Santa Ingrid do Pau Oco
Por Sanzio
Ou eu estou muito desconectado, ou ninguém repercutiu na imprensa brasileira o livro dos 3 americanos que foram libertados junto com a Ingrid Betancourt.
A matéria está no NT Times, e os caras acabam com a imagem da moça, dizendo inclusive que ela teria escrito uma carta às Farcs acusando-os de serem agentes da CIA, entre outras coisas. Clique aqui.
Da Folha
Colegas de cativeiro dizem que “egoísta” Ingrid roubava comida
DO “NEW YORK TIMES”
Depois de viver dias de heroína ao ser resgatada do poder das Farc (Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia), Ingrid Betancourt agora é descrita como egoísta e arrogante por três norte-americanos ex-colegas de cativeiro, num livro de memórias sobre a vida na selva.
Em “Out of Captivity” (Fora do cativeiro), Keith Stansell, Thomas Howes e Marc Gonsalves, todos resgatados junto com Betancourt, acusam a franco-colombiana de ter escrito uma carta às Farc dizendo que os três eram agentes da CIA (Inteligência dos EUA), colocando suas vidas em risco. A afirmação não pôde ser verificada, e Betancourt não respondeu aos pedidos de entrevista.
Eles dizem também que ela roubava comida e tentava alcançar o topo da hierarquia dos reféns, determinando horário para banhos e escondendo livros e informações obtidas por meio de um rádio transmissor.
“Até alguns guardas nos tratavam melhor do que ela”, disse o ex-fuzileiro naval Stansell, que em seu livro apresenta ao público uma visão distinta da que se costuma ter da ex-política -a de uma vítima que resistiu nobremente aos seus captores desde o sequestro, em 2002.
Rumores de rusgas entre os ex-reféns vêm surgindo desde o resgate, e Betancourt já havia sido criticada por sua ex-correligionária e colega de cativeiro Clara Rojas.
Comentário
Cá para nós: mas como é fácil a França cair no conto do latino-americano heróico.
Autor: luisnassif - Categoria(s): Internacional, Política Tags: CIA, críticas, Ingrid Bittencour
O GLOBO repercutiu sim a matéria está lá desde ontem.
http://oglobo.globo.com/mundo/mat/2009/02/27/americanos-ex-refens-das-farc-dizem-em-livro-que-ingrid-betancourt-furtava-comida-no-cativeiro-754614954.asp
eu não posso dizer nada pois cai no conto da brasileira atacada por neonazistas na suiça…
Se fosse só a França que caísse nesses contos…
Lembro do dia do resgate em que a Lúcia Hipólito, na globonews, chamou a Ingrid de “Mandela de saias”.
Lembro também que na época, antes da libertação, uma comentarista aqui do blog, a Silvana, por vivenciar de perto o conflito colombiano, já traçava um perfil diferente da nossa heroína. Foi crucificada por boa parte dos comentaristas.
Depois disso a Silvana sumiu daqui.
É difícil saber que tipo de reação qualquer um de nós teria numa situação como a que todos eles foram obrigados a passar. Curiosamente, todas as acusações parecem envolver ninharias, pequenas rusgas e desconfianças mútuas. O pano de fundo parece ter sido a importância diferenciada que o noticiário e as próprias Farc atribuíam a Ingrid, em detrimento dos outros. Criou-se no grupo um ressentimento em função disso. É natural que (juntamente com o esforço publicitário em torno do livro) isso tudo venha à tona, agora, com uma virulência a meu ver um pouco desproporcional.
Leio, releio, e não consigo enxergar nas declarações desses soldados nada de mais grave ou excepcional. Picuinhas.
Nassif,
A campanha pelo resgate da refém à beira da morte foi espetacular. A comoção não ficou restrita à França. Embora muitos tivessem estranhado a aparência saudável e elegante de uma moribunda, esse “detalhe” foi deixado de lado por conta da justificável euforia com a libertação. Ingrid, a heroína, virou celebridade. Isto certamente gerou ressentimentos em quem, tanto quanto ela, experimentou as agruras de um longo cativeiro, mas não foi alvo de tantos mimos. Mimos que geram muitos dividendos. Da mesma forma que a divulgada “epopéia” da Ingrid tem suas ressalvas, as denúncias desses companheiros de infortúnio devem tb ser vistas com reservas.
Conto do latino-americano heróico ou do americano arrogante?
Em qual conto é mais fácil cair?
Coincidentemente, acabei de postar um comentario sobre o artigo da Venezuela e ao atualizar a pagina do blog li ” Santa Ingrid do Pau Oco”
e a noticia no Globo. La estao novamente palavras novas e o mesmo modo de atuacao na grande midia.
Eu nao entendo como um jornal como O Globo consegue agir da mesma maneira como, por exemplo, o Washington Post, a milhares de quilometros de distancia e atuando em outro pais, outra lingua, etc.
Eles se sentam e discutem e combinam tudo, inclusive a linguagem?
A palavra mercenario mudou em todas as redacoes da mesma maneira e ao mesmo tempo?
O Globo diz que ” Os empreiteiros americanos foram capturados por guerrilheiros depois que o avião em que estavam caiu na selva colombiana.
Empreiteros !?
Vejam como o New York Times deu a noticia em 2004
BOGOTÁ, Colombia, Feb. 12 — After their tiny plane crashed deep in the jungles of southern Colombia, three American civilians on a mission to search for cocaine labs, drug planes and, occasionally, guerrilla units were taken hostage by Marxist rebels.
Tres civis americanos numa missao de busca por laboratorios de cocaina…e OCASIONALMENTE, guerrilheiros.
The three Americans — Marc Gonsalves, Keith Stansell and Thomas Howes — worked cloaked in secrecy for two subsidiaries of Northrop Grumman, the huge military contractor, in an arrangement used increasingly by the United States government in conflict zones from Colombia to Afghanistan.
Independente dos fatos citados serem ou não verídicos, não muda o fato que os acusadores e a acusada foram reféns, mantidos em condições degradantes por uma gangue de narco-terroristas comunistas.
Se durante o cativeiro a Ingrid foi mesquinha, só quem pode julgar é quem passou por situação semelhante.
As viúvas das farc ficaram excitadas com o livro, e, existem muitas delas aqui no Brasil. Para justificar os atos de uma quadrilha que deve ser erradicada (e felizmente o presidente Uribe está no caminho certo) ficaram eufóricas com as fofocas do cárcere. Como se o fato de um refém se apoderar de um pouco mais de comida ou de um pedaço maior de sabão absolvesse moralmente os seus sequestradores.
Estava eu pensando no assunto e acabei lendo os comentários antes de escrever.
O João Virgílio resumiu o que eu pensava.
Pelamordedeus, criticar até o tal “egoísmo” é mesmo falta do que fazer. Pessoas sequestradas e confinadas por anos (foram 8 anos, né?) e esperar que se comportem como lordes ou ladies de romance inglès, no meio do mato, acorrentados, desesperançados e por aí afora, não é um tanto absurdo não?
Quem, da sua poltrona em frente à telinha, perpetra olimpicamente algumas condenações fáceis à “falta de heroísmo” da moça faz-me compreender como sempre foi fácil construir mitos ao longos dos séculos. Basta olhar de longe. De perto, somos todos humanos. (frase adaptada da “de perto, ninguém é normal”).
Cuidado, Tiradentes, tua sorte é que não tinha Internet nem blogs.
Estave me questionando o mesmo, Vladimir. Me parece que quando uma pessoa vira celebridade aqueles à sua volta tentam “subir” com lançamento de livros sensacionalistas. Não digo que seja o caso, mas sempre existe a possibilidade…
Já li a notícia, “repercutida” em alguns outros lugares, mas a informação que tem faltado em todos é muito importante : os caras eram ou não da CIA ? Estariam fazendo treinamento de tortura, genocídio, atividades típicas dos EUA ?
Francês..?
Não me lembro de ninguém desacreditando ela aqui no blog ou no resto do mundo quando da libertação.
Meu Caríssimo Sanzio:
O Edson Medeiros não leu tudo…
O Jorge está escaldado e por isso tem medo de água fria…
Wilson Cunha Junior: “Volta Silvana”, a incompreendida.
João Vergilio e Jaide: Equilibrados e com tiros certeiros…
O Vladimir está com dúvidas…
Já o Paulo não entende muito bem as intenções de O Globo…
O Jorge Nogueira Rebolla, um direitaço com iras à flor da pele…
E eu, no momento, sem nada melhor a fazer…
Francesinho experto…fizeram campanha para libertar ex-namoradinha e ex-aluna de MINISTRO FRANCÊS (Villepain), na época, e ATUAL MARIDO. Ninguém mais fez campanha para os “OUTROS SEQUESTRADOS”.
Sou admiradora da dignidade de Clara Rojas.
Acho que muita coisa ainda necessita ser esclarecida sobre este sequestro. Uma conclusão a que se pode chegar, acredito eu, é que a interação entre sequestrados e sequestradores foi intensa. Uma criança surgiu dessa relação. Mesmo que isso ocorra com frequencia em casos de sequestro prolongado, alguém ainda vai ter de explicar como Ingrid Betancourt conseguiu obter e esconder um rádio durante esse período. E, antes que sejamos levados pela novidade, como foi o caso da brasileira na Suíça, é melhor aguardar a revelação de novas declarações de outras pessoas sequestradas. Como disse o Edson Medeiros em comentaário no post Negócios Para Educação, a omissão não aguenta dois dias na internet.
Abraços
Era questão de tempo o ataque americano a futura principal adversária de Alvaro Uribe nas próximas eleições colombianas. Demorou uma penada mas veio!
Nassif
A surpreendente aparência saudável da Ingrid Betancourt, ao ser libertada, dá margem a pensar que ela poderia ter roubado comida. Seu comportamento, bastante sujeito a críticas, após ter sido libertada, buscando tanta exposição na mídia poderia ser explicado como fruto de algum desequilíbrio causado pelo trauma de tantos anos de cativeiro. E a gente sabe como a mídia adora produzir heróis da ocasião.
Mas ainda que exista o depoimento de Clara Rojas e que a denúncia dos americanos seja plausível, não é cedo para comprarmos a versão dos americanos, que podem ter diversos motivos para caluniá-la, inclusive de marketing?
Sabe como é… gato escaldado…
Somente isso: Vocês se lembram da imagem da “dona” quando em cativeiro, pois não? Lembram-se da imagem na hora do “resgate”?.
Para quem estava doente, semi-cadavérica, a viagem de regresso do cativeiro foi um maná dos céus; um verdadeiro milagre. Atentem pata isso.
Não creio ser um mar de rosas um cativeiro na mata, sob armas de guerilheiros mas, voltar com a “cara lavada” e dar entrevistas etc. sem passar por uma clínica como acontece com quem passa mais de um mes no cativeiro, é muito para minha inteligencia.
Sei não…
João Vergílio,
É verdade que situações como as vividas pelos protagonistas geram reações imprevisíveis. Mas também é verdade que prisioneiros como eles tendem à solidariedade entre si, e Ingrid é descrita como egoísta e manipuladora.
O que me chamou a atenção não foram as picuinhas e pequenas rusgas, como você diz. Há o episódio de um rádio que ela portava escondido e cujas notícias ela não compartilhava com os companheiros. Há a informação de que ela fingia mancar de forma tão grotesca que gerava piadas entre os demais. Há menção de um chilique por conta da cor de um colchão.
São picuinhas? Podem ser. Mas se agregarmos outras informações dispersas ao longo do período de cativeiro e logo após a libertação do grupo, temos um quadro que sugere alguns privilégios e até, talvez, alguma cumplicidade com seus captores.
1- Ingrid, de fato, era um troféu tanto para as Farcs quanto para o governo de Uribe. Daí que quase todo o noticiário fosse a seu respeito, ignorando os outros 700 sequestrados.
2- A campanha por sua libertação tomou proporções internacionais, por ser uma pessoa política, filha de um diplomate e de uma ex-miss e também política.
3- As fotos e informações divulgadas pelo governo colombiano pouco antes de sua libertação mostravam-na com aparência de uma pessoa à beira da morte, e descreviam-na como tendo uma doença grave, podendo morrer a qualquer instante.
4- Quando libertada, apareceu gorda e corada, falante e articulada, como se tivesse acabado de sair do cabeleirieiro. Após exames médicos na França constatou-se que não tinha, nem tivera, doença alguma.
5- Não foram só os americanos que tiveram problemas de convivência com ela. Outros prisioneiros, como o advogado Luiz Eladio Pérez também a descreveram como arrogante, de forma mais diplomática mas não menos contundente.
6- Sua assistente, Clara Rojas, capturada juntamente com Ingrid, rompeu o relacionamento com ela, e lhe faz pesadas críticas.
7- Já temos até aqui pelo menos 5 pessoas que conviveram com Ingrid no cativeiro e que tem sérias restrições ao comportamento dela.
De minha parte, vejo com ceticismo essa história do rádio clandestino. Não acho crível que alguém nas mãos das Farcs possa possuir um rádio sem autorização das mesmas. E mais ainda, não compartilhar as notícias com seus companheiros me parece comprometedor.
Da mesma forma, não creio que seu comportamento de “princesa”, como diz um dos autores, fosse tolerado pelas Farcs se não houvesse alguma contrapartida.
Há muita coisa nebulosa na relação do governo Uribe com as Farcs, como pagamento a guerrilheiros por delação, para assassinato de seus próprios comandantes, envolvimento de Uribe com os para-militares e destes e das Farcs com o tráfico de drogas, etc.
Não quero fazer um pré-julgamento, mas, depois do episódio da “nossa” Paula, em que todos caimos no conto do vigário e alguns até massacraram Lula, Celso Amorim, a polícia e o governo suiços, acho bom um pouco de ceticismo sobre certos episódios, nos quais dramas pessoais são explorados pela mídia por razões ideológicas ou políticas. Neste caso com muito mais razão, pelo fato da vítima ser uma ex e futura candidata à presidência da Colômbia.
É culpa da França e da Europa toda por anos de exploração dos colonizados, Nassif.
Quer dizer que ela escondeu comida de três fuzileiros Norte-americanos?
Fez bem!
Suspeito que o resgate da Ingrid foi uma armação devido à aparência saudável que ela apresentou quando foi “libertada”. Dias antes da “libertação” as mídias daqui e de lá apresentaram fotos de uma Ingrid gravemente doente.
Acredito que ela tenha sido libertada muito tempo antes.
Quando a Colômbia invadiu o Equador e com a ajuda dos USA bombardearam o acampamento das FARCs numa madrugada chuvosa matando o Reyes, como o Uribe e os USA tinham certeza de que a Ingrid não estava no mesmo acampamento que foi bombardeado?
Um dia antes do bombardeio e poucos dias antes da libertação da Ingrid o John McCain, então candidato republicano à presidência dos USA, estava na Colômbia.
Transponho comentário de Mario Sergio e replica do Nassif.
Pergunto: Se estavam todos em situações iguais não acham que deveria se sobressair a dignidade humana?
28/02/2009 – 10:16 Enviado por: Mario Sergio
Estava eu pensando no assunto e acabei lendo os comentários antes de escrever.
O João Virgílio resumiu o que eu pensava.
Pelamordedeus, criticar até o tal “egoísmo” é mesmo falta do que fazer. Pessoas sequestradas e confinadas por anos (foram 8 anos, né?) e esperar que se comportem como lordes ou ladies de romance inglès, no meio do mato, acorrentados, desesperançados e por aí afora, não é um tanto absurdo não?
Quem, da sua poltrona em frente à telinha, perpetra olimpicamente algumas condenações fáceis à “falta de heroísmo” da moça faz-me compreender como sempre foi fácil construir mitos ao longos dos séculos. Basta olhar de longe. De perto, somos todos humanos. (frase adaptada da “de perto, ninguém é normal”).
Cuidado, Tiradentes, tua sorte é que não tinha Internet nem blogs.
Já é difícil passar um mês viajando com um grupo, imagine anos de convivência sem ter nada a fazer.
A dúvida é acreditar nos americanos que podem sentir-se ameaçados por umaq possivel candidatura de uma politica vmais relacionada à esquerda e desestabilizar a hegemonia dos EUA na politica colombiana…
é muito dificil afirmar quem está certo nesta situação
Nassif,
Nunca engoli a história da cadavérica Ingrid antes e saudável logo após.
Mas tb não podemos nos esquecer da possibilidade de, após ser exibida como troféu, estarmos vendo uma desconstrução da personagem.
Lembremos que ela se tornou um risco político para Uribe.
Vindo dele não duvido de nada.
Nesta história toda, Farc, Uribe, Ingrid, Mercenários… nenhum vale muita coisa.
Nassif,
Ainda sobre a Colômbia, veja que notícia interessante, que obviamente nenhum grande grupo de mídia no país repercutiu pq daria margem a questionamentos indesejáveis:
http://www.unmultimedia.org/radio/portuguese/detail/159620.html
Ora, a grande acusação que se faz às Farc é de ser uma narcoguerrilha, usar dinheiro do tráfico para se financiar. Paralelo a isto temos como força de propaganda do Uribe o sucesso no combate à guerrilha.
Ué, se as Farc são responsáveis pela prdução da cocaína colombiana e vêm perdendo a força, como é que pode ter havido aumento de 27% (!?) na produção e venda de cocaína em 2008, ano de pesadelo da guerrilha?
Três hipóteses: ou Uribe mente quando diz que as Farc estão sendo derrotadas ou a acusação de que a guerrilha é a maior grande responsável pela produção é falsa.
Há ainda a terceira hipótese, baseado na verdade das duas premissas anteriores, que acho mais provável e que confirmaria acusações antigas contra Uribe (lembrem-se de seu irmão). A de que os narcotraficantes das Farc estariam perdendo o terreno para os narcotraficantes paramilitares.
É a velha lógica americana, de que ditadores amigos são menos ditadores do que ditadores inimigos transformada para traficantes amigos são menos traficantes que os traficantes inimigos.
Ela sempre me pareceu um grande fenômeno midiático. Apareceu de repente lépida e faceira depois de meses de bombardeio midiático informando que estava à beira da morte.
Nessa estória ninguém é digno de confiança, seja as FARCS, Betancourt, Uribe ou esses americanos.
Agora, roubar comida é demais. De resto a descrição das coisas que ela fazia feita pelos americanos bate perfeitamente com a imagem que ela me passava. E que ninguém se engane, ela vai se lançar candidata assim que puder.
E as intermináveis doenças que ela teria tido, de acordo com a mídia ? Pegou malária não sei quantas vezes, leichemaniose, etc…ou ela é muito forte mesmo, ou a floresta amazônica é o melhor hospital do mundo, ou a mídia inventou e/ou repercutiu boatos sem o menos fundamento. Quanto a isso, depois que ela foi libertada, nenhuma palavra…
Nassif, a França caindo no conto ou tentando contribuir para criar a imagem de uma latino-americana heroica? Em seu próprio interesse, os da França?
O que abomino é a hipocrisia. Fizeram um estardalhaço pela libertação de políticos e mercenários estadunidenses e agora ninguém mais clama pelos que ainda estão presos.
Só se preocupam com quem tem cacife político ou quem é namorada de algum bacana. Nem as dezenas de soldados colombianos merecem esforços ou apelos por suas liberdades.
O Manuelito que ainda é refém só terá alguma chance se inventar que é primo da Shakira.
Ouvi dizer que o Boninho já convidou a Ingrid pra participar do próximo Big Brother.
Finalmente saberemos quem ela realmente é, e até mandá-la pro paredão.
O 3 americanos já foram escalados pro Survivor 58ª edição.
O Uribe nunca teve a intencao de retirar a Ingrid da selva, mesmo pressionado pela Franca, Venezuela e Equador, pra nao ameacar sua reeleicao. Muito pelo contrario, ele torcia que ela acabasse seus dias na umida floresta colombiana. Por isto bombardeou, massacrando o acampamento do Raul Reys (comandante embaixador) quando este estava negociando sua libertacao com estes paises.
A operacao (jaque) que culminou com sua libertacao, foi organizada, com ajuda militar americana e israelense, para resgatar principalmente os 3 americanos por uma simples razao: Bush nao poderia sair de cena e deixar os unicos americanos (da Cia) nas maos de “terroristas”, depois de enviar milhoes de dolares para o Plano Colombia combater as farc-ep.
Nao foi por acaso que o ex- candidato republicano se encontrava neste momento na Colombia. E Uribe foi condecorado na casa branca, logo depois.
A Ingrid que acabou pegando carona e tomou pra si toda a fantastica cena, nao agradou nem a Uribe nem aos americanos, que ficaram finalmente na sombra.
Dai pra entender as reacoes vindas em forma de livro é facil.
Qto ao “cair no conto do latino-americano heroico” gostaria de lembrar que o Sarkozy na sua campanha, prometeu ao povo frances que traria de volta a Ingrid(franco-colombiana) durante sua gestao.
Ei ! Vamos com calma !
Só pra não repetir os inúmeros caso de pré-julgamento, desde o caso “Escola Base” até o caso da brasileira que disse ter sido atacada pelos neo-nazistas na Suiça.
1- A Ingrid ainda não se manifestou sobre o livro.
2- São estadunidenses, portanto, qual é a intenção deles? (não por serem estadunidenses, mas qualquer um tem suas intenções nas suas afirmações)
3- O que está por trás da “boa nova”? Seria alguma questão política?
4- Vamos lembrar que TODOS ali eram reféns. numa situação dessas as relações interpessoais talvez passem por um filtro de “preciso me salvar antes de qualquer outra coisa”. O instinto de sobrevivência no ser-humana é forte.
5- Será que não tem alguém querendo faturar algum nessa história?
Não estou defendendo nem atacando a Ingrid, tampouco os estadunidenses. A nacionalidade não os faz nem bons nem maus. Existem pilantras e bem-intencionados nos EUA, na França, na Colombia, no Brasil, e em qualquer lugar.
Considero perigoso essa coisa de nacionalizar atitudes ou esteriotipar populações de onde quer que seja. Aliás nós paulistas (sim, sou paulista), somos craques em esteriótipos, certo?
Eles eram reféns e só eles sabem o que passaram naqueles tempos de cativeiro.
Acho que devemos esperar o desenrolar dos fatos antes de aponta o dedo.
Abraço !
Já estão tentando queimar sua candidatura,eles querem evitar,vocês não acham?
Parafraseando Roberto e Erasmo:
“São tantos interesses…
Essa dos americanos serem ‘civis contratados’ está muito estranha. Afinal eles são o que, e estavam fazendo o que por lá?
“Civis contratados” nada. Vale o que o outro comentarista disse antes, ou “deu no The New York Times”: “The three Americans — Marc Gonsalves, Keith Stansell and Thomas Howes — worked cloaked in secrecy for two subsidiaries of Northrop Grumman, the huge military contractor, in an arrangement used increasingly by the United States government in conflict zones from Colombia to Afghanistan.”
Northrop Group é uma empresa “military contractor”, ou seja, um grupo que contrata soldados da fortuna, ou mercenários, como a Blackwater, recentemente expulsa do Iraque pelo governo de lá. Se os americanos não eram funcionários da CIA estavam muito perto disso.
Aliás é uma roda da fortuna este apoio dos Estados Unidos ao governo Uribe na guerra civil colombiana. Os Estados Unidos emprestam dinheiro à Colômbia e esta usa o dinheiro para pagar empreiteiras/mercenários para supostamente erradicar plantações de coca e laboratórios de produção de cocaína.
Qual a melhor maneira de promover um livro do que gerando uma grande polêmica? pode ser verdade, mas pode ser muito bem marketing, coisas que as editoras americanas adoram fazer.
Opa,
Cuidado com a “contra-mamada”. A Ingrid não é o unico contraponto à reeleição ad eternum do Uribe?
Essa campanha difamatoria não é movida por interesses politicos?
Vamos investigar isso mais a fundo?