Sem limites
Do Último Segundo
Israel diz ter respondido a tiros disparados do prédio da ONU
15/01 – 13:44 – AFP
TEL AVIV – O primeiro-ministro israelense Ehud Olmert afirmou que Israel havia bombardeado nesta quinta-feira um prédio da agência da ONU para a ajuda aos refugiados palestinos (Unrwa) em Gaza em resposta a tiros disparados desse complexo.
“Não queremos que incidentes desse tipo aconteçam e lamento. Mas o Hamas atirou a partir de uma dependência da UNRWA”, declarou Olmert, durante um encontro com o secretário-geral das Nações Unidas, Ban Ki-moon, em viagem pela região, como parte das discussões para um cessar-fogo na Faixa de Gaza.
O ataque ao prédio da ONU, fortemente criticado, destruiu a ajuda humanitária que tinha entrado na Faixa de Gaza nos últimos dias, após os depósitos das Nações Unidas onde o auxílio estava armazenado serem atingidos pelos bombardeios israelenses.
Por arkx
com a divisão na cúpula militar israelense (http://www.haaretz.com/hasen/spages/1055476.html) bombardeio do prédio da ONU é sinal de perda de unidade e ódio desesperado (como já aconteceu no sul do Líbano contra o Hezbollah).
para acabar com o Hamas, Israel vai ter que botar os reservistas para realizar buscas de casa em casa, de prédio em prédio, de escombros em escombros.
ninguém sabe ao certo o que está acontecendo em Gaza (militarmente, pois o genocídio é cada vez mais unanimidade internacional – neste ponto Israel está sofrendo sua mais dura derrota).
onde estão os resultados? os militantes do Hamas presos ou executados?
Israel alega ter matado membros do alto comando do Hamas (clique aqui).
outras fontes fornecem outra versão:
e Obama? tomará posse em meio a continuidade da extermínio em Gaza?
Por João Saboia Jr
Leiam no Haaretz (clique aqui), jornal israelense, o relato do reporter Gideon Davi:
“Os combates em Gaza é uma “guerra de luxo”. Em comparação com as anteriores guerras, é uma brincadeira de criança – pilotos bombardeamento livremen, praticando, soldados em veículos blindados tanques e artilharia bombardeamentos civis em suas casas, tropas de engenharia protegidas por veículos destruindo ruas sem enfrentar grave oposição. Um grande, amplo exército está lutando contra uma população indefesa e fraca, organização esfarrapada que tem fugido do conflito, e é apenas a colocação de uma luta. Tudo isto deve ser dito abertamente, antes exultarmos do no nosso heroísmo e vitória…
Autor: luisnassif - Categoria(s): Internacional Tags: Gaza, Israel, massacre

sergio g,
seria interessante vc dar uma olhadinha na entrevista do historiador Judeu Ilan Pappe, citada no comentário do Sérgio Carvalho e tema do Post “Análises do Historiador” neste mesmo Blog. Tanto pra retirar essas ilusões qto pra ver q os atos desses senhores apenas fazem cair certas máscaras da hipocrisia…
Eu acho que ninguém de bom senso da realidade poderia aceitar a tese de que o ataque contra a ONU, contra hospitais e escritórios de imprensa e a destruição dos alimentos doados, no mesmo dia da visita de Ban Ki Moon possa ser outra coisa que não uma decisão deliberada de Estado! E nem poderia aceitar pedido de desculpas, porque obviamente são falsas.
Os fatos deste apartheid feroz e o genocídio praticado por Israel são prova cabal de que precisa ser combatido por forças internacionais aliadas contra o fascismo terrorista e a ameaça nuclear. O ataque contra a ONU é prova da necessidade de uma inspeção compulsória e imediatada da AIEA-ONU, para determinar se o Estado que a própria ONU criou tem armas ilegais de destruição em massa, como todo mundo sabe que tem. O mundo e a ONU precisam exigir a extinção completa das forças armadas de Israel, porque são claramente criminosas e são uma ameaça a todos os povos. A ONU criou um monstro. E é um monstro assassino.
Penso que se eu fosse confinado junto com 1,5 milhão de pessoas num gueto, pela violência e pela exclusão continuada, se tivesse familiares ou conhecidos mortos cruelmente, dentre muitas possibilidades, é plausível que eu usasse todas as armas ao meu alcance para destruir inimigo tão brutal.
É impressionante a não informação dos fatos do ataque contra a ONU e contra a própria imprensa por parte do jornalismo das maiores TVs do país. A Globo simplesmente não falou do ataque às doações de alimentos e remédios, que foram totalmente destruídos. Não levou mais de 2 segundos para tratar do ataque aos escritórios de imprensa! E a Record, nem isso. A cobertura é pior ainda, e mais tendenciosa… É vergonhosa! Record e Globo dão claras mostras de um jornalismo desonesto.
Vamos ser realistas. Israel só vai ceder, quando os Estados Unidos tiverem peito para pressionar aquele país. O Presidente Barak Obama vai assumir na segunda-feira. Dois pesos o estão a incomodar; e muito! Um é a crise econômica, o outro é o atual conflito em Gaza. Com relação ao segundo, o momento é mais do que oportuno para Obama e os EUA se posicionarem verdadeiramente contra Israel e a favor da criação imediata de um estado palestino de acordo com as fronteiras anteriores a Guerra dos Seis Dias. Menos do que isso não dá; os palestinos já cederam muito.
Se Obama fizer assim terá toda a opinião pública mundial a seu favor, a lhe aplaudir. Terá a oportunidade de tentar redimir o seu país pelos erros e crimes cometidos no governo anterior. Terá o mundo árabe e islâmico do seu lado. Toda aquela lenga-lenga do tal conflito entre civilizações, Ocidente&Islã e o escambau, vai por água abaixo. Mas não poderá ficar só na teoria. Terá de chamar, logo que possível, todas as partes litigantes, Israel, Hamás e Fatah, para sentar a mesa e conversar, de igual para igual. Aí alguns vão gritar: E Israel como fica? Israel fica com a parte que lhe cabe, oras! Israel já existe. Não tem o que reclamar, só o que devolver: Gaza, Cisjordânia e Jerusalém oriental, para os palestinos e Golã, para a Síria.
Obama precisa de coragem. Se começar a semana dando um bom puxão de orelha em Israel, já vai estar de bom tamanho. Vamos torcer.
O que mais é necessário para que os defensores dos ataques de Israel entendam que eles chegaram ao que há de pior em termos de barbárie?
Como pode alguém achar que isso é uma coisa defensável?
Como pode um povo não se envergonhar de seu exército, nessas circunstâncias?
Que deus é esse em que acreditam?
Não se trata de defender o Hamas. Eu não defendo.
Trata-se de ter coração!
E a comunidade internacional “pede” que Israel pare com os bombardeios. Quanta hipocrisia, caso Israel estivesse realmente sendo atacado por algum outro país com armas de verdade, toda a comunidade internacional (EUA) teriam mandado suas frotas para a costa do país agressor.
Edmilson Fidelis,
que confusão! não estou defendendo guerras e menos ainda Israel!
estou frisando que o IDF (exceto as unidades de elite, e mesmo estas já bastante “contaminadas”) que é formado de reservistas, não tem mais a mesma capacidade bélica, no que tange a “moral” da tropa.
soldados que promovem massacres indiscriminados contra civis indefesos não são mais soldados, se tornaram psicopatas.
e até mesmo a guerra tem sua ética!
pense bem: você de arma na mão. pronto para matar e para morrer. pense bem: é preciso ter um sentido! é preciso ter um motivo muito forte.
quando se começa a matar crianças à distância, bombardear hospitais e cemitérios, perdeu-se o motivo interno que faz um homem capaz de morrer por uma causa.
virou um video-game.
e na hora que esta tropa enfrenta um inimigo real, vem o pânico. como Israel tremeu no sul do Líbano contra o Hezbollah.
guerra é feita pela mão de homens. os armamentos podem ser ultra-sofisticados. mas sempre será a qualidade dos homens fator decisivo.
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Anarquista,
->”Se a coisa apertar, Israel manda uma bomba atômica na cabeça deles.”
->”Mas se isso acontecer,o Irã ter a bomba atômica,os EUA e os aliados ocidentais entram em cena.E nesse caso,sobra pro mundo inteiro.”
armas nucleares tem efeitos colaterais praticamente impossíveis de manter sob controle (mesmo táticas). soprou um vento na direção errada e a chuva radiativa cai sobre a cabeça de quem explodiu a bomba.
além disto, os efeitos da radiação permanecem por muito tempo. pense nas retaliações. um simples terrorista contaminado (seja com radioatividade ou algum microorganismo) fazendo compras calmamente em Telaviv.
segundo fontes israelenses (estas confiáveis) o Irã terá sua primeira arma nuclear montada ainda neste mês de janeiro de 2009.
já não há mais tempo. o equilíbrio de forças no OM se altera definitivamente.
ou teremos uma solução negociada, ou virá a paz ao estilo de Israel: a paz dos cemitérios. e todos nós sofreremos as consequências.
não é tão simples…
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É a Síndrome de Estocolmo: o Geuto de Varsóvia é hoje o Gueto de Gaza. O mundo não deveria se intimidar ante o tabu e o poderio belicista e econômico/EEUU de Israel.
O Ministro da Defesa Ehud Barak disse que foi um engano…
Já o Primeiro Ministro disse que lá dentro havia o Hamas…
O fato é que eles continuam sua política original de despopulação de palestinos. É um governo frio e criminoso.
E a grande mídia, que busca dar pesos iguais a essa guerra (?) entre tanques e crianças, é tão criminosa quanto, porque se fosse isenta, teria força o suficiente para ajudar a mudar as coisas por lá.
Diante da incapacidade das Nações para barrar tamanho crime e do silêncio dos governos destas. Não vejo futuro para o povo árabe mulçumano ou não. Armas não questionam credos.
Vejo a cada dia os planos macabros de Israel e seu aliado e provedor inclusive de armas, sendo concretizados.
Vemos como são frágeis as Democracias do mundo, enquanto a população grita “parem a carnificina”, os governantes nada fazem de concreto. Será que alguém quem vai querer se opor ao belicoso EUA?
Simplismente, Assassinos, Covardes, Nazistas, etc…
Nesse ponto o mundo é igualzinho ao Brasil, estes tipos nao irao responder a um tribunal internacional, pois estes, sao feitos excluxsivamente para ditadores africanos.
Que lástima!
Humor Inglês e o Irã nuclear: http://www.youtube.com/watch?v=kcYkn9e3OOw&feature=related
Da Carta Maior, extraido de um artigo do prof. Gilson Caroni Filho:
“Israel, patrocinado pelos Estados Unidos, há muito trabalha pelo enfraquecimento da ONU, seu sistemático desmantelamento e desmoralização como organismo de mediação entre as nações.”
Concordo com isto, inclusive porque as decisoes do Conselho de Segurança nunca foram seguidas por Israel e em diversos momentos, o esforço de tentar punir os abusos israelenses eram vetados pelos americanos. Ou seja, Israel se comportou sempre como um desafiante às naçoes que compoe a ONU. E desde os anos 80, Israel se tornou tornou muito mais poderoso que seus vizinhos, com aumento correspondente de sua arrogancia.
Luna,
Infelizmente fui abrir a kista de comentários aqui e foi a mesma porcaria, demora e vem o tal de “script”.
Lamento.
O cinismo e a barbárie dos israelenses não tem fim porque quem os sustenta ocupando terras alheias e desrespeitando resoluções da ONU são os EUA hoje como foram os britanicos ontem. Quem quiser conhecer a história real das origens do conflito pode acessar o link: http://video.google.com/videoplay?docid=-4059024493735334793
É longo mas esclarecedor.
Canaã, a terra prometida! Que rolo Deus arrumou para os hebreus
A Palestina é historicamente dos judeus. Tomada pelos hebreus comandados por Moisés às várias tribos (não árabes) de povos extintos, hoje sem descendência, foi por longo período a terra bíblica de Canaã. Em 50aC foi dominada pelos romanos e em 70dC sublevou-se contra esse domínio e Jerusalém, sua capital, foi tomada por Tito. Em 135 dC, nova revolta sufocada por Adriano, que junto com a Síria teve o mesmo destino: província anexada de Roma. Só com a queda do Império Romano, a Turquia invadiu e anexou a Palestina, tornando-a sua província e expulsando os povos judeus, descendentes históricos dos hebreus. Sob a Turquia começou a introdução da língua árabe, com a imigração de povos vizinhos tolerados pela Turquia na área. Em 1918 a Inglaterra tomou dos turcos a Palestina, ficando essa sob o mandato britânico até por volta de 1947, quando a Inglaterra renunciou a esse mandato. Acontece que quando sob domínio da Turquia ali se formou um povo de língua árabe, com descendência nascida no local, os hoje denominados palestinos. Ainda em 1947, após a renúncia da Inglaterra ao mandato sobre a Palestina, a ONU editou uma resolução criando o Estado de Israel naquelas terras por herança histórica, como forma de compensar o holocausto daquele povo pelos nazistas. Assim a Palestina foi desmembrada para os dois povos: os natos e os israelenses da diáspora. Convém lembrar que os palestinos nunca se constituíram em Estado. Era apenas um povo nascido no local, sem uma constituição formada em Estado. Portanto não reconhecidos. Em 1948 os judeus proclamaram ali o seu Estado. Logo, os vizinhos árabes (Síria, Egito, Jordânia, Líbano) se revoltaram, por não aceitarem ali, de volta os judeus, e pegaram em armas tentando a invasão e dissolução do Estado de Israel que malogrou em 1949. Após isso, o desmembramento da Palestina foi consolidado definitivamente. Mas os vizinhos árabes continuaram não aceitando Israel, e após sucessivas tentativas de invasão foram derrotados, com Israel ocupando a parte jordaniana da Palestina e a faixa de Gaza. Em 1979, Israel assinou o tratado de paz com o Egito, concedendo autonomia relativa para essas áreas, desocupando-as. Essa é a história. A palestina foi o berço do judaísmo, a continuação do povo hebreu que segundo a bíblia, ocupou depois de muitas agruras a terra de Canaã. Dalí foram expulsos pelos turcos, passando a vagar sem pátria pelos quatro cantos do mundo, até o holocausto. Também, sob o manto turco, ali se desenvolveu um povo formado pelos descendentes dos imigrantes dos vizinhos árabes. Povo de língua árabe e descendência árabe, os atuais palestinos. A conclusão é que ambos os povos têm razão de estarem ali agora. Portanto, deveriam tentar dividir a Palestina em duas nações: uma árabe, dos descendentes palestinos e outra judia, dos descendentes dos históricos hebreus. E viverem em paz. Israel aceita, porém os fundamentalistas islâmicos do Hamas não querem. Pregam a destruição pura e simples de Israel. como se isso fosse agora possível. Por fim, esclareço que a paz entre judeus e palestinos está nas mãos do próprio povo das duas nações e não nas mãos dos líderes islâmicos fanáticos do Hamas, nem tampouco dos líderes fanáticos ortodoxos judaicos, cujos seguidores roubaram as terras dos nascidos na Palestina, ocupando-as e negando-se a abandoná-las, preferindo a guerra. Como chegar à paz? Basta que o povo palestino não dê mais apoio ao Hamas, não saia às ruas vociferando quando morre um desses líderes e nunca mais vote nesse tipo de liderança insensata, perniciosa, terrorista, covarde e bélica. Que sacrifica inocentes por uma causa suja. E basta que o povo israelense dê um basta nos religiosos ortodoxos, usurpadores, imorais e belicosos, nunca votando em um religioso desses para o mando da nação e nem os apoiando. Outrossim, façam pressão para que abandonem as terras que roubaram dos palestinos natos.Esse é meu comentário, baseado na história e na razão. Portanto neutro!