A morte de John Updike
Por Reinaldo Melo
Nassif, Vai posta alguma coisa referente à morte de John Updike?
Comentário
O dia foi tumultuado. Tive que levar as duas menininhas no oftalmo e demorou mais do que previa. Fica aí a dica sobre Updike.
Por Gilberto Cruvinel
O artigo de Lucia Guimarães sobre o escritor também vale a pena ler.
http://www.luciaguimaraes.com/?p=1193
Aqui uma seleção de obituários de John Updike.
New York Times
http://www.nytimes.com/2009/01/28/books/28updike.html?_r=1&hp
Revista Time
http://www.time.com/time/arts/article/0,8599,1874276,00.html
The Guardian
http://www.guardian.co.uk/books/2009/jan/27/author-john-updike-dies-at-76
BBC
http://news.bbc.co.uk/2/hi/americas/7854554.stm


Isto aqui não é um blog.
É uma enciclopédia.
Nunca ouvi falar desse cara.
É evidente que numa rápida busca saberei quem é…
Já que ele faleceu( e milhares falecem por dia sem que eu saiba ou conheça), não vou pontuar nada em saber quem foi.
Só um detalhe:
O que é noticiado de mortes por aqui, é uma grandeza.
Todo santo dia….
E eu acabei de chegar do velório do Alfredo….( assassinado no jardim Angela)
A versão italiana do “Estupra, mas não mata”
G1.
Conhecido por suas gafes, o primeiro-ministro da Itália, Silvio Berlusconi, é alvo de novas críticas em virtude de um comentário infeliz sobre uma onda de estupros em algumas cidades do país. Em Roma e na Sardenha, ilha no Mediterrâneo, foram registrados mais de 60 casos no último mês, quase 30% a mais do que a média.
” Não poderíamos recrutar uma força grande o suficiente para evitar este risco [de estupros]. Teríamos de ter tantos soldados nas ruas quanto mulheres bonitas. Não acho que conseguiríamos ”
A declaração foi considerada “irresponsável” pela oposição. Para o líder do Partido Democrata, Walter Veltroni, o premier fez uma “piada de mau gosto perante o drama de tantas mulheres que foram violadas nos últimos dias”.
Nem mesmo a ministra da Igualdade, Vittoria Franco, perdoou o premier.
- Ele foi insolente e disse coisas ofensivas às mulheres – disse. –
Berlusconi está dizendo que as mulheres que saem de casa correm o risco de ser estupradas ou atacadas porque não é possível deixar o país seguro.
Lembro-me de ter lido vários artigos do Paulo Francis elogiando John Updike:
” No prefácio do livro A Fogueira das Vaidades, de Tom Wolfe, o saudoso jornalista e crítico cultural Paulo Francis (1930-1997) escreveu “Ninguém escreve melhor do que Flaubert (John Updike chega perto)”. ”
Fabio Silvestre Cardoso
Da Folha On Line
” O escritor John Updike, vencedor do prêmio Pulitzer, morreu nesta terça-feira aos 76 anos em decorrência de um câncer no pulmão, de acordo com comunicado da sua editora nos EUA, Alfred A. Knopf.
Escritor John Updike morreu nesta terça-feira, aos 76 anos. Frequentador assíduo das listas de mais vendidos, Updike escreveu novelas, contos, poemas, críticas e das memórias “Self-Consciousness”‘ e de um famoso ensaio sobre o jogador de baseball Ted Williams.
A sua obra-prima, de acordo com alguns críticos, é a tetralogia do coelho, publicada no Brasil.
Convicto no trabalho duro, ele publicou mais de 50 livros em sua carreira que começou na década de 50. ”
Abaixo, uma lista de obras do escritor publicadas em português:
“Bech no Beco” (2000)
Trad. de Paulo Henriques Britto, Companhia das Letras
“Bem Perto da Costa” (1991)
Companhia das Letras
“Busca o Meu Rosto” (2005)
Trad. de Paulo Henriques Britto, Companhia das Letras
“Cidadezinhas”
Trad. de Paulo Henriques Britto, Companhia das Letras
“Coelho Se Cala”
Trad. de Paulo Henriques Britto, Companhia das Letras
“Gertrudes e Claudio” (2001)
Trad. de Paulo Henriques Britto, Companhia das Letras
“Uma Outra Vida”
Companhia das Letras
“Terrorista” (2007)
Trad. de Paulo Henriques Britto, Companhia das Letras
“Sobre a Fazenda” (1999)
ed. Imago
“O Centauro” (1988)
ed. Europa-América
“Brazil” (1994)
Companhia das Letras
“As Bruxas de Eastwick” (1987)
ed. Gradiva
“Coelho Cai” (1992)
Companhia das Letras
“Coelho Corre” (1992)
Companhia das Letras
“Coelho Cresce” (1992)
Companhia das Letras
“Coelho em Crise” (1992)
Companhia das Letras
“Confie em Mim” (1988)
Rocco
“Consciência à Flor da Pele” (1989)
Companhia das Letras
“Memórias em Branco” (1995)
Companhia das Letras
“Na Beleza dos Lírios” (1997)
Companhia das Letras
“Pai-Nosso Computador”
Rocco
“Uma Questão de Confiança” (1988)
ed. Difel (Portugal)
“S.” (1989)
Rocco
“Saba das Feiticeiras” (1985)
Rocco
“Casais Trocados”
ed. Abril
“O Golpe”
ed. Nova Cultural
O artigo de Lucia Guimarães sobre o escritor também vale a pena ler.
http://www.luciaguimaraes.com/?p=1193
Aqui uma seleção de obituários de John Updike.
New York Times
http://www.nytimes.com/2009/01/28/books/28updike.html?_r=1&hp
Revista Time
http://www.time.com/time/arts/article/0,8599,1874276,00.html
The Guardian
http://www.guardian.co.uk/books/2009/jan/27/author-john-updike-dies-at-76
BBC
http://news.bbc.co.uk/2/hi/americas/7854554.stm
Me desculpe mas: “Tu é uma besta”
saudações anarquistas
Gostaria de saber porque ninguém registrou do ator Renato Consorte.
O registro do ator Renato Consorte foi feito sim.
ANARQUISTA em que aguas anda pescando!
abs
Goodbye, Rabbit
Valter:
E das quadradas,diga-se.
Alguém citou Paulo Francis.
Olha essa sacada dele:
”’SE eu não conheço,é porque não presta”
De letra,BONITÃO.
A morte de John Updike evidenciou, pelo menos pra mim, mais uma idiossincrasia da “grande mídia”. Os telejornais deram relativo destaque ao falecimento. Mas quando falam da obra dele, se até para mim fica uma grande interrogação, imagino para o povão! Vou ser sincero, conheço Updike de ler artigos, mas da sua obra mesmo só conheço As Bruxas de Eastwick, por causa do filme. E é engraçado porque não me lembro de nenhuma reportagem (grande ou pequena) nos grandes jornais da TV aberta sobre Updike, antes de sua morte. É um paradoxo: a mídia de repente vem me dizer que John Updike era um escritor importante, mas fica um grande vazio; se era importante, porque a mídia, pelo menos a televisiva, nunca falou de sua obra? (atenção! não estou falando dos cadernos “especializados” nos impressos) Ontem tinha matéria, acho que no Jornal da Globo, falando da saga do “Coelho”, o repórter demonstrando a “importância” do “Coelho” e tal e eu pensando: “Pô, mas se esse ‘Coelho’ era tão importante assim, como é que nunca falaram dele antes? “absolvo” o Anarquista.
Updike estava, para nós, relegado aos cadernos “especializados”. Não é um escritor muito divulgado aqui no Brasil. Ou melhor, não era… até sua morte. Agora os editores devem estar felizes, finalmente vai vender. É uma lástima o modo como a cultura (geral) é tratado pela “grande mídia”…