iG
iBest BrTurbo

Publicidade

Publicidade
20/01/2009 - 18:09

O cordel de Obama

Por Creuzo Geovani

Barack na presidência
De seu país em declínio
Não fará grande governo
Mesmo com bom tirocínio,
Pois nunca faltará guerra
Envolvendo aquela terra
Com prática de extermínio.

Não há homem que segure
O declínio americano,
Nem mesmo Barack Obama,
Um talentoso africano,
Porque essa decadência
É mal de toda potência
Que manda por muitos anos.

Nem César, nem Alexandre,
Nem David e nem Sansão,
Nem a riqueza e o saber
Do grande Rei Salomão
Teriam como deter
Perdas de fama e poder
Daquela rica nação.

Nem Gêngis Khan no cavalo
Nem também Napoleão
Nem Pizarro, nem Bolívar
Nem o profeta Abraão
Teriam como evitar
A “depressão” maltratar
Cidades, Serra e Sertão.

Nem os grandes Pedro e Ciro
Nem Nabucodonosor,
Nem Isabel de Castela
No auge do esplendor,
Por maior que seja a fama,
Fariam Barack Obama
Governar sem sentir dor.

Nem Buda e nem Confúcio
Nem Moisés, nem Maomé,
Nem mesmo Santo Agostinho
Com todo o poder da fé
Fariam Barack Obama
Sair desse grave drama
Sem ajuda de Javé.

Por Edmar Melo

Prezado Creuzo Geovani
É grande a satisfação
De vê você comentando
Sobre essa grande Nação
Que hoje está encrencada
Numa crise mergulhada
De emprego e recessão

Sua visão pessimista
Parece-me exagerada
Barack Obama assumiu
Numa crise delicada
Porém, foi o escolhido
Porque não dizer ungido
Pra resolver a parada

O Luther King sonhou
Com um negro no Poder
Deve ter vibrado muito
Ao ver Obama vencer
Você que é pessimista
Mas que nunca foi racista
Deve por ele torcer

Desejo a Barack Obama
Sucesso nessa missão
Que ele consiga tirar
Seu País da recessão
Assim, o mundo melhora
Quem sabe a nossa marola
Não seja preocupação

Desejo que desse mundo
Não queira ser palmatória
Respeite as outras nações
Escreva bem sua história
Acabe com os embargos
Modifique a passos largos
A política imigratória

Autor: luisnassif - Categoria(s): Poesia Tags: ,

36 comentários para “O cordel de Obama”

  1. Carlos Poa disse:

    Ei , pessoal ! Acordem. Obama é o novo presidente dos…americanos.
    Claro que pode adotar uma política externa menos beligerante que o Bush, mas o fato dele fazer um “bom” governo para os americanos não significa que o mundo está salvo. Mas ,enfim, os americanos conseguiram transformar um limão numa limonada. A imagem do país está em grande alta após a escolha do Obama, que as elites americanas certamente estão tendo que engolir. Mas não sem manter o controle…

  2. M. Iack disse:

    Trecho do discurso: “Neste dia, estamos reunidos porque escolhemos a esperança acima do medo, a unidade de objetivos acima do conflito e da discórdia.”

  3. joao sal disse:

    Muito bacana!
    Nada como a velha e boa cultura popular para falar de coisa séria e importante.

  4. João A. disse:

    Típica solução americana:

    Resolver o seu problema econômico e levar a falência mundial! Assim não só retornarão a prosperidade como o poder estará mais concentrado em suas mãos.

    Rossevelt, Reagan e Obama. Todos eles ficarão famosos por garantir a supremacia americana destruindo as economias ao redor do mundo! Se em último caso não haver possibilidade de recuperação para os EUA eles levarão o resto do mundo junto por capricho.

  5. Waldo Batista disse:

    rsrs
    Só aqui na ‘Fazenda do Conhecimento’ é que nasce este tipo de mato. Bom, fresco e gracioso. É o cordel.

  6. jcslopes disse:

    Nassif, vamos torcer, que o Obama dê certo para os EUA e para o mundo em desenvolvimento.
    O problema até hoje foi, quando dá certo para os EUA, não dá certo como devia, para os países que se denvolvem, com sua economia atrelada à americana. Olha o caso do Brasil e outros. Sdc.

  7. Gilberto Cruvinel disse:

    Obama, como se vê, galvanizou o planeta: de Times Square, onde se fez um silêncio total para ouvir o discurso de posse, às crianças de Kibera, um dos bairros mais pobres de Nairóbi, no Quênia, que dançaram em volta de fogueira para comemorar a posse de Obama, que é filho de um queniano.

    ” O mundo mudou e precisamos mudar com ele.”

  8. Marco Antônio disse:

    Não sei porque, mas a impressão que me dá é a de que os EUA, sem verem como sair de sua crise interna, tentam internacionalizá-la cada vez mais, em uma tentativa de manter uma hegemonia entre falidos. A cada recuperação dos mercados, o próprio governo americano vinha com um novo balde de água fria. O discurso de Obama hoje_ em que pese a importância de um negro chegar à Presidência dos EUA, com a história que tem aquele país_ foi apenas mais do mesmo. Desânimo mal-disfarçado com a crise, delírios de megalomania _ ” A América está pronta para liderar”_ e as habituais ameaças a ” terroristas” e a promessa de defesa de fracos e oprimidos ( embora vendam as armas que fomentam as guerras civis que destroem esses países). Enfim, o trivial da ilusão. Será que os americanos nunca vão entender que ninguém quer líderes_ muito menos trapalhões como eles? Não vão entender que são seus governos que estimulam em última análise as centenas de conflitos armados desde a segunda Guerra Mundial, em África, Ásia e Américas Central e do Sul? E nós, precisamos começar a entender que a economia agora é real e não mais uma bolha de sonhos a financiar a ” vida dourada da América”. Agora, vai ter valor o que for realmente produzido, o que for realmente palpável. E é preciso, para isso, justamente iniciar o processo de desvinculação dos EUA e concentrar o comércio com os países que demandam produção e possam realmente pagar por ela.

  9. Luiza disse:

    “Quero ver o Tio Sam, de frigideira, numa batucada brasileira”

  10. Zé Chico disse:

    Duas pérolas as obras do Sr. Creuzo Geovani e do Sr. Edmar Melo, demonstram o humor do brasileiro, que é um artista por natureza.

    Nassif, você leu o blog do Caio Blinder? O cara é maluco, chamou o Obama de Vira-lata!!! Desci o cacete nele!!!

  11. Edson disse:

    Longe de ser um Vinicius arriscaria o PRA FAZER UM BOM GOVERNO:

    Pra fazer um bom governo,
    nao precisa muito, mas pecisa zelo.
    Precisa apenas um certo querer
    um querer fazê-lo,
    em que todo mundo ande junto
    porque só o junto, já é governo.
    YES WE CAN . . . . e agora já é tarde . . . . começou

  12. MARCO ANTÔNIO ABREU FLORENTINO disse:

    LAMENTOS DO PASSADO – ECOS NO FUTURO
    A eleição de Barak Hussein Obama Jr., primeiro presidente negro do maior e mais influente império do mundo pós romano, tem ecos e repercussões para além do alcance dos nossos olhos… e ouvidos.
    Projeta-se, como num filme Hollywoodiano, o drama colonialista de George Washington e a busca da liberdade, alcançada em 4 de julho de 1776, após luta heróica contra o establishment inglês, lastreada por princípios constitucionais solidamente escritos por Thomas Jefferson, terceiro mandatário de uma nação predestinada.
    Resgata-se, como num romance épico, aquele dia gelado de novembro de 1863, em Gettysburg / Pensilvânia, quando 15.000 pessoas, reunidas num vasto campo, lotado por fileiras de caixões que pareciam não ter fim, ouviam o pronunciamento do outrora camponês, depois advogado e finalmente 16° presidente norte americano Abraham Lincoln, sobre a mais famosa batalha da guerra civil, um dois mais terríveis enfrentamentos travados em solo americano, com mais de 50.000 mortos e feridos nesse choque titânico entre compatriotas pela causa negra, motivadora do posterior assassinato deste mesmo presidente.
    Ecoam-se, como num suplício, os prantos e lamentos de dor dos negros arrancados de suas casas, na frente de suas mulheres e filhos, para serem torturados, mortos e queimados por organizações secretas espúrias como a Ku Klux Klan.
    Recuperam-se, como num pesadelo, imagens chocantes dos assassinatos dos irmãos Kennedy e de Martin Luther King, ocasionadas pela defesa aberta à igualdade e liberdade humana.
    Somos testemunhas históricas desse processo evolucionário de mudança, na qual a esperança é a principal timoneira desse barco que abriga, cada vez mais, passageiros confiantes no futuro.

    Marco Antônio Abreu Florentino

  13. Helô disse:

    Essa dupla é demais!
    Parabéns Creuzo e Edmar.

    Vejam que beleza Saramago escreveu sobre Obama:

    Donde?

    Donde saiu este homem? Não peço que me digam onde nasceu, quem foram os seus pais, que estudos fez, que projecto de vida desenhou para si e para a sua família. Tudo isso mais ou menos o sabemos, tenho aí a sua autobiografia, livro sério e sincero, além de inteligentemente escrito. Quando pergunto donde saiu Barack Obama estou a manifestar a minha perplexidade por este tempo que vivemos, cínico, desesperançado, sombrio, terrível em mil dos seus aspectos, ter gerado uma pessoa (é um homem, podia ser uma mulher) que levanta a voz para falar de valores, de responsabilidade pessoal e colectiva, de respeito pelo trabalho, também pela memória daqueles que nos antecederam na vida. Estes conceitos que alguma vez foram o cimento da melhor convivência humana sofreram por muito tempo o desprezo dos poderosos, esses mesmos que, a partir de hoje (tenham-no por certo), vão vestir à pressa o novo figurino e clamar em todos os tons: “Eu também, eu também.” Barack Obama, no seu discurso, deu-nos razões (as razões) para que não nos deixemos enganar. O mundo pode ser melhor do que isto a que parecemos ter sido condenados. No fundo, o que Obama nos veio dizer é que outro mundo é possível. Muitos de nós já o vinhamos dizendo há muito. Talvez a ocasião seja boa para que tentemos pôr-nos de acordo sobre o modo e a maneira. Para começar.

    http://caderno.josesaramago.org/2009/01/20/donde/

  14. waleria disse:

    Parabéns Edmar!

    Obrigada

    Seu contraponto foi absolutamente essencial!

  15. meu ovo disse:

    meu ovo é rebelde

  16. meu ovo disse:

    é rebelde

Deixe um comentário:

Antes de escrever seu comentário, lembre-se: o iG não publica comentários ofensivos, obscenos, que vão contra a lei, que não tenham o remetente identificado ou que não tenham relação com o conteúdo comentado. Dê sua opinião com responsabilidade!

Os campos com * são de preenchimento obrigatório






Voltar ao topo