Da série ombudsman sofre
Atualizado
Nos comentários daqui, algumas críticas ao que se considerou postura inibida do ombudsman da Folha Carlos Eduardo Lins da Silva, ao comentar as grosserias contra Dilma e Marta, no Blog do Josias, e a grosseria contra Fábio Konder Comparato e Maria Victor Benevides, no Painel do Leitor.
Aliás, apenas uma vez, que me lembre, li um absurdo de uma carta de leitor ser alvo de um ataque no próprio jornal. Foi quando escrevi a O Globo, rebatendo acusações de Ali Kamel e o jornal permitiu que Kamel respondesse, agredindo da forma como se sente bem: sem direito a tréplica.
No caso da Folha, o comportamento foi idêntico. Só que o ombudsman tinha um pequeno grande problema pela frente: o autor da resposta era o próprio diretor do jornal, Otávio Frias Filho e suas idiossincrasias profundas.
O mero registro do episódio pelo ombudsman já é suficiente para que tenha cumprido com sua missão:
Do ombudsman Carlos Eduardo Lins da Silva
Duas opiniões que mobilizam muitos leitores
Já me referi aqui ao escopo do trabalho do ombudsman, que não abarca as opiniões publicadas pelo jornal, em editoriais, colunas ou artigos.
O ombudsman se atém aos aspectos técnicos, factuais, comprováveis, verificáveis. Opinião é como religião, time de futebol, convicção ideológica: cada um tem a sua e nenhuma é melhor que outra.
Mas, talvez porque, como ensinava Spencer, a opinião é determinada em última análise pelos sentimentos, não pelo intelecto, ela mobiliza manifestação de muitos leitores.
Esta semana, duas motivaram pelo menos 115 mensagens. Sem entrar no seu mérito opinativo, vou tratar de ambas.
Um post de blog do Folha Online trazia no título as palavras vadias e vagabundas acima de foto em que apareciam Marta Suplicy e Dilma Rousseff. Pareceu-me uma insinuação de mau gosto e insultuosa.
Um editorial com referência ao regime militar brasileiro provocou cartas publicadas no “Painel do Leitor”.
Resposta da Redação a duas delas na sexta foge do padrão de cordialidade que julgo essencial o jornal manter com seus leitores.
Por Fernando Gomes
Em 01.12.2008, passei a receber a FOLHA, acompanhada de um carnê de pagamentos e um convite para voltar a ser assinante. Durante os 45 dias em que recebi o jornal, realizei uma profunda reflexão da nossa trajetória em comum: do casamento ao divórcio.
Começamos em 1978, quando me transferi para SP. Impossível ir ao cinema sem ler o Orlando L. Fassoni (onde anda?), ou deixar de ler diariamente as colunas da página 2 (Cláudio Abramo, Samuel Wainer, Dines e Cia.). Era obrigatório. As colunas eram recortadas e circulavam dentro de pastas, de mesa em mesa. A Ilustrada era um deleite. Por ali tivemos o Diaféria, Rangel, Tarso de Castro e seu Folhetim, enfim, um jornal identificado com o público jovem.
Mudei-me para o MS, e por 4 anos nos afastamos. Voltei a assinar morando no interior de Goiás. éramos apenas 80 assinantes na cidade, nos efervescentes anos de 1987 a 1990. Só ia dormir após o jornal chegar, entre 22 e 23 horas, ou etão ficava 3 dias sem aparecer e chegava tudo de uma vez.
Em 1989, eleições diretas. Apesar do Paulo Francis, o casamento resistiu. O primeiro tranco foi quase imperceptível. Os figurões começam a deixar o jornal e a redação é invadida por um bando de garotos. A Folha era jovem, vibrante, e contraponto ao pesado e vetusto ESTADÃO. Essa era a imagem a ser vendida.
Com o tempo, a relação começou a se desgastar. Cada vez mais se percebia a presença de uma terceira pessoa na relação. De “rabo preso com o leitor”, o jornal começa, lentamente, a ficar de rabo preso com o futuro Diretor de Redação.
A gota dágua, o rompimento da relação, foi em 21.04.2001. Feriado, passei na banca como de hábito, comprei o jornal e fui para o meu botequim preferido para uma cerveja. Tudo ia bem até chegar à página A-5: um anúncio de 1/4 de página, “matéria paga”, a reprodução da coluna do Cláudio Humberto (que a FOLHA tanto combateu), a respeito da então separação da Marta/Eduardo Suplicy. Depois de uns minutos de total perplexidade, amontoei tudo e joguei no lixo. Desde então, a FOLHA e eu nunca mais nos entendemos e o jornal nunca mais viu o meu dinheiro.
Mudei eu ou mudou a Folha? Como e porque um jornal que era a minha referência toma um rumo desses? A edição de domingo era imperdível: o suplemento MAIS, que eu colecionei por vários anos e uma certa coluna, sobre música, que saía no caderno Dinheiro, assinada por um jornalista de economia. A Folha era tão legal que brindava seus leitores com esses presentes aos domingos.
A imprensa está passando por uma crise sem precedentes. Muitos jornais irão morrer nos próximos 10 anos (vide blog do Pedro Dória) e ninguém pode garantir quem vai sobreviver. Enquanto isso, a FOLHA opta pelo tiro no pé.
Se formos relacionar os excelentes profissionais que foram afastados da Folha nos últimos 15 anos, por estarem em desacordo com o big boss, a lista é norme.
O que o Diretor de Redação faz tem nome: Gestão Temerária. Se o Conselho Editorial não tomar providências, o futuro da publicação será bastante incerto.
Como alternativa, resta sempre a opção suicida dos brindes. Termina aum começa outro. Vou sugerir uma jogada de marketing para a Folha e não vou cobrar nada por isso. Nada de brindes como CDs, enciclopedias e afins. Como cada banca de revistas tem uma geladeira, a promoção seria a seguinte: compre a Folha durante a semana e tome uma cerveja em lata. Aos domingos, promoção em dobro: um jornal por 2 latas de cerveja. Até eu volto a comprar.
Por Rui Daher
REPRODUZO MENSAGEM QUE ENVIEI AO OMBUDSMAN DA FOLHA E A SUA RESPOSTA:
Prezado Carlos Eduardo,
Depois de mais de 30 anos como assinante da FSP, decidi interromper a assinatura do jornal. Até alguns anos atrás pude ser grato ao amadurecimento intelectual que a Folha me proporcionou. Sobretudo no período plúmbeo que, agora, em editorial, o jornal classifica como brando. Nem tanto me importa o termo utilizado, apenas um exercício redacional de parva criatividade, mas sim suas justificativas desrespeitosas e prepotentes a quem com ele se incomodou. Há um processo na Folha que caminha, cada vez mais, distante da ética, da neutralidade e da inteligência opinativa. Nada que seu passado permitiria vislumbrar. Não tenho a menor necessidade de, pela leitura, compactuar com seu sensacionalismo econômico, sua descarada, mas enrustida, opção política e com a exiguidade crescente de suas matérias informativas. A mim, por certo, farão falta alguns colunistas. À empresa sei que não farei falta. Pouco representa um leitor no universo da publicação. Apenas, sinto-me aliviado. Continuarei assinante do “Valor” que, apesar de ter a Folha como acionista, sempre mostrou uma admirável e equilibrada linha editorial.
Um abraço
Caro Rui:
Lamento sua decisão e lhe agradeço pelos comentários, que estou encaminhando para os responsáveis pela direção do jornal para que os levem em conta.
Autor: luisnassif - Categoria(s): Mídia Tags: Folha, ombudsman


É possivel contar nos dedos da mão quantas vezes acesso site da Folha num ano.
E pensar que antigamente eu colocava como página inicial do IExplorer nos micros que os amigos pediam para ‘instalar’ a internet.
Muito bom o texto do Fernando Gomes.
Entendia, na década de 80, a folha como um jornal justo. Um contra-ponto à globo e cia. Um amigo da faculdade, já com certa idade, costumava comentar a coragem e discernimento de Cláudio Abramo. E eu ficava com inveja por não poder ler o jornal sempre. O caderno “mais” era cultuado. Lembro de uma entrevista com Habermas, feita pela Barbara Freitag…
De resto acho que a folha fez sua posição política. Esta é claramente peessebedebistapaulista. Não acho que seja apenas uma posição mercadológica – acham que podem sobreviver só com o público politicamente conservador. É também ideológica. A citaçao do ouvidor o trai: ora qual o jovem jornalista que cita um Marcuse ou um Adorno, por exemplo (e o Marcuse, meus caros, aparecia na lista dos mais vendidos da veja na década de 70). O tal ouvidor vai citar Spencer (?). Meu Deus, se a tese do “ato falho” é pelo menos um pouco válida, na mão de quem está a crítica da crítica da imprensa no Brasil? Ah, sim, esse comentário pode ser atacado como “patrulha ideológica”. Azar o meu, não poder ler Abramo na ativa.
Bom, penso que Carlos Eduardo Lins da Silva não tinha como fazer muito mais do que fez em seu papel. O problema está no papel que lhe atribuíram e na liberdade que lhe dão. Afinal, o editorialista alienado, cujos esperneios de conotação petiz já são de pleno conhecimento de jornalistas e leitores, era o próprio dono do jornal. Talvez pudesse ter citado o nome de Josias de Souza, mas a crítica foi feita, de qualquer forma e, levando-se em consideração o perfil intelectual médio dos leitores do jornal, a ausência da identificação não fez tanta diferença. Acho difícil dizer, em termos profissionais, que tal pessoa deveria pedir demissão de seu emprego, pelo eventual obstáculo ao exercício profissional, e supondo que poderia encontrar ocupação melhor, é às vezes adentrar em um espaço que só o jornalista tem direito de dimensionar. Se ele se abstivesse de seu dever, se utilizasse o cargo para a bajulação e o trabalho sujo dos patrões, como vemos alguns blogueiros e dublês de jornalistas_ ou de comediantes, sei lá_ aí, sim, deveria ser criticado por sua falta de ética. Mas o episódio foi diferente. A contundência do comentário, que esperávamos, era muito difícil no caso. Mas a crítica veio. Veio a informação de um alto número de cartas sobre o assunto. E, em uma análise macrocósmica do seu ofício, CELS não desmerece seu próprio trabalho. Portanto, prefiro criticar a Folha, ” Otavinho” Frias Filho e Josias de Souza do que o ombudsman. É essa sucessão de erros e completa ausência de auto-crítica que tem contribuído ( evidentemente, entre outros fatores) para que a tiragem do jornal seja menor do que há dez anos. E a influência política da publicação seja menor do que em qualquer época.
Novo dicionario – ASSIM E’ SE LHE PARECE Folha de Sao Paulo
Ditadura = Ditabranda
Autoritarismo = Autoridocismo
OBAN = O Bão
Fleury = Flor Ely
Censura = Sussurra
Cadê a // Resposta da Redação //? Sem esta o post está incompleto e, quanto aos textos do Fernando Gomes e do Rui, dirigidos à FSP, estão irretocáveis, salvo o último parágrafo do Fernando que, trazendo cervejas ao tema, poderia ser retirado por destoar do conjunto do seu divórcio.
Incrível como ele externou de forma plena os mesmos sentimentos que a Folha me despertava!
que ombudsman que nada, quem tem que ser o ombudsman dos jornais eh o governo federal, ok, atravez de um conselho, para fiscalizar o que a midia faz, ok, e coibir os abusos, deveria ter um conselho estruturado, os representantes do conselho em cada jornal com circulacao acima de tantos mil exemplares ou em cada tv para verificar todas as noticias, e coibir a publicacao do que nao fosse correto, basta querer, ok, o conselho de ética nao foi feito porque o PIG foi contra, mas vamos unir-nos, ok, para poder auxiliar o governo federal nisso, jah passou dos limites,ok!!!
Nassif,
Sua resposta à Julieta me faz pensar o seguinte: o artigo do Altamiro Borges não tem nada de fofoca, nem de patrulhamento de casamentos.
Brasília, como todos sabem, é um caldeirão de promiscuidade entre homens públicos e jornalistas. Os casos mais emblemáticos são justamente o que teve maior repercussão na imprensa (Renan Calheiros) e o que não teve repercussão alguma (FHC). Mas há dezenas de outros mais.
Não é deste tipo de relacionamento que o Altamiro trata, e sim de relações espúrias e hipócritas, de quem cobra e critica – muitas vezes de forma mentirosa – um comportamento ético de outrem mas pratica exatamente o oposto. E procura esconder essas relações de seus leitores e telespectadores.
Saber que o Jabor, que tanto critica o governo Lula, é casado com uma joranlista da Globo que presta consultoria ao governador José Serra, é relevante, pois desnuda o falso moralismo desse cidadão,e mostra que, por trás de suas críticas, há outros interesses.
O mesmo vale para a Ana Maria Braga, que junto com a Hebe Camargo atinge um público despolitizado, cuja única fonte de informação são essas apresentadoras. Cito somente as duas por serem as que, embora tratem de aminidades em seus programas, se destacam na crítica política.
O Altamiro ficou apenas em casos envolvendo o grupo Globo, mas essas relações espúrias existem em quase todos os órgõas de imprensa. Na Folha há pelo menos dois casos semelhantes: o Clovis Rossi, casado com Catarina Clotilde Ferraz Rossi, presidente do PSDB MULHER, e Eliane Cantanhede, casada com um dos marketeiros do PSDB.
Não é o caso de agir como o pseudo-jornalista Diogo Mainardi, que se utiliza de mentiras para atacar e destruir reputações de jornalistas não alinhados com a imundície do esgoto onde vive. Mas acho que é um direito do leitor saber quem é quem entre os formadores de opinião, para poder ter uma leitura mais crítica dessa mesma opinião.
Isso deveria valer para quaisquer jornalistas, independente de seus alinhamentos ideológicos ou simpatias político-partidárias.
Caro Aldo Cardoso.
Os jornais estão atirando prá todo lado não mais para aumentar a circulação, mas tão somente para MANTER os que restam. Tanto a Folha quanto o Estadão são incapazes de irem às bancas aos domingos sem um penduricalho de brinde. Gostaria muito de conhecer a circulação dessas publicações sem os “indutores de vendas”.
Quanto à cerveja, por mais que hoje pareça uma brincadeira de gosto duvidoso, acho que é só uma questão de tempo. Nesse momento deve haver algum marketeiro lendo esse post com um brilho estranho nos olhos…
Esta se montando um cenario para o embate de 2010, mas é claro que não sera a luta do bem contra o mal, são apenas duas faces da mesma moeda se enfrentado, mas um lado parece nâo querer dar espaço para duvidas de que eh pior que o outro, se de um lado ficar a Veja, Daniel Dantas e outros “inquestionaveis” e algnuns qua ainda não são “inquestionaveis” se aliam a essas figuras e seus métodos quem eles pensam que vão se tornar? o que vai sobrar para quem gostaria de votar nas ideias e não no menos sujo?
Será que a politica do denuncismo praticada pelo PT durante o governo FHC foi tão sordida como essa atualmente usada?
A proposito, estava em um barbeiro e li a Veja, a coluna do Reinaldo Azevedo, sobre estar 100% certo, ele diz que ninguem esta e afirma que “o pobre” colunista, ele é obviu, não espera estar 100% certo, se estiver 55 ou 65% ja esta otimo.. então eu gostaria de saber se as duvidas que pairam sobre as praticas dele estão quantos percento certas? partindo da logica apresentada mais de 50%… falo isso por que imagino que essas pessoas devem trabalhar com margens de moralidade e honestidade muito estreitas, devem achar que se o adversário é mais imoral, cerca de 51% da imoralidade eles devem se sentir bem com os 49% que eles acham estar praticando de imoralidade, são menos ruins.
Coincidência, hoje me ligaram da FSP oferecendo promoção , que juravam não era assinatura. Mas pela qual eu pagaria R$ 49,90 após dois (?) meses e teria direito a brinde.
Aproveitei para lembrar ao operador e à supervisora do destempero do Josias, da atuação tímida do ombudsman e do esculacho aos professores Komparato e Benevides.
Por outro lado, a posição partidária do jornal deve render novos assinantes, porque deve haver quem concorde com suas posições e baixarias. Deveriam fazer campanha dando destaque ao blog do Josias e ao fato de estarem de rabo preso com o leitor.
Não recebo mais a Folha faz um mês. Confesso: não está fazendo a mínima diferença. O jornalão estava (e ainda deve estar) péssimo. O único profissional que fazia a diferença era o Jânio de Freitas. A Ilustrada ficou completamente banalizada; páginas inteiras dedicadas àqueles conjuntinhos britânicos que nunca se ouviu falar, BBB, besteirol e etc. Política nacional medíocre; internacional sofrível. Foi tarde!
Quem pode mentir em jornais, rádios e TVs, mente!
Quem é ignorante acredita em tais mentiras!
E quem é sábio, não gasta um centavo nem tempo vendo ou lendo esses mentirosos corruptos do PIG!
É contra a Folha de São Paulo, o jornal da DitaDura militar?… É só cancelar a assinatura do UOL… porque o jornal não vende nada, é um fiasco!!!
A Abril então, nem se fala… não aguento mais o desespero dessa gente mandando e-mails e malas diretas implorando que alguém faça assinatura das porcarias que eles publicam!!! …
“Pague uma, leve duas”… afinal de contas, a Folha e a Abril precisam maquiar a tiragem pra fingir que têm muitos leitores, porque se os anunciantes descobrirem que ninguém lê o lixo que publicam…
Desde o primeiro momento que li o indigitado editorial me posicionei em e-mail ao Painel do Leitor e ao Ombudsman. O ocupante atual do cargo é muito educado e responde sempre às minhas manifestações. Às vezes até de maneira individual. Mas sua conduta tem sido extremamente parcimoniosa em relação à “direção” do jornal. Não há duvidas que ele relata as baixarias semanais que a folha tem cometido, costumeiramente contra o governo Lula e sua figuras representativas. Baixarias subliminares , mas baixarias. Mas a resposta dada no Painel aos dois eminentes signatários de protestos contra o editorial citado, extrapola todo e qualquer limite de educação e conduta. O rei foi pego nu, e não tendo como se justificar, apelou. Caiu a farsa. O jornal voltou a seu ninho original, que o levou a apoiar a DITADURA ENQUANTO LHE FOI CONVENIENTE. Por interesse de marketing, procurou durante um certo tempo polarizar com o Estadão e O Globo. Mas o empinadinho herdeiro não resistiu e deu luz a suas nuances autoritárias.
Resta-me saudar o Estadão pois é o que é e assume publicamente. Lê o jornal quem quer, e não fica com um falso rabo preso com ninguém.
Nassif,
Acho que a exposição de fascismo da FSP é muita perigosa. Penso que precisamos responder.
Que tal enviarmos mensagens aos deputados exigindo que se manifestem sobre o assunto?
Corre um abaixo assinado organizado por Antônio Cândido para protestar contra a grosseria cometida pela Folha em relação aos intelectuais Fabio Konder Comparato e Maria Victoria de Mesquita Benevides, além de denunciar o cinismo da folha de chamar a ditadura de 64 de ditabranda por ter matado menos pessoas que outras ditaduras na América do Sul. Cheguei até o abaixo assinado-assinado através do blog O BISCOITO FINO E A MASSA do Idelber Avelar.
O verdadeiro OMBUDSMANN da FOLHA atende pelo nome de JOSÉ SERRA.
O resto é pura maquiagem.
Alguma chance de resolver isso? Toda hora aparece, e o pior, faz a gente perder tudo que digitou.
“Você está publicando comentários rápido demais. Mais devagar.”
Olha só, ia escrever alguma coisa sobre a FSP. Mas os 2 ai em cima disseram tudo.
Cresci lendo o Mais, Ilustrada e Dinheiro (talvez dai veio a vontade de ser economista apos o curso de Computaçao).
Estudei pra redaçao pros vestibulares com os Editoriais da Folha.
Hoje eu me pergunto. Sera que o Otavinho leu alguma coisa dessa epoca? Sera que ele tem ideia, ou um pingo de noção do que está fazendo?
Acho que não. Ele parece um filhote mimado, que sempre viu o Pai de longe, sem participar da vida dele. E qdo o Pai se vai, a vingaça pela ausencia é a destruição (inconsciente) de tudo que ele herdou.
Abçs,