Trivial da valsa de uma cidade
Do Portal Luís Nassif
Valsa de uma Cidade, de Antonio Maria e Ismael Neto, adicionado por Helô Lima. A mais bela homenagem à mais bela cidade do mundo (depois de Poços de Caldas).
Valsa de uma Cidade, de Antonio Maria e Ismael Neto, adicionado por Helô Lima. A mais bela homenagem à mais bela cidade do mundo (depois de Poços de Caldas).
* Publicado por wedencley alves
A articulação é bem conhecida. Um parlamentar – agente acusador – vai a algum veículo – veículo-guia – previamente contatado e faz a denúncia. Imediatamente, um outro veículo, a que denominamos de repercussor primário, seleciona personagens que já conhecem a engenharia do processo e supostamente procede ao direito de defesa dos acusados. A cobertura é plenamente favorável aos primeiros, e inquiridora dos segundos. A operação pode seguir um outro caminho. Pode partir do próprio veículo, com seus instrumentos de reportagem. Neste caso, o denominaremos veículo-fonte.
Uma preocupação importante é não contextualizar a denúncia e nem trazer à tona aspectos que prejudiquem a imagem do agente acusador – que também pode ser um personagem da alcova política. Quando estes aspectos aparecem e ganham a repercussão indevida, a operação deve ser abortada, e passa-se à seguinte, já previamente definida.
O exemplo mais recente é o de Jarbas Vasconcelos, senador do PMDB. Ele é o acusador. O veículo-guia foi a Veja – são quase sempre a Veja e a Folha de SP, que se alternam neste papel. A Folha, desta vez, foi o repercussor primário. Alguns parlamentares citados por Jarbas foram ouvidos e a reportagem no dia seguinte ressaltava “o silêncio” dos acusados.
Clique aqui para se inscrever e participar das discussões.
Aliás, uma boa dica para estudantes de graduação e pós em Jornalismo, Sociologia e História, interessados em discutir o papel da mídia: montem seus grupos de TCC, inscrevam-se, exponham as teses e enriqueçam as discussões e seus trabalhos.
Autor: luisnassif - Categoria(s): Mídia Tags: factóides, MídiaPrezado Nassif,
É inacreditável o esforço que os governos brasileiros fazem para facilitar a entrada de produtos importados. É incrível! No resto do mundo faz-se o possível para estimular a produção interna. Aqui é o contrário: privilegia-se o que vem de fora.
Em 8 de janeiro foi sancionada a “Lei dos Sacoleiros”. De quebra, no bojo veio uma isenção de IPI para produtos de Manaus e outras áreas de livre comércio.
A Aduana brasileira está em crise gravíssima há anos. Vem sobrevivendo graças aos esforços de alguns herois aqui ou ali.
É preciso lembrar que a função da Aduana não é arrecadar. Os valores arrecadados de Imposto de Importação e IPI vinculados são irrisórios face ao IR, Cofins, etc. A função da Aduana é PROTEGER a economia nacional. Isso significa proteger EMPREGOS! Leia mais »
Autor: luisnassif - Categoria(s): Crise, Economia Tags: aduana, crise, importaçõesNão somente acuar mas desestabilizar.
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Juiz do caso Satiagraha é alvo de pelo menos três investigações em corregedoria
Segundo Sílvio Martins de Oliveira, procedimentos do Tribunal Regional Federal têm o objetivo de cercear a atuação dos magistrados
LILIAN CHRISTOFOLETTI
DA REPORTAGEM LOCAL
As investigações abertas contra o juiz federal Fausto Martin De Sanctis, da 6ª Vara Criminal de São Paulo, são uma tentativa de intimidar a atuação de magistrados de primeira instância, afirma o procurador da República Sílvio Martins de Oliveira, do Ministério Público Federal. Leia mais »
Autor: luisnassif - Categoria(s): Justiça Tags: De Sanctis, SatiagrahaQue tal um apanhado das mulheres da publicidade brasileira dos anos 50 e 60?
Autor: luisnassif - Categoria(s): Economia Tags: palitos Gina, publicidadeEstou aproveitando este espaço para registrar o que acabei de ver na TV Globo a respeito dos dois cubanos que voltaram para Cuba. Alguém assistiu? Na entrevista da Globo, os pugilistas que agora moram em Maimi , declaram em alto e bom som que voltaram para Cuba por livre e espontânea vontade. Que chegaram a conversar com o Lula que lhe ofereceu garantias para ficarem no Brasil se assim o desejassem. Gostaria de saber se vão dar o mesmo espaço que deram na época para esclarecer o que ocorreu com os pugulistas…Vamos como que a Mídia se comporta …
Alguém teria o vídeo da entrevista?
Ai o video
Clique aqui se não conseguir visualizar.
Um belo exercício de jornalismo do Esporte Espetacular. Na entrevista, o boxeador explica que não fugiu porque tudo deu errado, os empresários alemães se mandaram. Diz que conversou com Lula, e que ele próprio ofereceu ajuda e perguntou se gostariam de ficar no Brasil. E os boxeadores disseram que preferiam voltar a Cuba.
A reportagem acaba de vez com um factóide que o próprio jornal Extra, do grupo, tinha se incumbido de desmontar e que o jornalismo de Ali Kamel se incumbiu de dar sobrevida.
Veja o problema do jornalismo enviezado. O correspondente do Estadão, Jamil Chade, já tinha conseguido declarações semelhantes dos boxeadores. Publicou a matéria. Depois disso, publicou mais duas matérias tentando corrigir a primeira.
Um pequeno exemplo de como esse factóide morte e renasce a toda hora, desde que ocorreu o episódio no Panamericano.
A primeira morte do factóide foi na excelente matéria do jornal O Extra, narrando o período em que os boxeadores ficaram desaparecidos. A matéria mostrava que a fuga não se consumou porque eram uns trapalhões que caíram na conversa de managers desonestos.
O factóide renasceu depois de uma matéria de 30 de janeiro passado, de Jamil Chade, correspondente do Estadão em Genebra (clique aqui). É uma matéria pequena, sem ping-pong. Nela, Jamil diz:
O pugilista cubano Erislandy Lara afirma que gostaria de ter recebido o status de refugiado no Brasil. Hoje, vive como exilado em Miami, onde é boxeador profissional. “Pedi asilo à polícia no Brasil e não me foi dada a oportunidade”, afirmou Lara, em entrevista ao Estado.
A matéria foi feita a propósito do caso Battisti. O título era: “Pugilista cubano diz que queria refúgio no Brasil”. Nela, há a seguinte declaração entre aspas do pugilista: “Não conheço esse caso (de Battisti), mas eu não estava fazendo nada de errado. Mesmo assim, não me aceitaram no Brasil”, afirmou.
O mesmo Jamil havia ouvido o mesmo Erislandy no dia 14 de junho de 2008 (clique aqui). Foi uma entrevista ampla, pergunta-e-resposta, na qual o pugilista apresenta uma outra versão:
O que disse ele:
Por que você decidiu deixar Cuba?
Porque simplesmente eu não podia mais ser boxeador. O governo me prometeu, quando voltei do Brasil, que me apoiaria, que me daria casa e eu poderia lutar. Eu queria ir a Pequim. Mas isso nunca ocorreu. Os dias foram passando e me diziam: “Espere, espere.” Fiquei esperando e agora é tarde demais para pensar em ir à Olimpíada. Além disso, nada do que me prometeram foi cumprido. Disseram que me apoiariam. Mas, um ano depois, continuava sem nada, sem trabalho e sem lutar. Foi tudo uma mentira. O governo nos enganou desde o primeiro minuto.
(…) Quando deixamos a Vila Pan-Americana, o objetivo era mesmo escapar de Cuba e não voltar mais para Havana. Não há dúvida sobre isso. Não queríamos voltar. Mas as circunstâncias não eram boas. Não tivemos nenhum apoio e, sem ninguém para contactar, fomos obrigados a pedir para voltar para Cuba. Não tínhamos outra alternativa. Estávamos sem dinheiro e nem sabíamos para onde ir. Não posso recriminar a polícia brasileira.
Essa matéria, até então, era o primeiro depoimento colhido diretamente junto ao boxeador e mostrava que voltara para Cuba por livre vontade, ludibriado por uma promessa de Fidel.
A segunda matéria – que serviu para botar lenha na fogueira – em nenhum momento explora a contradição com a entrevista anterior. E serviu para que todos os colunistas de sempre voltassem a repetir as mesmas cobranças – que tinha sido interrompida pela reportagem de O Extra.
É um filme B pior do que essas séries tipo “a volta do assassino da motosserra”.
Autor: luisnassif - Categoria(s): Diplomacia Tags: pugilistas cubanosOs artigos de Fernando Henrique Cardoso no “Estadão” são imperdíveis por alguns motivos.
O primeiro, pelo fato de ele ser o grande líder das oposições. É FHC quem dá o tom e os argumentos.
O segundo é que o intelectual não resiste a expor as estratégias do político. Ele coloca, então, publicamente, o que, em geral, se discute em particular com aliados políticos e da mídia. De certo modo, fica parecendo os espetáculos de autocríticas públicas às quais as esquerdas costumavam recorrer nos anos 70 e 80. Lembram-se?
O que ele diz no artigo de hoje:
O nome do artigo é sugestivo:
Na linha do comentário do Formiga, o New York Times hoje traz uma matéria interessante sobre uma geração abaixo de 30 que tem a tendência de identificação maior com democratas do que com republicanos, já que existe hoje no país a percepção de que ser democrata explica melhor o que é ser ‘estadunidense’. O retorno de valores mais voltados ao todo, às conquistas para todos. Clique aqui.
os gráficos bem-humorados demonstram quanto é verdadeiro o novo cenário que se vislumbra.
Hoje também tive acesso ao filme The End of America de Naomi Wold: clique aqui.
O filme tem um site também (clique aqui). Leia mais »
Autor: luisnassif - Categoria(s): Novo Mundo Tags: nova era, novos valores, solidariedadeO que vocês falam é importante, mas deve-se pautar pela imparcialidade. Ao mesmo tempo que o governo de SP faz isso, o do RJ também faz: cada professor do Rio, a partir de janeiro/2009, recebe um exemplo da Nova Escola. A única diferença é que o exemplar chega na escola, mas é nominal a cada professor. Sérgio Cabral é aliado de Lula. Se o Serra é criticado por isso, por que o Cabral não é?
Também sou professor, e reconheço que vocês tocam problemas sérios. Mas não devem se pautar pela ideologia; cumpre ter o senso das proporções para verificar que muitos dos defeitos por vocês criticados existem também, nos governistas.
A propósito, um leitor colocou comentário dizendo que o governo de Pernambuco está doando notebooks de R$ 2.500,00 a todos os professores. Alguém teria dados para confirmar ou desmentir a informação?
Autor: luisnassif - Categoria(s): Mídia Tags: Abril, Nova Escola, Sérgio CabralNassif,
Além da séria aquilo deu nisto, agora vamos ter a séria aquilo VAi DAr nisto. Veja a confusão que se anuncia:
É o que dá interpretar a lei pensando nos amigos!
RIO – O brasil tem hoje 191 mil presos provisórios, que aguardam atrás das grades uma decisão judicial definitiva para os seus casos. Com o recente entendimento do Supremo Tribunal Federal (STF), de que ninguém deve ficar preso até o trânsito em julgado da condenação, advogados e defensores públicos ganharam um forte argumento para convencer a Justiça de que, enquanto valer o princípio da presunção da inocência, o lugar desta parcela da população carcerária (43% do total) é a rua.
Para o STF, porém, a decisão só se aplica a quem já tem sentença de primeira ou segunda instâncias. Mas o debate está aberto, como mostra resportagem de Chico Otávio e Efrém Ribeiro, publicada neste domingo no jornal O Globo.
A posição do Supremo, tomada no início de fevereiro por sete votos a quatro, já influencia a mais ampla iniciativa de libertação de presos em situação irregular no país: os mutirões carcerários organizados pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ). (continua)
Autor: luisnassif - Categoria(s): Justiça Tags: prisão provisória, STFSabe quando o cara vai numa festinha escondido da esposa e encontra com uma velha conhecida, e de repente aparece aqueles fotógrafos pedindo para tirar uma foto para colocar num desses sites que fazem cobertura de eventos, e o sujeito fica todo desconcertado? Sabe que vai queimar o filme dele, mas fica sem jeito de falar não.
Tá parecendo com isso…
KKKKKKKKKKKKK
É até engraçado
Autor: luisnassif - Categoria(s): Mídia Tags: Reinaldo Azevedo, Serra
Recebo do presidente da Embraer, Frederico Fleury Curado, carta sobre os problemas enfrentados pela empresa, que culminaram na demissão de 4.200 trabalhadores.
Diz Curado que os 40 anos da Embraer foram intercalados por momentos de adversidade. A maior retração do quadro de funcionários foi antes da privatização. Em novembro de 1990, 25% do efetivo, 3.500 empregados foram avisados de sua demissão em um final de semana, por meio de telegramas ou de uma listagem veiculada repetidamente na TV local. Foi um trauma que marcou a empresa e a cidade.
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No processo de recuperação, pós-privatização, houve nova rodada de redução de pessoal, até passar de 13.500 no início de 1990 para 3.500 pessoas no primeiro semestre de 1997. A partir daí, o crescimento foi exponencial. Nos últimos 12 anos – de 1997 a 2008 – foram criados 18 mil novos postos de trabalho.
Mas o crescimento não foi ininterrupto. Uma grande crise sucedeu os ataques terroristas de 11 de setembro de 2001. A empresa precisou demitir 1.800 dos seus 12.700 empregados, ou 14% do efetivo total. Em fins de 2003 o efetivo já contava com os 12.700 empregados e as contratações prosseguiram em ritmo forte. Leia mais »
Autor: luisnassif - Categoria(s): Crise, Economia, Negócios, Sem categoria Tags: demissões, Embraer, Frederico Curado