A aposta da Fiat
Por Eddie209
Nassif,
Eu nao sei qual a maneira ideal de repassar a noticia, visto que é de um boletim pago (Autodata) da industria automotiva e nao tem permissão de divulgação. Mas de uma lidas nas noticias que recebi hoje sobre a retomada.
Indústria de automóveis
Fiat deve retomar o ritmo de produção de 2008
Março deverá ser um mês de elevação na produção de veículos. De acordo com alguns fornecedores comunicado interno da Fiat sinalizou aumento de produção para o terceiro mês do ano, coincidentemente o derradeiro no prazo estabelecido pelo Governo Federal para o fim da redução do IPI, Imposto sobre Produtos Industrializados.
A fabricante de Betim, MG, não confirma, mas segundo sistemista que atende à empresa o plano da Fiat é produzir 3 mil unidades/dia em março, ou seja: voltar ao mesmo ritmo registrado em 2008. Em janeiro a planta montou, em média, 2,3 mil veículos e, em fevereiro, 2,6 mil.
Alcançar o volume projetado para março pela companhia, no entanto, seria muito difícil sem o retorno do terceiro turno. Mas vale lembrar que a Fiat, até o momento, não dispensou nenhum dos quase 15 mil trabalhadores de seu quadro: apenas colocou oitocentos deles em férias coletivas em meados de janeiro, além de assinar acordo com o sindicato local que garante empregos até 10 de março, pelo menos.
Procurado pela Agência AutoData para confirmar as informações, ninguém foi encontrado nos telefones do Sindicato do Metalúrgicos de Betim.
(Décio Costa e George Guimarães)
Resultado
Vendas de fevereiro tão boas quanto as do ano passado
Falta pouco para o fechamento e o ritmo de emplacamentos de automóveis e comerciais leves em fevereiro segue próximo ao apurado no mesmo mês de 2008. Até quinta-feira, 26, as vendas somaram 175 mil 130 unidades, média de 10 mil 302 automóveis e comerciais leves emplacados por dia, segundo dados do Renavam. A média é 2,3% superior à de 10 mil 70 unidades do mesmo mês do ano passado.
Embora a média diária projete encerrar o mês acima do apurado no melhor fevereiro da história da indústria, o volume total não deverá ser alcançado. Isso porque fevereiro de 2008 contou com um dia útil a mais e registrou 191 mil 331 emplacamentos. Ao seguir a média atual, este mês não ultrapassará 186 mil unidades, queda por volta de 3%.
Ao comparar com janeiro, no entanto, o crescimento é notável. As 175 mil 130 unidades emplacadas este mês representam, até então, alta de 18,8% sobre o mesmo período do mês passado, que teve média diária de 8 mil 669 emplacamentos.
No primeiro bimestre de 2008 foram vendidos 397 mil 11 automóveis e comerciais leves, volume que também dificilmente será alcançada neste ano – até quinta-feira, 26, a soma resultava em 365 mil 105 unidades. Mas a queda deverá ficar na casa dos 5%, o que mostra que a situação da indústria automotiva retorna ao ritmo normal.
(André Barros)


O diretor-geral da Organização Mundial do Comércio (OMC), Pascal Lamy, elogiou nesta segunda-feira na Austrália a mentalidade aberta do Brasil e sua defesa do comércio para encarar a crise econômica mundial. Lamy afirmou que o presidente Luis Inácio Lula da Silva poderia levar um prêmio pelas ações no período.
Fonte: EFE
Chefe da OMC diz que Lula levaria prêmio por ações na crise
O diretor-geral da Organização Mundial do Comércio (OMC), Pascal Lamy, elogiou nesta segunda-feira na Austrália a mentalidade aberta do Brasil e sua defesa do comércio para encarar a crise econômica mundial. Lamy afirmou que o presidente Luis Inácio Lula da Silva poderia levar um prêmio pelas ações no período.
Durante seu discurso em um fórum de debate privado, Lamy lembrou que há um mês, técnicos do Ministério de Indústria e Comércio brasileiro estabeleceram novas restrições em produtos que compõem 60% da pauta de importação do País.
A medida foi abolida em 48 horas por ordem do presidente e atribuída por membros do gabinete a um erro de cálculo, pois ia contra ao que Lula defende.
O chefe da OMC disse que também vários governos asiáticos, especialmente Japão e Coreia, estão atuando bem perante a crise, da mesma forma que Austrália e Nova Zelândia, mas que o Brasil é o país que destaca.
“Se tivéssemos um prêmio para este período, acho que Lula o levaria”, disse Lamy.
Por outra parte, o diretor da OMC elogiou o pacote de medidas para reativar a economia adotado pelo novo presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, e ressaltou que para lutar contra a crise econômica é preciso resistir à tentação protecionista.
http://br.invertia.com/noticias/noticia.aspx?idNoticia=200903021337_EFE_217175
A Fiat pode ter uma recuperação mais rápida porque tem em sua linha alguns dos modelos mais vendidos do país. E as outras? Outra boa notícia para o setor é a transferência de parte da produção da Mitsubishi para o Brasil, “para reduzir o impacto do fortalecimento do iene em seus custos de produção”. Segundo a Folha Online “o objetivo da montadora é instalar no Brasil sua base de exportação para toda América Latina, principalmente pelo fato de as exportações brasileiras contarem com tarifas privilegiadas na região graças ao Mercosul e ao pacto comercial brasileiro com o México”.
Nassif,
Por que o governo não estende o prazo de redução do IPI? Faz um bem maior à nação permitindo-lhe o poder de compra em vez de sugá-lo através de impostos.
Creio não haver motivo para as montadoras estrangeiras aqui instaladas, reduzirem por longo tempo a sua produção, a verdade é que, numa média, não há como um veiculo importado concorrer com o veiculo fabricado aqui, a tributação e “despesas” ultrapassam os 100%, logo o mercado é praticamente fechado. Outro ponto é que o custo de produção do veículo no Brasil é baixo, por dois motivos: um trabalhador brasileiro ganha menos que um trabalhador belga, alemão ou americano, só para citar 3. Segundo: o carro nacional é, via de regra e salvo Raríssimas excessões, um carro de projeto defasado, com baixo investimento em seu desenvolvimento(normalmente usam-se plataformas de carros já superados em seus países matrizes) e com pouco uso-ou nenhum- de equipamentos modernos de segurança. Com isso, fabrica-se um carro “atrasado” em relação ao resto do mundo, cobra-se quanto quer, pois não há grande interferencia dos importados, o governo de sua parte arrecada ainda mais com os valores mais elevados do carro, enfim, o consumidor/contribuinte é que paga. Note-se que mesmo aquele que não possui automóvel, também paga, pois os hospitais públicos são os que sempre recebem as vitimas de acidentes, os carros velhos que ainda circulam atrapalham o transito quando “quebram” para todos, não só aos que possuem carro próprio. Mas o mais importante é o governo bater recordes de arrecadação e tudo que escriva acima é bobagem, ou no mínimo “….não é bem assim”. Obrigado
Nassif,
acho que consegui refazer as contas dos italianos, que tinham o seguinte problema:
Tem uma crise, a produção de carros cai, e todos os concorrentes, tal como os lemmings adestrados em mestrados na Obamia, param suas linhas de montagem.
Antes da crise tinha, digamos 1000 carros sendo produzidos pelas 4 maiores montadoras, a alemã Vo, a americana Fo , a americano-alemã encrisitada Ge e a italiana Fi; digamos 250 por cada montadora.
Aí a produção cai para zero, mas se sabe que existem compras sazonais na época das paradas, em torno de talvez um terço da produção. Aí os italianos pensam – “com os concorrentes fora do mercado, vamos acelerar a nossa produção para 330 e tomar a parte dos outros. Assim seria possível atender a compra sazonal.”
“Quando as Irmãs Cajazeiras (Vo, Fo e Ge) acordarem, não vão retornar aos patamares anteriores de produção – perderão 27 unidades cada uma!”
Não é uma gracinha a conta desses italianos de Betim?
PEGUEI NO BLOG DO KUPFER
Crise e vida real
Estou reproduzindo aqui um comentário enviado hoje pelo leitor Pavan. Ele se apresenta como comerciante e dá um depoimento pessoal. É, como ele diz, real.
Não podemos, porém, generalizar os fatos narrados e as conclusões do Pavan. Há casos e casos, setores e setores, perspectivas e perspectivas.
Mas o depoimento do leitor, que está na linha de frente da vida real, é valioso.
* * *
Kupfer, se me permite um comentário a parte, creio ser interessante.
Não é cientifico, mas é real, o que está acontecendo na prática.
Existem três grupos
Entre os comerciantes:
1- Os que estão trabalhando normalmente não levando em consideração a crise.
2 – Os que estão com certa precaução, comprando o mínimo necessário.
3 – Os que estão esperando pra ver o que acontece.
Entre os consumidores:
Mais ou menos da mesma forma.
Meu faturamento em Jan/09 foi (17,5%) menor do que 2008.
1 – Falta de produtos procurados, sem tempo hábil para reposição.
2 – Indecisão quanto à situação, tanto de minha parte como de clientes.
3 – Talvez um certo receio quanto à crise.
Faturamento Fev/09, no período, 55% maior 2008.
1- Reposição de estoque
2 – Promoção/Liquidação, redução preço, maior desconto à vista e maior prazo para pagamento sem acréscimo.
3 – Acreditar que é possível, e que depende de nós.
Previsão para Março/09
No mínimo voltar ao normal, acredito até numa recuperação maior.
Conclusão: a crise existe pra quem acredita nela.
Creio que há muita precipitação em demitir, ou muitas empresas estão aproveitando pra fazer os ajustes conforme seu interesse.
Ah! Contratei mais uma funcionária.
Abraço.
Cuidado com os detalhes.
Além do número de unidades/dia devemos considerar o número de dias trabalhados. A FIAT está parando aos sábados e domingos. Ano passado só parava 12 horas por semana.
Além disso, o prazo de redução do IPI está acabando. É possível que a FIAT acelere a produção e abasteça as concessionárias ao limite para aproveitar o desconto – possivelmente repassando um percentual para as concessionárias – e depois reduza novamente a produção em Abril.
Nassif, tenho um amigo que é executivo de uma fábrica que fornece peças e equipamentos para as montagens da Fiat. Há uns 30 dias me informou que as montadoras não estavam aguentando o rítimo da Fiat em outubro/2008: estavam com horas extras em turno até da madrugada. Com a crise, estavam com plena produção mas sem o turno da madrugada. Se a Fiat voltar com a mesma produção, só com expansão das linhas porque eles não guentam turnos extras.