Fotógrafa retrata fascínio e preconceito contra ruivos
Uma exposição em Londres está mostrando a obra da fotógrafa inglesa Jenny Wicks, que retratou o fascínio e o preconceito sofrido por pessoas ruivas.
A exposição Raiz de Gengibre: Um estudo sobre cabelo vermelho – a palavra “ginger” (”gengibre”) também significa “ruivo” em inglês – está em cartaz na galeria Idea Generation. A obra de Jenny Wicks sobre pessoas ruivas já gerou um livro e um filme.
Amanhã e depois ficarei no Rio em um trabalho que alguns diriam que é carregar pedras, e garanto que é carregar flores: entrevistar mais alguns personagens daquele período fantástico que foram os anos 50 e 60, fuçar em alguins arquivos históricos e conversar com alguns sábios ancestrais da política brasileira.
Se der tempo, uma rodada no CPDOC, cuja equipe gentilmente me convidou para visitá-los.
Fizemos duas mudanças no Blog, para torná-lo mais leve. Uma delas, o de diminuir para 15 o número de posts por página. Outra, a de desativar o plugin dos posts mais lidos, que estava gerando algum conflito.
Pelo menos aqui no meu notebook, ficou um avião de rapidez.
a falta de interesse em divulgar alguma notícia que eleogie o atual governo na mídia, que algumas notícias temos que ler na mídia estrangeira. Dê uma olhada o que saiu hoje no elpais: clique aqui.
Y Lula se ‘comió’ a la oposición
JUAN ARIAS 16/02/2009
En la política brasileña se ha producido un fenómeno único en América Latina y quizás en el mundo: el carismático presidente de la República, Luiz Inácio Lula da Silva, y su Ejecutivo, que gozan de un 84% de popularidad tras seis años de Gobierno, se han comido a la oposición. Y no lo han hecho con métodos antidemocráticos, sino apropiándose de sus banderas.
Ya se sabía que Lula es un genio político, que ha sabido vencer las reticencias en el seno de su propio partido, el Partido de los Trabajadores (PT); de hecho, se dispone a elegir a una mujer, la ministra Dilma Rousseff, como su sucesora en la candidatura a la presidencia en 2010, a pesar de que nunca ha disputado unas elecciones y no es un personaje excesivamente grato para el PT. Pero lo que nadie imaginó jamás es que sería capaz de eliminar democráticamente a la oposición. Tanto a la de derechas como a la de izquierdas.
¿Cómo lo ha conseguido? Con una política que, poco a poco, ha ido segando la hierba bajo los pies de sus opositores. A la derecha le ha cortado las alas mediante una política macroeconómica neoliberal que le está proporcionando buenos resultados en estos momentos de crisis financiera mundial gracias a las reservas acumuladas. Leia mais »
Dá uma olhada nesta notícia do jornal sueco “Dagens Nyheter”, de hoje, 16 de fevereiro.
Segundo o principal jornal sueco, “Dagens Nyheter”, o governo Obama não está considerando resgatar o seu sistema bancário segundo o modelo “escandinavo”, que foi implementado na Suécia em 1992, quando o país passou por uma aguda crise financeira.
Na época, o Estado Sueco comprou o equivalente a 8 bilhões de dólares em ações do sistema bancário, tornando-se na prática o seu principal acionista. Após o saneamento e a retomada da confiança no sistema, os bancos foram vendidos ao setor privado gerando dividendos para o Estado. Leia mais »
Continuo apanhando do portal do Estadão. Não consegui encontrar a matéria sobre o desenho “Coraline” publicada no excelente caderno Link.
Fui assistir ontem com as duas menininhas. Roteiro exemplar, mas tão envolvente que a Bibi ficou gemendo de medo, não aquele medo da violência inaudita, mas da própria expectativa gerada pelo desenho. A ponto da caçula Dodó (esparramada folgadamente no meu colo) reclamar: “PeloamordeDeus, Bibi””.
O desenho é uma obra prima, de roteiro, trilha sonora, dos desenhos.
A matéria, de Bruno Galo, é sobre Neil Gaiman, o roteirista que começou nos quadrinhos.
Alguns urls mencionados na matéria:
O blog do escritor: journal.neilgamain.com
O twitter: www.twitter.com/neilhimself
O site de Coraline: www.coraline.com
Por LPorto
Nassif é lindo mesmo
minha filhota achou o link e te envia. Clique aqui.
Por Flaggsmasher
Aqui tem uma boa fonte de informações sobre Coraline e o Mundo Secreto – Artigos, críticas, entrevistas exclusivas e galerias de imagens e vídeos:
Recomendo a leitura da matéria “O direito à sexualidade”, na CartaCapital desta semana. Traz um panorama das cirurgias de mudança de sexo pagas pelo SUS, uma velha bandeira do movimento GLBT que se tornou realidade graças ao ministro Temporão.
O texto revela que, dos quatro Centros de Referência públicos autorizados a fazer o procedimento, o de São Paulo encontra-se no pior estado. A médica responsável chega a dizer que se trata de um problema “político e governamental”, porque simplesmente faltam anestesistas no Hospital das Clínicas, onde o Centro funciona! Uma prévia da reportagem está no site da revista: clique aqui
Em um dos Roda Viva me cadastrei no twitter, mantenho uma conta lá mas não tive tempo de entender seu funcionamento. Alguém poderia explicar para mim e para os leitores que ainda não conhecem a ferramenta?
PS – Quem tem comentarista bom, não morre pagão. Não consegui cadastrar o user luisnassif no Twitter. Agora, acabo de ser informado pela Ruiva que um de vocês reservou o nome para mim no tal Roda Viva.
Agradeço o comentarista e tentarei montar um feed do Twitter aqui.
FORA DE PAUTA: Um importante marco do Software Livre
Depois de 22 meses de trabalho envolvendo mais de mil voluntários ao redor do mundo, o projeto Debian acaba de lancar o Debian GNU/Linux 5.0.
Ao contrário da maior parte das distribuicoes, que tem como foco apenas as arquiteturas AMD e Intel, o Debian está disponível em 12 arquiteturas diferentes, incluindo: Intel, AMD, e ARM.
A disponibilidade na arquitetura ARM é especialmente importante, pois esta é a arquitetura mais usada em celulares e dispositivos móveis de última geracão — tornando-os capazes de rodar uma distribuicão Linux moderna, com mais de 23 mil softwares disponíveis, entre os quais: desktops gráficos (KDE, GNOME e Xfce), suítes de escritório (OpenOffice.org), internet (Firefox, Thunderbird), bases de dados (PostgreSQL, MySQL), programas gráficos (BitTorrent, GIMP), etc.
O Debian GNU/Linux está disponível para download imediato em: http://www.debian.org/
Jornal do Comércio-PE – Talvez o governo Lula falhe também na comunicação do que ele está fazendo nessas áreas (Ciência e Tecnologia e Educação).
SÉRGIO REZENDE – Pode ser. Mas deixa eu contar algo que mostra que é mais do que isso. Na última terça-feira (dia 03), eu e o ministro Fernando Haddad (Educação) convocamos uma coletiva para anunciar o resultado da Olimpíada Brasileira de Matemática na Escola Pública. Foram 18 milhões de estudantes, de 40 mil escolas públicas e de 98% dos municípios do Brasil. É a maior olimpíada de ciência do mundo. Pois bem, não tinha um grande jornal lá. É uma olimpíada feita só para escola pública, os três mil premiados recebem bolsa do CNPq e assistência de 200 censos do Brasil para continuar estudando matemática, então é uma coisa interessantíssima que está ocorrendo na escola pública e o que saiu no dia seguinte nos jornais? Nada, isso não existe! Não é fácil comunicar determinadas áreas. A cultura e educação não são valorizados no Brasil.
A pergunta que eu faço é:
Faltou o presidente na apresentação para ela atrair a grande imprensa?
Detalhe:
Eu só fiquei sabendo que o Brasil agora tem uma fazenda marinha, pq o presidente foi lá para inaugurar?
Aqui você verá uma série de matérias que saíram hoje, sobre os efeitos positivos das políticas anticíclicas empreendidas no Brasil nos últimos meses.
Um dos impactos positivos advirá da redução do superávit fiscal (a “gastança”, na expressão primária de alguns analistas).
Diz o Valor de hoje:
“Boa parte dos economistas estima um superávit primário (receitas menos despesas, excluindo gastos com juros) de 3% a 3,5% do PIB neste ano, bem abaixo dos 4,07% do PIB obtidos no ano passado pelo setor público (União, Estados, municípios e estatais). O economista-chefe da corretora Convenção, Fernando Montero, lembra, contudo, que o superávit “oficial” ficou nesse nível por causa do aporte de R$ 14,2 bilhões para o Fundo Soberano, um mecanismo contábil usado pelo governo para transferir recursos fiscais de um ano para o outro.
(…) Montero projeta um superávit primário de 3,3% do PIB neste ano, considerando possível um número de 3% ou até menos. De um lado, a expansão das receitas vai perder fôlego, por causa do menor crescimento. De outro, a União já se comprometeu com despesas correntes mais altas, devido aos aumentos já contratados para o funcionalismo e ao reajuste do salário mínimo, que corrige dois terços dos benefícios da Previdência. Além disso, a promessa do governo é intensificar o ritmo de execução dos investimentos.
“Uma queda do superávit primário dessa magnitude será um estímulo importante para a atividade econômica”, ressalta ele, destacado que “a redução do esforço fiscal pode ficar próxima a 2 pontos percentuais do PIB, o que é mais do que muitos analistas projetam de crescimento para a economia neste ano”. Montero aposta numa expansão de 2,2% para o PIB em 2009, em parte por acreditar que a política fiscal terá um efeito expansionista sobre a atividade”.
Outro ponto importante são os efeitos dos investimentos públicos, especialmente da Petrobrás e das obras previstas no PAC (conforma nota colocada ontem aqui).
Um terceiro é o efeito da Bolsa Família e do aumento do salário mínimo, ajudando a fortalecer o consumo das classes C-, D e E.
Começa a tomar corpo a idéia de que a crise, no Brasil, será bem menor do que se estimava inicialmente. Mesmo assim, cautela e caldo de galinha.
A economia mundial não parou de cair. Há um artigo didático do Luiz Carlos Mendonça de Barros sobre as mudanças estruturais na economia global, com o novo padrão de consumo norte-americano (em níveis extraordinariamente baixos, graças à virtuosa “democratização do crédito”, enaltecida pelo meu colega Sardenberg).
Lições até agora da crise, que antecipamos em alguns artigos de dezembro:
1.A proatividade das políticas públicas foi essencial para segurar a peteca.
2.Passado o período de terrorismo, haveria um refluxo da ênfase às notícias ruins. Esse processo foi antecipado pelo calo doendo das empresas de mídia, com a queda da publicidade.
3.Passado o período de desova de estoques, a economia começaria, de fato, a mostrar qual o novo patamar de crescimento.
Em relação ao último item, ainda não há clareza no horizonte. Creio que só para maio se terá uma idéia melhor sobre qual o novo ritmo do crescimento.
De qualquer forma, o que importa é que jã há uma noção um pouco melhor sobre o fundo do poço. E não está sendo tão drástico quanto se supunha.
A ideologia na análise econômica permite malabarismos incríveis.
Um deles é em relação ao chamado populismo econômico. O populismo consiste em um conjunto de medidas que, em um primeiro momento, passam a sensação de bem estar mas, no futuro, cobram preço caro da economia e do país. É sacar contra o futuro, para usufruir no presente.
Exemplo? Plano Cruzado e seus oito meses de felicidade. Outro? O primeiro ano do Real. Isso para se ficar nos mais recentes.
O mundo está testemunhando à maior queima de riquezas da história. O sistema bancário americano quebrou, o europeu vai pelo mesmo caminho, as maiores montadoras do mundo estão ameaçadas, entra-se em uma espiral que ameaça jogar o mundo em uma depressão. Quer pior que isso? Talvez o dilúvio.
Meu colega Carlos Alberto Sardenberg – como bom defensor do mercado – sempre taxou de populismo qualquer política social, mesmo aquelas que têm implicações estruturais – como gastos com educação, saúde e políticas sociais, vistos como saque contra o futuro. Mesmo sendo parte integrante da construção do futuro.
Agora que ficou claro que esse hiperliberalismo era um populismo às avessas, que vendia miragens para garantir ganhos pornográficos para uma minoria, à custa do comprometimento da própria economia mundial, o que diz o bravo Sardenberg no Estadão de hoje?
A falta que faz a ciranda financeira
Carlos Alberto Sardenberg*
(…) Nos EUA, o desastre financeiro foi notável, mas antes disso não faltou capital barato para a formação, por exemplo, das empresas da Tecnologia da Informação. E, para usar um conceito político do bem, houve uma ampla democratização do crédito nos EUA.
O imenso nó na economia americana é o endividamento excessivo das famílias, que a deixou em um beco sem saída. Onde se lê endividamento excessivo, Sardenberg lê “democratização do crédito”. Onde se lé gastos sociais, Sardenberg lê privilégios para os excluídos.
O Brasil, que sempre teve crédito curto e caro, estava começando a entrar no bom mundo do dinheiro emprestado. Graças à estabilidade macroeconômica e ao boom mundial, o crédito concedido a pessoas e empresas no Brasil simplesmente dobrou em cinco anos. Foi de 20% do PIB em 2003 para pouco mais de 41% no ano passado, o que explicou a explosão do consumo de automóveis a celulares. Ajudou a formar essa nova classe média.
Essa nova classe média foi formada também por políticas estruturais, como a Bolsa Família e a Previdência Social, com o novo salário mínimo, políticas tidas como populistas pelo Sardenberg.
Fim de tarde na quarta, dia 11, e “em primeira mão” o blog do Globo Online em Brasília postou que “Brasileira torturada na Suíça aborta gêmeos”, com fotos de “Álbum de família” e as denúncias do pai da jovem, “Paulo Oliveira, secretário parlamentar do deputado Roberto Magalhães (DEM-PE)”. Início da noite e o “Jornal Nacional” deu a manchete “Barbárie na Suíça: Brasileira é torturada por uma gangue e tem a gravidez de gêmeos interrompida”.
Sexta e a manchete do “JN” já era “A polícia suíça afirma que a brasileira não estava grávida e os ferimentos podem ter sido provocados por ela mesma. As autoridades brasileiras trocam as declarações indignadas por um discurso cauteloso”. Leia mais »
Introdutor do jornalismo de serviços e do jornalismo eletrônico no país. Vencedor do Prêmio de Melhor Jornalista de Economia da Imprensa Escrita do site Comunique-se em 2003, 2005 e 2008, em eleição direta da categoria. Prêmio iBest de Melhor Blog de Política, em eleição popular e da Academia iBest.