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28/02/2009 - 21:38

Os 100 anos de Patativa do Assaré

Por Edmar Mello

No dia 5 de março deste ano ( Antonio Gonlçalves Silva), conhecido por Patativa do Assaré, completaria 100 anos. Esse grande poeta e ilustre cearense, morreu no dia 8 de julho de 2002. Tive o privilégio de conhecê-lo pessoalmente e até de prosar em duas oportunidades.

Comentário

Atenção, pessoal do nordeste: vamos montar um amplo dossiê sobre o grande Patativa.

Nos anos 90 apareceu um cearense, dizendo-se produtor de música. Quase aceitei o convite dele para levar meu regional para Fortaleza, com a única condição de conhecer Patativa. Depois soube que ele morava bem longe de Fortaleza e acabei desistindo.

Autor: luisnassif - Categoria(s): Poesia Tags: ,

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1 comentário para “Os 100 anos de Patativa do Assaré”

  1. Marco Antônio P. N. Sênior disse:

    NASSIF,

    Caro
    EDMAR,

    Meu amigo,
    pra você hoje
    NOTA MÁXIMA ELEVADA
    À POTÊNCIA INFINITA!

    PATATIVA, há muito o tenho
    como um GÊNIO de nossa
    LITERATURA.
    Há versos dele (uma vez corrigidas
    certa palavras) que se confundem
    com os de nossos grandes POETAS,
    pela cadência, pela métrica.
    PATATIVA é um caso a ser
    visto mais profundamente.
    E pensar que ele só frequentou
    ESCOLA por alguns poucos meses.

    Sugiro a você divulgar aqui
    a BIOGRAFIA.

    Tomo a liberdade de
    coloborar com esses
    versos de PATATIVA.

    Antes, porém, vejamos
    este clipe com
    A TRISTE PARTIDA,
    letra de PATATIVA
    e melodia de
    LUIZ GONZAGA.

    http://www.youtube.com/watch?v=0s4BbHxpUKY

    Há dor que mata a pessoa
    Sem dó nem piedade.
    Porém não há dor que doa
    Como a dor de uma saudade.

    Meus versos são como semente
    Que nasce arriba do chão;
    Não tenho estudo nem arte,
    A minha rima faz parte
    Das obras da criação

    Eu sou de uma terra que o povo padece
    Mas não esmorece e procura vencer.
    Da terra querida, que a linda cabocla
    De riso na boca zomba no sofrer
    Não nego meu sangue, não nego meu nome
    Olho para a fome, pergunto o que há?
    Eu sou brasileiro, filho do Nordeste,
    Sou cabra da Peste, sou do Ceará.

    O PEIXE

    Tendo por berço o lago cristalino,

    Folga o peixe, a nadar todo inocente,

    Medo ou receio do porvir não sente,

    Pois vive incauto do fatal destino.

    Se na ponta de um fio longo e fino

    A isca avista, ferra-a insconsciente,

    Ficando o pobre peixe de repente,

    Preso ao anzol do pescador ladino.

    O camponês, também, do nosso Estado,

    Ante a campanha eleitoral, coitado!

    Daquele peixe tem a mesma sorte.

    Antes do pleito, festa, riso e gosto,

    Depois do pleito, imposto e mais imposto.

    Pobre matuto do sertão do Norte!

    Nossa
    homenagem
    a você, EDMAR,
    por tão
    feliz ideia, a de
    trazer aqui o
    nosso PATATIVA.

    Marco Sênior

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