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Arquivo de fevereiro 25th, 2009

25/02/2009 - 22:40

Gilmar, o MST e as tramóias

Invasões de terra pelo MST ou por quem quer que seja são assuntos da Justiça, sim.

Ao se meter no tema e, na condição de presidente do Supremo Tribunal Federa (STF), exortar a uma ação do Ministério Público, Gilmar Mendes volta a atropelar as normas de discrição e de não intromissão em assuntos de outros poderes, que deveria caracterizar o STF.

E o faz na condição de suspeito de ter participado de duas possíveis tramóias: o tal grampo de sua conversa com o senador Demóstenes Torres; e o relatório sobre a tal escuta ambiental no Supremo.

Essa escuta não existiu, foi uma falsificação endossada por ele. O grampo, se existiu, jamais foi apresentada uma prova sequer que consubstanciasse o pré-julgamento de Gilmar Mendes, atribuindo-o à ABIN. Ao usar esses factóides como álibi para atacar todos os poderes que ousaram enfrentar Daniel Dantas, Mendes lançou a sombra da suspeição sobre o Supremo.

Pergunto: tem Judiciário neste país? Tem Ministério Público? Tem algum poder que faça Gilmar responder pelos atos que cometeu? Espero que, terminado o inquérito da Polícia Federal, cesse essa desmoralização diuturna a que Gilmar está submetendo a até então mais preservada das instituições brasileiras: o Supremo.

Por Roberto Kodama

Bem, Dna. Hillary Clinton comprou a versão da escuta do STF. Tá lá no relatório anual sobre direitos humanos do departamento de Estado dos EUA, no capítulo sobre violação de privacidade: clique aqui.

Ah! Não esqueceram da Satiagraha, no capítulo sobre corrupção e transparência governamental:

“Em 8 de julho de Polícia Federal desarticulou um esquema de crime organizado, através de uma operação que desde 2004, identificou a lavagem de dinheiro, evasão fiscal, conspiração, e outros crimes envolvendo fundos públicos. No final do ano a investigação estava em curso, vários altos funcionários são  suspeitos de envolvimento, mas nenhum tinha sido punido. Em 2 dezembro,  um juiz federal condenou o proprietário do Banco Opportunity a 10 anos de prisão por corrupção. “

Autor: luisnassif - Categoria(s): Justiça Tags: , , ,
25/02/2009 - 20:00

Trivial do Maestro Isoca

Recebo em meu escritório a ilustre visita do desembargador federal Vicente José Malheiros da Fonseca, de Belém do Pará.

Desembargador? Ele é efetivamente, mas lá pelas bandas do fórum de Belém. Aqui, na minha sala estava a ilustríssima figura do músico Vicente Fonseca, filho do lendário maestro Wilson Fonseca, o Isoca, neto do lendário José Agostinho da Fonseca, irmão, pai e tio de uma família de músicos que transformou Santarém em um centro musical extraordinário.

Já escrevi uma crônica sobre essa família musical, herdeira e formadora da melhor tradição musical de Belém, dos filhos tardios de Ernesto Nazareth.

No player, algumas peças de Wilson Fonseca, o maestro Isoca.

Clique aqui se não estiver ouvindo.

Autor: luisnassif - Categoria(s): Erudita Brasileira, Música Tags: , , ,
25/02/2009 - 13:21

O desastre da Aclimação

Por Andrea

Como moradora das imediações do Parque da Aclimação, esta quarta-feira de cinzas não poderia ter amanhecido mais cinzenta.

Desolação e revolta diante da catástrofe que secou o lago do parque e dizimou sua fauna só senti parecidas quando a administração Maluf derrubou o Palacete dos Matarazzo para construir um estacionamento na Avenida Paulista. É uma parte da alma da cidade que sai agredida.

Aguardo respostas dos órgãos competentes sobre como algo desse porte pode ter acontecido no parque. Espero que contem por que, em vez de gastar com obras cosméticas, ao lado do lago (e deveriam estar fazendo intervenções daquele tipo num parque tombado pelo Condephaat?), não gastaram com a manutenção do lago.

Comentário

Vale uma discussão não apenas para São Paulo, mas para todo o país: como é o inventário, a fiscalização e a manutenção dos bens públicos?

Que tal leitores de todo o país identificarem bens públicos ameaçados pelo descaso do respectivo poder público?

Por Paulo Cavalcanti

Ainda para Andréa,

Moro há 800 metros do Parque Ecológico do Tietê, Zona Leste de SP – este parque (talvez) seja um dos maiores do mundo, com 12,5 milhões m2 – hoje dentro dele, funciona o Campus da USP-LESTE.

Em 2001 – dado o descaso das autoridades, e da direção do Parque, fundamos a ASSUAPET, Associação de Amigos e Usuários do Parque Ecológico do Tietê – brigamos muito com as “autoridades” – pois estava completamente abandonado, servindo para ladrões, traficantes, etc…

Hoje o parque está recuperado, numa parceria com o Banco Santander, e somos “CHATOS DE PLANTÃO” – com a direção do PET, e com o DAEE que administra. Temos obtido grandes resultados, se quiser visitar nossa página: http://www.assuapet.org.br

Autor: luisnassif - Categoria(s): Cidades, Gestão Tags: ,
25/02/2009 - 13:15

O caso da TV Diário

Por Odorico Carvalho

Nassif,

É preciso denunciar isso:

“Sexta-feira, 20 de Fevereiro de 2009
GLOBO EXIGE RETIRADA DA TV DIÁRIO DAS PARABÓLICAS

A direção-geral da TV Diário esteve reunida com todo o seu cast de apresentadores, na tarde de hoje,20 de fevereiro.

Uma fonte da emissora informou o assunto da pauta: a pressão que a Rede Globo vem fazendo contra o Sistema Verdes Mares de Comunicação para que a TV Diário deixe de transmitir sua programação pelo satélite.

A reclamação é antiga e a Globo observou que vem perdendo audiência para a emissora cearense em vários nichos de mercado do País.

A TV Diário pode sair do satélite e virar emissora local, com direito a ser captada em algumas poucas cidades do Ceará.” Clique aqui.

Comentário: A TV Diário está no restrito clube das emissoras de TV que transmitem seu sinal aberto através do satélite Starone C2, no sistema analógico, com acesso a cerca de 30 milhões de antenas parabólicas instaladas em todo o país e na América Latina.

Ela tem servido de fator de integração da comunidade nordestina espalhada de norte a sul do país, sendo a grande responsável pela divulgação da nossa cultura popular e pelo sucesso das mais de 500 bandas de forró existentes só no Ceará, verdadeiras microempresas que geram trabalho e renda. Seu fechamento por interferência da Globo é um crime contra o Ceará e contra o Nordeste.

Autor: luisnassif - Categoria(s): Mídia Tags: , ,
25/02/2009 - 13:01

Propostas para a Embraer

Atualizado

Do docontra

Esse blog está muito bom mesmo. Para complementar, seguem algumas observações para complementar os comentários (sobre a Embraer).

Como saídas, vejo que está ao alcance do governo:

1) acelerar o projeto FX-2

2) assegurar compras do C390 ou pagar parte de seu desenvolvimento

3) diminuir impostos e fornecer crédito para que empresas nacionais de aviação comprem 170 e 190

4) diminuir impostos para aumentar a venda de jatos executivos no territorio nacional

5) abrir um programa FINEP para pesquisa tecnológica na área de aeronáutica voltado para a Embraer e também para pequenas empresas

Como contrapartida, a empresa deveria:

1) manter postos de trabalho durante um período a acordar

2) trazer parceiros para a montagem e fabricação de componentes aeronáuticos no brasil

3) aumentar o conteúdo nacional das aeronaves de forma real e não somente no papel, como intenção;

4) ter como politica/diretriz o desenvolvimento de fornecedores de produtos e também de serviços de engenharia no país (há grande potencial para isso e seria um modo de realocar os demitidos);

5) aumentar seus programas de desenvolvimento tecnologico com a universidades e institutos de pesquisa, nao somente com a FAPESP, que tem suas limitações, mas também com a FINEP e as Forcas Armadas

6) investir em tecnologias limpas e sustentáveis desde o projeto até a operação da aeronave

7) investir em novos alternativas de combustíveis

Comentário

Ótimas sugestões.

Acrescentaria.

Da parte dos benefícios:

1. Obrigar a aviação regional brasileira a adquirir exclusivamente jatos da Embraer, asseguradas as mesmas condições dos compradores internacionais.

Da parte das obrigações:

1. Maior governança. O sucesso da Embraer, até agora, acabou fazendo com que assumisse uma postura arrogante perante a opinião pública, a academia e, agora, com as demissões, perante a cidade e os trabalhadores. Ela se tornou uma empresa administrada por CEOs, em parte devido ao grande carisma do Maurício Botelho. Tem o lado bom, da profissionalização. Tem o lado delicado, do excesso de poder dos executivos e carência de governança. A crise terá que ensiná-la a repactuar todas essas alianças

2. Maior compromisso com parcerias com o setor de pesquisa das Universidades.

3. Medidas objetivas para recuperar sua imagem de empresa socialmente responsável.

4. No caso do FX, compromisso de parcerias com indústrias brasileiras de armamentos, como a Avibrás, além de trabalhar no fortalecimento da cadeia produtiva do setor. Leia mais »

Autor: luisnassif - Categoria(s): Sem categoria Tags: , ,
25/02/2009 - 12:50

Bombando até explodir

Por Ricardo Melo

Nassif, não deixe o fogo apagar na quarta-feira de cinzas!

Recomento muitíssimo esse artigo do Carlos Alberto Sardenberg, onde ele fez um elogio à globalização financeira.

Esse texto, escrito em 2007, é um exemplo acabado de elogio ao poder financeiro e ao retumbante sucesso da globalização. Um texto repleto de chavões e preconceitos, distribuídos parcimoniosamene entre África e América Latina.

Certo, ninguém tem a bola de cristal, mas…

Deixa pra lá, vamos às “pérolas”:

GLOBALIZAÇÃO BOMBANDO (Abril de 2007)

A semana termina na euforia, com recordes de alta nas bolsas de valores de todo o mundo. Farra dos mercados?

Não. A verdade é que, descontada uma turbulência aqui, outra ali, a economia mundial segue em marcha de sólido crescimento. Sólido porque não é nenhuma bolha financeira. Ao contrário, está baseado em aumento da produção e do consumo em todas as regiões do mundo.

Nos países emergentes, em geral, na Ásia em particular, a produção cresce. E encontra consumidores nos países mais ricos, especialmente nos Estados Unidos.

Há multiplicação de investimentos produtivos, na economia real, por toda parte. Mesmo a África, sempre atrasada, se beneficia, por exemplo, com o desenvolvimento de campos de petróleo e gás.

Cresce o consumo de alimentos, coisa, aliás, que beneficia diretamente o Brasil, forte exportador.

As companhias multinacionais ganham dinheiro, reinvestem, abrem novos negócios, as ações se valorizam e segue a ciranda.

A verdade é que a economia globalizada, capitalista, está bombando. No exato momento em que muitos vizinhos aqui da América Latina voltam aos velhos modelos populistas alegando justamente a morte da globalização.

Depois não se sabe por que a América Latina fica cada vez mais pobre em relação aos outros.

Autor: luisnassif - Categoria(s): Crise, Economia Tags: ,
25/02/2009 - 10:26

A grande batalha de Obama

Barack Obama entra no momento certo – em que o pouco tempo de mandato ainda lhe assegura cacife político – para a luta do século: a desmontagem do poder político do mercado financeiro norte-americano e mundial, consolidado por anos de trabalho intenso de propaganda, ideologia e financiamento de campanha.

A batalha tem duas frentes: o fim dos paraísos fiscais e a estatização de dois dos principais bancos norte-americanos.

A lógica determina que Citigroup e Bank of America sejam estatizados – ainda que sendo posteriormente reprivatizados. São bancos zumbis, especialmente o Citigroup, sem muita esperança de salvamento, a não ser recorrendo aos recursos dos contribuintes.

Mas não será tarefa fácil. Consumada a operação, cada passo em falso será reverberado pela imprensa. Cada mês de atraso na recuperação será atribuído à reestatização.

Como na economia é difícil definir com clareza causas e consequências, a ideologia de mercado sempre atribuiu a terceiros (políticas sociais, gastos públicos) problemas criados para beneficia-los (política de juros, política fiscal, dívida pública).

O Citigroup é fruto de uma ideologia que começou a imperar nos anos 70, da preponderância dos grandes grupos sobre o direito de concorrência. A partir da escola de Chicago desenvolveu-se o princípio de que, com a mobilidade de capital no mundo, não havia mais razão para se aplicar as leis de defesa da concorrência. Quanto maior a empresa, maiores os ganhos de sinergia. E como elas visavam sempre ampliar mercado, tratariam de trabalhar com margens pequenas. Caso extrapolassem, sempre haveria a possibilidade do surgimento de um novo competidor, do nada, turbinado por fundos de investimento, capazes de competir.

Em cima dessa lógica, em 1998 foi abolida uma lei que vinha da Grande Depressão. impedindo bancos e corretoras de se unirem. Aberto o caminho, montou-se o Citigroup e outros grandes conglomerados – que estão no epicentro da crise global.

Essa conglomerização eliminou também a racionalidade da supervisão, como lembra The Wall Street Journal. Passaram a ser regulados conjuntamente pelo Federal Reserve, pelo Escritório da Controladoria da Moeda e a Federal Deposit Insurance Corp., pela agência de seguro-depósito, pelo Departamento do Tesouro.

Agora haverá o rearranjo, a reversão do mito da conglomerização. Mas há dois cadáveres insepultos, no meio da sala.

Autor: luisnassif - Categoria(s): Crise, Economia Tags: , ,
25/02/2009 - 10:13

Proposta à frente anticorrupção

Por Marco Antônio

Concordo com qualquer grupo anti-corrupção, desde que seja apartidário e analise o fenômeno globalmente e em suas causas e consequências.

Investigue e pretenda punir não apenas corruptos, mas corruptores.

Avalie o fenômeno em governos e partidos diferentes, e cada denúncia seja precedida pela explicação do acusador sobre há quanto tempo sabia disso e aonde estava na época, para ter deixado de tomar providências específicas.

E claro, como parece tratar-se de um grupo de oposição, com objetivos específicos, seria importante ouvir sua opinião sobre fatos detalhados e acusações envolvendo correligionários e aliados políticos deles.

Tudo isso, com o compromisso de que só prestarão informações a TODOS os órgãos e blogs importantes do país e, mediante o comprometimento gravados deles de que vão publicar integralmente, contenha o nome de quem contiver, será útil para a credibilidade de uma investigação.

Algum dos três políticos se dispõem?

Autor: luisnassif - Categoria(s): Política Tags: , ,
25/02/2009 - 10:00

Fora de Pauta

Quarta de fogo apagado.

Autor: luisnassif - Categoria(s): Fora de Pauta, Sem categoria Tags:
25/02/2009 - 10:00

Durhkein e o grampo da Veja

Por Paulo Camargo

Há vários méritos na sociologia de Durkheim. Um deles certamente é o conceito de fato social, que todos nós deveríamos aprofundar, mesmo porque sempre estamos às voltas com factóides da mídia e pseudo-jornalistas da grande imprensa. Tratar um fato social como “coisa” implica em uma observação criteriosa que exige da parte do cientista um distanciamento daquilo que analisa. Um fato social, como por exemplo o caso dos grampos veiculado pela Veja é algo que pode ser muito bem analisado por este conceito.

Uma observação acurada do ocorrido já nos leva a analisar não o grampo em si, pois este não tem comprovação, mas a criação deste pela Veja. Esta sim, passa a ser analisada no fato social, com suas relações com os poderes executivo, legislativo e principalmente juduciário.

O crime, aliás, é um fator que Durkheim afirma ser imprescindível para a compreensão do fato social, uma vez que atinge a moralidade comum aos membros de uma comunidade, Nesse sentido a questão do grampo pode ser vista tanto pelo crime de ser grampeado, que no caso demonstrou ser falso, quanto pelo abuso de poder daqueles que o fabricaram, incorrendo então na impunidade que atinge também toda a sociedade. Esta, a impunidade, passa a ser o fato social. Leia mais »

Autor: luisnassif - Categoria(s): Política Tags: ,
25/02/2009 - 09:55

Números que falam

A matéria do caderno Dinheiro da Folha – “Bancos têm 100 mil carros de inadimplente” – permite uma boa aula sobre as maneiras de tratar os números e a escolha dos números para apimentar a manchete (clique aqui)

É do repórter Toni Sciarreta. A matéria em si é  equilibrada. O uso das ênfase na chamada, não.
Vamos, primeiro, aos exemplos colhidos na própria matéria.

Primeiro, os negativos, que serviram de base para o título da matéria:

Ping

Aqui se apresentam dados relativos, que sempre ajudam a apimentar as matérias. É a história: tenho 0,10% de inadimplentes, por exemplo. Se a inadimplência aumenta para 0,20%, ainda assim é irrisória. Se uso os dados relativos, digo que a inadimplência aumentou 100%.

“Os bancos brasileiros têm em conjunto um estoque de pelo menos 100 mil carros recuperados de clientes inadimplentes, o equivalente à metade das vendas mensais de veículos novos no país, para desovar no mercado de autos usados. Esse estoque é mais um motivo de pressão no segmento de usados, que vive queda sem precedente nos preços e cuja falta de liquidez trava as ações para retomar a venda de carros novos”.

“(…) Os principais bancos que financiam veículos relatam que o volume de recuperação cresceu de 20% a 30% no início do ano em relação ao que acontecia até setembro. Já leiloeiros e empresas terceirizadas de recuperação veem alta de até 50% no número de veículos que costumava chegar aos pátios”.

“Segundo o Banco Central, o sistema financeiro tinha uma inadimplência média de 4,3% em dezembro, o maior nível desde 2002. Se todos esses carros voltassem ao mercado, somariam até R$ 3,506 bilhões -o valor efetivamente recuperado, no entanto, é sempre menor do que a inadimplência total porque os bancos procuram esgotar todas as possibilidades de negociação”.

“No Bradesco, o volume financeiro de carros recuperados triplicou no ano passado até dezembro -saltaram de R$ 76,1 milhões, no final de 2007, para encerrar o ano em R$ 207,5 milhões. Só a recuperação de carros teve um impacto de R$ 300,3 milhões na contabilidade do banco, sendo R$ 92,892 milhões em provisão para perdas. O Banco do Brasil teve recuperação de R$ 20,7 milhões no final de dezembro, ante R$ 584 mil no final de 2007″.

Pong

Aqui, os dados desmentem as conclusões do PING. É evidente que todo aumento de estoque de carros usados em tese pressiona as vendas de novos. A questão é saber se esse volume mostrado representa uma pressão efetiva ou não. Segundo dados da própria matéria, não.

Apesar da preocupação crescente com a inadimplência, o volume de carros retomados representa pouco mais de 1% dos 9 milhões de veículos alienados no país, segundo a Fenabrave (associação das concessionárias). Na conta dos bancos, de cada 4 financiamentos inadimplentes, apenas 1 termina com a retomada.

“Os 100 mil [veículos recuperados] estão dentro dos padrões normais. É um pouco mais de 1% dos financiamentos. Se fosse uma coisa de outro mundo, viraria um negócio para a gente [concessionárias]. Se os leilões vendem, não há encalhe. O problema dos bancos acaba virando um negócio para terceiros”, disse Reze.

Dados que não entraram

Em 2007 a carteira de financiamento dos véiculos do Bradesco era de R$ 59 bi. Em 2008, de R$ 73,6 bi. Em 2007 o volume de carros recuperados era de 0,10% da carteira; em 2008, de 0,35%. Por enquanto, números irrisórios.

Autor: luisnassif - Categoria(s): Crise, Economia Tags: , , ,
25/02/2009 - 09:14

O bispo do holocausto

Um dos enigmas históricos do continente é a relação da Argentina com o sionismo. Desde antes da Segunda Guerra, a Argentina tinha uma atuação bastante preconceituosa, que se acirrou com a aproximação de Peron com o Eixo. Tempos atrás, houve aquele horror do atentado à sinagoga. Agora, essa manifestação esdrúxula do bispo, negando o holocausto.

O Brasil, apesar de algum boicote do Itamarati na concessão de vistos, sempre recebeu bem toda sorte de imigrantes. Os judeus, então, foram bem recebidos e deram uma contribuição expressiva para o comércio, indústria, finanças e cultura. Teriam dado para o desenvolvimento das pesquisas atômicas, não fosse o veto que a Orquima sofreu.

No entanto, consultando-se os arquivos de Vargas (no CPDOC), há cartas pessoais de informantes dele, em viagem pela Argentina, sobre a preferência do grande capital judeu pelo vizinho. Mesmo com todos os riscos, havia muito mais dinheiro judeu na Argentina que no Brasil.

Alguém saberia explicar a razão? Leia mais »

Autor: luisnassif - Categoria(s): Brasileira, História Tags: ,
25/02/2009 - 07:00

A economia solidária do Banco Palmas

Coluna Econômica – 25/02/2009

Quem me chamou a atenção para o tema foram os comentaristas do meu Blog e do Portal Luís Nassif (blogln.ning.com).

A atual crise mundial acirrará dois sentimentos conflitantes. Em uma primeira etapa, o protecionismo, a xenofobia, o isolamento. Em uma segunda etapa, o desabrochar da chamada economia solidária – forma de organização social em que membros de uma mesma comunidade se auxiliam mutuamente, gerando riqueza e emprego.

***

Nos últimos anos houve um crescimento exponencial das cooperativas, saindo do ramo agrícola e esparramando-se por outros setores, especialmente o do crédito. Também avançou, ainda que timidamente, o conceito de Arranjos Produtivos Locais (APLs), assim como o microcrédito – na forma de Bancos do Povo, implantados em várias prefeituras.

***

Mas uma das experiências mais interessantes é a do Banco Palmas em Fortaleza, para a qual fui alertado pelo leitor Marroni. Leia mais »

Autor: luisnassif - Categoria(s): Coluna Econômica, Economia, Novo Modelo Tags: ,
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