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14/01/2009 - 19:03

A oligopolização da carne

É temerária a iniciativa do BNDES (Banco Nacional do Desenvolvimento Econômico e Social) de patrocinar uma conglomerização do setor de carne no país. O banco estuda cacifar o Friboi para adquirir o concorrente Bertin e outros de porte. Na laranja, a concentração trouxe problemas enormes aos fornecedores. No setor de carne, poderá desorganizar uma cadeia produtiva complexa e competitiva.

Autor: luisnassif - Categoria(s): Economia, Negócios Tags: , ,

13 comentários para “A oligopolização da carne”

  1. Eduardo CPQ disse:

    Luna,

    acho que não entendi, mas os problemas potenciais serão para os produtores e nóis!

    Ainda bem que não sou vegetariano.

    Até

  2. Cascudo disse:

    O CADE não existe para regular essas coisas?

  3. mclane disse:

    A ideologia querendo transformar o estado em empresa. Já não caiu o muro, Nassif?

  4. Quantos frigoríficos da JBS-Friboi e do Grupo Bertin ( agora JBS-Friboi ) estão imstalados em Diamantino ?

  5. Ed disse:

    Concordo. Os pecuaristas que conheco estao sempre reclamando da concentracao dos frigorificos

  6. André Goulart disse:

    E assim estão levando nosso país ao atraso e pro buraco, donde saíremos com muito custo, dentro de algumas décadas.

  7. Angelo Frizzo disse:

    Como o Brasileiro está deixando de com er carne, pelo preço e também pela saúde, estes oligopólios de grande latifundiários que só produzem para exportação(soja-carne de gado), não vão fazer a mínima diferença com um, dois ou mais donos. Nós os mais de cem milhões de Brasileiros que ganhamos até 600 reais, não notaremos nenhuma diferença.

  8. Zaka disse:

    Nassif,
    É muito pouco provável que aconteça isso que você está dizendo. Hoje, existem cinco ou seis grandes frigoríficos de carne bovina que são os grandes exportadores: JBS-Friboi, Marfrig, Bertin, Minerva, Independência e Mercosul. A Sadia e a Perdigão estão entrando lentamente no ramo do bovino, mas ainda não concorrem. O mais provável é que esses grandes adquiram outros frigoríficos menores, tanto da área de bovino, quanto de suínos e aves. Há muitos frigoríficos menores que não tem escala para disputar o concorrido e especializado jogo do comércio internacional de carne. Veja que a Tyson está entrando nesse jogo justamente comprando pequenos frigoríficos, e é exatamente isso que tem sido a estratégia de apoio do BNDES até aqui. Nada a ver com conglomerização, pelo que sabemos.

  9. João Cunha disse:

    Pra entender os problemas que podem surgir de uma concentração no setor dos frigoríficos, recomendo expressamente o livro “Fast Food Nation”, de Eric Schlosser, onde explica a transformação no setor nos EEUU durante o Séc XX e como a produção de carne está nas mãos de 4 ou 5 grupos que controlam tudo. Outro detalhe é que as taxas de acidentes com mutilações e mortes de trabalhadores é a maior de todos os outros setores dos EEUU.
    Algumas consequências:
    - Preço da arroba controlado pelo cartel de frigoríficos.
    - Condições laborais massacrantes.
    - Poucos controles sanitários, com risco de contaminação por E. Coli.
    - Poluição de pastos e efluentes.

    Existe um documentário feito a partir do livro.

  10. Piki disse:

    Caro Zaka,
    discordando de vc, essa concentração já está ocorrendo.
    Os grandes, menos Minerva e Independecia, cresceram consolidando a compra de outros menores. Marfrig, Friboi e Bertin compraram vários frigoríficos menores e acabaram c/ a concorrencia regional que sempre existiu na carne.
    P/ o pecuarista tem sido muito ruim essa concentração.
    Se criou grandes grupos exportadores mas, o grande problema fica sendo no dominio de mercado que essas empresas exercem e que pressionam os pecuaristas em relação a poder de barganha e preço.

    Há dois anos foi feita uma investigação, não me recordo se pelo CADE ou pela SDE, sobre a formaçao de cartel entre os frigorificos. Isso existe!! Assim como na laranja.
    E, se o friboi comprar o Bertin, ficará pior ainda. É o primeiro comprando o segundo!!

  11. rafael disse:

    Até aí nenhuma novidade, é o velho capitalismo “à brasileira”.
    Se alguém quiser saber como funciona, é só analisar a operação que colocou alguns bilhões no referido grupo em 2008, via fundos de pensão (Petros e Funcef).
    Não foi à toa que o “visionário”, o “gênio das finanças”, o grande amigo de petista e tucanos, Daniel Dantas, resolveu investir em bovinos.
    É tudo uma grande piada.
    Pra quem não viu, vai a dica: “Nação Fast Food” do Richard Linklater.
    Baita filme.

  12. julio silveira disse:

    Deixa os menino trabaiá

  13. sofredor rural e (ex-gigolo de vacas) e possívelmente futuro ex-proprietário rural! disse:

    diante o exposto, essa tendência natural da concentração da industria frigorífica e das benesses do financiamenteo público pra corroborar , me
    faço a seguinte indagação: deva eu investir mais na atividade, aumentando eficiência e baixando custos , pra sobreviver como fornecerdor de carne,,,,,,, ou…. aproveitando o assédio das organizações informais do Incra, interessados em intermediar a desapropriação de minhas terras ( terras essas que não tem dupla aptidão…ou seja ,não para agricultura, só pra percuária)para assentamentos de reforma agrária( que vão depender do assistencialismo eterno de nosso governo),facilitando assim a implementação das politicas públicas ,para que as mesmas (terras) venha cumprir sua função econômica e social,aceitando os preços sugeridos e destinando meus futuros recursos da indenização,`a compra de uma carteira de ações (aproveitando o ibovespa a menos dos 40000 pontos) composta da Sadia, Perdigão…..JbsFriboi e Marfrig ??????? me dê uma luz,Sr. Nassif,? sei que o Sr tem as credenciais pra me aconselhar nesse assunto!!! agradeço em atecipaçao pelas sugestoes!!!

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