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05/02/2009 - 17:22

O caso da escola da ONU

Enviado por: joseph

Traduzido por Ian

Nassif ,

seria interessante que os participantes ,jornalistas,blogueiros ,que tanto acusaram Israel,começassem a rever seus conceitos.

It would be interesting that debaters, journalists, bloggers who accused Israel so much started to review their ideas.

The United Nations has reversed its stance on one of the most contentious and bloody incidents of the recent Israel Defense Forces operation in Gaza, saying that an IDF mortar strike that killed 43 people on January 6 did not hit one of the United Nations Relief and Works Agency schools after all.
A ONU reverteu sua posicao em um dos mais contenciosos e sangrentos incidentes da operacao das forcas de defesa de Israel (IDF) em Gaza, e diz que um ataque israeli que matou 43 pessoas em 6 de janeiro nao acertou uma das escolas da UNRW no final das contas.

It seems that the UN has been under pressure to put the record straight after doubts arose that the school had actually been targeted. Maxwell Gaylord, the UN humanitarian coordinator in Jerusalem, said Monday that the IDF mortar shells fell in the street near the compound, and not on the compound itself.
Parece que a UN tem estado sob pressao pra colocar em pratos limpos a historia, depois de duvidas se a escola tinha sido ou nao alvo. Maxwell Gaylord, coordenador humanitario (sic) da UN em Jersualem, disse segunda feira que as bombas do IDF cairam perto da escola e nao na escola em si.

Gaylord said that the UN “would like to clarify that the shelling and all of the fatalities took place outside and not inside the school.”
Gaylord disse que a UN “gostaria de esclarecer que o tiroteio e todas as fatalidades aconteceram fora e nao dentro da escola”.

UNRWA, an agency whose sole purpose is to work with Palestinian refugees, said in response Tuesday that it had maintained from the day of attack that the wounded were outside of the school compound. UNRWA said that the source of the mistake in recent weeks had originated with a separate branch of the United Nations.
UNRWA, agencia cujo unoco proposito eh trabalhar com refugiados palestinos, disse em resposta na terca feira que mantinha desde o dia do ataque que os feridos estavam fora dos edificios da escola. UNRWA disse que a fonte do erro em semanas recentes se originou (sic) de uma agencia separada da UN.

Senior IDF officials had previously expressed skepticism that the school had been struck, saying that two mortar shells could not kill 43 people and wound dozens more.
O alto escalao havia previamente expressado descrenca que a escola tinha sido atingida, e disse que duas bombas nao poderiam matar 43 pessoas e ferir dezenas mais.

Questions about the veracity of the claims that the school had been hit by the IDF were also raised last week by the Canadian newspaper The Globe and Mail. The newspaper said that a teacher in the UNRWA compound at the time of the strike “was adamant” that no people had been killed inside the compound.
Duvidas a respeito da veracidade das afirmacoes que a escola tinha sido alvo da IDF tambem foram levantadas pelo jornal canadenses The Globe and Mail. O jornal disse que um professor na no UNRWA (eh o conjunto de escolas sendo discutido) na hora do ataque foi “insistente” a respeito de nao haver mortos la dentro.

The newspaper quoted the teacher as saying that, “I could see some of the people had been injured… But when I got outside, it was crazy hell. There were bodies everywhere, people dead, injured, flesh everywhere.”
O jornal aspeou o professor: “Eu pude ver algumas das pessoas feridas… mas quando fui la fora, era um inferno doido. Haviam corpos pra todo lado, mortos, carne pra todo lado”.

The newspaper said that the teacher had been told by the UN not to speak to the media. “Three of my students were killed,” he said. “But they were all outside.”
O jornal disse que a UN pediu ao professor pra nao conversar com a media. “Tres dos meus estudantes foram mortos”, ele disse. “Mas eles estavam la fora”.

Por Luiz Lima

Caro Nassif,

sugiro postar a ligação para um bom ensaio (são três páginas, e vale muito a pena ir até o final) do Prof. Vladimir Safatle, para o qual bem chamou a atenção o Idelber Avelar: clique aqui.

Autor: luisnassif - Categoria(s): Internacional, Política Tags: ,

68 comentários para “O caso da escola da ONU”

  1. rofa disse:

    O que vemos hj em dia é uma guerra da informação, com o exercito que tem mais poder distorcendo a realidade e justificando-se para a opiniao publica. Qualquer um de bom senso sabe analisar o que tem acontecido.

  2. Evaristo disse:

    O eco das bombas assassinas ecoam pela mídia. Ecoa também a defesa dos algozes, não do Hamas, mas da indefesa família, da indefesa criança que achou por bem se refugiar sob o manto da fumaça que esconde tudo. Ninguém viu, só ouvimos dos covardes e alardeadores. Parece que nada houve…. Vou parar por aqui. Nos vemos lá na frente.

  3. fred disse:

    Nassif,

    não sei por qual motivo fiquei 2 dias sem conseguir acessar este site. Assim pude avaliar o quanto ele é necessário e imprescindível. Você não tem mais o direito de nos privar dele.

    Com relação a este post considero-o pura propaganda sionista; alías, Israel está assalariando blogueiros e internautas de todo o mundo para que defendam seus pontos de vista, quem sabe não seja este o caso do Ian.

  4. Rezende disse:

    Vale a pena ler o artigo do israelense Uri Avnery, militante do Gush Shalom [Grupo da Paz]. No texto, postado no blog do Azenha, Avnery defende julgamento e punição para seus compatriotas que cometeram crimes de guerra em Gaza. Aqui vai um trecho:

    “Criminosos de guerra envergonham o exército cujo uniforme vistam – sejam generais ou soldados rasos. Como soldado combatente que eu era, no dia em que as Forças de Defesa de Israel, o exército de Israel, foi oficialmente criado, envergonho-me dos criminosos de guerra e exijo que sejam expulsos do exército e julgados em Israel.

    Minha lista de suspeitos inclui políticos, soldados, rabinos e advogados.

    NÃO HÁ nem sombra de dúvida de que, na guerra de Gaza, cometeram-se crimes de guerra. Falta determinar quem os cometeu e a extensão dos crimes.”

    A íntegra do artigo pode ser lida aqui:: http://www.viomundo.com.br/voce-escreve/uri-avnery-sob-a-bandeira-da-ilegalidade/

  5. Ivan Moraes disse:

    “Israel está assalariando blogueiros e internautas de todo o mundo para que defendam seus pontos de vista, quem sabe não seja este o caso do Ian”: eh, Israel me adoooooora…

  6. EDDSON MESQUITA disse:

    Prezados Senhores: Leitor diário do jornal “O Dia”, coleciono alguns artigos. Acontece que, extraviei os artigos do Luis Nassif dos dias 29 e 30 do mês de janeiro bem como o artigo do dia 05 de fevereiro. Gostaria de saber da possibilidade de obtê-los e, caso positivo, se poderiam enviar para o meu e-mail. Atenciosamente, Edson.

    Edson, todos os artigos são publicados aqui também. É só clicar no dia, no calendário à direita.

  7. Alexandre Meloni disse:

    Joseph,

    Não acha que somos bobos de cair nessa armação de israel, o estado assassino, para tentar livrar a imagem que mostrou o quão sujos e racistas são seus governantes.

    Estivessem as pessoas dentro ou fora dá na mesma: Os terroristas de uniforme assassinos do exército de israel jogaram bombas numa escola cheia de gente e cheia de gente no entorno que ali estavam para tentar se proteger.

    Assassinos, assassinos, assassinos!

  8. Marcos disse:

    Essas matérias sobre escola da ONU são cheias de meias verdades.

    Antes de mais nada, foram mais de 50 dependências da ONU atingidas durante o conflito a partir do dia 27 de dezembro.

    No dia 5 de janeiro, 23h30, a escola Asma Elementary School foi acertada sim diretamente e 3 pessoas morreram.
    http://www.un.org/unrwa/news/releases/pr-2009/jer_6jan09.html

    16 horas depois, outra escola, Jabaliya, foi acertada – aqui a discussão que não traz os mortos de volta – nas imediações, na vizinhança, próximo à escola. Morreram 39 na hora e 3 depois devido aos graves ferimentos.
    Tenho aqui uma coleção de artigos e videos da época, que mostram as palavras utilizadas: near the school // outside a UN school // in the vicinity of Al-Fakhoura School // on the perimeter of // the boundary of the school
    http://marcosdiarios.blogspot.com/2009/02/erasing-history-un-backtracks-on-claim.html

    A polêmica diz respeito a um relatório semanal da OCHA, não às declarações do Sr.Ging e do Sr. Gunness nos dias 6 e 7.

    Entre outros ataques, há ainda o do dia 17 de janeiro, o do ataque com fósforo branco / BEIT LAHIYA – vejam a bomba caindo no pátio:
    http://www.un.org/unrwa/news/statements/gaza_crisis/photo_gallery/beitlahia/white_phosphorous_01/001.html

    Desmentir um relatório feito pelo escritório burocrático da OCHA em Jerusalém não quer dizer que a guerra foi uma ficção.

    O video da CNN abaixo:
    IDF Struck UNRWA School in Gaza
    http://www.youtube.com/watch?v=don8_xjQRBo
    por exemplo, mistura os 2 eventos ASMA ELEMENTARY (a parede com um rombo) e JABALIYA, porque eles aconteceram num intervalo de 16 horas.
    E a discussão dos relatórios não ressuscita os mortos.

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