Lula, Obama e Sarkozy
Por paulo frança
Lula, Obama e Sarkozy são modelos do século XXI, diz especialista
Nova York – Vice-Presidente do think-thank Public Agenda e autor de Forgive Us Our Debts: The Intergenerational Dangers of Fiscal Irresponsibility, publicado nos Estados Unidos pela editora da Universidade de Yale, Andrew L. Yarrow defendeu, em artigo publicado na página de opinião do The Baltimore Sun, que a apologia da impossibilidade funcional dos governos está com os dias contados. E que um trio de líderes – formado pelo recém-eleito Barack Obama, o presidente francês Nicolas Sarkozy e o brasileiro Luiz Inácio Lula da Silva – representam a ascendência, no mundo ocidental, do idealismo, do ativismo e da cooperação supra-partidária sobre o unilateralismo, a política mais convencional e o apadrinhamento de aliados característico da administração Bush.
Professor da American University e consultor do centrista Brookings Institution, Yarrow vai além e propõe o estabelecimento de uma nova era, calcada na imagem dos presidentes de Brasil, França e EUA. “Prestando atenção no simbolismo político dos três estadistas, vê-se que o mundo democrático está entrando em um novo período, tão definitivo e transformador quanto o pacto social-democrático de Franklin Delano Roosevelt após a Segunda Guerra Mundial, o chamado Consenso Liberal, ou a Ascensão Conservadora das últimas três décadas, marcadas pelas políticas de Ronald Reagan e Maragareth Thatcher”, escreve. (continua)
Por Martin
Putz! O Obama ainda nem tomou posse e já se tornou modelo do século 21? Deve estar escrito nas estrelas.
Sarkozy: um link contido no próprio artigo mostra o desacordo de alguns franceses com esta tese.
Por Hugo Albuquerque
Esse artigo parte da premissa de uma certa crença política estadunidense na capacidade de transformação que potencialmente pode ser exercida pelo chefe do executivo – é uma espécie de “personalismo do bem”.
A Democracia americana foi construída tendo um foco muito acentuado na Presidência da República e na figura de seu ocupante, diferentemente das democracias européias que tem como centro justamente o Parlamento – a França com seu semipresidencialismo é um caso um tanto idiossincrático.
Você pega os dez países com mais alto IDH e o domínio das regimes parlamentaristas é óbvio, o que atesta que o que faz a diferença não é exatamente aquela coisa do líder forte e carismático – obedecendo as regras do jogo, claro -, mas sim um parlmento forte e civilizado, com grupos políticos fortes.
Mesmo partindo do ponto de vista do autor, claro é um tanto exagerado, principalmente no que toca Sarkô e especialmente Obama, que nem começou a governar ainda.
Ok, Lula e Obama representam todo um simbolismo para o mundo, na medida que ver um “operário” e um “negro” chegando ao poder em nações tão grandes e poderosas quanto Brasil e EUA não acontece todo dia – por mais que Lula já não trabalhasse há anos como operário e que Obama seja na verdade um mestiço. Sarkô, por sua vez, era simplesmente o Ministro do Interior conservador que chamou os jovens que protestavam pelo país de recaille, portanto, sua eleição é muito mais reflexo do esvaziamento da política francesa do qualquer outra coisa.
Analisando Sarkô e Lula, os únicos que de fato governaram até agora, o que pode se dizer é que enquanto o primeiro faz um governo centralizado em muita pirotecnia, mas que até agora não resolveu os problemas que herdou, o segundo faz um goveno reformista que apesar de estar aquém do esperado por muitos dos seus eleitores, conseguiu obter êxitos importantes, ainda que diante de uma base de comparação bastante fraca – que persiste até hoje, visto que seus adversários continuam insistindo em lançar críticas ratasqueiras e não raro mal-educadas em vez de fazerem propostas concretas. Obama, por sua vez, é uma incógnita.
Enfim, não creio que seja possível colocar os três no mesmo barco.
Autor: luisnassif - Categoria(s): Novo Modelo, Novo Mundo Tags: Lula, Obama, Sarkozy

Tudo bem…
O artigo é controverso.
Com Sarkozy ou Obama
Falta alguém!
O tal doutor poliglota,
O FHC não convém?
Nassif,
Até um jornal, The Baltimore Sun – nem dos mais influentes dos EUA reconhece a estatura do estadista e atual Presidente do Brasil _ Luis Inácio Lula da Silva_ e o coloca entre os três estadistas modelo para o mundo Ocidental, ao lado de Sarkozy e Obama. Só aqui no Brasil – que tem a pior imprensa do mundo – NÃO reconhece, ao contrário quando pode achincalha e mente, trabalhando contra a imagem e o Governo do Presidente Lula. Aliás, não é atoa que se cultiva o complexo de inferioridade do brasileiro. Pudera com uma imprensa mesquinha e mentirosa como a nossa ( Folha, Estado, Tv.Globo, et caterva).
A verdade pode ser escondida e banida das paginas da grande imprensa, mas uma hora ela aparece, até em um jornal norte americano, reconhecendo que o Brasil tem um Presidente de verdade .
Viva o Brasil.
Ladies and gentlemen,
Queiram ou não, Obama representa, mutatis mutandis, a “bolivarização” da governança americana. Mais uma vez, a política neste hemisfério, como dizem os analistas americanos, elege um político não comprometido com a direita enferrujada que governou os países das três Américas durante mais de um século (deixando-se à parte o fenômeno Allende no Chile, os sandinistas na Nicarágua e Fidel em Cuba). O ideário de Obama está mais voltado para os interesses da classe média dito abertamente, do que para a proteção do grande capital. Esta foi a plataforma. Vamos aguardar a prática.
Primeiro quero deixar dito ( depois vao dizer que á achismo) que Obama vai copiar o Lula em quase tudo . . . . . Em segundo devo dizer que Dona Marisa tem sido uma Primeira Dama de uma supriendente elegancia só nao vista por colonizados que apenas conseguem ver Daslus, estas sim envolvidas em escandalos e abusos por gostos pra lá de duvidosos . . . . O Lula só tem um defeito, o de ser brasileiro, se ele fosse colonizado da USP e fosse pra Europa receber chapeuzinho estilo sino estaria tudo ok . . . . . . . Chora fhc . . . . mordam-se psdb e dem . . . . . .
Então o Lula virou contra-exemplo de “apadrinhamento de aliados”? Hahaha!
Esse “Andrew L. Yarrow” definitivamente não conhece o Brasil. E escreve sem cerimônia sobre o que não conhece.