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05/02/2009 - 20:34

Na rua, pode

Por Tiago de Jesus

A correção é importante: a escola da ONU não era um alvo deliberado do exército de Israel. Mas não há como negar que os mais de 40 alunos mortos foram alvejados durante os confrontos Gaza, e saber as circunstâncias em que isto aconteceu me parece fundamental. Abaixo, uma reportagem da AP sobre a história: clique aqui.

Comentário

A matéria narra as manobras feitas por Israel para descaracterizar os crimes. Confirma a morte das 42 pessoas perto da escola, o episódio de confinar 110 civis em um armazém e executar 30, o uso de fósforo branco. E os argumentos do Exército israelense, sempre alegando que visava soldados do Hamas e não civis.

Autor: luisnassif - Categoria(s): Internacional, Política Tags: , ,

18 comentários para “Na rua, pode”

  1. Valdir disse:

    Mundo afora o assunto é controverso porque as vivências são diferentes.
    O que não dá é ficar passivamente anestesiado pela mídia, e pior, tomar partiro “com isso”.

    Veja que curiosidade que extrai de um livrio que comprei num “cebo” em POA:

    Cenario: Inglaterra. I Guerra Mundial. Início da colonização sionista na Palestina.

    “No seu laboratório de Manchester, o sucessor de Herzl na presidência da organização sionista mundial, Haim Weizmann, também participa no esforço de guerra aliado: aperfeiçoa um novo gás de combate e uma técnica de máscaras contra gazes. Em 1916, o Almirantado recorre a ele para remediar a falta de acetona, produto básico indispensável para a fabricação de explosivos. Quando Weizmann encontra uma fórmula de síntese, a partir do álcool de castanha-da-india, o Almirantado confia-lhe a direção do seu serviço de pesquisas.

    A pedido de Lloyd George, presidente da Comitê de munições de Guerra, o Dr. Weizmann monta uma fábrica-piloto destinada a reforçar o armamento britânico.

    Quando o cheque em branco e uma condecoração lhe são oferecidos em recompensa pelos seus serviços, ele responde a Lloyd George:
    - Nada desejo para mim mesmo.
    - Mas não haverá nada que possamos fazer em reconhecimento da preciosa colaboração que o senhor deu ao país?
    - Sim. Eu gostaria que se fizesse algo pelo meu povo.

    Desde o mês de março de 1916, que o secretário de Estado para negócios estrangeiros, Sir Edward Grey, entabula com ele para a futura sorte da Palestina turca e sonda Paris e Moscow, com vista a um eventual entendimento.

    Nomeado Primeiro-Ministro do Gabinete de Guerra, Lloyd George aborda a questão a fundo com o novo Ministro dos Negócios estrangeiros, Lord Arthur James BALFOUR, ele próprio interessado na qualidade intelectual, nos trabalhos do Dr. Weismann e sensível, GRAÇAS A UMA LEITURA ASSÍDUA E FERVOROSA DA BÍBLIA – seu livro de cabeceira – a tudo quanto as aspirações sionistas lhe evocam do Velho Testamento.”

    Do livro” Dois Exodos – Europa 5707” de co-autoria de Jacques Derogy e Edouard Saab. Págs. 42 e 43.

    Ainda não li a parte do ponto de vista da Palestina.

  2. Sanzio disse:

    O cúmulo da hipocrisia:

    An Israeli helicopter pilot told the AP how he avoided civilians when shooting over Gaza.

    “The ones I remember are when I have locked in on a target and I fire and then at the last second I see a child in my cross hairs and I divert the missile,” said the 25-year-old captain, who only gave his first name, Orr, and was interviewed in the presence of a military.

    O sujeito diz que atira um míssil de helicóptero e no último segundo ele vê uma criança e desvia o míssil. Só se o helicóptero estivesse a 10 mil metros e o míssil fosse movido a lenha ele seria capaz dessa façanha. Basta ver imagens de TV para perceber que entre o disparo de um míssil de um helicóptero e sua explosão não se passa nem 1 segundo.

    Além disso, desvia o míssil para onde?

  3. Sanzio disse:

    Bombas de fragmentação de 155mm, com margem de erro de 30m e raio de alcance de 300m. Imagine um círculo ao redor de sua
    casa com 3 quarteirões para todos os lados. Essa é a tal precisão cirúrgica dos ataques ao Hamas.

    Abrahams also complained that his group’s researchers found 155-mm howitzer shells, which have a 30-yard (meter) margin of error and a blast radius of 300 yards (meters). Israel’s choice of such weapons over more precise alternatives raises questions of intention, he said.

    “When you have an alternative that is GPS-guided and very accurate, why would you use a shell that is much less accurate and has a much larger kill radius?” Abrahams said

  4. Ivan Moraes disse:

    “os argumentos do Exército israelense, sempre alegando que visava soldados do Hamas e não civis”: mentira. Mentira pura. A historia de Israel o nega.

  5. Gabriel disse:

    Não existe desculpa possível e aceitável para assassinatos, Israel bombardeou Gaza sim e com a intenção de matar o maior número possível de Palestinos. Não importa se foram em escolas, nas ruas, nas mesquitas ou em outros locais quaisquer. Isto é tão somente criminoso e atentado contra a humanidade. cedo ou tarde Israel terá que pagar pelos seus crimes sejam eles de guerra ou não.

  6. Marko disse:

    Mto instrutivo esse artigo ( http://www.viomundo.com.br/voce-escreve/uri-avnery-sob-a-bandeira-da-ilegalidade/ ) do Israelense, veterano d guerra, Uri Avnery à respeito do tema.

  7. Angelo Frizzo disse:

    Vamos ver se a ONU VAI MONTAR UM TRIBUNAL para julgar MAIS esse GENOCIDIO E TERRORISMO DE ESTADO. Está na hora de colocar nos CAMPOS DE CONCENTRAÇÃO os verdadeiros culpados pelas MATANÇAS E EXTERMINIOS que estão acontecendo.
    Os USA E SUA FILIAL ISRAEL DEVEM SER JULGADOS URGENTEMENTE.
    Para que acabe de uma vez o medo e o sofrimento da Humanidade.

  8. anarquista disse:

    Um tribunal isento deve julgar os fatos,a intenção e quem foi o ocasionador da tragédia.

    Fatos: Israel massacrando os palestinos.

    Intenção; Hamas dispara foguetes a esmo contra Israel.Pouco se importando quem irá matar- sejam crianças,civis ou qualquer um..Por incompetência( e não por intenção) morrem os atiradores.

    Ocasionador: Quem começou a atirar em quem? Hamas.

    Verecdito: Os dois são culpados. Israel po querer um pretexto.E o Hamas ,mesmo sabendo que não conseguiria sua intenção, colocou em risco a vida dos palestinos.

    Os dois são irresponsáveis,insanos e assassinos.E se acrescente:Se o Hamas tivesse a bomba atômica( como Israel tem) o Estado israelita já tinha sido varrido do mapa.

    Não tem bonzinho nessa história.

    O problema é o “se”. “Se” o Hamas estivesse fazendo com Israel o que Israel está fazendo com Gaza, tenho certeza de que grande parte dos comentaristas estaria defendendo Israel. O seu “se” absolve qualquer crime. Fulano assassinou beltrano. Mas se beltrano tivesse uma arma, ele que teria matado fulano. Logo, fulano agiu em legítima defesa hipotética.

  9. Soledad Larraz disse:

    Nassif,

    Texto publicado hoje no Azenha, com entrevista de Marc Garlasco, da Human Rights Watch (HRW), sobre o uso do fósforo em Gaza por Israel.
    Fósforo branco em Gaza:

    “Não havia necessidade de Israel queimar zonas civis”

    Atualizado em 06 de fevereiro de 2009 às 07:58 | Publicado em 05 de fevereiro de 2009 às 16:06

    por CONCEIÇÃO LEMES, especial para o Viomundo

    Marc Garlasco, da HRW

    Há quase um mês Israel e Hamas anunciaram o cessar-fogo. A Guerra de Gaza matou mais de 1,3 mil palestinos (boa parte civis) e 14 israelenses (onze soldados, três civis).

    No início de janeiro, quando Israel começou ofensiva por terra, a Human Rights Watch (HRW) levantou a suspeita: as forças militares israelenses estavam utilizando munições com fósforo branco.

    A Agência da ONU para Refugiados Palestinos (UNWRA, em inglês), a Anistia Internacional, a Cruz Vermelha, o Crescente Vermelho, entre outras organizações humanitárias, reforçaram a denúncia. Bombas com fósforo branco continuaram a ser lançadas. Na cidade de Gaza, vivem mais de 1,5 milhão de palestinos. É uma das áreas mais densamente povoadas do mundo.

    “Foi ilegal o uso de bombas com fósforo branco por Israel, pois não tomou todas as precauções possíveis para poupar a população civil dos seus efeitos nocivos, incendiários”, condena Marc Garlasco em entrevista exclusiva ao Viomundo. “Não havia necessidade de queimar as zonas civis da Faixa de Gaza.”

    A Human Rights Watch é uma organização não-governamental, independente que se dedica há 30 anos à defesa e à proteção dos direitos humanos. É uma das principais no mundo. Marc Garlasco é o seu analista militar sênior. Ele acompanha em Gaza as investigações sobre a guerra.

    Viomundo – Quais as evidências de que bombas contendo fósforo branco foram utilizadas?

    Marc Garlasco – Eu estou em Gaza e encontramos numerosos cartuchos dessas munições derretidos em áreas populosas. Casas, um hospital, uma escola e escritórios da Organização das Nações Unidas foram queimados por elas. Civis foram mortos e feridos. Não há mais qualquer dúvida. Bombas com fósforo branco foram usadas. Até Israel admite isso agora.

    Viomundo – O senhor testemunhou o uso?

    Marc Garlasco – Sim, eu estava na fronteira com a Faixa de Gaza e vi, pessoalmente, a artilharia israelense disparar bombas com fósforo branco sobre Jabaliya e a cidade de Gaza. Suas explosões produzem uma nuvem que lembra água-viva. Os seus ‘tentáculos’ provocam fumaça. O fósforo branco tem alto poder incendiário. O fósforo branco queima tudo o que toca. Queima bastante e por muito tempo.

    Viomundo – No Brasil, há quem diga que o fósforo branco produziria apenas cortina de fumaça e seria mentira que provocaria uma barbárie humana?

    Marc Garlasco – Lamento. Quem pensa assim é desinformado ou falta com a verdade.

    Viomundo – O que é exatamente o fósforo branco?

    Marc Garlasco – Uma substância química fabricada a partir de rochas de fosfato. É colocado num reservatório que fica dentro da bomba. Esse reservatório explode antes de atingir o solo ou em cima do alvo. Deixa no ar um cheiro semelhante ao do alho. Em contato com o oxigênio, o fósforo branco se inflama, pega fogo e cria uma cortina de fumaça, seja dia, seja noite. Serve, assim, para esconder a movimentação das tropas em terra. Porém, quando atinge o ser humano, causa queimaduras gravíssimas. Casas, edifícios, lojas, campos, objetos atingidos, pegam fogo; são destruídos. Os efeitos incendiários das bombas com fósforo branco se espalham rapidamente por vastas áreas.

    Viomundo – As queimaduras com fósforo branco vão além da pele, certo?

    Marc Garlasco – Realmente, o fósforo branco queima não só a pele mas também os órgãos internos, como fígado, rins. O fósforo branco queima até o osso. Nós vimos um homem no hospital que teve o seu olho totalmente destruído. Os ferimentos causados pelo fósforo branco são tão horríveis que ele precisará se submeter a uma nova cirurgia.

    Viomundo – Quantos palestinos foram mortos ou feridos pelo fósforo branco?

    Marc Garlasco – Não tenho idéia do número total de vítimas.

    Viomundo – O fósforo branco seria “parente” do napalm?

    Marc Garlasco – Não.

    Viomundo – O fósforo branco é uma arma química?

    Marc Garlasco — Não é. E, por si só, o seu uso não é proibido.

    Viomundo – Quer dizer que pela legislação internacional ele é permitido como arma?

    Marc Garlasco – Sim, desde que se tomem todas as precauções possíveis para evitar ferimentos e perdas de vidas humanas.

    Viomundo – O uso por Israel foi dentro da lei?

    Marc Garlasco – Foi ilegal, pois não tomou todas as precauções possíveis para poupar os civis dos efeitos incendiários do fósforo branco. Israel violou o direito internacional humanitário.

    Viomundo – O uso do fósforo branco poderia ser considerado crime de guerra?

    Marc Garlasco – Sim, poderia ser, mas nós não dissemos que é. As investigações é que determinarão.

    Viomundo – Primeiro, Israel negou. Depois, relutantemente, acabou admitindo o uso do fósforo branco na Guerra de Gaza. Disse que vai investigar. O senhor acredita que será uma investigação isenta? Ou é um jogo de cena para o público mundial?

    Marc Garlasco – Eu não tenho idéia.

    Viomundo – Não existiria outra substância capaz de criar a fumaça sem provocar destruição tão devastadora? Ou o objetivo real era matar palestinos?

    Marc Garlasco – Sim, tinham outras opções. As forças militares israelenses dispõem de bombas que produzem fumaça sem provocar fogo. Eu não sei por que não usaram essas. Não havia necessidade de atingir a população civil em Gaza.

    Viomundo – A Human Rights Watch denunciou o uso do fósforo branco. Também pediu a interrupção imediata da utilização. O que a HRW deseja agora?

    Marc Garlasco – Queremos uma investigação internacional sobre o uso ilegal do fósforo branco. Também queremos uma investigação internacional sobre como os dois lados agiram em combate.

    ——————————————————————————–

  10. anarquista disse:

    Nassif respondeu:

    O problema é o “se”. “Se” o Hamas estivesse fazendo com Israel o que Israel está fazendo com Gaza, tenho certeza de que grande parte dos comentaristas estaria defendendo Israel. O seu “se” absolve qualquer crime. Fulano assassinou beltrano. Mas se beltrano tivesse uma arma, ele que teria matado fulano. Logo, fulano agiu em legítima defesa hipotética.

    Saliento:

    Se” o Hamas estivesse fazendo com Israel o que Israel está fazendo com Gaza, tenho certeza de que grande parte dos comentaristas estaria defendendo Israel

    Comento:

    Então não estamos buscando a culpa ,inocência ou razão.

    Estamos buscando a piedade.Mesmo que a piedade tenha que ser dada ao agressor.

    Não vejo justiça nissso.

    Nunca se esqueça:

    A TIRANIA DA VÍTIMA.

    Sim, a vítima muitas vezes é cruel( isso é tese de mestrado)

    Anarca, o papel de quem está de fora é evitar que o mais forte massacre o mais fraco. Apenas isso. Crianças costumam ser cruéis também. E daí? Vamos defender castigos físicos, pedofilia, abusos?

  11. Mario Blaya disse:

    Bom, a estoria da escola mudou um pouco, os demais eventos narrados no comentario complementar também não estão um pouco distorcidos?

    peças de artilharia com raio de ação de 300 mts e brincadeira!! mesmo sendo verdade, esse raio somente e atingido em campo aberto, em uma area onde existam construções o raio efetivo diminuiu sensivelmente!

    realmente o hamas não faz nada, somente executa prisioneiros, mantem instalações no meio de area civis, e principalmente dispara foguetes contra alvos civis e não quer represalias!

  12. Nada muda.

    Fora uma invasão assassina e que visava, mais uma vez, dar continuidade à política israelense, que há anos vem buscando a varredura étnica da região.

  13. Marcelo disse:

    Existe um trabalho intenso, organizado e osrquestrado para confundir a opinião pública no caso dos ataques a GAZA.

    O inesperado, pelo governo de Israel, era a grande repercussão NEGATIVA de sua ofensiva.

    Durante a operação, que iria coincidir com os últimos dias de Buish, os estrategistas do governo de Israel decidiram “vamos com tudo” que depois nosso time de formadores de opinião nas TVs, jornais e internet limpam, a sujeira. Daqui a alguns meses, pensavam, ninguem vai lembrar quem começou, quem morreu e o porque aconteceu. Então a gente vai repetindo que OS ALVOS ERAM MILITANTES DO HAMAS, QUE FORAM TOMADOS OS CUIDADOS PARA NÃO ATINGIR CIVIS etc..

    Só que a asfixia de GAZA, a invasão no Líbano, e a derrota para o Hezbolah ainda estão na memória das pessoas. Com a internet estas questões ganham “o outro lado” . Com a internet fica mais dificil controlar a história com a versão só de um lado , a dos israelenses.

    O Brasil, e os brasileiros repudiaram os ataques que massacraram inocentes em Gaza, porque foram informados e puderam tomar posição..

  14. Mario Blaya disse:

    Caro Marcelo,

    O Hezbolah venceu a guerra tão bem que não deu um tiro contra Israel na invasão de Gaza, e seu lider pediu desculpas para a população dizendo-se arrependido de ter provocado o ataque israelense.

    mas vc citou uma coisa interessante, a rede de divulgação arabe, como a Al Jazera e outras produziram a novidade de apresentar o outro lado da guerra.

    Na proxima, e certamente haverá uma proxima, e provavel que Israel tome mais cuidado com a divulgação. Mas o que se viu no comentarios foram exageros provocados mais pela ideologia que pela indignação. Afinal falaram em genocidio e holocausto, uma linha que tenta imputar aos judeus as mesma acusações dada aos judeus, coisa que revisionistas e arabes radicais sempre fazem. Os numeros de vitimas, são informados somente pelos palestinos, a definição, se eram ou não combatentes também e dos palestinos. Da mesmo forma que se fossem somente informados pelos israelenses não dá para confiar nas informações.

  15. Leonardo disse:

    Só digo uma coisa:

    Se Israel está ignorando as leis e as resoluções da ONU, que todos os outros ignorem ou invalidadem a resolução da mesma ONU que criou o “estado” de Israel.

  16. Marcos Tavares disse:

    Nassif, é sempre bom lembrar que muitos comentários podem ser intencionalmente desonestos para defender Israel, como diz essa pequena matéria do Haaretz sobre a “convocação” de um “exército de blogueiros” pelo Ministério das Relações Exteriores: http://www.haaretz.com/hasen/spages/1056648.html

    Não sei como notícias como essas passam batido, porque, se não é prova de que Israel procura controlar todas os meios de comunicação em benefício próprio, ao menos é um indício fortíssimo. É algo que deveria receber mais atenção.

    Matéria complementar na Folha Online: http://www1.folha.uol.com.br/folha/mundo/ult94u491732.shtml

  17. Rezende disse:

    Peço licença para postar outro trecho do artigo do israelense Uri Avnery, do Gush Shalom [Grupo da Paz]. No artigo, ele denuncia crimes de guerra cometidos pelos seus compatriotas, e pede julgamento e punição não só para os militares do seu país, mas também para uma nova espécie de rabinos, formada sob os auspícios do Estado de Israel:

    “Todos os que incitaram a prática de crimes de guerra e conclamaram os soldados, direta ou indiretamente, a cometer crimes de guerra devem também ser julgados por crime de guerra.

    Quando se fala de “rabinos”, pensa-se em homens velhos, de longas barbas brancas e grandes chapéus, que dão voz a saberes veneráveis. Os rabinos que acompanharam os soldados de Israel são de espécie muito diferente.

    Nas últimas décadas, a educação religiosa financiada pelo Estado, em Israel, tem formado “rabinos” que mais parecem padres católicos medievais do que os velhos sábios judeus poloneses ou marroquinos. Esse sistema de doutrinação massiva converte os jovens a uma espécie de culto tribal violento, totalmente etnocêntrico, que vê a história universal como uma história sem fim dos judeus vítimas eternas. É uma religião do Povo Eleito, indiferente a outros povos, uma religião sem compaixão por quem não seja judeu, que glorifica o genocídio decretado por Deus narrado na Bíblia, no Livro de Josué.”

    Íntegra do artigo, publicado no blog do Azenha: http://www.viomundo.com.br/voce-escreve/uri-avnery-sob-a-bandeira-da-ilegalidade/

  18. Essas matérias sobre escola da ONU são cheias de meias verdades.

    Antes de mais nada, foram mais de 50 dependências da ONU atingidas durante o conflito a partir do dia 27 de dezembro.

    No dia 5 de janeiro, 23h30, a escola Asma Elementary School foi acertada sim diretamente e 3 pessoas morreram.
    http://www.un.org/unrwa/news/releases/pr-2009/jer_6jan09.html

    16 horas depois, outra escola, Jabaliya, foi acertada – aqui a discussão que não traz os mortos de volta – nas imediações, na vizinhança, próximo à escola. Morreram 39 na hora e 3 depois devido aos graves ferimentos.
    Tenho aqui uma coleção de artigos e videos da época, que mostram as palavras utilizadas: near the school // outside a UN school // in the vicinity of Al-Fakhoura School // on the perimeter of // the boundary of the school
    http://marcosdiarios.blogspot.com/2009/02/erasing-history-un-backtracks-on-claim.html

    A polêmica diz respeito a um relatório semanal da OCHA, não às declarações do Sr.Ging e do Sr. Gunness nos dias 6 e 7.

    Entre outros ataques, há ainda o do dia 17 de janeiro, o do ataque com fósforo branco / BEIT LAHIYA – vejam a bomba caindo no pátio:
    http://www.un.org/unrwa/news/statements/gaza_crisis/photo_gallery/beitlahia/white_phosphorous_01/001.html

    Desmentir um relatório feito pelo escritório burocrático da OCHA em Jerusalém não quer dizer que a guerra foi uma ficção.

    O video da CNN abaixo:
    IDF Struck UNRWA School in Gaza
    http://www.youtube.com/watch?v=don8_xjQRBo
    por exemplo, mistura os 2 eventos ASMA ELEMENTARY (a parede com um rombo) e JABALIYA, porque eles aconteceram num intervalo de 16 horas.
    E a discussão dos relatórios não ressuscita os mortos.

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