Arquivo de janeiro 27th, 2009
27/01/2009 - 22:13
Domingo, levo as menininhas para visitar as irmãs mais velhas. Me meto em umas quebradas do Pacaembu e digo:
- Querem saber uma novidade?
- Queremos!, gritam em uníssono
- Estamos perdidos!
- Isso não é novidade papai, diz a caçula Dodó.
Cinco minutos depois entro em uma rua que vai dar na subida do estádio.
- Querem saber outra novidade?
- Queremos!
- Papai encontrou o caminho.
E a implacável Dodó:
- Isso é novidade, papai!
Autor: luisnassif - Categoria(s): Brasileira
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27/01/2009 - 21:58
Por Roberto São Paulo/SP
Do Último Segundo
27/01 – 19:39 , atualizada às 19:52 27/01 – Valor Online
SÃO PAULO – O Federal Reserve (Fed), banco central norte-americano, vai começar um programa para beneficiar os mutuários que estão inadimplentes com suas hipotecas. A decisão, que foi noticiada por agências internacionais, ocorre após forte pressão dos parlamentares dos EUA, que criticam o uso do pacote de US$ 700 bilhões, aprovado ainda no governo Bush, apenas para salvar os bancos e não os compradores das casas.
Autor: luisnassif - Categoria(s): Crise, Economia
Tags: FED, hipoteca
27/01/2009 - 18:48
Por Reinaldo Melo
Nassif, Vai posta alguma coisa referente à morte de John Updike?
Comentário
O dia foi tumultuado. Tive que levar as duas menininhas no oftalmo e demorou mais do que previa. Fica aí a dica sobre Updike.
Por Gilberto Cruvinel
O artigo de Lucia Guimarães sobre o escritor também vale a pena ler.
http://www.luciaguimaraes.com/?p=1193
Aqui uma seleção de obituários de John Updike.
New York Times
http://www.nytimes.com/2009/01/28/books/28updike.html?_r=1&hp
Revista Time
http://www.time.com/time/arts/article/0,8599,1874276,00.html
The Guardian
http://www.guardian.co.uk/books/2009/jan/27/author-john-updike-dies-at-76
BBC
http://news.bbc.co.uk/2/hi/americas/7854554.stm
Autor: luisnassif - Categoria(s): Cultura
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27/01/2009 - 18:43
As intromissões de Gilmar Mendes criaram uma crise político-jurídica de grandes proporções em Alagoas.
A Justiça alagoana decretou o afastamento de um grupo de deputados acusados de práticas ilícitas. Eles recorreram ao Supremo -obviamente no período de férias – e conseguiram um habeas corpus para voltar ao cargo enquanto o processo não fosse julgado.
Imediatamente, um outro juiz deu nova sentença proibindo a sua volta, em uma repetição do caso De Sanctis.
Agora se tem o seguinte quadro, conforme informa o leitor Flaggsmasher. Leia mais »
Autor: luisnassif - Categoria(s): Justiça
Tags: Gilmar Mendes, STF
27/01/2009 - 13:43
Segundo o IG, o sistema ficará instável por algum tempo.
Autor: luisnassif - Categoria(s): Sem categoria
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27/01/2009 - 12:08
Por Professor
Prezado Nassif:
A desfaçatez de Gilmar Mendes à testa de nosso STF é cada vez mais constrangedora. Egolatria e jogo de cena para as manobras não têm faltado para demonstrar isso. Após a revelação dos jogos do ministro-empresário-conferencista, cujo passado institucional na AGU é jogado para baixo do tapete, agora vemos a nova faceta do Supremo Presidente: lobista e reconstrutor da república…
Não é papel do supremo ficar propondo leis de “pactos republicanos”. O Brasil é uma república constitucional devidamente estabilizada e com os poderes políticos convenientemente repartidos na Constituição. O Executivo e o Legislativo são os poderes adequados para a discussão de leis em abstrato. A Constituição reservou ao Supremo a formatação do orçamento e a iniciativa para a proposta do novo Estatuto da Magistratura (o atual é de 79), e das leis visando à sua auto-organização. Por que GM não trata do novo estatuto da magistratura, ou da reformatação da corte constitucional brasileira aos moldes de suas tão estimadas cortes constitucionais européias (mandatos fixos dos juízes, mudanças na forma de escolha dos juízes etc)? Leia mais »
Autor: luisnassif - Categoria(s): Justiça
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27/01/2009 - 11:00
Do Valor Econômico
Procuradorias do país se preparam para protestar devedores neste ano
Fernando Teixeira, de Brasília
27/01/2009
As procuradorias responsáveis pelas maiores dívidas tributárias do país planejam tirar da gaveta em 2009 projetos de inscrição de devedores do fisco no cadastro da Serasa e dos Serviços de Proteção ao Crédito (SPCs). A Procuradoria Geral da Fazenda Nacional (PGFN), a Procuradoria-Geral Federal (PGF) e as procuradorias estaduais de São Paulo e do Rio de Janeiro estão com projetos engatilhados para sujar o nome dos contribuintes no mercado de crédito. No caso da PGFN e da PGF, há previsão legal para a prática desde o ano passado, e as portarias que darão início às inscrições nos cadastros de inadimplentes aguardam apenas a assinatura dos seus procuradores-chefes. No Rio, foi publicada em 15 de dezembro uma lei estadual autorizando a prática, e São Paulo, responsável por um programa-piloto de protestos de contribuintes em 2005, quer retomar o plano.
A PGFN é responsável pela cobrança da maior dívida fiscal do país, com 11 milhões de devedores e R$ 1,3 trilhão de créditos. Os planos de levar as dívidas a protesto existem desde 2006, mas podem efetivar-se a partir de março. A idéia é protestar apenas dívidas de até R$ 10 mil, que representam cerca de 90% do número de créditos em cobrança, mas apenas 1% da dívida. A PGFN promoveu uma anistia parcial desses créditos – cerca de 2,1 milhões de processos – e, encerrado esse procedimento, deverá levar os demais devedores à Serasa.
Responsável pelas dívidas de agências reguladoras e de autarquias federais, a Procuradoria-Geral Federal está reorganizando o sistema de cobrança desses órgãos. Montou recentemente um primeiro pacote com 65 mil créditos e R$ 3,2 bilhões para serem cobrados de forma centralizada. O pacote abrange pendências com a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), Agência Nacional do Petróleo (ANP), Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) e parte das multas cobradas pelo INSS que não foram transferidas à PGFN com a criação da Super-Receita. Segundo o coordenador geral de cobrança e recuperação de créditos da PGF, Albert Caravaca, caso seja aprovada a portaria aprovando a inscrição dos devedores na Serasa, parte dessas pendências será incluída – possivelmente aquelas com valor inferior a R$ 1 mil. Leia mais »
Autor: luisnassif - Categoria(s): Crise, Economia
Tags: inadimplência, Procuradoria Geral da Fazenda
27/01/2009 - 10:00
Ai vai o fora de pauta de terça.
Autor: luisnassif - Categoria(s): Fora de Pauta
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27/01/2009 - 09:35
Hoje, no Valor Econômico, a coluna do Luiz Sérgio Guimarães entrevista o economista André Modenesi explicando as relações entre Selic e spread. Como o pensamento não é linear, é possível que os cabeções do mercado tenham alguma dificuldade em entender as relações de causalidade apontadas:
(…) O economista André Modenesi, professor do Ibmec, lembra que o debate sobre as altas taxas de juros se dá em duas frentes. O primeiro é o elevado nível da Selic. O segundo é o caro spread bancário. Isso, de forma alguma, significa que variações na Selic não afetem o spread. A literatura tradicional enfatiza os determinantes microeconômicos do spread: inadimplência, tributação, custos operacionais. No entanto, é equivocado postular que a Selic não afeta o spread bancário. Mas há uma relação entre os determinantes macro e micro do spread. “Não é por acaso que no país onde se pratica uma das maiores taxas básicas de juros do planeta também se verificam spreads bancários exorbitantes”, diz Modenesi. A razão é muito simples: as LFT (títulos indexados à Selic) constituem um ativo especial ao possuir alta liquidez, elevada rentabilidade e risco desprezível. Com isso, diz o economista, os bancos brasileiros não precisam emprestar – apesar de a relação crédito/PIB ter crescido muito ela ainda é pequena – para gerar resultado; basta comprar LFT. “É por isso que os bancos brasileiros são altamente rentáveis apesar de não realizarem a contento sua função primordial: produzir empréstimos. Os bancos não precisam competir entre si na concessão de empréstimos para dar lucro”, diz. Ou seja, um problema macro – o elevado nível da Selic – tem repercussões micro, a baixa concorrência. E a baixa competição na concessão de empréstimos possibilita que os bancos sejam altamente seletivos na oferta de crédito, fazendo racionamento pelo preço. Conseqüentemente, a margem de intermediação é muito elevada. E, num momento marcado pelo aumento da incerteza e da aversão ao risco, é natural que os bancos aumentem ainda mais o racionamento do crédito, por meio de uma elevação de spread.Praticamente forçado por Lula a reduzir a taxa Selic, o presidente do Banco Central Henrique Meirelles defendeu-se dizendo que o problema do custo do dinheiro era o spread bancário, não a Selic – como se o BC não fosse responsável pelo sistema bancário como um todo.
Autor: luisnassif - Categoria(s): Crise, Economia
Tags: André Modenesi, bancos, crédito, Selic, spread
27/01/2009 - 09:21
Veja bem, até setembro tinham-se todos os ventos a favor, com os preços das commodities batendo recordes históricos e as exportações crescendo. Foram, portanto, apenas três meses de marola.
Mesmo assim, o déficit em conta corrente em 2008 chegou a US$ 28,3 bilhões. 1,78% do PIB, o maior desde 1998. Em 2007, houve um superávit de US$ 1,6 bilhão, ou 0,12% do PIB. Em apenas um ano, os erros de política monetária do BC provocaram uma deterioração de US$ 30 bi na conta corrente (clique aqui).
Por outro lado, como mostra matéria de Assis Moreira no Valor de hoje, o International Institute of Finance (IIF), que representa os maiores bancos do mundo, está em reunião de emergência para saber como os países emergentes poderão ser supridos de recursos internacionais. A previsão é de que os empréstimos bancários para os emergentes cairão para US$ 135 bi em 2009, contra US$ 400 bilhões em 2007 e US$ 245 bilhões em 2008 (clique aqui) Leia mais »
Autor: luisnassif - Categoria(s): Crise, Economia
Tags: contas externas, IIFC
27/01/2009 - 08:31
Chegou a hora da verdade, das barbeiragens cometidas pelo Banco Central desde o último trimestre do ano retrasado – mantendo a taxa Selic elevada e permitindo a apreciação irresponsável do real.
No início do ano passado, as contas externas jã haviam se revertido radicalmente, registrando déficit mesmo com as commodities com cotações recordes – um fato inédito.
O risco era claro e quantas e quantas vezes alertei aqui para a loucura. O real apreciado ia expulsando gradativamente os exportadores de manufaturados do mercado. Havia sinais claros de que a crise global se acirraria – embora não nessa proporção. Quando a bolha das commodities furasse, não haveria como compensar imediatamente com manufaturados, nem com um real mais desvalorizado. Não é tarefa fácil sair a campo, fechar contratos, expulsar concorrentes já instalados.
Desde o começo do ano passado alertava que as contas externas seriam o grande desafio do país. Desde que a crise externa se agravou, estava claro.
A decisão de impor controles burocráticos às importações tornou-se inevitável. Dia desses conversei com o ex-MInistro da Agricultura Roberto Rodrigues, recém chegado da Europa. Por todo país que passou, percebeu manobras protecionistas. O mundo está se fechando, como ocorreu no pós-crise de 1929. Não restava outra alternativa ao Brasil.
Repito: é a crise que poderia ter sido evitada ou minimizada se Lula não tivesse aberto mão tão amplamente da responsabilidade de definir a política econômica, deixando essa incumbência nas mãos de um presidente de Banco Central despreparado e de uma diretoria que nunca conseguiu avançar além de seus modelitos matemáticos, que a crise tornou defasados.
Agora, esse pessoal sai quando bem lhe aprouver, segue carreira em bancos ou, no caso do vaidoso presidente do BC, Henrique Meirelles, segue carreira política e toca o pessoal da Fazenda a apagar incêndio de qualquer maneira.
Nem vou fazer um apanhado das declarações dos cabeções de mercado e de seus porta-vozes na mídia, minimizando os riscos externos, combatendo as limitações ao financiamento de bens duráveis (como alternativa ao aumento da Selic), para não ficar com mais raiva ainda.
Autor: luisnassif - Categoria(s): Crise, Economia
Tags: balança comercial, contas externas, importações, protecionismo
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