Negócios da Educação
Por Carlos Henrique
Estes dias acordei e vi na minha porta um exemplar da Revista Nova Escola da Editora Abril. Achei estranho. Não sou assinante dessa revista e de nenhuma desta editora, que não gosto, muito em função da Revista Veja.
Peguei a revista e liguei para lá para saber porque haviam me mandado e fiquei sabendo que agora eu era assinante. A Secretaria da Educação, disseram eles, havia assinado para todos os professores. Como assim? Onde posso conferir isso. Disseram para eu procurar no Diário Oficial. Fui para a internet e fiz isso, entrei no site da Imprensa Oficial, procurei e achei o que está ai abaixo:
Contrato: 15/1165/08/04 – Empresa: Fundação Victor Civita
- Objeto: Aquisição pela FDE, de 220.000 (duzentos e vinte mil)
assinaturas da Revista NOVA ESCOLA, com 10 (dez) edições
anuais, para Unidades Escolares da Rede Estadual de Ensino. -
Prazo: 300 dias – Valor: R$ 3.740.000,00 – Data de Assinatura:
01/10/2008.
A Secretaria pegou R$ 3,7 milhões e deu para a Editora Abril e mandou que ela me mandasse a revista, eu e mais 219.999 professores. À primeira vista parece um ato de bondade do Governador Serra para com a Educação. Mas será mesmo que ele está interessado nisso? Não confio muito não, acho mais é que ele fez um agrado à editora-chefe do (…).
Talvez nem seja ilegal pegar dinheiro da educação e fazer isso, mas que é imoral e engorda o caixa daquela editora, ah, isso eu não tenho qualquer dúvida. Mesmo porque há outras revistas que poderiam concorrer a esse privilégio de ter 220 mil assinaturas de uma tacada só. Por exemplo, para melhorar minhas aulas eu preferiria a Carta na Escola e por conta disso o governo, com essa dinheirama toda poderia ter feito uma concorrência ou perguntado aos professores qual revista eles gostariam de receber. Há algumas específicas para História, por exemplo. Mas não, eles escolheram essa e assinaram sem concorrência pública (licitação) e pior, sem me perguntar se eu queria. Afinal, se chegou na minha casa, eu recebi como cidadão e não como professor. Sou professor na escola, não na minha casa. Lá eu leio o que me interessa, o que eu acho que vale a pena e não acho isso das revistas daquela editora. Aliás, quem deu direito de darem meu endereço à editora? Isso pode?
Eles poderiam também assinar as principais publicações que podem interessar aos educadores e mandar para as escolas, não para a casa dos professores. Com 3,7 milhões de reais as escolas poderiam ficar abarrotadas de publicações de história, astronomia, ciências e por ai afora. Mas não, eles escolheram a revista da Abril e deram a eles esse dinheiro todo.
Se isso é legal, com certeza não é moral e não faz bem para a educação. Ou alguém duvida?
Se fosse um ato em prol da educação vocês não acham que isso seria propagandeado aos quatro ventos? Foi feito na surdina. Porque será?
Agora podem esperar: os outros veículos do (…) vão ser beneficiados com isso já, já… É só aguardar e ficar atento. Só falta aparecer a Folha na soleira da minha porta, ai eu quero ver….
Comentário
No ano passado a Secretaria assinou um outro contrato com a Abril, para que a Super Interessante preparasse uma revista com a visão deles sobre os fatos que ocorreram no período. Quem tiver mais dados sobre esse contrato, poderia mandar.
Outro ponto: haveria algum especialista em tributação para analisar como é o regime fiscal de uma fundação como a Victor Civita? Obviamente a venda teve fins lucrativos. Será tributada?
Por Megaterio
Diante da provocação de LN, fui ao Diário Oficial procurar informações sobre outros contratos da Editora Abril e ali há muitas coisas estranhas. Que mina de noticiais é aquele jornal, pena que não exista vida inteligente livre para pensar nas redações.
Há, por exemplo, um pedido do Deputado Felício solicitando à Secretária da Educação explicações sobre a compra reiterada da publicação da Abril Guia do Estudante (há dois contratos com 415.000 exemplares à bagatela de R$ 2,5 milhões cada um). Claro que a Secretária não explicou nada, apesar de o Deputado destacar todos os artigos e incisos que a obrigavam a fazê-lo. Entre outras coisas que ele pede é a justificativa para a contratação sem licitação. Pelo jeito essa não é a atividade da Assembléia que é bem vinda no atual governo.
Encontram-se também, facilmente, contratos para compra da Revista Recreio para as escolas, provavelmente um por escola, pois me parece que a Secretaria tem entre 5 e 6 mil escolas em sua rede de ensino. Há um contrato de 14/3/08 para a compra pela quantia de R$ 2.142.000,00 de 6 mil assinaturas anuais dessa revista, que tem 52 edições. Sendo assim, se ela foi assinada em março do ano passado, essa assinatura acabaria em fevereiro deste ano. Mas logo depois, em 23/7/08, 3 meses depois de assinado aquele contrato, há um outro contrato para mais 5.155 assinaturas. E ai mais R$ 1.840.335,00 vão para os cofres da Abril. Se essa data vale alguma coisa, então em agosto as escolas começaram a receber mais um exemplar dessa nova assinatura, que terminaria em junho próximo. Confuso não?
Ai também temos o seguinte, essa revista é destinada a crianças, talvez em idade escolar que as coloque nos primeiros anos do ensino fundamental. Será que todas as escolas da rede de ensino do estado têm esse tipo de ensino para justificar que todas recebam a revistinha? E porque, de uma assinatura para outra em período tão curto, o número de escolas muda de 6 mil para 5.155. Muitas e muitas indagações poderíamos fazer só sobre esses contratos.
Bom, ficam ai essas informações, se tiver mais algum tempinho sobrando continuo buscando as estrepolias da Abril com o Governo do Estado, até que eles resolvam colocar o Diário Oficial fora do ar.
Alguém mais se habilita? Isso é jornalismo investigativo que pode, muito bem, ser realizado por colaboradores de blog. Ou não é?
Comentário
Hipótese a ser pesquisada: existe algum contrato pelo qual a Imprensa Oficial se responsabiliza pelos gastos com a impressão da Nova Escola para a rede estadual?
Por Moacir Teles Maracci
Sou professor de Geografia da rede estadual paulista em escola de Presidente Prudente. Também recebi a revista da Abril, junto com uma “carta ao professor” emitida pela Secretaria Estadual da Educação (que por sinal, nem li). A relação da Editora Abril com as escolas paulistas parece um tanto esquisitas. Não fosse eu, um professor cioso de minha autonomia profissional, de cátedra, e enfim, de cultura, estaria dependente da “dieta cultural” dessa editora, como ainda milhões de brasileiros estão dependentes da “dieta cultural” da Rede Globo, pois tem no máximo, um aparelho de TV em cidades distantes do interior. No ano passado fui professor de D.A.C. (Disciplina de Apoio Curricular) e o material didático para essa disciplina, destinada a preparar alunos da rede pública para vestibulares e concursos foi enviada pela Editora Abril, para professores e alunos (3ªs séries do EM). Foram três edições do “Manual de Atualidades”.
Nada contra o material em si, mas contra a exclusividade. Por que não outros, de outros autores e/ou editoras? O ambiente proporcionado pelo governo Serra na Educação não é nada diferente do proporcionado pelo Regime Militar: a imposição de uma idéia e/ou única visão, a do governador e de seus ideólogos.
Por LMaria
Este assunto já havia sido ventilado quando, não o Governo de SP mas a prefeiura comprou 51900 assinaturas..
O que virou esta representação ? nada ?
–
O vereador Paulo Fiorilo (PT) protocolou no Ministério Público uma representação contra o Secretário da Educação da Prefeitura de São Paulo, Alexandre Schneider, pela aquisição de 51.900 assinaturas da revista Nova Escola, editada pela Fundação Victor Civita, do Grupo Abril S/A.
A revista, entregue aos professores da rede municipal de ensino em suas casas, com um custo de R$ 1.167.750,00, traz em sua edição 209, de janeiro e fevereiro, matéria com foto do Secretário. Seria necessário que houvesse uma licitação para efetivar um contrato deste valor, no entanto, a revista foi assinada diretamente porque, segundo a Prefeitura, não há competição para este produto. Uma vez que há outras revistas do segmento no mercado, para Fiorilo, a assinatura configura preferência por uma marca e conseqüente improbidade administrativa. Além disso, o fato da matéria sobre a Secretaria e a foto do Secretário terem sido publicadas já na primeira edição publicada após a assinatura, sugere uma tentativa de promoção pessoal.
Para apurar esses fatos, Fiorilo solicitou, então, abertura de inquérito junto ao Ministério Público.
Por Mara
A Editora Abril está ganhando muito com a gestão Serra.
Existe uma disciplina para os 3ºs anos do Ensino Médio (Disciplina de apoio curricular) cujo material de referência é a Revista Guia do Estudante e Atualidadea e Vestibular, esse ano mais uma inovação além da revista do aluno os professores receberão o seu caderno para instrução de como utilizar o material. O que além de suspeito aponta também para a gravidade de submeter os alunos da Rede Estadual/SP a leitura de mundo da Revista Veja e seus colaboradores, no último ano da Educação Básica. Já as séries iniciais (1ª a 4ª série) receberam o ano passado a Revista Recreio para todos os alunos.
As escolas recebem já há algum tempo a Revista Nova Escola. Toda a compra foi publicada em D.O. com dispensa de licitação. Nesse início de ano, os professores vivenciam a expectativa da compra do notebook: intermediação da Nossa Caixa com subsídio do Governo do Estado (juro zero).
O número de computadores é de aproximadamente 85.000. O vencedor da licitação foi a empresa Positivo e Brasoftware, o valor será de R$ 1738,00 (24 x de 72,42 desconto em Folha de Pagamento). Vejo um problema nessa transação: a configuração, muitos amigos apontam que a máquina anunciada pelo Site da Educação como de última geração trata-se de equipamento de tecnologia defasada.
Lógico que os professores não serão obrigados a fazer a compra, o estranho é o preço alcançado pelas empresas vencedoras, visto que se trata de um número considerável de clientes que numa proposta de compra coletiva, teoricamente teriam um excelente poder de negociação. Segue configuração do computador de última geração (segundo os negociadores do governo/nossacaixa): Processador de núcleo duplo arquitetura x86, tamanho de memória cache interno L2 (integrada) de 1MB e suporte à memória RAM DDR2 SDRAM 667 Mhz (PC5300)- Memória RAM de pelo menos 2GB – Tela de 14 polegadas – Disco rígido interno com capacidade de 160 GB e cache de 8 Mbytes – Leitor de cartões SD/MMC/MS – Slot para cartão PCMCIA – Drive de DVD-RW/CD-RW – Cabos, baterias (no mínimo uma), fontes e conectores – Windows Vista Home Basic – Office. Isso sem falar que desde janeiro, esporadicamente uma propaganda é veiculada em horário nobre na Globo, que mostra que os professores já receberam o tal computador portátil. Mistérios…. Abraços.
Autor: luisnassif - Categoria(s): Mídia Tags: Abril, Fundação Vitor Civita, Secretaria da Educação

Eita rapaz, o Serra não aguenta dois dias de internet. Os “negócios” do governo paulista ficam nus perante a grande rede.
A se arrependimento matasse, eu não sobreviveria até a próxima eleição para governador e presidente (espero sobreviver até lá).
O único motivo plausível para o beneficiado reclamar é a origem da publicação (governo serra x editora abril). Se o professor que foi contemplado com a assinatura ler o conteúdo, principalmente se militante da apeoesp, terá pouquíssimos motivos para críticas negativas.
A minha irmã é professora e assinante desta revista há muito tempo. Li vários números e a minha opinião sobre o conteúdo é totalmente desfavorável. A Nova Escola não passa de um panfletozinho de difusão esquerdista. Basta ver os métodos pedagógicos, as abordagens dos assuntos e os gurus em destaque nesta coisa.
Em tempo: se alguém fez o cálculo, cada exemplar custará ao erário R$ 1,70. Das revistas publicadas pelas grandes editoras será que existe alguma mais barata? Com certeza não. E o motivo é difundir (agora vou chocar os petistas e afins) a agenda esquerdista em termos morais e intelectuais do tucanato, igualzinha a do Obama (argh).
Carlos Henrique, está mais do que obvio que este contrato não é para formação de professores. O objetivo é engordar as organizações Civitas que afinal precisa muito de dinheiro com “cala a boca”. E tudo que for publicar sobre o Sr. Serra seja para falar bem, afinal ele é candidato à Presidente.
Os próximos passos do governo estadual:
- Distribuir “gratuitamente” a Folha de São Paulo, Estadão e Revista Veja;
- Televisão a cabo nas escolas, ligadas na Fox News (opção 2: Manhattan Connection, com Diard Mainogo. Opção 3: reprise da entrevista com Gilmar Dantas no Roda Morta);
- Carteirinhas de sócio da Heritage Foundation;
- Biografias de Pinochet (o pai da “ditabranda”), Truman e Carlos Lacerda.
Ah, mas aposto que as prefeituras petistas já estão fazendo a mesma coisa com a Carta Capital! E que o governo federal está mandando a revista chapa-branca de graça, e sem licitação, para a casa de todos os professores das universidades e escolas técnicas federais! Não deve ser por acaso que sempre encontro essa revista dando sopa na sala de visitas do meu amigo que é professor de escola técnica. Vou conferir com ele. Aposto que a onda do Mino Carta metendo o pau no governo no caso Battisti foi só para disfarçar…
Sugiro aos professores que não gostarem da publicação e/ou do fornecimento do seu endereço particular a editora abril que devolvam a revista para Secretaria de educação
Luís Nassif, deverá ser tributada. Outro ponto a considerar que a Editora Civita e sua revista não reunem as condições legais para alcançarem o privilégio da inexigibilidade de licitação, nos conformes do art. 13 da Lei nº 8.666/93.
O que me deixa de todo irriquieto com o PSDB é essa postura de bom mocismo. Recentemente, a FSP nos brindou com a “ditabranda” e qual foi a manifestação do Governador Serra em relação a esse ponto. Nenhum.
Licitar e tributar.
Pelo modelo Sabesp, agora é esperar que professores de outros estados também comecem a receber a tal revista comprada pelo Serra, “com os cumprimentos do governo de São Paulo”.
Eu acho que o governador Serra está contribuindo com o ensino de São Paulo ao mandar estes exemplares para a casa de cada um dos professores da rede pública estadual.
Com este belo material em mãos ficará mais fácil para os professores explicar aos alunos porque o ensino que eles recebem é de má qualidade:È só mostrar a revista como a ponta deste enorme iceberg chamado ensino público tucano.
NASSIF e LEITORES,
Considerando que não dve ter havido licitação pública, conforme exigência legal, e que esta não é a única edição especializada neste ramo o caso deve ser encaminhado ao Ministério Público por qualquer pessoa física ou jurídica que se sinta prejudicado, inclusive editoras concorrentes que foram preteridas.
Houve certamente quebra do princípio constitucional da impessoalidade e probidade adminstrativas.
Caso o governo estadual seja condenado caberá ao governador ressarcir pessoalmente ao erário, conforme já ocorreu no caso dos automóveis que Malluf doou aos jogadores da seleção brasileira em 1970.
1. Ainda que a Fundação fosse tributada, livros, revistas e jornais tem Imunidade Tributária, conf. o artigo 150 da Constituição. Neste caso, a base de cálculo, em função do produto é R$ 0,00.
Não há imposto.
2. Quanto à cessão do endereço: é evidente que a cessão, pela Secretaria da Educação do Estado, dos endereços dos professores é um comportamento anti-ético em relação às informações pessoais. Este tipo de cadastro não pode ser repassado às empresas. Compor uma “carteira
de clientes” é bastante oneroso, e com certeza, tem valor estratégico para uma empresa editorial, ainda mais sendo de professores. A cessão desse tipo de informação teria que ser autorizada pelos professores e a editora é de que deveria pagar ao Estado.
3. Esse contrato firmado: se forem 220 mil assinaturas multiplicadas por 10 edições chegarão a 2,2 milhões de exemplares. Ao preço de R$ 3,7 milhões, cada exemplar da revista está saindo por pouco mais de R$ 1,50 a unidade. Não tenho idéia do preço de banca da revista, mas está me parecendo muito barata. Não sei como computaram os custos de entrega. Se a entrega de cada exemplar, em grande contrato, custasse apenas R$ 0,30, apenas nisso a editora teria que gastar quase R$ 7 milhões. Que conta estão fazendo? Ou o transporte é pago pela Secretaria da Educação, por fora?
Ué…. Não tinha que ter tido concorrência pública para fazer esta assinatura…..
(pergunta de uma cidadã ao ver seu dinheiro utilizado de forma arbitrária)
LN,
A fundações são obrigatoriamente fiscalizadas pelo MPE.
Cabe uma representação ao MPE para que apure a lisura neste contrato com o governo estadual e uma auditoria contábil e fiscal na fundação.
Minha esposa foi professora temporaria do Ensino Estadual de São Paulo no ano passado e neste ano resolveu não dar aula. Está a procurar um emprego onde sofra menos.
O engraçado é que a revista continua chegando em casa, desperdicio de dinheiro do Estado pois ela não irá usar o conteúdo tão cedo.
Esse é o “choque de gestão”?
inté,
Daniel VM
Algumas dicas de revistas, livros, DVDs cujos editores poderiam ter sido chamados para a concorrência, visando a melhoria do perfil dos professores, caso a Secretaria de Educação do Estado de S. Paulo fosse séria e realmente visasse o desenvolvimento humano e profissional dos professores paulistas:
REVISTA BRASILEIRA DE EDUCAÇÃO
http://www.anped.org.br/rbe/rbe/rbe.htm
Revista Brasileira de Educação
http://www.abed.org.br/publique/cgi/cgilua.exe/sys/start.htm?UserActiveTemplate=1por&tpl=home
Revista Brasileira de Educação Física, Esporte, Lazer e Dança
http://www.refeld.com.br/main.php
Revista Brasileira da História da Educação
http://www.sbhe.org.br/novo/index.php?arq=arq_publicacao&titulo=Linhas+de+Publica%C3%A7%C3%A3o¶m=list=0&ext=php
Revista Educação Brasileira – pelo Conselho de Reitores das Universidades Brasileiras
http://69.59.148.5/crub/home.asp
Revista Brasileira de Educação – autores associados (da Associação Nacional de Pós-Graduação e Pesquisa em Educação)
http://www.autoresassociados.com.br/livro/430/revista-brasileira-de-educacao-n.-38
http://www.x3desenvolvimento.com.br/crub/condeli4.php?id=12
Profissão Mestre
http://www.profissaomestre.com.br/php/verMateria.php?cod=3474
Revistas Gestão Mestre, Gestão Educacional, DVDs Gerenciamento da Sala de Aula, Educação 2009, coleção Pensamento Vivo de Rubem Alves e outras publicações do gênero
http://loja.humanaeditorial.com.br/
Nassif, Pinochet ” ditabranda ” morreu, mas lá do inferno ele psicografou o editorial da folha de são paulo.
Sou leiga, mas procurando no google rapidamente vi que tem muita coisa interessante por aí, que poderia ajudar a ampliar a visão dos professores e mesmo apoiar sua atividade com experiências práticas, como se vê na lista abaixo. Um trabalho mais extensivo de profissionais, sem dúvida poderia ajudar a trazer o que há de melhor para o desenvolvimento deste profissional tão carente de aprimoramento e tão fundamental para a sociedade.
Algumas dicas de obras que poderiam ter participado de uma concorrência pública, se a Secretaria da Educação do Estado tivesse realmente preocupação com o desenvolvimento humano e profissional destes professores. Aliás a escolha poderia ter sido feita a partir de uma comissão com representantes da Secretaria, dos professores, do sindicato dos professores etc.
Livros, DVDs, coleção Pensamento vivo de Rubem Alves, Dê seu show, professor, Gestão da Sala de Aula, Gestão Educacional etc.
http://loja.humanaeditorial.com.br/
Profissão Mestre
http://www.profissaomestre.com.br/php/verMateria.php?cod=3474
Revista Brasileira de Educação – autores associados
http://www.autoresassociados.com.br/livro/430/revista-brasileira-de-educacao-n.-38
Conselho de Reitores das Universidades Brasileiras – Revista da Educação
http://www.x3desenvolvimento.com.br/crub/condeli4.php?id=12
Revista Brasileira de Aprendizagem ABerta e à Distância
http://www.abed.org.br/publique/cgi/cgilua.exe/sys/start.htm?UserActiveTemplate=1por&tpl=home
Revista Brasileira de Educação
http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_serial&pid=1413-2478&lng=pt&nrm=iso
Acho que este é o link da revista :
http://revistaescola.abril.com.br/
Nassif, do lado esquerdo e abaixo, quem são ? São os patrocinadores ?
Daniel,
sua esposa, como professor, pode opinar sobre a relevância do conteúdo desta revista para o desenvolvimento de um professor ou professora? Seria interessante saber se o periódico é importante, imprescindível ou “nice to have”.
Mas não é uma certa revistinha dessa editora que anda cobrando transparência e ética do Governo Federal?Imaginem se fosse o Estado de São Paulo governado por alguém que não do demo ou emplumados e fizessem esse tipo de contrato,não com a editora Abril,mas uma outra qualquer,como seriam mesmo as capas e matérias da veja?É essa a ética e transparência desse pessoal. Vejam o caso da Tv Diário que a globo condicionou a renovação do contrato com a verdes mares a retirada do sinal dela do Sat.Que moral eles tem para cobrar uma ética e uma transparência que não praticam?Que moral eles tem para vociferar sobre a liberdade de imprensa?O que a globo fez prejudicando milhões de telespectadores em todo o Brasil,nas barbas de um ministro das comunicações que foi um ex funcionário da casa se classifica como que? Esperneam quando Lula e Dilma vão as inaugurações de obras do PAC com a desculpa esfarrapada de que estão fazendo campanha.Ô TSE, os gastos de serra,usando o dinheiro do contribuinte,(não é assim que eles gostam de falar quando é sobre Lula?) com esses dois órgãos do PIOG é o que? Eles podem?
não seria obrigatório licitação em compra tão elevada e sem urgência? Aonde estão os deputados de São Paulo? Aonde está o ministério público? A imprensa nos sabemos onde está, no bolso do colete, ou melhor, na lista de pagamentos do governo.
Vocês são implicantes, mesmo!
É óbvio que o interesse o Governador de São Paulo é contribuir para o aprimoramento cultura do professorado paulista. Apenas isso…
E dentro deste espírito auspicioso, aguardem: cada escola paulista será brindada brevemente com um exemplar diário dos jornais Folha e Estado.
- Seria no mínimo uma questão de ética que o governo de SP abrisse a possibilidade de os professores escolherem qual revista receber. Pacote fechado com a abril é algo vergonhoso. É esse o homem que quer ser presidente.
- É necessário uma denúncia formal para que seja investigada essa compra sem licitação.
- Outra coisa: não faz muito tempo, essa revista, por ser apresentada como um apoio da Abril à educação, custava R$1,00. Não teria sido devido para aproveitar um contrato desses que ela hoje já custa R$2,50?
- Será que a abril não paga imposto, alegando que é a preço de custo para ajudar a educação?
- Diante disso fica mais escandaloso ainda a companha contra alguns colégios, feita na VEJA, por terem assinado a Carta na Escola.
GOVERNADOR SERRA, O SR. DEVE EXPLICAÇÕES!
Nassif,
Claudia Costin saiu da vice-presidência e do Conselho de Administração da Fundação Victor Civita diretamente para o cargo de Secretária de Educação do Município do Rio.
Se não ficarmos atentos, se o Sindicato dos Professores não abrir o olho, contrato semelhante ao de SP pode ser feito aqui. Ou alguém duvida?
Abraço,
AM
Ops, pensei em R$ 3,00 de entrega… e não em R$ 0,30, como escrevi. Inclui-se na entrega o frete, mas também a etiquetagem, embalagem, etc. Serviços de mala direta. como um todo.
Acho que o ponto inicial a ser abordado não é o da tributação ou não da empresa, mas o da licitação. A Constituição Federal prescreve, em seu art. 37, inciso XXI que as obras, serviços, compras e alienações públicas deverão ser contratados por processo licitatório. O princípio básico das licitações é a isonomia, ou a igualdade de licitantes. Mas, evidentemente, todo ato administrativo tem de obedecer também aos princípios da legalidade, da moralidade, da impessoalidade, da publicidade e da eficiência. As exceções previstas na lei 8.666/93, que são os casos de dispensa e inexigibilidade de licitação por motivos sociais, urgentes ou de inviabilidade de competição ( elencados pormenorizadamente) não permitem sua utilização neste caso, sem qualquer sombra de dúvida. Trata-se, assim, de contratação ilegal, que deve, sem demora, ser informada ao Ministério Público para que proponha uma Ação Popular por improbidade administrativa. Seria salutar que Veja ou o Senador Jarbas Vasconcelos elucidassem suas opiniões sobre o que pensam desta relação imprensa-Administração Pública, que em breve deveria ser discutida aqui também. Afinal, ao que parece as opções ideológicas das publicações é sempre favorável a seus parceiros comerciais. Ou vice-versa.
Não sou jurista, mas acho que a Secretaria não pode fornecer o endereço domiciliar de seus servidores para uma fundação, braço de uma empresa privada de comunicação.
Alguém aqui já falou que cabe ao MP avaliar a lisura do contrato. Eu acho que cabe ao servidor-professor entrar com uma ação nas pequenas causas alegando danos morais. Sua privacidade foi violada. Ele em domicílio não é servidor e sim cidadão. O fornecimento de seu endereço a um mailing pode lhe trazer vários transtornos, inclusive físicos, pois com a violência que existe no país, não é salutar que o seu endereço domiciliar seja exposto para pessoas e empresas que não são parte de sua ação pessoal. Maria.
Quanto ao leitor que sugeriu para os professores que não gostaram da revista que a devolvessem, faço uma sugestão em sentido inverso. Aos cidadãos que não gostaram de ver gastos três milhões de reais de seu patrimônio sem consulta e divulgação, que peçam_ aliás, povo não pede, ordena_ que esse dinheiro seja devolvido. Afinal, não me consta que o Governador de São Paulo tenha oferecido publicações escolhidas por ele com seu próprio dinheiro.
P.S. Errata. No final do post anterior, leia-se : ” Ao que parece, as opções ideológicas das publicações são sempre favoráveis à de seus parceiros comerciais públicos”. Excusez-moi.
Caros senhores que estão comentando que a citada revista contribui para o ensino em São Paulo.
A questão não é essa e nunca foi.
Não houve licitação. Deveria ter havido, é o que está na Lei.
Portanto, foi CRIME. Contra o Patrimônio Público.
Alguém tinha que substituir o Ministério da Educação, que suspendeu essas mamatas que a Abril tinha com o tucanato federal desde o primeiro ano da presidência do Lula. Um dos que lutaram muito para quebrar essa hegemonia da Abril na distribuição de material pedagógico em todo o país e que levou o troco rapidinho foi o Zé Dirceu. Os Civita jamais o perdoarão, era muito dinheiro!
Surpresos? Eu não. Desde o ano passado, os professores municipais de São Paulo estão recebendo a Nova Escola, com os cumprimentos da Secretaria Municipal de Educação e o dinheiro dos paulistanos. Fica a dica.
Leitores,
Sugiro que guardem as revistas como meio de prova para uma representação ao MPE.
A APEOESP deveria formalizar uma representação ao MPE contra este contrato.
A Fundação Civita pode até não ter fim lucrativo e as revistas poderiam até ser entregues de graça, porque o cadastro de centenas de milhares de professores (classe média; emprego estável; etc.) vale milhares de reais no mercado de venda de informações para envio de malas diretas ou para campanhas eleitorais.
O maior lucro da fundação deve estar no acesso ao banco de dados da secretaria de educação estadual.
A divulgação de dados pessoais dos professores pode ter também caráter de risco para suas famílias, pois agora terceiros já sabem o nome; endereço; profissão e provavelmente renda destaes assiantes à revelia. Quantos golpes não poderão ser cometidos usando estes dados?
E se algum bandido for a casa de um professor dizendo-se passar por pesquisador do governo estadual ou da fundação Civita ou equivalente e lesar sua família ou cometer algum crime pior? Quem será o responsável?
Eu rasgo todas os endereçamentos de correspondêmncias recebidas antes de jogá-las no lixo para que meu nome e endereço não fiquem disponíveis a quem manusear o lixo posteriormente.
Aqui em Santa Catarina, o governador Luiz Henrique (PMDB) também resolveu torrar somente este ano R$ 5,1 milhões com assinatura dos jornais A Noticia e Diário Catarinense (do oligopólio RBS) e mais 30 mil revistas ITS, do grupo RIC, sem consultar os professores. As revistas nao tem nenhum conteúdo pedagógico e os jornais não se atrevem a tecer comentários críticos sobre as falcatruas do governo.
Nao é a primeira vez que o governador usa essa estratégia para fazer conluio com os meios de comunicação. Com o mandato por um fio pelo processo que responde no TSE, o ministro da corte, Ari Pargendler, afirmou em sua votação sobre as publicações aparentemente levadas a efeito sem recursos públicos. Suplementos especiais veiculados em vários jornais de SC e na revista Metrópole:
“Há prova farta nos autos que a publicidade institucional o governo do Estado de Santa Catarina favoreceu a candidatura de Luiz Henrique da Silveira mediante promoção de seus feitos enquanto governador daquele estado…. emitir no custo da publicidade institucional o preço da propaganda dissimulada em outros espaços.”
“Apenas porque já é suficiente para a procedência do pedido o reconhecimento de que a publicidade institucional, paga, veiculou propaganda pessoal, deixo incorporar esse fundamento a motivação do voto. Com essas considerações após a conclusão eu voto com o relator.
Somente este ano, com as revistas, o Estado gastará R$ 2,5 milhões.
A RBS também foi aquinhoada com a boa ação de Luiz Henrique. O grupo gaúcho, que detém o oligopólio sobre a mídia impressa do Estado, foi contemplado com a renovação do contrato de assinatura dos tabloides Diário Catarinense (ao custo de R$ 1,2 milhão) e A Notícia (R$ 1,4 milhão).
O Sindicato dos Trabalhadores em Educação (Sinte) investiga a denúncia e vai questionar na Justiça os critérios que levaram a Secretaria Estadual de Educação a dispensar licitação e priorizar grande soma de recursos públicos em duas instituições privadas.
Confira a reportagem na íntegra no link: http://ultimasdejoinville.blogspot.com/2009/02/estado-desembolsa-r-51-milhoes-com.html
Caro Rebolla
Vc.rebolou e não disse nada e não ser expor seu ranço anti-petista e afins, que ja não choca mais ninguem, apenas não ficam sem resposta, eis a diferença.
Vc afirma não existir no mercado revista por menos de R$1,70, será? qual o critério de escolha? é só por ser um panfletozinho de esquerda que agrada ao Gov.Serra? (os Civita jamais fariam isso). Ademais a revista deveria ser com endereço da escola, não do professor.
Diante da provocação de LN, fui ao Diário Oficial procurar informações sobre outros contratos da Editora Abril e ali há muitas coisas estranhas. Que mina de noticiais é aquele jornal, pena que não exista vida inteligente livre para pensar nas redações.
Há, por exemplo, um pedido do Deputado Felício solicitando à Secretária da Educação explicações sobre a compra reiterada da publicação da Abril Guia do Estudante (há dois contratos com 415.000 exemplares à bagatela de R$ 2,5 milhões cada um). Claro que a Secretária não explicou nada, apesar de o Deputado destacar todos os artigos e incisos que a obrigavam a fazê-lo. Entre outras coisas que ele pede é a justificativa para a contratação sem licitação. Pelo jeito essa não é a atividade da Assembléia que é bem vinda no atual governo.
Encontram-se também, facilmente, contratos para compra da Revista Recreio para as escolas, provavelmente um por escola, pois me parece que a Secretaria tem entre 5 e 6 mil escolas em sua rede de ensino. Há um contrato de 14/3/08 para a compra pela quantia de R$ 2.142.000,00 de 6 mil assinaturas anuais dessa revista, que tem 52 edições. Sendo assim, se ela foi assinada em março do ano passado, essa assinatura acabaria em fevereiro deste ano. Mas logo depois, em 23/7/08, 3 meses depois de assinado aquele contrato, há um outro contrato para mais 5.155 assinaturas. E ai mais R$ 1.840.335,00 vão para os cofres da Abril. Se essa data vale alguma coisa, então em agosto as escolas começaram a receber mais um exemplar dessa nova assinatura, que terminaria em junho próximo. Confuso não?
Ai também temos o seguinte, essa revista é destinada a crianças, talvez em idade escolar que as coloque nos primeiros anos do ensino fundamental. Será que todas as escolas da rede de ensino do estado têm esse tipo de ensino para justificar que todas recebam a revistinha? E porque, de uma assinatura para outra em período tão curto, o número de escolas muda de 6 mil para 5.155. Muitas e muitas indagações poderíamos fazer só sobre esses contratos.
Bom, ficam ai essas informações, se tiver mais algum tempinho sobrando continuo buscando as estrepolias da Abril com o Governo do Estado, até que eles resolvam colocar o Diário Oficial fora do ar.
Alguém mais se habilita? Isso é jornalismo investigativo que pode, muito bem, ser realizado por colaboradores de blog. Ou não é?
Este assunto já havia sido ventilado quando, não o Governo de SP mas a prefeiura comprou 51900 assinaturas..
O que virou esta representação ? nada ?
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O vereador Paulo Fiorilo (PT) protocolou no Ministério Público uma representação contra o Secretário da Educação da Prefeitura de São Paulo, Alexandre Schneider, pela aquisição de 51.900 assinaturas da revista Nova Escola, editada pela Fundação Victor Civita, do Grupo Abril S/A.
A revista, entregue aos professores da rede municipal de ensino em suas casas, com um custo de R$ 1.167.750,00, traz em sua edição 209, de janeiro e fevereiro, matéria com foto do Secretário. Seria necessário que houvesse uma licitação para efetivar um contrato deste valor, no entanto, a revista foi assinada diretamente porque, segundo a Prefeitura, não há competição para este produto. Uma vez que há outras revistas do segmento no mercado, para Fiorilo, a assinatura configura preferência por uma marca e conseqüente improbidade administrativa. Além disso, o fato da matéria sobre a Secretaria e a foto do Secretário terem sido publicadas já na primeira edição publicada após a assinatura, sugere uma tentativa de promoção pessoal.
Para apurar esses fatos, Fiorilo solicitou, então, abertura de inquérito junto ao Ministério Público.
adendo comentário (11,34) :
esta representação foi feita em Fev de 2008
E o uso de dinheiro público para fins privados na construção (reforma) da Praça Victor Civita….
Juntando todas estas migalhas de dinheiro + assinatura da Nova Escola etc. quanto não daria…… somente nas últimas operações em favor da nossa querida Editora Abril, tão carente de recursos….
Me questiono sobre a “veracidade” do que é escrito nesta revista distribuída para os professores de são paulo. Fecharam as escolas do MST por supostamente “pregar a odiologia deles”, mas imaginem o que não fazem nesta revista.
Aconselho a todos os beneficiados ou não a uma visita a qualquer biblioteca da USP, UNESP ou UNICAMP. Pesquisar os títulos de revistas eletronicas disponíveis sobre educação.
Levarão um susto, do que se pode levar para casa com um simples pendrive. Os melhores títulos das revistas mais conceituadas do mundo e daqui também. Isso também é o Estado que paga só que está disponivel pra todos, professores, estudantes e lixeiros. E se voce é um pesquisador de fato, podera ter acesso(cadastramento) a elas via internet, sem sair de casa.
A revistinha da Abril alem de ser de papel(haja arvores)é lida apenas pelo assinante(leitura restrita) e ja deve constar nessas mesmas bibliotecas(compras duplicadas). Logo: é uma compra burra.
Parece que faltou informação a quem autorizou essa pequena compra. Temos certeza que na proxima será escolhida outra maneira de pagar propina.
Já há alguns meses atrás, ajudando meu sobrinho em um trabalho de história, sobre as privatizações, principalmente a respeito da telefonia me deparerei com a sequinte situação:
O livro de história decorria sobre o assunto das privatizações do foral de forma que aos textos e suas perguntas tinham como referência, “excelente ” a forma e resultados das privatarias, tipo, quais os beneficios trazidos pela privatização e ai encontrava nos textos um rol de vantagens.
Não me recordo os nomes responsavéis pela edição e distribuição dessas livros da rede públiuca, lembro que era composta por pessoas ligadas a politica, familia Yunes se não me engano.
Pergunto, quem é que coordena, escreve esses textos na formação fundamental e médio ?
É certo fazer uma análise baseados em um texto não verdadeiro, já que se por um lado tivemos melhoras, por outro lado tudo aquilo que os mais informados sabem, muita corrupção, entrequismo, e o assasinato financeiro e moral dessas empresas para construir na opnião pública a acreditarque deveriam apoiar as privatizações.
Essa é a forma de formar nos jovens uma história não verdadeira, que passa como beneficas muita corrupção e mentiras.
Assim como a Veja, quantas outras públicações nos passam desapercebidas atuando em outros segmentos da sociedade a serviço de formar, tornar verdades as mentiras?
C A D Ê O M P !?
Sou professor de Geografia da rede estadual paulista em escola de Presidente Prudente. Também recebi a revista da Abril, junto com uma “carta ao professor” emitida pela Secretaria Estadual da Educação (que por sinal, nem li). A relação da Editora Abril com as escolas paulistas parece um tanto esquisitas. Não fosse eu, um professor cioso de minha autonomia profissional, de cátedra, e enfim, de cultura, estaria dependente da “dieta cultural” dessa editora, como ainda milhões de brasileiros estão dependentes da “dieta cultural” da Rede Globo, pois tem no máximo, um aparelho de TV em cidades distantes do interior. No ano passado fui professor de D.A.C. (Disciplina de Apoio Curricular) e o material didático para essa disciplina, destinada a preparar alunos da rede pública para vestibulares e concursos foi enviada pela Editora Abril, para professores e alunos (3ªs séries do EM). Foram três edições do “Manual de Atualidades”. Nada contra o material em si, mas contra a exclusividade. Por que não outros, de outros autores e/ou editoras? O ambiente proporcionado pelo governo Serra na Educação não é nada diferente do proporcionado pelo Regime Militar: a imposição de uma idéia e/ou única visão, a do governador e de seus ideólogos.
Meu Deus!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!
O dinheiro da Nossa Caixa está indo para o ralo.
Quanto mais reso, mais sombração aparece.
Que carma!
É isso aí, educando os alunos com o jeito Serra de governar! Serra e Veja tem o rabo preso, disso não há dúvida, aí eu pergunto, cadê a oposição, cadê o PT???
Tem que existir uma forma “legal” para pagar pelos serviços prestados. E o Ministério Público de São Paulo está indevidamente ligado ao esquema político que governa o Estado. Será que neste caso o Gilmar Mendes irá se manifestar ?
Ora veja, falta muito pouco para que Reinaldo Azevedo seja novamente editor de uma revista, se na cara dura eles “assinam” a “Nova Escola” para os professores paulistas não custa nada exumar a falecida Primeira Leitura para completar o uso doutrinario da maquina governamental paulista, se fosse um governo petista o termo usado seria “aparelhamento da educação pública paulista” e estaria na capa da Veja acompanhada de um editorial irado na FSP e no Estadão, mas como é com o tucano amigo Serra póóóóde…
Olá, Nassif… Estou vivo… – rs – Caraca!!! O Serra pegou pesado nessa, não? Esculhamba a si mesmo agindo assim, é imoral demais!!!
Uma idéia simples: porque não fazer um plebiscito junto aos professores, e a revista mais votada, dentre as do mesmo gênero, ser a escolhida ????
E quantos exemplares realmente estão sendo entregues? Se existe um contrato, existe auditoria ?
Pela lei, somente com licitação, exceção se não houvesse concorrente, que não é o caso.
Será que existem outros contratos com a Abril ou suas outras marcas?
Nassif
Parabéns pelo blog.
Abraço
Mara
A Editora Abril está ganhando muito com a gestão Serra. Existe uma disciplina para os 3ºs anos do Ensino Médio (Disciplina de apoio curricular) cujo material de referência é a Revista Guia do Estudante e Atualidadea e Vestibular, esse ano mais uma inovação além da revista do aluno os professores receberão o seu caderno para instrução de como utilizar o material. O que além de suspeito aponta também para a gravidade de submeter os alunos da Rede Estadual/SP a leitura de mundo da Revista Veja e seus colaboradores, no último ano da Educação Básica. Já as séries iniciais (1ª a 4ª série) receberam o ano passado a Revista Recreio para todos os alunos. As escolas recebem já há algum tempo a Revista Nova Escola. Toda a compra foi publicada em D.O. com dispensa de licitação. Nesse início de ano, os professores vivenciam a expectativa da compra do notebook: intermediação da Nossa Caixa com subsídio do Governo do Estado (juro zero). O número de computadores é de aproximadamente 85.000. O vencedor da licitação foi a empresa Positivo e Brasoftware, o valor será de R$ 1738,00 (24 x de 72,42 desconto em Folha de Pagamento). Vejo um problema nessa transação: a configuração, muitos amigos apontam que a máquina anunciada pelo Site da Educação como de última geração trata-se de equipamento de tecnologia defasada. Lógico que os professores não serão obrigados a fazer a compra, o estranho é o preço alcançado pelas empresas vencedoras, visto que se trata de um número considerável de clientes que numa proposta de compra coletiva, teoricamente teriam um excelente poder de negociação. Segue configuração do computador de última geração (segundo os negociadores do governo/nossacaixa): Processador de núcleo duplo arquitetura x86, tamanho de memória cache interno L2 (integrada) de 1MB e suporte à memória RAM DDR2 SDRAM 667 Mhz (PC5300)- Memória RAM de pelo menos 2GB – Tela de 14 polegadas – Disco rígido interno com capacidade de 160 GB e cache de 8 Mbytes – Leitor de cartões SD/MMC/MS – Slot para cartão PCMCIA – Drive de DVD-RW/CD-RW – Cabos, baterias (no mínimo uma), fontes e conectores – Windows Vista Home Basic – Office. Isso sem falar que desde janeiro, esporadicamente uma propaganda é veiculada em horário nobre na Globo, que mostra que os professores já receberam o tal computador portátil. Mistérios…. Abraços. (Nassif – Vc deve ter conhecimento da lei da mordaça que vigora no Estado de São Paulo. Peço que, por favor não divulgue meu e-mail/identidade – Espero contribuir para o debate.- grata Mara )
http://www.rededosaber.sp.gov.br/contents/SIGS-CURSO/sigscFront/default.aspx?SITE_ID=25&SECAO_ID=736
(informações sobre a utilização da revista Atualidades)
Demais informações a partir do seguinte endereço; http://www.educacao.sp.gov.br/
O link para informações sobre a compra dos computadores: Professor em Rede ( vc encontra tb na página inicial da Secretaria – notícias sobre o programa)
Se fosse com o governo federal os tucanos pediriam de novo o impeachment do Lula, duas CPI da Educação e Casa Civil, até a cassação da cidadania brasileira da Dilma, para ela não poser ser candidata a nada.
É caso para CPI em São Paulo, mas eles, grandes democratas, não deixam brotar nenhuma CPI no estado que deveria ser o mais livre, culto e honesto do Brasil, Mas que produziu grandes ratunos como Ademar, Jânio, Maluf, Quércia e outros que não podemos citar os nomes.
Ou é caso de ação popular obrigando que o Presidente Serra devolva o dinheiro ao Estado de São Paulo por ter contratado a 200.000 mil assinaturas anuais sem licitação, no momento em que existem melhores opções.
Isso se o ministério público se ajoelhar para o Governador Serra, mostrando os fundilhos para o povo.
Vamos voltar com o corinho que cantávamos para o Maluf?
Não coloco aqui, mas era um refrãozinho repetindo trêz vezes a palavra que definia o Dr. Paulo.
O pior é que a editora Abril faz, publicamente, campanha política a favor do Prefeito José Serra.
E NÃO SAIU NADA NA IMPRENSA MERCANTILISTA!!!!
Só aqui no blog do grande Nassif.
minha mulher recebe essa nova escola, olhei e achei bem ruim. ela não estava entendendo porque estava recebendo isso….
A escolha da revista teve, obviamente, fundo ideológico: o governo escolheu o que tem mais a ver com sua perspectiva, com toda a certeza. Obviamente, é impossível encontrar qualquer publicação, didática ou não, que não tenha um viés ideológico…e, inclusive, impossível encontrar professores isentos. Quando era estudante, presenciei um professor utlilizando uma aula inteira para fazer uma pregração do porque de se votar em candidatos de esquerda na eleição daquele ano – isso para alunos que nem tinham idade para votar, ainda.
Uma discussão como essa tende a ficar o tempo todo focado nas diferenças ideológicas…mas, na verdade, o mais importante em levantar assuntos assim é chamar a atenção para a necessidade de impessoalidade na condução dos assuntos públicos. Qto mais se encher o saco dos governantes, a respeito de decisões tomadas com base em preferências partidárias, melhor vai ser para nós no futuro.
É essencial que todos saibam o motivo da escolha do governo do estado, sem licitação, assim como é importante saber os critérios, por exemplo, para as agências de publicidade que fizeram campanha para o presidente terem ganho licitações para as maiores contas do governo.
Quanto menos espaçø existir para atuação personalista, melhor…sempre.
Luiz Augusto, existem sim outros contratos, pelo menos junto à Prefeitura de São Paulo: assinaturas da Recreio e… da Veja! Socooooorro!
Esse pessoal ainda não percebeu que com a Internet não dá mais pra esconder esse tipo de coisa.
Outra coisa: a aliança de Serra com o que há de pior na direita brasileira é cada vez mais escancarada. Se aliar com o pessoal da Abril é o beijo da morte. Alguns, como o Nassif, acham que o Serra mudou muito. Eu tenho minhas dúvidas. Talvez o Serra de agora seja o verdadeiro.
Nassif, já fiz um post no PHA. A Secretaria de Educação da Prefeuitura tem um contrato semelhante desde a época em que Claudia Costin (hoje secretária de educação no Rio) trabalhava na Abril. Vai atra´s.
Gente, é por demais escabroso esses relatos. Uma ação no Ministério Público e no TCU já deveria ser suficiente. Se é justificável comprar assinaturas de revistas para escolas, não o é enviá-las diretamente para casa dos professores, porque caracterizaria uso particular do dinheiro público em benefício do professor e da editora e também porque prejudicaria a ordem econômica, já que uma revista pode ser lida por vários professores na escola.
O mais grave ainda é não haver licitação para contratos de 3 milhões de reais.
Pelo amor de Deus! Sobram elementos para questionar esses contratos por mais bem redigidos que estejam. Imagina se o Lula comprasse uma assinatura de Carta Capital na Escola para cada escola federal, como não faltariam DEMs para questionar no STF e na Veja, e o quanto o Gilmar Mendes iria se pronunciar em defesa da violação do Estado de Direito por Carta Capital e sua suposta ideologização (financiamento público de revoluções e invasões de cérebro).
acho que voce deveria retirar o comentário do AbduzidopeloPIG. Ele acusa e não apresenta provas.
Não seria mais transparente se o governo tivesse liberado uma verba de x reais por mês para cada professor assinar a revista que achasse mais interessante para sua aula ?
Não fizeram isso pq. o objetivo não era dar melhores condições de trabalho para os professores…
Crise? Que Crise?
Pra quem mama (RBS ou Civita) nas tetas do Governo (seja ele qual for) nunca haverá crise.
É por isso que aqui em Fpolis se ouviam o estourar de garrafas de champanhe lá pelos lados da Beira-mar…
Acabe-se com a imoralidade ou locupletemo-nos todos, dizia o velho Stanilaw.
Eles já o estão fazendo. Faz tempo…
Argh, que asco!
Há de se comentar também este subsídio ao notebook que os professores podem obter através de um parcelamento sem juros. Além da marca ser de qualidade questionável, há também a constatação de que em algumas loja se pode obter um com uma configuração muito melhor quase pelo mesmo preço.
Fora que pelo contrato há uma diferença de 170 reais no preço cobrado do professor e do preço do edital.
Para onde vai tal grana?
Às vezes eu fico pensando porque a veja apoia tanto o serra e não consigo descobrir o motivo.
Mas ainda vou descobrir.
Se o Lula fizesse algumas destas assinatura e adotasse o material didático da abril, talvez deixasse de ser um presidente tão ruim para o país.
Ao meu ver isso mereceria uma investigação mais profunda, eu por exemplo recebo três ao mês ,uma em nome da prefeitura e outra em nome do estado ,mas sempre chega uma terceira ,e isso não é de hoje.
obs: tenho todas bem guardadas.
Meu Deus! Está explicado porque a Veja ama o Serra/Kassab. Estes são os provedores da Abril. Aonde anda o Ministério Público de São Paulo?? Isto é improbidade admnistrativa, além de outras coisas mais.
SOBRE A DÚVIDA TRIBUTÁRIA
A imunidade tributária prevista no art. 150, VI, d, da Constituição Federal é objetiva. Isso que dizer que não é possível tributar os livros, os jornais e quaisquer periódicos. Nesse sentido, somente tributos ligados a essas “mercadorias” -portanto, imunidade objetiva – são afastados (tal o caso do ICMS). Já a pessoa jurídica responsável pela publicação destes não está imune a outros tipos de tributos, tais como sobre rendas, proventos e serviços.
Só complementando: a hipótese de afastar a imunidade no caso de uma entidade “auferir lucros” somente é aplicável no caso da imunidade do tipo subjetiva.
E lembram-se do comentário da Veja quando o Colégio Visconde de Porto Seguro, aqui em São Paulo, adotou a revista Carta na Escola?
Como professor de Pedagogia repudio a insanidade de se quer considerar a publicação de interesse de qualquer professor. Há vários periódicos na área de educação (com certificação da CAPES) disponíveis na internet.
[...] http://colunistas.ig.com.br/luisnassif/2009/02/28/negocios-da-educacao/#comment-604457 [...]
sao ilicitacoes serristas…
Primeira acao: contra a ilicitacao.
Segunda acao:contra uso ilicito do nome do professor para a compra de um produto – no caso, o lixo citado…
Terceira acao: exigir da secretaria maior participacao dos professores na feitura do material pedagogico. Quqlquer escola, se fizer algumas reunioes, tera melhor material didatico do que essas falsas publicacoes educacionais, que acabam vendendo o que ha de pior do neonliberalismo e ainda por cima publicidade da veja e das outras publicacoes da abril, que faz venda casada, portanto, e ainda leva a grana do estado..
Alias, por falar nisto, ha nessas ilicitacoes uma clara incestuosidade do privado e do publico…
Os sindicatos e os professores deveriam manifestar-se e movimentar-se para mudar isso… Sao esses mesmos neonliberais incestuosos que usam o dinheiro publico para sugarem recursos do estado e ainda se sentem no direito de demonizarem a escola e os movimentos, classificando-os geralmente de incompetentes (ah, sim, a escola privada para eles eh sempre a melhor!)…
Eh o suprassumo da cara de pau desses neonliberais…Mamam nas tetas estatais e defendem o estado-minimo! Por tabela, nos chamam de burros, politicamente infantis…e por ahi vao…
Ahi entrou o assunto do computador: se o governo quisesse economizar dinheiro publico e beneficiar realmente os professores, poderia com esse dinheiro subsidiar os pcs, nao eh mesmo?
Ou colocar pcs nas escolas para mais gente,,,Ou subsidiar o acesso a internet…
Isto eh: a luta politica deve ser pelo melhor uso do dinheiro publico, com a participacao dos interessados, e nao de uma cupula muito suspeita, que jamais dialoga com os porfoessores.
Uso do dinheiro público para fazer política.
o mercado editorial brasileiro, o que inclui a mídia impressa, está bebendo na bica da corrupção. Esse dinheiro é público.
Lei e Ordem neles!
Quando e como foi mesmo que ocorreu aquele episódio em que a Veja colocou uma escola paulistana em apuros ao criticar o conteúdo de suas apostilas?
Lembro que a Abril disputava esse mercado, e que o governo paulista estava inclinado a ‘apostilar’ a rede de ensino.
Nassif: esse blog é mesmo fantástico. Esse cheiro ruim que foi descoberto aqui é suficiente para ações bastante decididas contra essa ilicitude e explicita a relação carnal que existe entre a abril e os políticos de SP (DEM – PSDB).
parabéns!
Lembra aquela nota na seção Radar da Veja que metia o pau em um colégio PARTICULAR porque o colégio fez assinatura da CartaEscola? Que caras-de-pau!!!
Na semana passada a revista Veja, na seção ‘Sobe e Desce’, publicou a seguinte nota sobre o Colégio Visconde de Porto Seguro, de São Paulo:
http://74.125.47.132/search?q=cache:55kbKfSMDZcJ:www.forumoff.com/offblog/index.php/2008/11/mais-uma-da-veja/+veja+escola+adota+carta+na+escola&hl=pt-BR&ct=clnk&cd=3&gl=br
Resumindo, a Veja deu um ‘Desce’ pro Colégio, por que ,a partir de 2009, os professores deixarão de usar a Veja na Sala de Aula (grupo Abril), e passarão a adotar a publicação Carta na Escola, da revista Carta Capital, como complemento de aprendizagem dos alunos.
Quer dizer … em poucas linhas, a Veja, que é a quarta maior revista do mundo, misturou educação com política e rebaixou a qualidade da escola, por conta de uma birrinha partidária.
Ai vai o comentário da Veja sobre a adoção da Carta na Escola pelo Porto Seguro.
http://veja.abril.com.br/121108/p_052.shtml
Realmente, são de uma cara de pau de dar medo… imaginem eles num contexto político fascista…
Caro Nassif
Duas coisas:
1)Março é data base do funcionário público estadual, vamos ver o que irá acontecer.
2) Houve mudanças na grade e acrescentaram mais uma matéria, cada aluno do 3º ano recebe uma revista ( de mais duas que ainda virão) chamada Guia do Estudante Atualidades e Vestibular, consta nela um preço por unidade de R$18,95, que eu não sei se é o preço pago realmente. Mas ganha um pirulito se alguém adivinhar qual a editora responsável.
Saudações
Uma mão lava a outra… É assim que certas pessoas são recompensadas pela suas atividades de aluguel. Cana neles!!!!
Teria esta negociação de assinatura algo com a entrevista do Jarbas?
será que o Serra esta mesmo querendo ujm vice do PMDB do Nordeste? O que será que o DEM pensa disto?
Teorias a parte, vamos aos fatos.
Não acham que pensando em gestão adminstrativa em tempos de crise mundial, se deveria fazer uma pesquisa e ver quais publicações atenderiam as necessidades dos professores e alunos, não achma que um elenco de pelo menos meia dúzia de publicações, com assinatura unitária para cada biblioteca de escola pública e bibliotecas públicas não seria uma atitude realmente voltada para melhoria de qualidade do ensino.
Sou a favor de se criar um grupo investigativo sobre a atuação da midia “sobre” governos de um modo geral, afinal, alem do setor publicações, temos as propagandas, temos a concessões de rádio e TV.
E cá entrre nós se os políticos precisam ser monitorados, a midia perdeu e faz tempo a capacidade de fazê-lo de maneira isenta, acho que depois dos politicos os piores corruptos/corrompidos são a mídia (leia-se, seus proprietários e alguns alcaides tolos e reacionários), pois além de levarem “para seu bolso” ajudam a “levar para o bolso de outros “empresários mafiosos”.
Os PSDBistas honestos e idealistas me desculpem, mas uma coisa é fato, independente do PT ter uma parte que foi corrompida, pelo menos este aumento de denuncias que há apesar da acão da mídia em dirigi-las todas ao PT é uma conquista do governo Lula, infelizmente etamos na fase das dnuncias, enquanto houverem tantos “Gilmar Dantas”, ops… vamos demorar pra chegar nas condenações.
Aliás espero fervorosamente que o MST, com seu poder de mobilização faça algo em “homenagem so “gilmar Dantas”, como cercar o seu escritório na companhia de uns advogados e pedir o parecer dele em alguns HO necessários para o sem terra, sem teto, afinal se ele ajuda os sem vergonha, sem moral, sem pudor , porque não contemplar também os necessitados do MST, hum, gente tem MST no MT, não tem? Acho que eles podem dar um empurrãozinho na campanha do Gilmar….
Não custa sonhar!!! (desculpem as ironias) e os erros pois não dá tempo de corrigir.
Pois é, seis mil escolas em SP. Fico pensando a nível de Brasil o que representaria esse pequeno negócio. Não é à toa que o PIG não cansa de falar nas qualidades desse homem. Ave Serra !!!
Eu não li todos os comentários, então espero não estar repetindo alguém: a Prefeitura de São Paulo já faz essa assinatura de Nova Escola há tempos. A vice-presidente da fundação Victor Civita era a tucanésima Cláudia Costin ( cuja capivara de serviços prestados a governos tucano, como o de FHC é longa ) que se tornou a secretária de educação de Eduardo Paes. A dona Cláudia acha ruim os professores distinguirem Piaget de Vigotski ( sei lá quem são ) e é da opinião que os professores são muito ideologizados ( à esquerda, claro ); pelo que consta ela também não é muito fã do método Paulo Freire.
Lembro que em meados do ano passado postei aqui um recorte do Diário Oficial com a compra de Veja para as escolas municipais.
No caso da Recreio, a coisa é mais séria: é comprada para a primeira série, mas a revista é dirigida para pré-adolescentes (nem vou entrar no mérito das referências à TV a cabo e outras coisas que não são propriamente o universo de consumo do aluno da escola pública)
O que comentar?
Só falta explicitar China no título.
É por causa deste dinheiro que esta empresa não quebra.
Vai demorar pra imprensa ficar independente.
Nassif, isso não é nada, dá uma olhada quanto o BNDES repassou, por meio de operação indireta, à Editora Abril: 27.344.000,00 (27 milhões de reais). FOnte: http://www.bndes.gov.br/clientes/download/projetosAI_indiretas.pdf
pg. 3
O que vocês falam é importante, mas deve-se pautar pela imparcialidade. Ao mesmo tempo que o governo de SP faz isso, o do RJ também faz: cada professor do Rio, a partir de janeiro/2009, recebe um exemplo da Nova Escola. A única diferença é que o exemplar chega na escola, mas é nominal a cada professor. Sérgio Cabral é aliado de Lula. Se o Serra é criticado por isso, por que o Cabral não é? Também sou professor, e reconheço que vocês tocam problemas sérios. Mas não devem se pautar pela ideologia; cumpre ter o senso das proporções para verificar que muitos dos defeitos por vocês criticados existem também, nos governistas.
Tá…estamos todos vendo que a ed.Abril tem motivos de sobra para promover, proteger e servir a José Serra, por causa de seus matériais “educativos”, mas e o resto da grande mídia, que tem a mesma atitude sobre Serra, e não tem públicações escolares ou educativas, onde estaria o possível retorno financeiro para eles?
Recebo a Nova Escola em “dose dupla”, pela rede Estadual de São Paulo e pela Prefeitura de São Paulo, sou professor nas duas redes. Os governos deveriam ao menos verificar quem atua nas duas redes e disperdiçar menos dinheiro público, ou será que o objetivo é o de apenas aumentar o faturamento da editora Abril?
È dinheiro público jogado fora, já que essa revista é de pouca serventia!
A tal revista, pedida contra a minha vontade, num esforço do governo de nos dispor mais informações. Eu entro em sites, compro livros, me reciclo constantemente. Mas com esse dinheiro, daria para construir pelo menos três escolas completas, mais ainda, compôr todo o seu quadro de funcionários, e sobraria dinheiro para a RECICLAGEM e CAPACITAÇÕES de docentes.
Nassif, essa notícia deveria ser investigada a fundo. E não deixada desse jeito, assim, ao léu.
Procurei o Diário Oficial, http://www.imprensaoficial.com.br/PortalIO/DO/BuscaDO2001Documento_11_4.aspx?link=/2008/executivo%20secao%20i/outubro/25/pag_0019.pdf&pagina=19&data=25/10/2008&caderno=Executivo%20I, está lá, página 19. Na Fundação para o Desenvolvimento da Educação – FDE, Extratos de Contratos. É o décimo-terceiro contrato: Contrato: 15/1165/08/04 – Empresa: Fundação Victor Civita
- Objeto: Aquisição pela FDE, de 220.000 (duzentos e vinte mil)
assinaturas da Revista NOVA ESCOLA, com 10 (dez) edições
anuais, para Unidades Escolares da Rede Estadual de Ensino. -
Prazo: 300 dias – Valor: R$ 3.740.000,00 – Data de Assinatura:
01/10/2008.
Beleza. Procurei essa licitação no site da FDE (http://www.fde.sp.gov.br/PagesPublic/InternaLicitacoes.aspx?contextmenu=liciproje), não encontrei.
Se foi dispensada a licitação, onde consta essa informação?
Por favor, gostaria de ler o edital da mesma.
Um abraço
Sou professora da Rede Estadual, não fui consultada sobre minhas preferências de leitura do mundo profissional e também fiquei surpresa ao receber a Revista Escola. Vejo essa revista na Sala dos Professores, mas na verdade nenhum artigo me atrai, aliás já assino outra revista muito melhor. Licitação? Pra que? Não me espanto com mais nada.
carta capital poderia fazer uma reportagem sobre isso.
A revista em questão até tem, por vezes, algum material interessante, mas é mais voltada às séries iniciais do ensino fundamental. Não me parece útil que professores que atuam nas séries mais adiantadas, em disciplinas específicas, recebam tal revista.
[...] no Blog do Luiz Nassif Online: “Negócio da Educação”, um post abordando as negociatas entre a Editora Abril e a gestão Serra, no Estado de São [...]
Todas elas apontam para a promíscua relação entre Estado e Mídia. O desgoverno Serra vem apontando com decisão a sua antecipada estratégia de palanque político. Não só dá uma gorjeta pelo cabresto da desinformante mídia, que saudosamente em ato de agradecimento faz propaganda para o degoverno deste sujeito e um tremendo abafa sobre ilícitos movimentos parlamentares.
.
Esta é só a ponta do chifre do capeta. Vale ressaltar a não menas suspeitosa compra no ano passado do compadrismo, como se isso fosse necessário, da sociedade da Fundação Roberto Marinho, na embalagem de patéticas teleaulas, que de maneira não menos espantosas virou legislação e possibilidade de ocupação do tempo escolar com pirotecnias fajutas e de mau gosto.
Meu Deus, se o serra apronta descaradamente tanta falcratua, o que será de nós se ele chegar a ser presidente. Abaixo esses tucanaidas, que só pensam em poder, para tirar proveito próprio. Meu voto os tucanos jamais tiveram e terão. É preciso conscientizar a população que não conseguem distinguir o joio do trigo.
A Apeoesp ou outra associação deveria juntar todos os professores e entrar numa ação conjunta contra entregar os endereços dos professores para uma empresa!!!
A dispensa de licitação é totalmente irregular… não há como encaixar em nenhum caso
O governo do Estado impondo assinaturas de revistas, jornais e apostilas aos professores da rede pública e por outro lado nada de cumprir a data base, nada de realizar uma política educacional que se preocupe com a qualidade da educação e com o educador. Pelo contrário, o governo Serra enviou para a Assembléia Legislativa o PL 19 e o PL 20 que sé vai piorar a educação no Estado que mais arrecada.