Trivial dos Irmãos Assad
Ouvi uma vez, em uma apresentação, o Duo Assad interpretar Rapsody in Blue. Parecia uma orquestra inteira saindo dos dois violões. Passei anos atrás do CD, sem encontrar.
Agora, nossa comentarista Cafu achou o vídeo no Youtube.
Dia desses, aliás, em seu programa sobre violão, Fábio Zanon dizia que o violão do século 20 teve duas unanimidades: a de Segóvia, como o maior violonista; e do Duo Assad, como o maior duo.


Mouro,
25 de janeiro, além do aniversário de Sampa – achei que não ganhou trivial para não ficar bairrista – é a data de nascimento de um ilustríssimo brasileiro – até no nome:
Antônio Carlos Brasileiro de Almeida Jobim, o Tom, que faria 82 anos hoje- acho.
Como mal acostumada que estou com a Cafu e Helô, achei que seria um trivial do Tom…..
Para combinar com outro post de hoje – a demissão do Neschling -
Jobim Sinfônico (é a OSESP, embora não seja o Neschling na regência):
Se todos fossem iguais a você, com Milton Nascimento
http://br.youtube.com/watch?v=esErSSxtpSs
Gabriela
http://br.youtube.com/watch?v=0znO3Q9Iw8E&feature=related
E 25 anos de Diretas-Já…
Olha que triste:
http://www1.folha.uol.com.br/folha/brasil/ult96u494298.shtml
Olha Nassif!
Se existe um modelo a ser seguido por artistas brasileiros, este modelo se chama Duo Assad. Pelo conjunto da obra, eles são artistas que nos orgulham e emocionam e, com certeza, são referência à altura que grandes nomes da música mundial. Estudiosos, disciplinados, mas sobretudo com resultados de uma música absolutamente humana, como deve ser a arte verdadeira, simples e autêntica, que nos faz parecer que o universo artístico que dominam é um caminho sem espinhos, tão leve é a forma com que constroem essa grande música. De maneira objetiva vendem um Brasil dos brasileiros, da sofisticação do povo, e fazem questão de fortalecer, em suas entrevistas, uma narrativa que mostra que é construida em torno de um universo comum, do homem comum brasileiro. Além de tudo, são fantásticos compositores, dignos dos melhores do mundo para todos os formatos instrumentais.
Foram eles que apresentaram a música brasileira a Yo-Yo Ma que se encantou e gravou um CD que você conhece, o maravilhoso “Obrigado Brasil”. E hoje, Yo-Yo Ma no seu myspace apressenta Jacob ao lado dos grandes mestres como Bach, Beethoven e etc. Enfim, o Duo Assad joga perfeito nas onze.
Caros Navegantes,
The Guardian a caça dos culpados:
Twenty-five people at the heart of the meltdown …
(25 pessoas no coração da crise)
http://www.guardian.co.uk/business/2009/jan/26/road-ruin-recession-individuals-economy
Robert Robin e Larry Summers, por exemplo, não estão nessa lista. Mas nas criticas do Nobel Joseph Stiglitz.
Sds,
Acidentalmente, assisti hoje ao espetáculo de som & luz Terreiro d’Yesú, no Pelourinho. Tá, é didático e panfletário como qualquer mega-espetáculo de divulgação turística. Mas tem um diferencial positivo, marcantemente “Governo Wagner”.
Esperava um espetáculo laudatório da negritude turística da cidade, e das belezas arquitetônicas e naturais. E há laudação sim – mas há uma crítica aberta a leitura turistóide de tal negritude. Na verdade, o espetáculo acaba por ser uma crítica escancarada ao modelo de reforma adotado no centro antigo de Salvador pelo Carlismo, e suas consequências: empobrecimento da população, segregação sócio-racial, etc. E sim, com direito a alfinetada mais ou menos explítica (ou implícita, como queiram) a ACM: uma das vozes diz: “Não é porque alguém mandou ou indicou – fui porque conquistei por meus esforços!”. Mais anti-carlista impossível!
Fazer uma crítica monumental dessas, num evento que é claramente para receber turistas que corroboraram direta ou indiretamente com esta lógica (paulistas, sulestinos em geral e gringos), é ser um governo assumidamente de esquerda. E tal espetáculo não é mero discurso, nem sequer um discurso que antecede a prática: a reforma do Pelourinho tem sido mudada sistematicamente desde que Márcio Meirelles assumiu a SECULT, em 2007, através de práticas como trazer parte da população para reabitar o bairro (que tinha virado um shopping fadado a falência), editais de fomento e outras coisas. Ou seja: nada do “abandono” que proclama a TV Bahia – Mentira Todo Dia.
Num tempo em que o Presidente da República abaixa as calças pra um Presidente do Supremo obviamente corrupto, e que mantém um neoliberal convicto na presidência do Banco Central, ter um governador e um governo estadual que é ao mesmo tempo assumidamente de esquerda, operante e sem revanchismo, é uma dádiva!
E aviso: tirem o olho-gordo de cima de Jaques Wagner. Pelos próximos 6 anos, ele é só nosso – desmontar uma ditadura sustentada no voto, como foi a de ACM, é tarefa longa e ele sabe disso.
Nassif, desculpe-me por colocar aqui um assunto que nada tem a ver com a chamada, mas acabei de ver uma coisa grotesca: Israel segue EUA e vai criar lei que protege seus soldados do Tribunal Internacional. Agora, os dois países deixam claro que as legislações internacionais só se aplicam quando é do interesse deles. Segue abaixo:
Israel prepara defesa de soldados contra acusações de guerra
DAS AGÊNCIAS INTERNACIONAIS – O governo israelense aprovou no domingo uma medida que dará proteção legal aos oficiais militares do Exército se forem acusados de crimes de guerra por conta da incursão na Faixa de Gaza. O primeiro-ministro de Israel, Ehud Olmert, garantiu que os militares que participaram na recente operação terão proteção judicial total no país e no exterior, no caso de eventuais denúncias.
– Os soldados enviados a Gaza devem saber que estarão totalmente protegidos ante os tribunais e que Israel os ajudará – declarou Olmert na abertura do conselho de ministros.
O premier confirmou que confiou ao ministro da Justiça, Daniel Friedman, a presidência da comissão interministerial para coordenar o trabalho do governo de “assegurar uma defesa legal a todos os que participaram na operação”.
A censura militar proibiu a divulgação da identidade dos comandantes de unidades que participaram da ofensiva entre 27 de dezembro e 18 de janeiro contra o grupo radical islâmico Hamas, por temer que sejam acusados de crimes de guerra.
O secretário-geral da Organização das Nações Unidas, Ban Ki-moon, pediu na semana passada que fossem lançadas ações judiciais contra os responsáveis pelos bombardeios israelenses considerados “inaceitáveis” por ele, que atingiram prédios e funcionários da ONU em território palestino. Cerca de 1.300 palestinos morreram nos 22 dias de conflito na região.
Fronteira
Com medo de novos bombardeios israelenses contra túneis de contrabando, o Egito fechou ontem o terminal de Rafah, na fronteira com a Faixa de Gaza.
– Autoridades egípcias retiraram os feridos e as ambulâncias do terminal depois que receberam informações sobre a possibilidade de bombardeios israelenses no lado palestino da fronteira – explicou à agência de notícias France Presse uma fonte dos serviço de segurança que pediu anonimato.
Um dos principais objetivos da operação do governo israelense contra o Hamas em Gaza era acabar com o contrabando de armas através de túneis cavados entre o lado palestino de Rafah e o Sinai egípcio.
A ministra das Relações Exteriores israelense, Tzipi Livni, fez questão de deixar claro que o país se reservava o direito de executar novos ataques contra os túneis cavados sob os 14 km da Linha Filadélfia, ao longo da fronteira de Gaza com o Egito.
Diálogo
No domingo, autoridades egípcias iniciaram uma nova rodada de diálogo com o Hamas. A tentativa é fazer um acordo com Israel para que se prolongue o frágil cessar-fogo iniciado no dia 18 de janeiro, que interrompeu a ofensiva israelense contra o grupo na Faixa de Gaza.
O principal objetivo dos radicais islâmicos em Gaza é conseguir a reabertura da fronteira com o Egito, fechada desde que o grupo assumiu o controle da faixa em junho de 2007. Israel e seus aliados, por outro lado, querem impedir que o Hamas realize contrabando de armas para dentro da faixa, pela fronteira.
Apesar de Israel ter proposto aos mediadores egípcios um cessar-fogo de 18 meses com o Hamas, o grupo islâmico que controla Gaza fala em uma trégua de, no máximo, um ano.
– O Hamas ouviu a proposta apresentada por Amos Gilad [autoridade do Ministério da Defesa israelense], de um cessar-fogo de um ano e meio, mas o Hamas apresentou uma contraproposta de somente um ano – contou Ayman Taha, representante do Hamas que estava no Cairo para negociar um acordo de trégua, depois de conversar com autoridades de inteligência do Egito.
Taha reiterou os pedidos do grupo pelo fim do bloqueio imposto na Faixa de Gaza por Israel e pelo Egito.
O Hamas propôs aos mediadores egípcios que monitores turcos e europeus estejam presentes nos postos de controle, mas rejeitou a presença de monitores israelenses, dizendo que o monitoramento feito por Israel “é grande parte do problema”.
Perguntado se as forças do presidente palestino, Mahmoud Abbas, estariam presentes nas fronteiras, Taha deixou claro que “é o Hamas que controla Gaza”.
Irã
Em encontro com o ex-primeiro-ministro britânico Tony Blair, atual representante do Quarteto para o Oriente Médio – formado por Estados Unidos, União Europeia, Rússia e Nações Unidas – o ministro de defesa israelense, Ehud Barak disse, no sábado, que não descarta nenhuma opção para se defender da ameaça nuclear iraniana, aludindo a um eventual recurso à alternativa militar.
– Faz falta uma colaboração estreita entre países [frente a esta ameaça], principalmente com a Rússia e a China, mas agora não descartamos nenhuma opção sobre a mesa – declarou Barak, segundo um comunicado de seu gabinete. – O programa de reforço do Irã é uma ameaça para a estabilidade da região e do mundo inteiro.
23:11 – 25/01/2009
O estouro “da bolha” contado em bilhões …ou seria em bolhões?
Veja o que J.P.Kupfer trouxe pra ilustrar o fato::
http://colunistas.ig.com.br/jpkupfer/files/2009/01/valor-de-mercado-bancos-23-01-09.pdf
Estive olhando a história da aglutinação das faculdades brasileiras em universidades, e achei gozado que as faculdades de grife são em geral as últimas a se alojar nos campus.
Em Minas, alguns cursos da faculdade de Direito provavelmente não sairão jamais do prédio, no Centro, para o Campus da Pampulha.
Quem se interessar pela história da implantação da UFMG pode ler muita coisa em
http://www.apubh.org.br/clipping/010907/010907.pdf e em
http://www.ufmg.br/diversa/11/expansao.html
Nassif, o Duo gravou Rhapsody in Blue em seu último (?) CD: Jardim Abandonado (http://www.nonesuch.com/albums/jardim-abandonado).
Sobre a “suposta” declaração do Zanon, se ele realmente falou isso acredito que a declaração esteja um pouco descontextualizada. Sem nenhum demérito ao Duo Assad, mas num século que teve Duo Abreu e Duo Presti-Lagoya essa unanimidade não deve ser tão unânime assim.
[]s,
Rodrigo