PAC bom, PAC ruim, PAC bom, PAC ruim
Atualizado
Dependendo do enfoque que se dá, uma mesma notícia pode ser positiva ou negativa.
A principal crítica ao PAC (Programa de Aceleração do Crescimento) era o ritmo lento da liberação de verbas orçamentárias. Agora, o PAC embalou. Nos dois últimos meses do ano passado, deixou R$ 17 bilhões em contas a pagar.
Veja como a Folha tratou do episódio – na matéria de Marta Salomon, no caderno Dinheiro da Folha – e veja como se poderia montar um contraponto.
Diz a matéria da Marta Salomon, no caderno Dinheiro da Folha:
Valor de faturas pendentes do programa mais que triplica em 2008; parte corre o risco de ser repassada ao sucessor de Lula
Cifra se aproxima da que foi desembolsada pelo PAC em dois anos; só a transposição do São Francisco acumula R$ 1,2 bi em contas a quitar
Defendido pelo governo como a principal contribuição para estimular a atividade econômica em tempos de crise, o PAC (Programa de Aceleração do Crescimento) acumula contas a pagar de R$ 17,4 bilhões, segundo dados do Tesouro.
Esse é o valor dos contratos assinados até o final do ano passado e cujo pagamento está pendente. São, na maioria, obras em andamento. A quantia equivale a 85% do total dos novos investimentos autorizados no PAC em 2009 com dinheiro dos impostos, de R$ 20,5 bilhões.
Ante a perspectiva de queda na arrecadação de tributos e o compromisso público do governo de não reduzir o ritmo dos investimentos do programa, parte da conta bilionária corre o risco de ser repassada ao sucessor do presidente Lula. Questionada sobre como pagará contas pendentes e fará novos investimentos, a assessoria da ministra Dilma Rousseff (Casa Civil) insistiu em que essa é a “prioridade” do governo.
Usando o “corre o risco”, sem base em maiores evidências, pode-se até afirmar que as obras do PAC “correm o risco” de receberem calote. Ou pode-se afirmar, com base nas garantias do governo, que não há riscos de atraso ou calote.
O total de contas pendentes do PAC mais do que triplicou no último ano. O valor das faturas em aberto se aproxima do montante desembolsado em 2007 e 2008, somados: R$ 18,7 bilhões.
Explicação simples: 1. Mais verbas liberadas. 2. Acúmulo de liberações nos dois últimos meses do ano, devido às restrições do período eleitoral. Ou seja, uma evidência de que o PAC embalou é apresentada como uma dúvida se o PAC irá embalar.
O saldo supera em uma vez e meia os gastos com o Bolsa Família em 2008, programa pago também com tributos arrecadados pela União.
E…
De acordo com a pesquisa no Siafi, o governo reconhece entrega de bem ou serviço contratado para o equivalente a apenas 7% do total das contas pendentes do PAC. A maior parte do valor – 93%- refere-se a obras em andamento ou que nem sequer foram iniciadas. Ou seja, grande parte desses contratos pode ser cancelada, embora o governo não considere essa hipótese por ora.
Ou: grande parte dos contratos pode ser mantida, como garante o governo por ora. Por tudo que foi escrito, todas as críticas se baseiam em uma obviedade: se a crise for tão grande que afete de forma drástica a arrecadação, não haverá recursos para o PAC. Ao que se contrapõe: se a crise não for tão grande, haverá recursos para o PAC.
http://www1.folha.uol.com.br/fsp/dinheiro/fi0203200915.htm
Comentário
Uma bela oportunidade para discutir a loucura do modelo orçamentário atual, a razão do governo Lula ainda não ter proposto uma racionalização. ou ainda uma bela oportunidade de se discutir como ficariam os demais gastos orçamentários com a queda da arrecadação e a manutenção das prioroidades do PAC, fica reduzido a isso.
Por Victor Hugo Romão
Impressionante a cara de pau da reportagem, que manipula completamente os mecanismos de despesa pública.
Qualquer um que tenha estudado finanças pública sabe das três fases da despesa: empenho, liquidação e pagamento. Cada fase tem os seus requisitos legais e demora algum tempo para ser completada.
Quando uma despesa é liquidade no final do exercício é provável que seja inscrita em restos a pagar do exercício seguinte, para o correto processo burocrático.
O que a resportagem sequer menciona são os centenas de bilhões de reais que o Tesouro possui na Conta Única. É só comparar valores, não existe a chance de que os recursos na Conta Única não sejam dezenas de vezes os restos a pagar.
Quem entende de finanças públicas sabe disso.
Autor: luisnassif - Categoria(s): Crise, Economia Tags: 2009, PAC, restos a pagar

Romano,deve ser Júlio César,do Philippe Pinel. Texto em caixa-alta,é coisa de pitbull. Portanto, vacina anti-rábica,para todos.
Faltou mencionar quem foi a fonte da informação: a ONG Contas Abertas.
http://contasabertas.uol.com.br/noticias/detalhes_noticias.asp?auto=2589
Quem é o Contas Abertas? Na maioria das vezes fazem uma análise isenta, mas suspeito de algumas que podem ter sido instrumentalizadas partidariamente. O seu presidente é um Deputado Federal do PPS licenciado (Augusto Carvalho – PPS-DF), atual Secretário de Saúde no GDF, governado pelo DEM.
http://www.augustocarvalho.com/novo/_augusto_.php?viz=biografia
Por falar em CGU, nesta semana haverá sorteio de fiscalização das obras do PAC.
http://www.cgu.gov.br/Imprensa/Noticias/2009/noticia02709.asp
Cronograma da CGU prevê em 2009 cinco sorteios para fiscalização de municípios
A Controladoria-Geral da União (CGU) já definiu o cronograma das atividades de 2009 do Programa de Fiscalização a partir de Sorteios Públicos. Neste ano, serão dois sorteios especiais para a escolha de municípios que receberam investimentos do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) e mais três edições para fiscalização das ações dos programas com execução descentralizada nos municípios.
Na primeira terça-feira do próximo mês (03/03), na semana seguinte ao Carnaval, os globos com as bolas numeradas da Caixa Econômica Federal servirão para definir mais 50 municípios a serem fiscalizados quanto à aplicação dos recursos do PAC. Em julho, no dia 14, novo sorteio de mais 50 municípios, que receberão equipes da CGU com a mesma missão. Essas serão as edições 2 e 3 dos Sorteios Especiais.
Em maio, no dia 12, a Controladoria-Geral da União fará a 28ª edição do programa a fim de fiscalizar a destinação de recursos para ações descentralizadas nos municípios. E mais dois desses sorteios, sempre para a escolha de 60 municípios, estão com datas definidas: a 29ª edição, em 8 de setembro, e a 30ª, em 6 de outubro. Assim, até o final do ano, essa vertente do programa terá totalizado 1.641 fiscalizações, o equivalente a quase 30% dos municípios brasileiros. O cronograma prevê prazo de aproximadamente dois meses e uma semana entre o sorteio e a homologação dos relatórios.
Veja o cronograma dos sorteios:
03/03/2009: Sorteio Especial – Municípios beneficiados com recursos federais do PAC;
12/05/2009: Sorteio de Fiscalização de Municípios;
14/07/2009: Sorteio Especial – Municípios beneficiados com recursos federais do PAC;
08/09/2009: Sorteio de Fiscalização de Municípios;
06/10/2009: Sorteio de Fiscalização de Municípios
quando li essa materia da folha lembrei dos renitentes ataques do globo e da grande midia contra o pac – diziam que o pac estava empacado!
Mesmo que eu tivesse de fazer uma incrivel ginastica para driblar as maldades e insinuacoes da autora da materia, fui curtindo porque percebi que o pac – ao contrario do que se diz – esta andando…
Tanto eh que esta devendo e, se esta devendo, eh porque alguma empresa esta trabalhando e empregando gente…
como disse hoje um dos comentaristas, há perspectivas e perspectivas…mas ela sempre pega pelo lado negativo, com muitos chutes e SES…Se o SE não jogasse não haveria jogo, mas certamente com tantos SES o jogo fica eh muito chato, muito (in)explicadinho…
Tudo pode ser – amanhan
pode ser
que eu bata as boas
na cara de um bushista que esta atrasado e ainda não se mandou!
A autora desta reportagem, lembro bem, eh uma daquelas que no inicio do bolsa-familia comecou a criticar acerbamente (argh!) o programa e fazia os mesmos desvios textuais e ideologicos para comprovar a sua tese pautada de que não iria dar certo.
O mais preocupante deste tipo de jornalismo eh
que a gente pode depreender que a jornalista não sai da redacao e, portanto, como disse alguem , não fiscaliza o governo e as obras que estao sendo tocadas…
Simplesmente copia os dados da telinba do computador de um orgao do governo (lembre-se da precisao dos dados de voos da epoca do apagao aereo, todos os dados eram do governo).
Em seguida, pautada, puxa a mala ou a gaveta ou o arquivo de maldades do seu pc e da memoria e manda pau contra o governo, usando dados do governo, sem ouvir o governo e as empresas que tocam o pac…
Resumo: uma insanidade burocratica com uma falsa aparencia de jornalismo pos-moderno sem rabo preso com o leitor nem com ninguem a não ser com o dono do jornal…
(Foi Deus! Foi Deus! Geraldo – aquele do premeditando o breque (ou perdeu o RUMO?) dizia tambem: assim não da, ne o meu, ta todo mundo olhando, ta todo mundo me secando!)
Qual o problema de deixar para o próximo governo?a Dilma é de casa.
Creio que no momento precisamos canalizar os recurso do país em direção ao governo, o único com disposição e condições de investir e estimular a demanda no momento.
No período anterior a quebra do Lehman Brrothers, estava ocorrendo um grande crescimento do investimento privado e havia uma grande liquidez na economia brasileira, isto permitu que parte dos juros pago na rolagem da dívida pública fosse canalizado para viabilizar o aumento do investimento privado no Brasil e sustentar a demanda,
Mas agora a situação se inverteu, a liquidez está empoçando e o investimento privado retraindo.
O que precisamos fazer diante da queda da arrecadação de impostos e taxas é diminuir mais rapidamente os juros da Selic, para que o dinheiro que deixará de ser pago na rolagem da dívida pública seja canalizado para acelerar os investimentos públicos e garantir a demanda.
Estamos diante de uma grande oportunidade de aumentar os investimentos e diminuir a dívida pública, para isso além da queda dos juros da Selic é necessário vender parte das resera cambiais, pelo menos US$ 50 bilhões entre 2009 e 2011.
O problema não existir um Frias, um Civita, um Marinho ou um Sirotski…ou um Gilmar, ou um demostones ou um virgílio ou um heráclito ou um acm neto ou um etc… etc. O problema e nós brasileiros insistindo na burrice de manter e eleger estas desgraças como norteadores de nosso futuro.
Que fantástico! Agora, até quando querem fazer uma crítica, êles acabam provocando uma comparação que só valoriza o Lula. Quer dizer que existe um risco deste governo deixar de herança para o próximo (que êles têm a ilusão que será do Serra), pagamentos de investimentos contratados e em execução acelerada pelo governo Lula?
E qual foi a herança deixada pelo governo deles? Dívidas milionárias com o FMI, Clube de Paris, bancos externos, caixa vazio com uma dívida interna “nunca antes vista neste país” , descrença, desilusão, desemprego.
E estão reclamando de ficar com um caixa de US 200 bilhões, uma dívida interna de menos de 40% do PIB, um mercado interno,com milhões de novos consumidores e muita infraestrutura pronta ou em final de execução? E êles estão achando que isto é risco? Que otimo! Assim fica mais facil entender porque a aprovação do Lula só cresce. A Dilma vai ganhar de lavada, se o PIG continuar tão perdido como está. Não sabem nem como criticar. Será que esses jornalistas (colonistas), já se deram ao trabalho de perguntar aos empresários o que êles estão achando do PAC?
Pois eu jjá ouvi de muitos deles que, pela primeira vez um programa de investimentos tem começo, meio e fim. Tem definiição de prioridades e orçamento para isso. e esta é a grande diferença.que existe. Um governo fala pelo Orçamento. Se não está no orçamento, não é prioritário.É só discurso. No governo passado, os demotucanos foram mestres nessa história de discurso, sem orçamento. Todos os programas socias (que tentam dizer que começou com êles) foram implantados só para mostrar nos programas eleitorais. É só comparar os orçamentos daquela época e os de agora .Isso vale. até hoje, nos governos estaduais dessa turma demoníaca ,que tenta voltar ao poder de qualquer jeito. Mesmo que seja fazendo promessa para São Judas Tadeu (das causas imposíveis) para que o país quebre, o Lula não consiga transferir votos e eles , finalmente, retomem o lugar de donos do Estado. Sinto muito … mas do mesmo modo que falamos da tortura, vocês no poder…NUNCA MAIS.
Mais desculpas para não baixar os juros
E o Banco Central continua vendo inflação em tudo. O BC está esperando um deflação, coisa que no mundo inteiro os Bancos Centrais mais temem.
Alex Ribeiro – Valor 02/03/09
O Banco Central está acompanhando atentamente a lenta queda da inflação, que dá sinais de ter se descolado da atividade econômica. A produção industrial sofreu uma forte contração em dezembro, de 14,5%, mas a inflação acumulada em 12 meses apresentou uma queda bastante suave, passando de 6,3% para 5,8% entre setembro e janeiro. Outras economias, como os Estados Unidos e o Japão, convivem com o risco de deflação.
A preocupação é compartilhada por outros membros da diretoria colegiada do BC, que se mostram insatisfeitos com o lento recuo das expectativas inflacionárias. A inflação prevista pelo mercado financeiro para 2009 passou de 5% para 4,66% de janeiro até o dado mais recente da pesquisa de mercado do BC, divulgado na semana passada. Essa redução não guarda proporção com a queda nas projeções para o crescimento da economia, que passaram de 3,6% para 1,5% durante o mesmo período.
Já no Brasil, avalia o BC, existe uma grande persistência inflacionária. Essa visão é compartilhada por parte dos analistas econômicos. “Convivemos com inflação alta por décadas, por isso a cultura inflacionária e a inércia são maiores por aqui”, afirma Teles. Ele cita o exemplo das mensalidades escolares, preço livremente determinado pelo mercado. No início de 2008, os aumentos ficaram entre 4% e 5% e, nesse ano, subiram para a faixa entre 6% e 7%. “Em 2007, a inflação foi mais baixa, por isso as escolas aplicaram reajustes menores nas mensalidades em 2008″, afirma Teles. “Em 2008, a inflação foi mais alta, e as escolas estão fazendo um repasse ainda maior para as mensalidades neste ano.”
Essa manipulação é mais que evidente, semana passada anunciaram no JN: O maior aumento da taxa de desemprego de dezembro para janeiro, hoje são aproximadamente 2,3 milhões de desempregados nas capitais. Aí no final emendaram em tom mais baixo, NO ENTANTO é a menor taxa de desemprego desde 1998. Isso é ou não é manipular a notícia. A manchete de fato, era o fim da explanação.
Este senhor Geraldo só se esqueceu de dizer ditabranda