Arquivo de fevereiro 26th, 2009
26/02/2009 - 19:56
Por Renata Nassif
Oi, todos!
Apesar da perna quebrada, do pé quebrado, do tornozelo estropiado, o LN me coloca para trabalhar! Não basta tirar sarro de mim, ainda me explora!
Para vocês, um poema da Izabel Lisboa, da Comunidade Verso & Prosa
FLUIDEZ
Às vezes parece que me liquidifico,
ali derramada como poça d’agua.
Suplico alguém para me sorver,
para reconstituir minha solidez perdida,
aquilo que eu pensava dar sentido à vida.
Ledo engano
Derramar-me é o essencial
Solidez é trivial
Autor: luisnassif - Categoria(s): Sem categoria
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26/02/2009 - 16:18
Tenho dito aqui que a grande mídia terá enorme dificuldade para tratar com o jornalismo interativo pois significará abrir mão do poder de manipular conclusões.
Confira que exemplo mais didático.
O Globo publicou a matéria do Rainho sobre Gilmar Mendes e Dantas. Houve muitos comentários. A partir deles, o jornal fez uma matéria com o título:
Leitores do site do GLOBO criticam invasões do MST após declarações de Gilmar Mendes
Leia a matéria. Depois leia os comentários que peguei na home do jornal. São cinco comentários, dentre os dez publicados. Não cheguei a ler os 100 ou 200 comentários, mas é gritante a diferença entre a amostragem dos comentários, na própria home do jornal, e a seleção feita nessa matéria.
O ping de O Globo
Publicada em 26/02/2009 às 13h24m
O Globo
RIO – As críticas feitas pelo ministro Gilmar Mendes às invasões realizadas por movimentos sem-terra durante o carnaval , entre elas as lideradas por José Rainha, dissidente do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), mobilizou leitores, que deixaram mais de 200 comentários no site do GLOBO. Gilmar Mendes disse que as ações extrapolam os limites da legalidade e, em referência indireta ao governo federal, ressaltou que a lei impede o poder público de financiar esses grupos.
A leitora Paula Soares Vieira criticou os sem-terra e classificou o movimento como uma organização de esquerda criada alimentada para dar suporte ao governo:
” Só no ano passado (o MST) embolsou mais de R$ 50 milhões do nosso dinheiro.Toda aquela gente é transportada e alimentada com esse dinheiro para criar desordem rural ”
“Só no ano passado (o MST) embolsou mais de R$ 50 milhões do nosso dinheiro.Toda aquela gente é transportada e alimentada com esse dinheiro para criar desordem rural e bater palmas nos comícios petistas. O governo tem muita terra para fazer reforma agrária sem que haja a necessidade de invadir o patrimônio privado, que é garantido por lei”.
Celso Costa Pinheiro fez críticas às invasões, assim como o ministro, e condenou as invasões apoiando-se em um dos fundamentos básicos do capitalismo, o do direito à propriedade privada :
“Até que enfim uma voz lúcida e sem compromissos partidários levanta-se contra do MST. Vamos ver agora se a sociedade, pressionando o Estado, faz finalmente este processar e condenar os criminosos que invadem as fazendas. Somos um país capitalista, e por isso tem que haver o respeito a propriedade privada e a segurança jurídica.
Para Cláudio Luiz da Silva Barretto, o movimento já não tem mais a legitimidade que tinha quando surgiu, há 25 anos. O leitor, alinhado com o comentário de Paula Soares Vieira, manifestou-se e opinou sobre a relação do governo com o movimento:
“O MST deixou de ser legítimo há muito tempo. Já foram noticiadas em vários veículos de mídia as atividades, contas e “filosofia” desse grupo. Curioso que uma autoridade tenha tocado nesse assunto dessa forma – é clara a tolerância e negligência do governo”
Já o leitor Marcello Castro de Lima Oliveira foi um pouco mais radical nas críticas:
“Após anos de tolerância e conivência com o terrorismo travestido de movimento social, por parte do PT, que o mantém e do PSDB, que o tolera, eis que, finalmente, se levantou uma voz para por fim a esse estado crônico de criminalidade. Chega desse terrorismo liderado por Stédile e Rainha e financiado por Lula”
Mas houve quem ponderou, como o leitor Álvaro Carvalho Galvão Gomes de Mattos:
” O senhor ministro deveria lembrar que a Constituição diz que a reforma agrária deve ser feita e que se isso já tivesse ocorrido não existiriam desculpas para qualquer tipo de invasão ”
“Se a sociedade tolera deve ser por que ela entende e tem como legítimos as ações de um grupo marginalizado e excluído de todo e qualquer processo político, por falta de acesso a terra, educação, saneamento, excluídos tecnológicos, excluídos da informação”
E Matheus Martins de Sousa concluiu fazendo coro por uma reforma agrária, razão da luta do MST:
“O senhor ministro deveria lembrar que a Constituição diz que a reforma agrária deve ser feita e que se isso já tivesse ocorrido não existiriam desculpas (nem necessidade) para qualquer tipo de invasão”.
O pong dos leitores
Jose Geraldo Ferreira Netto
26/02/2009 – 15h 44m
Este Ministro Digo: Gilmar ” Mentes a Bessa “, desculpe o trocadilho, más é de propósito. Este Ministro não gosta de ser contariado nem pelos seus párias, ele é do tipo, eu digo o que é verdade e fim de papo, será que ele esta sempre com a razão nas suas decisões de carater superior; no caso do Daniel Dantas o negócio é o outro : poder financeiro sobrepoem a dita e tão falada JUSTIÇA dos comuns versos a justiça dos hábeas corpus dos ricos, elite esta que o Sr. Gilmar Mentes a Bessa protege.
LucaNeoni
26/02/2009 – 15h 43m
Se liga Rainha !
O Gilmarzão é compadre do Dantas.
Tá entendido ?
MauroRio
26/02/2009 – 15h 43m
Cadeia para os dois – Dantas e Rainha, esta deveria ter sido a decisão do STF. Lugar de ladrão, corrupto, corruptor, conivente, invasor, bandido de qualquer espécie, com ou sem colarinho, com ou sem faixa no peito, é na cadeia.
E quem pensa que é o sr. Rainha para criticar decisões proferidas pelo STF, mesmo partidas do sr. Gilmar Mendes, que é uma vergonha para a instituição?
Pau neles. E nos outros, que permanecem impunes, às nossas custas.
Tutas
26/02/2009 – 15h 38m
Quem que este Rainha acha que é?
Tem colarinho branco? Tem?
Justiça rápida para ele.
Martelin
26/02/2009 – 15h 35m
O suspeitíssimo Gilmar Mendes, que preside o fácil STF e atende a pedidos do Demóstenes Torres pelo telefone grampeado (que coisa horrível), ao alfinetar o PT, perdeu mais uma oportunity para ficar quieto. Não é aceitável que o órgão máximo do judiciário passe a sensação de injustiça e de venalidade.
É aceitável que no STF nem todos sejam juristas excepcionais, mas é inaceitável pairar desconfiança. O PT não merece o poder, o Lula não merece o prestígio e o Gilmar merece cadeia.
Autor: luisnassif - Categoria(s): Mídia
Tags: Daniel Dantas, Gilmar, MST, O Globo, Rainho
26/02/2009 - 15:54
Por luciano
Nassif,
Notícia do Globo:
Rainha pede a Gilmar tratamento que teve Daniel Dantas
O líder dissidente do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem-Terra (MST), José Rainha Júnior, rebateu nesta quinta-feira as acusações do presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Gilmar Mendes, que criticou na quarta-feira a violência do movimento e disse que as autoridades não podem tolerar as invasões .
Rainha, que liderou a ocupação de 21 fazendas no Pontal do Paranapanema durante o carnaval , cobrou do ministro o mesmo tratamento dispensado ao banqueiro Daniel Dantas, dono do Opportunity e acusado de corrupção, durante a Operação Satiagraha , da Polícia Federal, no ano passado.
Dantas foi preso duas vezes, mas acabou solto após habeas corpus concedidos por Mendes. Ele foi condenado em dezembro a dez anos de prisão pelo juiz da 6ª Vara Criminal Federal de São Paulo, Fausto de Sanctis.
- Nós estamos lutando pela dignidade humana e o ministro não pode nos dar tratamento diferenciado ao que deu, por exemplo, a Daniel Dantas. Não se pode deixar os ricos sempre a favor da lei e condenar os pobres por se valerem de lutas – disse o líder dissidente do MST.
Por andrei barros correia
Estamos anestesiados, condicionados, viciados. Juiz julga e fica calado sobre o que julga. Juiz é aquele personagem em que ficam mal a ânsia de protagonismo, o indecoro, a falta de pudor.
Verifica a adequação de fatos a moldes legais. Interpreta os moldes legais segundo regras que não foram inventadas ontem, no botequim da esquina.
Política pública, opção política, isso está a cargo dos representantes do povo.
Estamos tão anestesiados que consumimos acriticamente o discurso de ocupação de espaços institucionais vazios. Isso é uma impossibilidade conceitual. Não há espaços institucionais vazios. Há funções mal desempenhadas.
Ou bem se vive um estado de direito, e não se invadem espaços, ou não se o vive, e se invadem espaços.
Gilmar Mendes, como outros ministros, são simplesmente indignos de o serem.
Autor: luisnassif - Categoria(s): Justiça
Tags: Daniel Dantas, Gilmar Mendes, MST, Rainho, STF
26/02/2009 - 14:16
Por Gustavo Cherubine
Olha, Nassif, dados do carnaval com a lei seca vigorando.
Da Folha Online
“No primeiro Carnaval sob a Lei Seca, balanço divulgado nesta quinta-feira (26) pela Polícia Rodoviária Federal registra aumento no número de acidentes nas estradas do país. Entre 0h de sexta-feira (19) e meia-noite de quarta (25), foram registrados 2.865 acidentes (aumento de 20% em relação a 2008) e 1.784 feridos (aumento de 21%). O número de mortes foi de 127 mortes, contra 128 em 2008.”
Clique aqui
Autor: luisnassif - Categoria(s): Gestão, Segurança
Tags: carnaval, Lei Seca
26/02/2009 - 13:24
Em seus primeiros atos, Barack Obama está se saindo à altura das expectativas que criou. Está em uma verdadeira missão civilizadora. De um lado, procurando resolver os problemas da saúde pública aumentando os impostos dos mais ricos – ao contrário do governo anterior, propondo cortes de bneefícios. Empreende uma luta gigantesca contra o sistema financeiro moribundo e contra os paraísos fiscais.
E, agora, acena com o fortalecimento do multilateralismo, a face mais legítima da globalização.
Do Estadão
Discurso de Obama retoma trilho do multilateralismo
Presidente abre espaço para envolver aliados estrangeiros na superação de desafios internacionais como a proliferação nuclear e o terrorismo
NYT, REUTERS E AP
O presidente dos EUA, Barack Obama, usou seu primeiro discurso no Congresso, na noite de terça-feira, para transmitir otimismo aos americanos quanto à crise financeira, mas também para tranquilizar os líderes mundiais, prometendo o fim da criticada política unilateralista do ex-presidente George W. Bush. “Em nossas palavras e ações, estamos iniciando uma nova era de diálogo com o mundo”, afirmou.
Questões como as guerras, o extremismo e a proliferação nuclear foram levadas à tribuna por Obama sempre com o cuidado de de convocar a comunidade internacional à cooperação. “Com nossos amigos e aliados, forjaremos uma nova e ampla estratégia para Afeganistão e Paquistão, para derrotar a Al-Qaeda e combater o terrorismo”, disse. “Para responder aos desafios do século 21, do terrorismo à proliferação nuclear (…), fortaleceremos antigas alianças e criaremos novas”, afirmou Obama no discurso.
O presidente deixou para os últimos momentos suas considerações sobre as relações americanas com o mundo e, quando o fez, preferiu citar genericamente um amplo leque de assuntos, sem especificar suas políticas para nenhum deles. Prometeu vagamente retirar as tropas americanas do Iraque, cancelar contratos de defesa sem licitação e derrotar a Al-Qaeda.
Continua
Autor: luisnassif - Categoria(s): Economia, Novo Modelo
Tags: Barack Obama, multilateralismo
26/02/2009 - 13:10
Por Warody
Nassif, na França esta rolando um video interessante comparando a abordagem do Sarkozy e do Obama no tocante à pesquisa cientifica: clique aqui.
A maneira como o presidente francês fez seu discurso esta sendo considerada como irônica junto à comunidade cientifica francesa.
Para manter o pessoal a par, o Sarkozy fez comentários infelizes sobre o CNRS (o CNPq da França), dizendo que os pesquisadores nada fazem, que não ha resultados, e que ele quer acabar com “tão desastrosa instituição que apenas desperdiça recursos”. Segue o pdf do discurso (em francês). Clique aqui.
Esta havendo grande comoção por parte das universidades e pesquisadores, que sentiram-se realmente ofendidos por tal discurso e tais politicas.
Autor: luisnassif - Categoria(s): C&T, Tecnologia
Tags: C&T, Sarkozy
26/02/2009 - 12:32
Por Piki
Nassif,
o governo terá que jorrar dinheiro no setor sucroalcoleiro se não quiser ter o desprazer de chamar os usineiros p/ sentarem na mesa e explicar as demissões.
É a crise, meu caro. Por mais que muitos aqui insistam que ela é coisa da mídia, ela está aí.
Alguns setores estão sendo muito afetados por ela e não há outro caminho a não ser a diminuiçao dos custos e das atividades p/ evitar um mal maior.
No caso das usinas de açucar e alcool, o governo terá que agir promovendo a consolidação de usinas, injetando dinheiro no setor e fazendo um trabalho (nem perto do que foi feito até agora) herculeo de buscar mercado ao etanol que jorrará em excesso. Enfim, dinheiro correndo em direção ao setor e, dessa vez, não será p/ expansão e sim p/ manutenção do que existe hj.
Autor: luisnassif - Categoria(s): Crise, Economia, Energia
Tags: crise, etanol álcool
26/02/2009 - 12:23
O fora de pauta da quinta gorda.
Autor: luisnassif - Categoria(s): Fora de Pauta
Tags:
26/02/2009 - 11:55
Do Departamento Econômico da Dinheiro Vivo
Destaques da Nota de Crédito
1) Estoque total de crédito expansão de 0,2% em janeiro ante dezembro/08.
2) Recursos livres (PF e PJ) tiveram contração de -0,2% no mês, primeira contração desde jan/2004.
3) Crédito Livre PJ total contração de -1,4%, somente recursos domésticos contração de -1% e os referenciais para taxa de juros -1,5%.
4) Crédito PF para financiamento de veículos subiu 0,1% e o leasing (arrendamento mercantil 1,1%.
5) O crédito para a indústria caiu -0,8% e para o comércio -1,7%. Enquanto que para a Habitação o crédito subiu 1,7%, Rural 0,2% e Pessoas Físicas 1,3%. O crédito ao setor privado teve alta de 0,2% enquanto que para o setor público teve alta de 1,6%.
6) Por faixa de valor destacam as operações de crédito para pessoa física entre R$ 5 mil e R$ 50 mil com alta de 2,4% entre dezembro/novembro e as operações entre R$ 100 mil e R$ 10 milhões com crescimento de 1,5% para pessoas jurídicas.
7) As Concessões de novos créditos para PJ teve redução de -24,8% em janeiro frente a dezembro e para PF a queda foi de -1,6%.
O prazo médio dos empréstimos teve redução de 5 dias para PJ e de 6 dias para PF.
9) A taxa de juros dos empréstimos para pessoa física caiu 3 pontos percentuais em janeiro e para pessoa jurídica subiu 0,3 ponto percentual.
10) Para PJ as modalidades que mais retraíram foram Desconto de Duplicatas com queda de -11,4% e Vendor com queda de -9%, em janeiro. Em contrapartida aumentou a procura por Hot Money que subiu 21,2% no mês. O ACC teve queda de -1,1%.
11) Para PF destacam o crescimento do Cheque Especial de 6,6%, Cartão de crédito com alta de 3,8% e Crédito pessoal teve alta de 1,8%. O Financiamento imobiliário teve queda de -1,7% e Aquisição de bens total queda de -0,4%.
Autor: luisnassif - Categoria(s): Crise, Economia
Tags: BC, crédito, relatório
26/02/2009 - 10:00
Por Tadeu Zanoni
Não sei se o assunto já foi comentado aqui, mas acho interessante falar da campanha dos Defensores Públicos de SP para o fortalecimento da Defensoria.Eles elaboraram folheto demonstrando como o fortalecimento implicará em inegável economia aos cofres públicos.
Hoje a Defensoria está presente 22 comarcas. O Estado tem 360. A Defensoria conta com somente 400 profissionais, contra 1700 do Ministério Público e 2229 da Magistratura.
Se a Defensoria estivesse mais presente nas Comarcas e cidades, o cidadão pobre teria mais acesso ao Judiciário. O Estado, por sua vez, economizaria, eis que o dinheiro atualmente pago aos advogados conveniados poderia ser melhor dirigido e empregado pelos Defensores Públicos.
A Defensoria está presente nas maiores cidades do Estado, felizmente, mas aquelas como Rio Claro, Birigui, Carapicuíba, Votorantim, Salto, Indaiatuba, Valinhos, Vinhedo, Itupeva, Registro, Iguape, Ubatuba, Caraguatatuba, São Sebastião, Peruíbe, Itanhaém, Bebedouro, Barretos, Votuporanga, Santa Fé do Sul, e tantas outras, estão sem. Leia mais »
Autor: luisnassif - Categoria(s): Justiça
Tags: defensoria pública
26/02/2009 - 08:28
As 4,4 mil demissões na Embraer representam o maior fracasso das políticas anticíclicas de Lula, desde que a crise começou. Não pelas demissões em si, inevitáveis ante uma crise externa sem precedentes, para uma empresa que depende fundamentalmente do mercado externo, em um setor que é diretamente afetado pela crise. Mas pela falta de instrumentos de minimização dos estragos.
O fracasso é amplo e deve ser distribuído em parcelas iguais pelo governo, por uma empresa que era orgulho do país, pelas centrais sindicais e pela prefeitura de São José dos Campos.
Faltou crédito para as grandes empresas, o Banco Central acudiu. Faltou para as montadoras, o Banco do Brasil aportou. Faltou para as exportações, as reservas cambiais garantiram. E tinham que fazer, mesmo.
Mas o que foi montado especificamente para amenizar o desemprego em setores sujeitos a demissões em massa? Aparentemente, nada.
Em outros momentos da história, empresas socialmente responsáveis montavam todo um aparato de apoio ao trabalhador desempregado. Programas de requalificação, cursos de empreendedorismo, transformação dos trabalhadores em fornecedores, central de recolocação dos trabalhadores (ainda que em uma conjuntura extremamente hostil). Nada disso foi sequer esboçado. A empresa não tomou a iniciativa, as centrais sindicais também não, nenhuma sugestão foi implementada a partir das reuniões do Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social (CDES).
Os trabalhadores foram abandonados à sua própria sorte.
Ontem, na visita dos dirigentes da Embraer ao Palácio, não lhes foi cobrada a readmissão dos funcionários, nem era o caso, dado o tamanho da crise. Mas o mínimo que se esperava é que na reunião estivessem presentes as centrais sindicais, o Ministério do Trabalho, o do Desenvolvimento, representantes do FAT, do Sebrae e que da lá saísse uma proposta de ação conjunta para amenizar os problemas dos demitidos da Embraer e que servisse de modelo de atuação para outros setores sujeitos a demissões em massa.
Nada aconteceu.
Autor: luisnassif - Categoria(s): Economia, Negócios
Tags: demissões, desemprego, Embraer
26/02/2009 - 07:00
Coluna Econômica – 26/02/2009
Barack Obama começa a jogar o futuro do seu governo – e da economia mundial – nos próximos meses.
Tem-se um desafio enorme: o de restaurar a confiança no sistema bancário norte-americano e azeitar novamente as correias de transmissão do crédito.
Desde que estourou o segundo tempo da crise financeira – com a quebra do Lehman Brothers – o governo americano vem lançando mão de sucessivos pacotes que implicam em ônus fiscais relevantes para o Tesouro. Como a emergência maior era apagar incêndios, deixou-se para segundo plano uma questão crucial: mesmo o Tesouro americano não dispõe de recursos infinitos. Leia mais »
Autor: luisnassif - Categoria(s): Coluna Econômica, Crise, Economia
Tags: bancos, crise, estatização, Obama
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