Trivial de Luther King
Por Christian Martins
Esta semana completou-se 80 anos do nascimento de Martin Luther King, Jr., (15/01/1929-4/04/1968). Acredito que o registro e importante visto a posse semana que vem do primeiro negro presidente dos Estados Unidos
Martin Luther freqüentou escolas públicas segregadas na Geórgia, obtendo o diploma de ensino médio com quinze anos de idade, ele recebeu o grau de Baicharel em Administracao pelo Morehouse College, uma distinta instituição de ensino para Negros em Atlanta, em 1948, na qual tanto seu pai e avô tinham graduado-se. Após três anos de estudos teológicos no Seminário Teológico Crozer na Pensilvânia, onde foi eleito presidente de uma classe sênior predominantemente branca, recebeu o Baicharelado de Direito em 1951. Com os contactos feitos em Crozer, ele engracou no curso de pós-graduação da Universidade de Boston, completando sua residência para o doutorado em 1953 e recebendo o grau em 1955. Em Boston, encontrou-se e casou com Coretta Scott, uma jovem mulher de incomum realizações intelectuais e artísticas. Dois filhos e duas filhas nasceram do casamento.
Em 1954, Martin Luther King aceitou a pastorale de Dexter Avenue Baptist Church, em Montgomery, Alabama. Sempre um forte trabalhador pelos direitos civis para os membros de sua raça, King era agora, um membro do comite executivo da Associação Nacional para o Avanço de Pessoas de Cor, líder na luta pelos direitos civis. Ele estava pronto, então, no início de dezembro de 1955, a aceitar a liderança da primeira grande demonstração Negra não violenta dos Estados Unidos, o boicote dos ônibus em Montgomery. O boicote durou 382 dias. Em 21 de dezembro de 1956, depois do Supremo Tribunal dos Estados Unidos declar inconstitucionais as leis que exigem segregação nos ônibus, negros e brancos andava nos ônibus como iguais. Durante estes dias de boicote, King foi preso, sua casa foi bombardeada, ele foi submetido a abusos pessoais, mas ao mesmo tempo que ele surgiu como um líder negro de primeira ordem.
Em 1957 ele foi eleito presidente da Southern Christian Leadership Conference, uma organização formada para fornecer novas lideranças para o agora emergente movimento dos direitos civis. Os ideais para esta organização ele tirou do cristianismo; suas técnicas operacionais de Gandhi. Em onze anos, o período entre 1957 e 1968, King viajou mais de seis milhões de milhas e discursou mais de duas mil e quinhentas vezes, aparecendo onde havia injustiça, protestos, ou acção. Mesmo assim, ele escreveu cinco livros, e numerosos artigos. Nestes anos, ele liderou um protesto maciço em Birmingham, Alabama, que captou a atenção de todo o mundo, oferecendo o que ele chamou uma coalizão de consciência, que inspirou sua ” Letter from a Birmingham Jail”, um manifesto da revolução negra; ele planejou as movimentações no Alabama para o registo de eleitores negros como; dirigiu a marcha pacífica em Washington, DC, de 250.000 pessoas onde fez seu vamoso discurso, ” l Have a Dream”. Ele conferenciou com o Presidente John F. Kennedy e fez campanha para o presidente Lyndon B. Johnson, ele foi preso mais de vinte vezes e agredido pelo menos em quatro ocasioes, foi premiado com cinco graus honorários; foi chamado Homem do Ano pela revista Time, em 1963; e se tornou não apenas o líder simbólico dos Negros Americanos, mas também uma figura mundial.
Na idade de trinta e cinco, Martin Luther King, Jr., foi o homem mais jovem a ter recebido o Prémio Nobel da Paz. Quando notificado de sua escolha, ele anunciou que iria passar o prémio monetário de US $ 54.123 para a promoção do movimento dos direitos civis.
Na noite de 4 de abril de 1968, enquanto na varanda do seu motel em Memphis, Tennessee, onde ele foi para liderar uma marcha de protesto em solidariedade aos lixeiros em greve dessa cidade, ele foi assassinado.
Este ano vimos a eleicao de Barak Obama, primeiro presidente Negro dos Estados Unidos, algo me diz que isso nao seria possivel senao pelo trabalho de Martin Luther King. Um detalhe interessante e que durante a campanha para presidente, o FBI prendeu 3 jovens que planejavam o assassinato de Obama. Coinsidencia ou nao, eles planejavam assassinar Obama na cidade de Memphis, TN.
Autor: luisnassif - Categoria(s): História Tags: Martins Luther King

“And when this happens, (…), we will be able to speed up that day when all of God’s children, black men and white men, Jews and Gentiles, Protestants and Catholics, will be able to join hands and sing in the words of the old Negro spiritual:
Free at last! free at last!
Thank God Almighty, we are free at last!”
Martin Luther King, Jr.: “I Have a Dream”
28 August 1963
“Opressed people cannot remain opressed forever. The yearning for freedom eventually manifests itself, and that is what has happened to the American Negro. (…) Consciously or unconsciously, he has been caught up by the Zeitgeist, and with his black brothers of Africa and his brown and yellow brothers of Asia, South America and the Caribbean, the United States Negro is moving with a sense if great urgency toward the promised land of racial justice.”
Martin Luther King, Jr.: “Letter from Birmingham Jail”
16 April 1963
O Post acima de José Roberto Militão propaga aquela velha história de que ações afirmativas são uma forma de discriminação, uma velha idéia da direita americana.
E insistem na chamada “raça humana”,como se não houvessem outras raças possíveis…
Mais “Demétrio Magliogli” impossível” !!
Prezado JOSÉ EDUARDO, vc. comete pelo menos dois grandes equívocos em vossa síntese. Uma, evidente e reveladora que vc. é uma pessoa que acredita em ´raças humanas´ diferentes, portanto, vc. é um racista, razão pela qual explica o segundo equívoco.
Os racistas e os racialistas, por acreditarem em raças humanas distintas, acreditam também em leis com direitos distintos outorgados pelo Estado com fulcro na ´raça´ de cada pessoa, o que é repudiado pela humanidade desde a DECLARAÇÃO UNIVERSAL DOS DIREITOS HUMANOS – ONU, 1948. Nessa lógica, implícita no conceito de ´raças humanas´ há uma hierarquia, sendo portanto natural que aos pertencentes à ´raça inferior´ sejam assegurados alguns direitos especiais, não é isso? O art., 5 e 19 da CF/88, e demais princípios declarados desde o preâmbulo da Carta, vedam essa possibilidade.
Pois bem, AÇÕES AFIRMATIVAS, Sr. José Eduardo não se confunde nem com cotas raciais nem com leis raciais ditadas de forma coercitiva pelo Estado. Nenhum país do mundo faz AA baseado em legislação com critérios raciais. O que a ´Carta de Durban´ recomenda são critérios ´étnicos´ em políticas ´especiais´, mas esse dispositivo é reservado para ´povos´ isolados com suas tradições, culturas, história e religiosidade, em n/ caso, os aldeamentos indígenas e até mesmo, alguns casos especiais de quilombos tradicionais.
O critério racial não tem suporte no conceito moderno de humanidade. Menos ainda no Brasil. É que, ao contrário dos EUA as discriminações aqui não são fulcradas na crença ´racial´ (origem) conforme demonstrou ORACY NOGUEIRA, em 1953 (Tanto Preto Quanto Branco) mas são discriminações pela cor (marca).
Por decorrência, leis baseadas em ´raça´ no Brasil é um remédio ruim, inadequada à doença social que pretende combater. Embora vise combater os efeitos (discriminações) acaba aprofundando a causa que é o racismo de quem, como vc. acredita em ´raças´ diferentes.
O que precisamos no Brasil, é a neutralização das discriminações; a pedagogia da destruição dos preconceitos; políticas públicas para garantia a IGUALDADE de tratamento e de oportunidades, o que se faz com AÇÕES AFIRMATIVAS, baseados em leis de direito civil, trabalhista e administrativo e que ´não se faz´ com o Direito ´racial´. AA não é sinônimo de privilégios ´raciais´. Deve ser um grande esforço nacional para neutralizar as discriminações, reformar de forma pedagógica a crença em ´raças´ e fazer a PROMOÇÃO da igualdade de tratamento e de oportunidade. Veja, José Eduardo, ´promoção´ da igualdade não é ´promoção´ de privilégios raciais.
Ações Afirmativas são garantias civis que beneficiam a vítima de um ato/fato antissocial. As AA não se confunde nem é sinônimo de ´cotas raciais´ ensinam os mestres – conforme o festejado Ministro JOAQUIM BARBOSA, do STF, que leciona: “Porém, falta ao Direito brasileiro um maior conhecimento das modalidades e das técnicas que podem ser utilizadas na implementação de ações afirmativas. Entre nós, fala-se quase exclusivamente do sistema de cotas, mas esse é um sistema que, a não ser que venha amarrado a um outro critério inquestionavelmente objetivo (egressos das escolas públicas, exemplifica o autor), deve ser objeto de uma utilização MARCADAMENTE MARGINAL.” ( O Debate Constitucional sobre Ações Afirmativas; (www.mundojuridico. juridico.adv.br)
Aliás, é a mesma lição do professor de HAWARD, de quem OBAMA foi aluno, nosso Ministro MANGABEIRA UNGER para quem: “o regime de quotas não serve porque é e deve ser inconstitucional: fere qualquer entendimento contemporâneo plausível da igualdade perante a lei. Por isso mesmo só poderia ser instituído por iniciativa constitucional como foram as quotas adotadas na Índia para libertar os “intocáveis”. Nos Estados Unidos apenas os adversários das políticas de “ação afirmativa” as descrevem como quotas. E o Judiciário vem impondo restrições para assegurar que não funcionem como tal.” (Artigo no ´site´ do autor: ´Justiça racial Já´).
Abraços, espero que algum dia vc. consiga ver o humanos como iguais, apenas com a ´cor´ que a melanina empresta a cada pele e não nos divida em ´raças´ diferentes, pois esse foi o ideal do racismo: dividir a humanidade. E nessa divisão, impor uma hierarquia para oprimir.
Sr. José Roberto Militão:
Como pode afirmar que sou racista,só porque não concordo com a idéia de “raça humana”??
Que despropósito…
Acredito sim na ciência e nas etnias existentes no mundo,que infelizmente sofrem muitas vezes de duras provações,e exatamente por isso precisam de leis que possam a protege-la de qualquer tipo de discriminação.
Prezado Sr. JOSÉ EDUARDO, quem afirmou a crença em ´raças´ diferentes foi seu comentário: ” # 18/01/2009 – 17:12 Enviado por: José Eduardo
“O Post acima de José Roberto Militão propaga aquela velha história de que ações afirmativas são uma forma de discriminação, uma velha idéia da direita americana.
E insistem na chamada “raça humana”,como se não houvessem outras raças possíveis…
Mais “Demétrio Magliogli” impossível” !!”
Sr. EDUARDO, acreditar na divisão da humanidade em ´raças´ foi o núcleo ideológico do racismo. Dizer isso, não significa imputar ao Sr. e aos demais racialistas que estejam cometendo o crime de ´racismo´ , mas dizer que são racistas, ou seja, acreditam em ´raças´.
A direita americana acredita em ´raças´, eu não acredito. É exatamente isso que combato: a crença em raças humanas, pois, a meu ver e conforme a ciência, somente existe a espécie humana.
Pq. a destruição da crença em ´raças´?
É que o conceito da crença em ´raças´ traz implícito que cada ´raça´ possui características inatas diferentes, razão pela qual, o mesmo conceito traz implícito a hierarquia ´racial´: uma superior e as demais inferiores, sendo que a ´raça negra´ (designação racista) é a base inferior, ou sub-espécie de sub-humanos.
Isso é que constitui a doutrina ideológica do racismo.
A humanidade, especialmente após a 2a. guerra mundial, em que a crença racial foi razão de Estado, repudia essa possibilidade e, portanto, por razões éticas e fundamentos científicos a crença em ´raças´ não pode servir de base para políticas públicas raciais, leis raciais ou cotas raciais.
O último país que operou com leis raciais foi a África do Sul do ´aphartheid´ e lutei em solidariedade para a destruição do regime (ver minha página no blog LN – ´Fechando Stand da África do Sul). É ilustrativo.
Para que não se zangue, pois não lhe atribui o comportamento anti social de ´racismo´ e não paire dúvida, trago a definição de AULETE para o termo RACISMO:
3. Teoria fisiológica e política que, baseada no conceito de raça, admitia a superioridade e o domínio de uma raça pura sobre as demais.
[F.: raç(a) + - ismo.]
Fico às ordens.
“Now is the time to make real the promises of democracy. Now is the time to rise from the dark and desolate valley of segregation to the sunlit path of racial justice. Now is the time to lift our nation from the quicksands of
racial injustice to the solid rock of brotherhood. Now is the time to make justice a reality for all of God’s children.”
Martin Luther King, Jr.: “I Have a Dream”
28 August 1963