Os 100 anos de Patativa do Assaré
Por Edmar Mello
No dia 5 de março deste ano ( Antonio Gonlçalves Silva), conhecido por Patativa do Assaré, completaria 100 anos. Esse grande poeta e ilustre cearense, morreu no dia 8 de julho de 2002. Tive o privilégio de conhecê-lo pessoalmente e até de prosar em duas oportunidades.
Comentário
Atenção, pessoal do nordeste: vamos montar um amplo dossiê sobre o grande Patativa.
Nos anos 90 apareceu um cearense, dizendo-se produtor de música. Quase aceitei o convite dele para levar meu regional para Fortaleza, com a única condição de conhecer Patativa. Depois soube que ele morava bem longe de Fortaleza e acabei desistindo.
Autor: luisnassif - Categoria(s): Poesia Tags: centenário, Patativa do Assaré
NASSIF,
Caro
EDMAR,
Meu amigo,
pra você hoje
NOTA MÁXIMA ELEVADA
À POTÊNCIA INFINITA!
PATATIVA, há muito o tenho
como um GÊNIO de nossa
LITERATURA.
Há versos dele (uma vez corrigidas
certa palavras) que se confundem
com os de nossos grandes POETAS,
pela cadência, pela métrica.
PATATIVA é um caso a ser
visto mais profundamente.
E pensar que ele só frequentou
ESCOLA por alguns poucos meses.
Sugiro a você divulgar aqui
a BIOGRAFIA.
Tomo a liberdade de
coloborar com esses
versos de PATATIVA.
Antes, porém, vejamos
este clipe com
A TRISTE PARTIDA,
letra de PATATIVA
e melodia de
LUIZ GONZAGA.
http://www.youtube.com/watch?v=0s4BbHxpUKY
Há dor que mata a pessoa
Sem dó nem piedade.
Porém não há dor que doa
Como a dor de uma saudade.
Meus versos são como semente
Que nasce arriba do chão;
Não tenho estudo nem arte,
A minha rima faz parte
Das obras da criação
Eu sou de uma terra que o povo padece
Mas não esmorece e procura vencer.
Da terra querida, que a linda cabocla
De riso na boca zomba no sofrer
Não nego meu sangue, não nego meu nome
Olho para a fome, pergunto o que há?
Eu sou brasileiro, filho do Nordeste,
Sou cabra da Peste, sou do Ceará.
O PEIXE
Tendo por berço o lago cristalino,
Folga o peixe, a nadar todo inocente,
Medo ou receio do porvir não sente,
Pois vive incauto do fatal destino.
Se na ponta de um fio longo e fino
A isca avista, ferra-a insconsciente,
Ficando o pobre peixe de repente,
Preso ao anzol do pescador ladino.
O camponês, também, do nosso Estado,
Ante a campanha eleitoral, coitado!
Daquele peixe tem a mesma sorte.
Antes do pleito, festa, riso e gosto,
Depois do pleito, imposto e mais imposto.
Pobre matuto do sertão do Norte!
Nossa
homenagem
a você, EDMAR,
por tão
feliz ideia, a de
trazer aqui o
nosso PATATIVA.
Marco Sênior