quero lembrar que nesta segunda-feira,dia 2,recomeçou na rádio nacional am rio,o programa “adelzon alves,o amigo da madrugada”.por 25 anos, 1966-1990,ele foi apresentado na rádio globo,com repercussão em todos os meios da mpb.joão donato,cartola,geraldo babão,nélson cavaquinho,hélio delmiro,bezerra da silva,clara nunes,alcione,beth carvalho,martinho da vila, paulinho da viola,patativa de assaré,luis carlos da vila e centenas de outros passaram por lá.volta agora com uma música-homenagem a ele feita pelo monarco.o pessoal da noite fica convocado.e sei que o adelzon agradece a audiência.
De acordo com a cobertura do Estadão, aparentemente o episódio da merenda escolar, na Prefeitura de São Paulo, tem implicações bastante amplas.
Do Estadão
Empresas usaram mesmo método
Todas entregaram propostas de preços em dois lotes; cada uma apresentou o menor valor em um deles
Vitor Sorano
As seis empresas que fornecem merenda às escolas da rede municipal em São Paulo e são investigadas por suspeita de cartel tiveram conduta idêntica no dia da licitação em que ganharam os contratos. O Ministério Público, que levantou a suspeita, quer que a Prefeitura de São Paulo suspenda os contratos e volte a preparar a alimentação de todos os alunos – hoje ela é responsável pela menor parte da rede.
O pregão – tipo de licitação pelo qual a Prefeitura fez a contratação – dividiu as escolas a serem atendidas em seis lotes. Todas as empresas entregaram propostas de preços em dois deles. Cada uma tinha o menor – e, portanto, melhor – preço para um dos lotes. No segundo, as ofertas tinham valor mais elevado.
Pelas regras do pregão, as empresas poderiam apresentar contrapropostas nos lotes em que tinham, inicialmente, cobrado mais caro. Nenhuma delas, porém, deu lance menor para tentar levar o contrato. Logo após conhecer o valor apresentado pelas concorrentes no lote em que perdeu, cada uma das empresas desistiu de participar da disputa.
O pregão, de número 73/2006 e feito na Secretaria Municipal de Gestão entre 2006 e 2007, é citado pelo Ministério Público nas investigações sobre o cartel. A abertura ocorreu no dia 15 de maio de 2007, com uma segunda sessão em 25 de maio daquele ano.
Engenheiro de som francês “libera” gravações caseiras divulgadas por blogs
COLABORAÇÃO PARA A FOLHA
DA SUCURSAL DO RIO
Antes de se espalhar pela internet, as gravações caseiras de João Gilberto passaram pelas mãos de um sueco, um francês e alguns brasileiros.
Com a cópia das gravações de João Gilberto feitas na casa do fotógrafo Chico Pereira, em 1958, o sueco Lars Crantz procurou o músico e engenheiro de som francês Christophe Rousseau para remasterizar o material. Rousseau o fez e acabou por também divulgar os registros para o blog Toque Musical (toque-musical.blogspot. com), dedicado a raridades da música brasileira.
Na última segunda-feira, o blog disponibilizou o primeiro link para download do arquivo das gravações, contextualizando os registros.
Dois dias depois, o blog “Vitrola” (vitrola.blogspot. com), do jornalista Ronaldo Evangelista, publicou post sobre o assunto no qual remetia ao Toque Musical. Rapidamente, o link e a história se espalharam por diversos blogs relacionados à cultura, como “Trabalho Sujo” (oesquema.com.br/trabalhosujo).
Ontem pela manhã, o link para download do Toque Musical já não estava mais disponível. No entanto, com uma busca pelos nomes João Gilberto e Chico Pereira na internet era possível encontrar diversos caminhos para o download.
No início da noite, o Toque Musical saiu do ar. A Folha conversou por telefone com o dono do blog, que preferiu não se identificar. Ele demonstrava receio em relação à repercussão da história.
A Folha não conseguiu localizar Cláudia Faissol, atual empresária de João, para saber se tentará fazer algo contra a divulgação das gravações.
Comentário
É um documento histórico que comprova algo que venho sustentando há muitos anos: a enorme influência do samba-choro e do samba sincopado no balanço de João Gilberto.
Aqui vão algumas faixas selecionadas. Vou dar minha caminhada de sábado ouvindo a íntegra dessa maravilha. Depois acrescentarei outras faixas (”Nos braços de Isabel”, é gravação de um dos reis do sincopado e do samba-choro, Joel e Gaúcho).
Quem náo conseguir ouvir por aqui, vá a esse endereço: http://www.divshare.com/playlist/483486-6bc
Comentário 2
Depois da caminhada matinal, e de ter ouvido o disco quase todo. É um retrato extraordinário do universo musical de João Gilberto. Tem o violão à Garoto, a bossa nova de Tom, Caymmi, os sambas-choros, o samba-canção, a seresta. E uma declaração apaixonada a Jacob do Bandolim.
Tenho a impressão de que esse acervo liquida uma discussão besta, que vem do “Balanço da Bossa”e do livro do Rui Castro (que já reviu sua posição), mas foi fundamentalmente alimentado pelos musicólogos da USP e pela influência de Ronaldo Bôscoli: a idéia de que a bossa nova foi uma ruptura, quando foi uma síntese do que de melhor a música brasileira tinha produzido até então.
Será que entendí corretamente? A empresa X está com problemas para rolar seu empréstimo em dólares, por uma série de motivos:
A) Solicitou um empréstimo para comprar máquinas ou insumos importados apostando num aumento da demanda que não se concretizou e
B) a política monetária do BACEN levou a empresa a se endividar em dólares apostando na valorização do Real, a cotação do dólar explodiu, e a dívida agora é muito maior. Quem lucrou com essa mudança do câmbio foi o banco extrangeiro Y, que intermediou esse empréstimo.
A solução do BACEN é a seguinte: oferece uma linha de crédito de USD36B para que empresas como a X possam refinanciar essas dívidas a través do banco nacional Z. Este recebe do BACEN o dinheiro a juro Libor +1,5%, e cobra da empresa Libor+1,5%+N%. A empresa, que está com uma dívida maior que a prevista (em reais) e com um ingresso menor que o previsto, vai repassar o juro Libor + 1,5% ao BACEN e o juro N% ao banco Z para pagar ao banco Y.
Perguntas: Isso é ajudar a empresa X ou aos bancos estrangeiros Y a recuperar seus empréstimos e ainda aos bancos nacionais Z a tirar mais um lucro? A empresa X poderá pagar tudo isso? Caso contrário, quem perde o dinheiro? O banco nacional Z, o estrangeiro Y, a empresa X ou o BACEN (Brasil/Povo)?
Não sería mais lógico o BACEN, através do Banco do Brasil, emprestar diretamente a empresa X a taxa Libor + 1,5% para pagar ao banco Y o empréstimo, que com certeza é mais caro que Libor + 1,5%, reduzindo assim o impacto cambial na dívida? Isso tem a ver com o swap entre o Fed e o BACEN de USD30B, que por sinal foi prorrogado até 30 de Outubro? Esse swap não é pra ajudar aos bancos extrangeiros Y, dando maior liquidez de dólares no Brasil para que possam retirar seu dinheiro sem maiores problemas?
Comentário
Veja bem:
1. Os bancos credores estão sem liquidez, sem dólares,
2. Criaram uma situação jur[idica nova, porque romperam com o acordo tácito de rolagem da dívida das empresas.
3. O BC está permitindo que as empresas quitem totalmente seu financiamento com os bancos estrangeiros.
4. Se não fosse tão comprometido com os interesses da banca, faria um leilão de deságio. Seriam contempladas aquelas operações em que os bancos credores externos concedessem o maior desconto possível na dívida.
5. A maneira como a operação foi montada é escandalosamente favorável aos credores externos, como bem anotou o comentarista Ale.
Veja que noticia interessante abaixo. Imagine se os empresários daqyui adotassem o mesmo caminho. E queriam que Lula adotasse o caminho do pessimismo.
Medidas tomadas contra a crise começam a demonstrar algum efeito
Financial Times
Ralph Atkins, David Pilling e Krishna Guha
À medida que a economia mundial piora a ponto das profundezas se tornarem insondáveis, surgem sinais de que as ações tomadas podem ter um efeito
Lars Nonbye, diretor geral da empresa Nonbye de produção de placas na Dinamarca, encontrou uma forma de lidar com a desaceleração econômica global. Ele a baniu do local de trabalho. Jornais são recortados para remover os artigos repletos de pessimismo, conversas sobre a crise estão proibidas no início das reuniões e adesivos anticrise são distribuídos aos clientes. “É preciso dizer um basta”, argumentou Nonbye.”
Nassif, uma dica forte para falarmos dos absurdos na terceirização:
A controlar vai inspecionar, este ano, cerca de 2,6 Milhões de veículos em São Paulo, a uma taxa de R$ 52,73 que ficará integralmente com a empresa.
Isto dá aproximadamente R$ 137 Milhões de faturamento em um ano.
Para manter 4 ou 5 unidades em São Paulo, com equipamentos que nem são de última geração, qualquer um pode oferecer um serviço muito mais barato.
Eu sou apenas um consultor de TI, mas se eu fosse esperto e tivesse lido o edital desta concorrência, eu teria conseguido uns 10 milhões com o BNDES e montado uma empresa melhor estruturada e ganho a concorrência com uma tarifa menor.
A empresa recebe a taxa recolhida antes de executar o serviço: inadimplência zero.
Os contribuintes tem de agendar data de hora para a revisão: Gargalo no atendimento zero.
Os contribuintes tem prazo escalonado para fazer a inspeção (de acordo com o final da placa): Fluxo de caixa garantido.
Não há ponto ruim para a Controlar, não há risco, não há absolutamente nada a se preocupar, a não ser cumprir os prazos e manter um serviço de call-center e um site meia-boca em funcionamento. Leia mais »
Introdutor do jornalismo de serviços e do jornalismo eletrônico no país. Vencedor do Prêmio de Melhor Jornalista de Economia da Imprensa Escrita do site Comunique-se em 2003, 2005 e 2008, em eleição direta da categoria. Prêmio iBest de Melhor Blog de Política, em eleição popular e da Academia iBest.