11/02/2009 - 20:00
Usei o Miro para ir atrás de vídeos do Clube da Esquina e ele me trouxe esse Lô Borges colocado por alguém que se lembrou da minha mineirice.
Lô Borges – Clube da Esquina n. 02 – 04:27 – Dec 28, 2008
Lô Borges com quarteto de cordas, sopro, percussão e acompanhamento no violão do maestro Carlos Lima. 19/07/2003. Homenagem à “mineirice” de Luis Nassif.
Autor: luisnassif - Categoria(s): Fora de Pauta
Tags: Clube da Esquina, Lô Borges
11/02/2009 - 11:36
Recebo um telefonema inesquecível de dona Carolina Amaral Gurgel, viúva do João do Amaral Gurgel.
Ela já tinha deixado um recado na nota sobre o marido – que vocês rechearam com declarações de amor pelo carrinho e de admiração pelo Gurgel. Ficou especialmente tocada com o comentarista que disse que, quando morresse, gostaria de ser enterrado no seu Gurgel
Na conversa com dona Carolina, dá para perceber de onde vinha parte da garra impressionante de Gurgel. Nada de olhar para trás, de lamber feridas e chorar incompreensões. “Quem está na chuva é para se molhar”, diz ela.
Dona Carolina passou 52 anos casada, os últimos sete cuidando do marido vencido pelo mal de Alzheimer. “Tenho lembranças maravilhosas daquele maluco de carteirinha”, conta ela. Dia desses, se pilhou rindo sozinha, lembrando-se do único dia em que ele a ameaçou. Ela foi beijá-la de noite e ele, entorpecido pela doença, julgou estar sendo atacado por alguma ninfa.
Foram sete anos cuidando da doença do marido, praticamente sozinha. Dona Carolina achava que se juntasse muita gente em volta haveria muita fofoca.
Como o inferno astral dura sete anos, agora o jogo será outro. Ela voltou a praticar sua ginástica no Paulistano e está cheia de planos de arrumar a casa, que ficou meio abandonada pela dedicação ao marido.
Agora, se define como uma “velhinha computadorizada”. Já armazenou os comentários carinhosos de vocês e está trabalhando com um photoshop para colocar seu retrato na rede.
Ela manda um beijo carinhoso para todos os admiradores de João do Amaral Gurgel.
Autor: luisnassif - Categoria(s): Crônica
Tags: Carolina Amaral Gurgel
11/02/2009 - 11:14
Por Stanley Burburinho
Publicada em 11/02/2009 às 08h48m
O GloboReuters/Brasil Online
SÃO PAULO – A produção da indústria paulista conseguiu crescer em janeiro após três meses de queda, mas o comportamento acumulado nos últimos 12 meses continuou caindo, mostra pesquisa divulgada nesta quarta-feira.
De acordo com o Sinalizador da Produção Industrial (SPI), a produção física da indústria de São Paulo cresceu 5,7% em janeiro ante dezembro de 2008, considerando os dados com ajuste sazonal. A taxa acumulada passou de 5,3% em dezembro para 3,1% em janeiro. Leia mais »
Autor: luisnassif - Categoria(s): Crise, Economia
Tags: FGV, PIB paulista
11/02/2009 - 10:54
Contei esse episódio no meu livro “O Jornalismo dos anos 90″.
A Santa Casa de Poços de Caldas criou um grupo de transplante de rins. Ao longo de anos, foram operadas mais de 200 pessoas, todas pelo SUS, uma apenas pelo plano de saúde do Banco do Brasil.
Em 2000 ocorreu um episódio trágico. Um menino caiu do terceiro andar de um prédio. O pai o levou até um hospital particular, onde o menino ficou internado na UTI. Quando ocorreu a morte cerebral, aceitou doar os órgãos para transplante. O corpo foi transladado para a Santa Casa.
Aí o hospital particular decidiu cobrar do pai não apenas a internação como até o custo do transporte do corpo para a Santa Casa.
Valendo-se da Internet, o pai sujeito deu início a uma campanha impiedosa e desequilibrada contra os médicos da Santa Casa. O caso foi parar no “Fantástico” que, com uma reportagem sensacionalista, irresponsável, acabou de acender a pira que liquidou com o grupo de transplante da Santa Casa -pouco tempo antes, o próprio “Fantástico” quase liquidou com a obra portentosa do Dr. Pasquini e seu grupo de transplante de Curitiba, apelando para outra reportagem manipulada. A repórter contou com o endosso de um secretário do Ministério da Saúde.
Com a repercussão, promotores da cidade investiram com gana sobre a Santa Casa e a equipe médica. A Santa Casa acabou descredenciada do SUS. Agora, toda a cidade está empenhada em conseguir o recadastramento.
Estima-se que, nesse período, morreram na região cerca de 200 pessoas que necessitavam de transplante de rins.
Clique aqui para um histórico dessas reportagens médicas. O caso em questão está nja página 145.
Autor: luisnassif - Categoria(s): Mídia
Tags: Fantástico, transplante
11/02/2009 - 08:53
A sinuca de Barack Obama é a mesma que acomete todos os governantes em períodos de crise sistêmica, radical. Acaba um ciclo. Setores líderes do ciclo que se encerra ficam inviáveis, mas conservam o poder político. Tem que se partir para o ciclo seguinte, mas esses setores ficam pairando como lastro de balão, impedindo o nascimento do novo ciclo.
No caso norte-americano, o problema é o sistema financeiro, os chamados bancos-zumbis, que quebraram com a crise. Eles estão empanturrados de derivativos tóxicos e de créditos de difícil recebimento.
Haveria dois caminhos para solucionar o problema.
O correto seguiria o modelo do nosso PROER. Esta semana o Luiz Carlos Mendonça de Barros escreveu um artigo didático na Folha sobre o modelo.
Em vez de criar um “bad bank” para comprar os títulos podres dos bancos-zumbis, o governo americano deveria criar um banco para comprar os ativos sadios desses bancos.
É o modelo universalmente consagrado de compra de empresas quebradas. Separa-se a parte boa e vende-se. Com os recursos apurados, cobre-se parte do rombo. Se a parte podre for maior, ou os controladores aportam novos recursos ou simplesmente o banco restante vira pó.
Com isso, dos escombros dos bancos-zumbis nasceria um novo banco, imenso, estatal no início, mas que poderia ser privatizado depois (de acordo com as tradições americanas), com porte e condições de revascularizar o sistema de crédito norte-americano e global. Mas significaria também que os acionistas e controladores dos bancos quebrados morreriam com o mico.
Essa solução lógica esbarra no poder políticos dos zumbis e nas vinculações ideológicas das pessoas incumbidas de pensar o plano de salvação – quase todas ligadas ao mercado financeiro.
Assim, fica-se nessa história de limpar os bancos dos ativos tóxicos permitindo a salvação dos controladores e acionistas. Com isso, a crise se aprofunda agudamente. A insegurança continuará, os recursos envolvidos não resultarão na volta do crédito em um momento em que a economia mundial caminha para o estágio mais perigoso: a deflação de ativos (isto é, os preços dos ativos despencando e trazendo novos rombos para a estrutura de capital das empresas e dos bancos).
Infelizmente, Omaba piscou. Esses momentos de crise aguda exigem decisões de ruptura, não de contemporização. Leia mais »
Autor: luisnassif - Categoria(s): Crise, Economia
Tags: bad bank, Obama, plano de salvação
11/02/2009 - 07:00
Coluna Econômica – 10/02/2009
O Ministro de Ações de Longo Prazo, Roberto Mangabeira Unger, é um indignado com a falta de imaginação global para enfrentar a crise.
Os dois paradigmas de desenvolvimento que sustentaram a discussão econômica nas últimas décadas estão superados, diz ele. De um lado, o modelo americano, do Estado como um mero regulador da atividade econômica. Do outro, o que ele chama de neo-coreanismo – o BNDES usando o dinheiro do trabalhador para transformar meia dúzia de grupos em campeões mundiais, como se isso fosse suficiente para o desenvolvimento. Leia mais »
Autor: luisnassif - Categoria(s): Coluna Econômica, Economia
Tags: arranjo produtivo loca, Roberto Mangabeira Unger