Trivial de Marisa Monte
Do Portal Luís Nassif
MARISA MONTE – EU TE AMO, EU TE AMO, EU TE AMO
* Adicionado por Soledad Larraz
MARISA MONTE – EU TE AMO, EU TE AMO, EU TE AMO
* Adicionado por Soledad Larraz
O CASTELO DO EDMAR
Um castelo está à venda
Do deputado Edmar
E pra quem não me conhece
Eu vou logo declarar
Não quero tirar da reta
Mas sou apenas poeta
Esse outro é meu xará
Eu desconheço fortuna
Criada só com salário
E comparado ao xará
Me sinto até um otário
Posto que com seu castelo
Só posso fazer um elo
Com o conto do vigário
Eleito corregedor
O deputado em questão
Falou da dificuldade
De se punir bom ladrão
Não disse como comprou
Tampouco como pagou
O imóvel em discussão
Por vinte e cinco milhões
O castelo está à venda
Conclamo o MST
Para armar a sua tenda
Se o dono é deputado
E não provou ter comprado
Não vejo nenhum problema
Pois esse Edmar Moreira
Deputado Federal
É mais um exemplo vivo
De transação ilegal
E ninguém mais agüenta
Tanto molho de pimenta
Nesse nosso trivial.
Edmar Melo.
Autor: luisnassif - Categoria(s): Poesia Tags:Smith, Marx e Keynes
Três grandes economistas,
Devem estar gargalhando
Do mundo sem uma pista
Pra sair desse sufoco
Porque só tem quengo oco
De governos e lobistas.
Fortuna, poder e fama
Com bestas correndo atrás
E as nossas necessidades
Dos tempos dos ancestrais
Comer, Vestir e Dormir
Farão de novo explodir
Os fluxos dos capitais.
Só mesmo o velho mercado
Com a sua mão invisível
Será capaz de fazer
O que parece impossível:
O retorno gradual
Do crescimento global
Com seu valor intangível
É tolice imaginar
Que esse golpe na ganância
Vai deixar o ser humano
Agindo com elegância
E as raposas do mercado
Ficarão mais recatados
Bem longe da extravagância.
Bilhões serão desviados
Pro’s bolsos oportunistas,
Que nessas ocasiões
Agindo sem deixar pistas
Disfarçam sua ganância
Falando, com arrogância,
Sobre questões humanistas.
Essa gente sem caráter
Tal qual os cães nas caçadas
Perseguem as novas presas
E esquecem presas passadas,
Deixando a especulação
Buscam na corrupção
Novas riquezas roubadas
Nassif e comentaristas
para relaxar no meio da tarde,
divirtam-se com esta Sentença.
Proferida no Segundo Juizado Especial Cível de Campos dos Goytacazes em 28/01/09, juiz Claudio Ferreira Rodrigues.
“Foi aberta a audiência do processo acima referido na presença do Dr. CLÁUDIO FERREIRA RODRIGUES, Juiz de Direito. Ao pregão responderam as partes assistidas por seus patronos.
Proposta a conciliação, esta foi recusada. Pela parte ré foi oferecida contestação escrita, acrescida oralmente pelo advogado da Casas Bahia para arguir a preliminar de incompetência deste Juizado pela necessidade de prova pericial, cuja vista foi franqueada à parte contrária, que se reportou aos termos do pedido, alegando ser impertinente a citada preliminar. Pelo MM. Dr. Juiz foi prolatada a seguinte sentença: Dispensado o relatório da forma do art. 38 da Lei 9.099/95, passo a decidir.
Rejeito a preliminar de incompetência deste Juizado em razão de necessidade de prova pericial. Se quisessem, ambos os réus, na forma do art. 35 da Lei 9.099/95, fazer juntar à presente relação processual laudo do assistente técnico comprovando a inexistência do defeito ou fato exclusivo do consumidor. Não o fizeram, agora somente a si próprias podem se imputar. Rejeito também a preliminar de ilegitimidade da ré Casas Bahia. Leia mais »
Autor: luisnassif - Categoria(s): Justiça Tags: Sentença da BBNassif,
Abaixo, informativo do MSF – Médicos sem Fronteiras de 03/02/09
Os tratamentos médicos continuam, mas a população da Faixa de Gaza pede também ajuda social e psicológica
03/02/2009- Cerca de 20 feridos foram operados dentro das instalações de Médicos Sem Fronteiras (MSF), na Cidade de Gaza, desde o início da semana até agora. Metade dos pacientes tem menos de 15 anos de idade, incluindo sete crianças com menos de cinco anos. A equipe médica tem feito a remoção de tecidos infectados ou mortos, enxertos de pele e remoção de fixadores externos. Curativos para queimaduras graves também precisam ser feitos pelo departamento cirúrgico.
Informando os feridos sobre as cirurgias secundárias e específicas, espera-se que mais pacientes cheguem ao longo dos próximos dias e semanas. As extensas avaliações de MSF na Faixa de Gaza indicaram uma necessidade significativa de cirurgias específicas e secundárias para pacientes machucados, durante as três primeiras semanas de janeiro. MSF identifica pacientes através de equipes que vão de porta em porta nas àreas mais afetadas pelo conflito, ou através dos profissionais médicos das clínicas. Os hospitais palestinos também referem pacientes para as instalações de MSF, e pronunciamentos de rádio estão sendo realizados, informando a população sobre o tratamento cirúrgico disponível. Leia mais »
Autor: luisnassif - Categoria(s): Internacional, Política Tags: Gaza, Médicos Sem Fronteira* Publicado por wedencley alves
O post de Claudia Trevisan foi publicado pela manhã. Era uma informação sobre a suposta propaganda da virtual candidata à presidência Dilma Rousseff numa revista americana. No portal, a chamada para o blog, apresentava uma foto que mostrava uma Dilma Rousseff serena, possivelmente, produzida na coletiva de quinta-feira, dia 05 de fevereiro, sobre os novos aportes financeiros do PAC – Programa de Aceleração do Crescimento.
Os editores do portal não ficaram satisfeitos com a foto, que mostrava uma Dilma Rousseff bastante tranquila. Ela poderia ficar bem demais na foto. A tarde, fizeram uma escolha “melhor”, num ângulo e num gestual em que Dilma aparece fazendo caretas.
Numa sequencia de fotos, é evidente que o gestual humano apresenta toda sorte de possibilidades para explorações maldosas ou dignificantes.
No jornalismo isto é bem conhecido. Escolhe-se a pior foto, se se quiser prejudicar a imagem do personagem. Foi o que aconteceu com o Estadão ontem, em seu portal. Durante o resto do dia e no dia seguinte, sexta-feira, pela manhã, a foto de Dilma foi exibida.
O truque editorial causou mal-estar para uma leitora mais crítica do blog, para quem a opção do Estadão foi indevida: “Trevisan, que falta de respeito com a Dilma essa foto. Tudo bem, se vc tem críticas à propaganda, faça-as, mas com respeito, sem baixaria”, protestou indignada a leitora, que assinou como Cíntia, de SP.
A jornalista Claudia Trevisan imediatamente negou que a foto tivesse sido escolhida por ela. “Quero esclarecer que a foto da ministra Dilma Rousseff que aparece na chamada para meu blog na primeira página do portal não foi escolhida por mim”.
Deixou os editores mal na foto. (continua)
Autor: luisnassif - Categoria(s): Mídia Tags: 2010, manipulação de fotosCaro Nassif:
Ouvi o Pe. Fábio de Melo dizer sobre o que certa imprensa anda fazendo com ele, dizendo que em seus shows só vão mulheres histéricas que ficam gritando todo o tempo “gostoso”, e coisas do gênero. Mas uma coisa me chamou a atenção: falou que um veículo de comunicação fez luzes (com photoshop é claro) no cabelo dele, coisa que nunca fez na vida. É um instrumento para desqualificar uma pessoa, principalmente um padre.
Conhecendo a Veja fui no site. Não deu outra. A reportagem sobre “musica da fé”, que abre com ele, tá lá ele com o cabelo de “luzes”.
O padre Fábio de Melo, que exibe um vistoso relógio Diesel no pulso, não gosta de ser fotografado com as mãos em posição de prece. “É piegas”, diz. Vindo de uma congregação liberal, a Sagrado Coração de Jesus, Melo manifesta sem medo um dos pecados capitais – a vaidade. Usa calças justas, tem sobrancelhas delineadas e, ainda que não admita em público, já se submeteu a picadas de Botox para remover rugas da testa e dos olhos. Seus cabelos, provavelmente por inspiração do Espírito Santo, emitem reflexos dourados. Apesar disso, rechaça a imagem de padre galã. “Quando as fãs vêm com histeria, logo corto. Não vou acender fogueiras que não posso apagar”, diz
Jorge Hage, Tendências e Debates hj na FSP:
“Por tudo isso, cabe a pergunta: não será já a hora de abandonarmos velhos hábitos, de ficar repetindo, inercialmente, como mantras verdades de ontem que hoje já não correspondem à realidade? Como se o país nada estivesse fazendo contra a corrupção e a impunidade. Como se nada estivesse sendo feito em termos de transparência pública, quando o Brasil é visto hoje, no mundo, como um bom exemplo para outros países. A quem interessa isso? A quem serve a atitude autodestrutiva da nossa imagem? Certamente não ao povo brasileiro.”
Jorge Hage, ministro-chefe da CGU (Controladoria Geral da União)
Autor: luisnassif - Categoria(s): Gestão Tags: CGU, Controladoria, transparênciaAcho que seria interessante divulgar a página do Banco Central onde são relacionadas as taxas de crédito dos bancos brasileiros. Parece que é uma iniciativa para tentar abaixar o tal do spread bancário.
http://www.bcb.gov.br/?TXJUROS
Autor: luisnassif - Categoria(s): Sem categoria Tags:As dicas de pauta, preparando o fim de semana.
Autor: luisnassif - Categoria(s): Fora de Pauta Tags:A crise da Irlanda dá uma boa discussão. Estou preparando um bom material para domingo. O ponto central são as sucessivas análises sobre as causas do sucesso da Irlanda, apontado como o tigre da Europa e que agora caminhar para se tornar uma nova Islândia.
Há os que atribuíam exclusivamente aio ajuste fiscal dos anos 80 e 90. Era condição necessária, mas não suficiente.
Outros apontavam o modelo de desenvolvimento adotado, que foi, de fato, muito bem montado, com identificação das áreas estratégicas e atração de multinacionais desses setores.
Mas faltou o essencial: o desenvolvimento de uma capacitação tecnológica autônoma. Agora, as multi estão simplesmente buscando outros países onde aportar. E o país aparentemente está quebrado.
O Valor de hoje traz matéria sobre o país, informando que o déficit público deverá chegar a 9,5%. Não consegui entender a razão.
Autor: luisnassif - Categoria(s): Crise, Economia Tags: crise, IrlandaMatéria de ontem do Valor dizia que o BNDES estava prevendo um PIB de meio a um ponto em 2009.
Hoje o jornal retifica a informação. O banco trabalhava com um crescimento do PIB de 3%. Reduziu em meio ponto a previsão – e não para meio ponto. Assim, sua previsão atual é de 2,5% de crescimento.
http://www.google.com/notebook/public/03904464067865211657/BDQbgSgoQtd2u1_Qj
Autor: luisnassif - Categoria(s): Crise, Economia Tags: BNDES, crescimentoConversei ontem com colegas da Carta Capital. Se Mino Carta pensar em abandonar o jornalismo, convocarei agora mesmo manifestações na porta da revista. Mas acho que não.
Mino ficou chateado com os ataques que sofreu por causa do caso Battisti. Aliás, é um horror o clima de guerra que permeia algumas discussões e que deveria ficar restrito aos blogs de esgoto. Aqui mesmo chamei atenção de alguns comentaristas que insinuavam interesses menores na posição de MIno.
Esse episódio é bom para algumas lições. A não ser no caso dos fundamentalistas, não existe unanimidade em todas as posições. Aqui mesmo, há uma vasta maioria que compartilha das mesmas opiniões sobre o caso Satiagraga-Gilmar Mendes. Em temas de política econômica há um consenso um pouco menor. Em temas políticos, um pouco mais de consenso.
Mas são situações pontuais, a não ser que o Blog pretenda ter fiéis e não leitores; e os leitores pretendam ter gurus e não espaços inteligentes de discussão.
A grande prova de amadurecimento se dá na tolerância em torno da divergência. Sou contra cotas raciais e a favor da inclusão social ampla. O que não me impede de respeitar os defensores das cotas. Sou a favor dos conceitos de gestão na administração, subordinados a um projeto político de país. Sou a favor de políticas sociais, mas contra descalabros fiscais; sou contra o modelo mercadista das últimas décadas, mas não vejo na estatização ampla a alternativa.
Acho que a economia deve ser gerida com pragmatismo, sempre focando os objetivos finais: crescimento e desenvolvimento como ferramenta para inclusão social e melhoria do bem estar da população. Sou a favor do fortalecimento da pequena e micro empresa, mas acredito na importância da grande empresa como agente de modernização.
Principalmente, acho que a modernização do país se dá através de movimentos pendulares que sempre tendem a radicalizar. E que o grande desafio é combater os chamados “overshooting” desse modelo e não se prender a dogmas ideológicos à esquerda ou à direita.
Nesse imensidão de temas, tentar enquadrar tudo em movimentos de torcida organizada é de um reducionismo feroz e emburrecedor. E foi o que ocorreu nas discussões sobre o caso Battisti, no qual Mino Carta teve a imensa coragem de ir contra o pensamento médio do seu leitor.Confesso que não consegui formar opinião em cima de tudo o que li. Mino formou, até por sua familiaridade com a Itália.
Mas, de repente, décadas do melhor jornalismo e da maior seriedade foram desconsiderados por críticos ferozes, que não relutaram em apelar para insinuações menores para tentar desqualificá-lo.
Some-se a esse desapontamento, outros com o que ele considera destino final da Operação Satiagraha, a subordinação de Lula à política cruem e míope do Banco Central e se terá um caldo para desânimos ocasionais.
É o que espero que Mino esteja passando. Nada que não possa ser resolvido por um período de descanso carregando pedras, colocando seu livro em dia.
Autor: luisnassif - Categoria(s): Mídia Tags: Mino CartaA atual crise, no Brasil, tem aspectos interessantes, mesclando setores afetados especialmente pelo crédito; e setores beneficiados por outros vetores.
O Valor de hoje faz um bom apanhado das empresas que estão se saindo bem da crise. Eis os fatores que estão ajudando:
1. Câmbio: já começa a fazer efeito especialmente em setores mais afetados pelas importações chinesas, como têxtil e vestuário e máquinas e equipamentos. E também empresas exportadoras, como a Taurus.
2. Renda: alimentos e bebidas prevê crescimento sobre 2008, devido à manutenção da renda das classes C e D.
3. PAC: empresas do setor de máquinas e ferramentas apostam no PAC e na menor competição de produtos chineses.
Autor: luisnassif - Categoria(s): Crise, Economia Tags: crise, superaçãoObama desaparelha escritório religioso criado por Bush
http://www.google.com/notebook/public/03904464067865211657/BDQbgSgoQtd2u1_Qj
SÉRGIO DÁVILA
DE WASHINGTON
Em dia dedicado à religião, o presidente dos EUA, Barack Obama, assinou ordem executiva que modifica o polêmico Escritório da Casa Branca de Iniciativas Comunitárias e Baseadas na Fé, criado em 2001 por George W. Bush, agora rebatizado de Escritório da Casa Branca de Parcerias de Vizinhança e Baseadas na Fé.
A mudança vai além do título, embora este seja importante, ao reforçar a ideia de Obama de fortalecer os grupos de base que o ajudaram a chegar ao poder. O principal, no entanto, é que o presidente inseriu no estatuto do escritório uma cláusula que determina que todo uso de verba federal por organizações religiosas seja “compatível com a Constituição” e “as leis e valores” dos EUA.
A meta do escritório não será favorecer um grupo religioso sobre o outro ou mesmo grupos religiosos sobre grupos seculares, disse o democrata. “Será simplesmente trabalhar em benefício das organizações que querem trabalhar em benefício de nossas comunidades e fazê-lo sem apagar a linha que nossos fundadores sabiamente traçaram entre igreja e Estado.”
O trabalho da entidade nos anos Bush era alvo de críticas. Primeiro, havia a orientação do republicano para que não recebessem ajuda federal organizações religiosas que fossem pró-aborto, por exemplo, ou não defendessem a abstinência sexual como único método anticoncepcional para adolescentes. Depois, o governo fazia vista grossa para entidades que discriminavam na hora de contratar, recusando-se a empregar gays ou ateus. (…)
Autor: luisnassif - Categoria(s): Internacional, Novo Mundo, Política Tags: neocon, ObamaCASO OPPORTUNITY
Criminalista gaúcho assume defesa de Dantas na Satiagraha
ANA FLOR
DA REPORTAGEM LOCAL
O advogado que encabeçou a defesa do banqueiro Daniel Dantas desde a deflagração da Operação Satiagraha da Polícia Federal, em 8 de julho de 2008, se afastou do caso. Nélio Machado será substituído pelo também criminalista Andrei Zenkner Schmidt, cujo escritório tem sede no Rio Grande do Sul.
A assessoria de imprensa do Opportunity informou que a decisão de se afastar temporariamente do caso foi de Machado, mas que ele continua no banco. O motivo seria seu suposto monitoramento por agentes da Abin (Agência Brasileira de Inteligência) e por policiais federais em 2008. Em outubro, o advogado pediu à Procuradoria-Geral da República que apurasse indícios de investigação ilegal a seu respeito. Ele teria sido monitorado em Brasília e São Paulo. Chegou a ser acusado de encontrar assessores do presidente do Supremo Tribunal Federal, Gilmar Mendes. (…)
http://www1.folha.uol.com.br/fsp/brasil/fc0602200914.htm
O mero monitoramento não seria suficiente para o afastamento do advogado. É evidente que se chegou a algo que comprometeu sua continuação à frente do caso.
Autor: luisnassif - Categoria(s): Justiça Tags: Nélio Machado, SatiagrahaHolofote. Ministros demonstraram irritação com o colega Carlos Minc (Meio Ambiente) pelas entrevistas que ele deu logo após a reunião de anteontem entre Lula e oito ministros para tratar do programa que prevê a troca de 10 milhões de geladeiras. Segundo eles, Lula havia pedido que os ministros não falassem sobre o assunto, pois o programa não estaria completamente fechado.
Geladeira aberta lembra holofote de TV. E queriam que Minc resistisse?
Autor: luisnassif - Categoria(s): Política Tags: Carlos Minc, Meio AmbienteDA SUCURSAL DE BRASÍLIA
O Banco Central está disposto a repassar até US$ 36 bilhões das reservas em moeda estrangeira do governo para empresas que estejam com dificuldades para refinanciar dívidas no mercado externo. Os recursos serão emprestados pelo BC em várias parcelas -a primeira deve ser liberada no dia 27.
O valor a ser liberado equivale ao total de parcelas da dívida externa contraída por empresas instaladas no Brasil que têm vencimento programado entre outubro de 2008 e dezembro deste ano.
Atualmente, as reservas internacionais do governo estão em US$ 200 bilhões. O presidente do BC, Henrique Meirelles, afirma que a instituição tem recursos suficientes para financiar todos os US$ 36 bilhões em dívidas que vencem nesse período, mas estima que a procura deva ficar em torno de US$ 20 bilhões. “A expectativa é que as empresas consigam rolar parte desses vencimentos por conta própria”, diz.
O socorro do BC será liberado da seguinte maneira: a empresa que estiver interessada na linha de crédito deve procurar um banco para apresentar o valor e o cronograma de vencimento de sua dívida contraída no exterior. Com essas informações, a instituição financeira procura o BC e se candidata a um empréstimo em dólar.
O BC irá, então, conceder um empréstimo em dólares com prazo de um ano para o banco, desde que tenham sido apresentadas garantias de que esse financiamento será mesmo pago no seu vencimento. Só então a instituição financeira repassa os recursos à empresa.
Na operação, o BC irá cobrar dos bancos juros correspondentes à Libor -taxa de referência no mercado externo- mais 1,5% ao ano, que são os juros normalmente praticados nos financiamentos de exportações. As instituições financeiras ficam livres para cobrar das empresas a taxa que quiserem.
Segundo o presidente do BC, Henrique Meirelles, a medida deve ajudar a normalizar a oferta de crédito. “Isso também deve colaborar para a redução do “spread” [bancário].” (…)
Os bancos, por sua vez, acabam reduzindo a concessão de financiamentos para empresas pequenas para atender as novas demandas das companhias maiores que foram excluídas do mercado externo.
Os empréstimos do BC só poderão ser concedidos a bancos instalados no Brasil, que, por sua vez, só podem repassar os recursos para empresas instaladas no país. Meirelles disse que, num prazo entre 30 e 40 dias, deverá regulamentar a possibilidade de conceder esses financiamentos a instituições sediadas em outros países. (…)
Chamo a atenção para os seguintes pontos:
1. O fato de haver compromisso de pagamento do empréstimo em um ano minimiza os riscos com o nível das reservas.
2. Os bancos terão custo de captação baixo, garantido pelo BC. O fato do BC não definir um teto para o spread é absurdo. A tendência será os bancos tomarem como referência o custo dos financiamentos em reais. Ou mesmo, o custo dos financiamentos internacionais em dólares, caros porque escassos.
3. Ou seja, na retórica o governo Lula bate nos spreads bancários. Na prática, continua presenteando o sistema financeiro.
Autor: luisnassif - Categoria(s): Crise, Economia Tags: Banco Central, contas externas, crédito externo, Henrique MeirellesVejam só que interessante uma reportagem da revista veja de 1999 sobre o castelo do Edmar Moreira do DEM, o atual Corregedor da Camara dos Deputados. clique aqui.

A melhor história do castelo do corregedor não é a de agora – ele, em dificuldades, repassando o castelo para os filhos -, mas no início, o período em que montou uma companhia de segurança, terceirizada para o setor público e ganhou tanto dinheiro a ponto de construir o castelo.
Foi um fenômeno que se iniciou nos anos 80. Aqui em São Paulo, um ex-guarda municipal de uma cidade do interior, montou sua empresa de segurança, conseguiu contratos no governo Fleury e, em poucos anos, tinha helicóptero, era sócio de empresa de carroceria de ônibus etc. Outro, em pouco tempo comprou um triplex na avenida Paulista.
A história do corregedor é semelhante. Na outra ponta sempre tem o governante que abriu espaço para ele. Passado o período político do padrinho, a empresa perde os contratos, entra em dificuldades e os bens são transferidos a terceiros.
Um bom tema para explorar o extraordinário poder das terceirizadoras de mão-de-obra. É por aí que saem os contratos mais cabeludos e a maior parte do financiamento de campanha dos padrinhos políticos.
Autor: luisnassif - Categoria(s): Política Tags: Castelo, corregedorAprovada há alguns anos, a Lei de Recuperação Judicial foi um enorme avanço sobre os institutos da falência e da concordata. Mas poucos recorriam a ela, devido a resistências da Receita Federal e do INSS.
A lógica da recuperação é distinta da lógica da falência. Este instituto foi criado em um período em que os maiores ativos de uma empresa eram estoque e imobilizado. Dava-se uma oportunidade para pagar as dívidas – a concordata. Não conseguindo, recorria-se ‘a falência. Fechava-se a empresa, vendiam-se estoques e ativos e rateava-se pelos credores. Leia mais »
Autor: luisnassif - Categoria(s): Energia, Fora de Pauta, Novo Modelo Tags: