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26/01/2009 - 18:58

A morte de Lúcia Moreira Salles

Acabo de ser informado da morte de Lucia Moreira Salles. Nos anos 60, com o nome Lucia Curia, foi das primeiras top models brasileiras. Fez carreira da Europa e chegou a assessora de Coco Chanel, um dos mitos femininos do século.

Quando comecei a levantar a biografia do embaixador, procurei amigos de Lucia. Foram unânimes em atestar seu excelente caráter.

O embaixador era um admirador de duas virtudes essenciais: o não deslumbramento com o sucesso e o apego à família e à mãe, que morava no Rio Grande do Sul.

Foi uma companheira dedicadíssima nos últimos anos de vida do embaixador, ganhando a gratidão e o reconhecimento dos amigos e filhos.

Autor: luisnassif - Categoria(s): Sem categoria Tags:

11 comentários para “A morte de Lúcia Moreira Salles”

  1. Helio Constanitno disse:

    Uma entrevista ao Jornal do Commercio de Recife ALCEU VALENÇA abre o verbo e cria polêmica.

    “A fuleiragem music vai destruir o Brasil lá fora”

    Eis algumas das opiniões de Alceu Valença sobre a indústria da música e seus meios:

    GIL, O MINISTRO

    “Gil não fez absolutamente nada pela MPB. O ministério dele foi melhor do que o de Weffort, Ponto de Cultura é um negócio bacana. Mas música brasileira nada. Não vi nem uma vez ele fazer um esforço e levar todo mundo lá para fora. Houve esforço para levar ele. Eu tentei levar, fiz um projeto para levar todo mundo, o Brasil Novo Tempo, mas não deu certo. O Brasil está sendo divulgado lá fora por um tipo de música canalha! Mas pense o Brasil divulgado pela coisa bonita brasileira, pela sua identidade. Porque os gringos são apaixonados pelo samba, pelo choro. O mundo gosta do Brasil, mas o Brasil não gosta de se mostrar pro mundo”.

    COMPLÔ

    “Tenho quase certeza de que a destruição da música brasileira foi um movimento que veio do Departamento de Estado e Propaganda dos Estados Unidos. Não posso entender, como é que você pode destruir uma indústria de um bilhão de dólares? A MPB dava 800 bilhões de dólares. A MPB de qualidade era detentora de 80% do mercado de música brasileira. Os caras chegaram e trocaram Chico Buarque por Ursinho blau blau. Em 1986, tudo acabou. Dentro da minha loucura eu digo o seguinte: isto se deve à queda da ditadura. A MPB era contra a ditadura. Então ficaram com medo de uma nova Cuba, pela influência desses artistas de esquerda. Quem ouviu Bethânia, Chico, Milton tocar depois de 86? Tudo isso podia até ter acontecido, de uma maneira mais vagarosa. De repente caiu tudo, e veio outra coisa”.

    FULEIRAGEM MUSIC

    “Eles são absolutamente negociantes. A fuleiragem music vai destruir o Brasil lá fora, porque o axé destruiu a imagem de música de qualidade que se tinha do Brasil. Existia na Europa a boa música brasileira. Só iam para Europa os tampas de crush, Caetano, Chico, Gil, Milton. O besta aqui foi muitas vezes. Tinha um tipo de público do cacete. Aí, quando entrou o axé, a fuleiragem, sabe qual o público desta música? Quenga. A fuleiragem aconteceu, mas será que sãos os músicos que fazem a música? Quem faz é o cara não gosta de música, mas sabe trabalhar a coisa, contrata uns caras, o jabaculê come por todos os lados, mas não se faz arte”.
    http://jc.uol.com.br/blogs/blogjamildo/canais/noticias/2009/01/26/em_entrevista_a_jose_teles_alceu_diz_que_axe_music_e_musica_pra_quenga_39947.php

  2. Ricardo disse:

    Olá,
    Dia melancólico: o Renato Consorte tambem foi para o outro lado.
    [ ]´s

  3. Gilberto Cruvinel disse:

    Nassif,

    A morte de Renato Consorte me deixou particularmente triste. Lembro-me, com saudades, de assisti-lo apresentando o programa na TV Cultura onde ele apresentava os animais do zoológico de São Paulo às crianças. Entrevistava cada criança perguntando o que cada uma achava de determinado bicho. Era um programa cheio de ingenuidade e delicadeza. Uma delicadeza que não vemos mais hoje nos programas infantis.
    Adorável Renato Consorte que sabia falar às crianças.

  4. Flaggsmasher disse:

    Tá certo o Alceu: “Em 1986, tudo acabou. Dentro da minha loucura eu digo o seguinte: isto se deve à queda da ditadura.”

    Mas acabou porque não tinha mais sentido cantar contra a ditadura, sem ela. Mesmo caso se o James Bond continuasse a lutar contra espiões russos, comunistas e e congêneres. Todos os autores de livros de espionagem, e também a TV, os quadrinhos e o cinema tiveram que buscar “novos inimigos” para continuarem existindo. O Pasquim se acabou sem a ditadura para combater. Ziraldo bem que tentou trazer de volta mas a situação era outra. A concorrência, livre da perseguição e do medo, também aumentou. Música de protesto ficou datada. Coisa de saudosista. Subsiste como clássico, assim como as antologias do Pasq

  5. Flaggsmasher disse:

    Tá certo o Alceu: “Em 1986, tudo acabou. Dentro da minha loucura eu digo o seguinte: isto se deve à queda da ditadura.”

    Mas acabou porque não tinha mais sentido cantar contra a ditadura, sem ela. Mesmo caso se o James Bond continuasse a lutar contra espiões russos, comunistas e e congêneres. Todos os autores de livros de espionagem, e também a TV, os quadrinhos e o cinema tiveram que buscar “novos inimigos” para continuarem existindo. O Pasquim se acabou sem a ditadura para combater. Ziraldo bem que tentou trazer de volta mas a situação era outra. A concorrência, livre da perseguição e do medo, também aumentou. Música de protesto ficou datada. Coisa de saudosista. Subsiste como clássico, assim como as antologias do Pasquim vendem bem. Mas não é “coisa da nossa época” para virar moda. Mas o Gil e o Caetano ainda se deram bem. Chico Buarque nunca mais vi falar dele. E Milton Nascimento, a última vez foi quando morreu o River Fenix, ainda em Indiana Jones III…

  6. Nassif:
    Voce poderia colocar essa entrevista do Alceu Valença em um post. Gostaria de comentar.

  7. Jobson disse:

    Nassif, existe alguma biografia publicada do Walther Moreira Salles? sua vida deve ter histórias interessantíssimas.

    Estou terminando a primeira.

  8. Eduardo Lang disse:

    Caro Luis Nassif,

    Concordo plenamente com esse post. Lucia Moreira Salles foi uma cidadã atenta com as questões sociais, atuando como presidente da ONG RIOVOLUNTÁRIO. A sua dedicação com os projetos do RIOVOLUNTÁRIO caminhava concomitantemente com a sua discrição e, com muito amor, Lucia incentivou a educação infantil de qualidade, através do Programa Brasileirinho.

    Obrigado,
    Eduardo Lang.

  9. Raí disse:

    Alem do inquestionável trabalho social que a Sra Lúcia fazia na ONG que criou,foi tambem admirável a educação de boa qualidade,que ela deu aos seus filhos,que diferentemente do pai,que como banqueiro,nunca fez nada pessoalmente em prol da sociedade em que vivia,e como todo banqueiro só explorou a sociedade e o Estado,os herdeiros(não do dinheiro,mas da formação eclética da mãe)são hoje,homens de bem e comprometidos com a sociedade.

    Putzgrila, Raí, mas como você chuta com uma segurança invejável. A Lucia não tinha filhos. O embaixador foi um grande brasileiro, reconhecido por pessoas das mais diversas que conviveram com ele. Aliás, não fosse o apoio dele, Valentim Diniz jamais teria erguido o império que lhe dá emprego.

  10. Priscilla Alvares disse:

    Sou afilhada da Dona Lúcia, pessoa a quem sou grata por todos meus estudos e consequentemente a minha carreira.
    Infelizmente não a vejo desde meus 13 anos, devido sua vida corrida e pela distância pois ela morava fora do país a muitos anos.
    Gostaria de entrar em contato com seus familiares para agradecer por tudo que ela me fez, ela é uma pessoa fantástica e nem ao menos consegui prestar minha última homenagem.
    Fica aqui meu agradecimento e meu AMOR a ela.

    Priscilla Alvares

  11. Dona Lúcia foi uma mulher corajosa, simpática, humilde, de bom coração e acima de tudo, não era mesquinha. Infelizmente teve que lutar com uma doença tão horrível que a levou do nosso meio. Quem a conhecia sabe que seu jeito meigo e delicado encantava a todos. Eu e minha família temos muito carinho e amor por ela.
    A todos os familiares dela desejo conforto em seus corações e podem acreditar que ela está com Deus descansando.
    Um abraço e obrigada.
    Patricia Bahia

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