás fui palestrar em São Carlos e tive a oportunidade de conhecer o Instituto Fábrica do Milênio – sobre a qual escreverei outro dia aqui. É discípulo de um dos maiores pesquisadores brasileiros, o físico Sérgio Mascarenhas.
O IPT parece ser uma das boas apostas da gestão José Serra. Há recursos disponíveis. O risco é apenas o loteamento da Agência de Desenvolvimento de São Paulo ao ex-governador Geraldo Alckmin, absolutamente neófito em temas de tecnologia – é só conferir o que foi a Secretaria de Ciência e Tecnologia no seu governo. Ainda assim, Alckmin é pessoa séria. Se deixar espaço, o IPT decola.
A rigor, João Fernando não nega que houve divergências com Paulo Roberto Martins, funcionário do Instituto que tinha um programa de TV sobre nanotecnologia. Considera que o programa tinha um tom sensacionalista. Portanto, o ponto central não eram as pesquisas de Paulo Roberto, mas o tratamento dado ao tema no programa.
Mas, explica ele, o ponto central é que Paulo Roberto não é um tecnólogo, é o único sociólogo em um Instituto fundamentalmente de tecnologia. E não teria conseguido se associar a nenhum dos projetos em andamento.
Fica aí a versão de ambos.
Ai vai, em homenagem ao dia das mulheres, que tal uma coletânea das grandes mulheres e a celebração das diversas características do exercício de ser mulher? A mulher mãe, a mulher chefe, as mulheres da geração Woodstock, as pioneiras das lutas pela emancipação feminina, a mulher amante, a avó, as mulheres tias.
Cada vez que escrevo aqui, nossas feministas caem matando. Mas, nesses tempos de modernidade e emancipação, da mulher mudando o mundo e as coisas, nada me comove mais do que a mulher-mãe.
O diretor de Redação da Folha, Otavio Frias Filho, divulgou ontem as seguintes declarações:
“O uso da expressão “ditabranda” em editorial de 17 de fevereiro passado foi um erro. O termo tem uma conotação leviana que não se presta à gravidade do assunto. Todas as ditaduras são igualmente abomináveis.
Do ponto de vista histórico, porém, é um fato que a ditadura militar brasileira, com toda a sua truculência, foi menos repressiva que as congêneres argentina, uruguaia e chilena -ou que a ditadura cubana, de esquerda.
A nota publicada juntamente com as mensagens dos professores Comparato e Benevides na edição de 20 de fevereiro reagiu com rispidez a uma imprecação ríspida: que os responsáveis pelo editorial fossem forçados, “de joelhos”, a uma autocrítica em praça pública.
Para se arvorar em tutores do comportamento democrático alheio, falta a esses democratas de fachada mostrar que repudiam, com o mesmo furor inquisitorial, os métodos das ditaduras de esquerda com as quais simpatizam.”
Otavio Frias Filho
Comentário
Otavinho se vangloria de pensar politicamente como um empresário da comunicação: entendendo os ventos políticos e oferecendo o que seu público quer. Faz sentido. Foi em torno desse princípio – e com um feeling extraordinário – que Otávio Frias, pai, transformou a Folha no maior jornal do país, montando um público fiel que tinha como ponto de convergência o combate à ditadura. Leia mais »
Retifico o que escrevi em meu comentário sobre o vazamento e a Polícia Federal.
Como responsável pela guarda dos documentos, pelo sigilo que deveria cercá-los, pela falta de reação ao vazamento, pelo endosso às afirmações da revista – mesmo alegando que não tinha lido o inquérito – o provável vazador é o deputado Marcelo Itagiba, presidente da CPI do Grampo, e cúmplice da Editora Abril em todas suas jogadas políticas e, especialmente, aquelas ligadas à defesa de Daniel Dantas.
Os documentos estavam na Justiça Federal em São Paulo. De lá foram para a CPI, em Brasília. O repórter que cobriu o caso é de Brasília, setorista do submundo e autor das matérias sobre a CPI do Grampo.
A transcrição publicada na imprensa não configura uma prova técnica. O texto apenas indica que não há dúvida de que Mendes e Torres efetivamente travaram o inocente diálogo sobre a CPI da Pedofilia e os desdobramentos da Satiagraha, transcrito na reportagem, já que os dois confirmam o teor da conversa em depoimento. Mas para a polícia isso não basta. Se o áudio não aparecer ou – numa hipótese mais improvável ainda – não surgir uma confissão ou uma testemunha que esclareça o caso, a busca de uma prova se tornará uma tarefa inglória. Leia mais »
Introdutor do jornalismo de serviços e do jornalismo eletrônico no país. Vencedor do Prêmio de Melhor Jornalista de Economia da Imprensa Escrita do site Comunique-se em 2003, 2005 e 2008, em eleição direta da categoria. Prêmio iBest de Melhor Blog de Política, em eleição popular e da Academia iBest.