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11/01/2009 - 16:38

O plágio da Veja

O GVO, ou Global Voices, é um site com jornalistas do mundo inteiro empenhados em apresentar visões alternativas à da grande mídia.

No dia 29 de dezembro, Aysesha Saldanha escreveu uma reportagem sobre blogs palestinos descrevendo o clima em Gaza. (clique aqui)

Na edição de 5 de janeiro, a revista Veja publicou a reportagem “Blogueiros narram drama da guerra em Gaza”, chupando integralmente as informações do GVO. (clique aqui)

A matéria saiu assinada por um jornalista da Veja. Não foi dado crédito ao autor da pesquisa, menos ainda ao site GVO.

Integrantes do GVO pedem que se divulgue esse episódio, de uma revista comercial de alta tiragem se apropriando do trabalho de voluntários.

Autor: luisnassif - Categoria(s): Blogs, Mídia Tags:

63 comentários para “O plágio da Veja”

  1. Clayton Mendonça Cunha Filho disse:

    Por que será que não me surpreende?

  2. Nelson Mosquera disse:

    Mais uma comprovação de que a Ética deixou de fazer parte dos negócios da empresa, sejam eles venda de livros escolares, reportagens sobre política, processos judiciais, divulgação de produtos culturais, etc,etc,etc…
    Mas a falência da sua credibilidade já começa a cobrar o preço e o Outono em (na) Abril será inevitável.

  3. Luiz Fernando disse:

    Cara, que vergonha! A única parte do texto que não é plágio (pelo menos da GVO) é o outro lado, ou seja, como Israel e seus simpatizantes utilizam a internet para difundirem a sua visão da guerra. E não custava nada citar a fonte, que a matéria ficaria boa.

  4. Sérgio Notari disse:

    Que feio!!!!!!!!!!!!!! Mas, enfim: Veja, né???

  5. Formiga disse:

    Por estas e outras é que a Veja é imprescindível apra o Brasil “ético” que eles querem ter.

  6. Heitor disse:

    Veja economizando jornalista…

  7. André Almeida disse:

    Do jeito que as coisas andam o André Pontes vai ser promovido.

  8. Luanda disse:

    Essa é a Veja. Não me surpreende.

  9. Marcia disse:

    Plágio é , no mínimo, aético.
    Que vergonha, a ÓIA está de mal a pior!!!

  10. nassif:
    e a porcaria diz ter uma tiragem acima de 1 milhão de exemplares.penso
    como a contagem deve ser feita.
    romério

  11. A Veja é caso de tribunal penal brasileiro e internacional, haja vista o seu impregnado anti-nacionalismo, preconceitos e até mesmo racismo contra os povos do terceiro mundo (vide apoio incondicional ao genocídio que israelenses estão fazendo na palestina) .
    Aliás, eu acho que os latrocídas israelenses estão testando até onde vai a indignação dos humanos com esta carnificina, para brevemente fazer uma barbaridade muitíssimo maior (talvez ataque nuclear ao Irã) .

    Saudações !

  12. antonio barbosa filho disse:

    Nessas horas é que pergunto: onde anda a Fenaj com seu Código de Ética? Se parasse algumas horas de fazer lobby das empresas-escolas de Comunicação e olhasse para o comportamento da categoria que deveria representar e defender éticamente, esse tipo de “roubo” seria punido.
    Mas estou sendo tolo. O rapaz da veja, autor da chupada, é diplomado, portanto não está nas preocupações da Fenaj.

  13. José Maia disse:

    Se pesquisar, vai encontrar o outro lado, ou seja a visão de israel, plagiado de algum lugar.

    O Sr. Roberto Cívita perdeu completamente a vergonha.

  14. Em recente artigo para a Falha, digo Folha de São Paulo, o ‘articulista’ JOÃO PEREIRA COUTINHO escreveu, em 06 de janeiro de 2009: “Imaginem os leitores que, em 1967, o Brasil era atacado por três potências da América Latina. As potências desejavam destruir o país e aniquilar cada um dos brasileiros”. E por aí vai seu argumento….

    MAS, o Azenha (http://www.viomundo.com.br/voce-escreve/fisk-testemunha-a-eficacia-da-propaganda/) deu a dica: Bob Fisk chamou a atenção para o artigo do Lorne Gunter, no jornal canadense National Post (http://www.nationalpost.com/opinion/columnists/story.html?id=8680d5d4-58d6-4c14-9097-814c5a880820&k=50184). O artigo, publicado em 29 de Dezembro de 2008, inicia: “Suppose you lived in the Toronto suburb of Don Mills and people from the suburb of Scarborough — about 10 kilometres away — were firing as many as 100 rockets a day into your yard, your kids’ school, the strip mall down the street and your dentist’s office”. Ele descobriu que várias pessoas, em vários órgãos de imprensa, estão utilizando a mesma linguagem e argumentos!

    Bob Fisk continua: “(…) The Irish Times e lá está uma carta do embaixador de Israel na Irlanda, dedicado a explicar ao povo da República da Irlanda como é viver sob ataque dos foguetes palestinenses. Já adivinharam? Acertaram. “O que vocês fariam”, Zion Evrony pergunta aos leitores, “se Dublin vivesse sob bombardeio de 8.000 foguetes e morteiros…”

    E mais ainda: “La Presse, em francês, de dois dias antes (…) lá está matéria assinada por 16 destacados intelectuais pró-Israel, escritores, economistas, professores, na labuta para explicar como é viver sob ataque dos foguetes palestinenses: imagine por um instante que as crianças de Longueil vivam sob permanente terror, dia e noite, que as lojas, os escritórios, hospitais, escolas, sejam alvo permanente de terroristas que vivam em Brossard.”

    A figura do ‘articulista’, além de reproduzir, como uma marionete bem treinada, as idéias e argumentos da propaganda internacional em defesa de Israel, ainda acrescenta a seu artigo uma pérola. Imaginando o país sendo atacado por 300 mísseis uruguaios, diz ele: “Pergunta: o que faz o presidente do Brasil? Esqueçam o presidente real, que pelos vistos jamais defenderia o seu povo da agressão”.

    Isto é sintomático e perigoso: não gostaria que se misturassem a defesa da invasão de Gaza com a política anti-Lula. Quem faz isto só pode ser um canalha oportunista, além de… bem, deixa pra lá…

    É isso.

    Em Tempo: Somente para contra-ponto, vou reproduzir o que Marcel Hark Maciel escreveu no Azenha (http://www.viomundo.com.br/voce-escreve/fisk-testemunha-a-eficacia-da-propaganda/):

    “Imagina que vc viva, digamos, em São Paulo. Sua família e amigos vivem e trabalham lá há gerações. Daí, na região de Pinheiros se estabelece uma pequena colônia de, digamos, suiços. Os suiços estão tendo problemas graves na Suiça, então começam a imigrar em número massivo para este bairo. Como tem dinheiro, começam a comprar todos os imóveis da região para alojar mais suícos. Compram também empresas locais para que os suíços trabalhem. Alguns de seus parentes perdem o emprego e as casas, e pode ser que vc tenha que ajudar uns tios ou primos seus. Mas daí, chegam mais suiços, não dá mais para somente comprar as casas e as empresas, então os suíços, com o dinheiro que tem, formam milícias e começam a expulsar alguns dos seus amigos de casa, queimar suas lojas e empresas, para que assim tenham mais espaço para mais suiços. Nesta hora, vc já perdeu vários amigos, talvez um primo, e dois irmãos. Seus amigos restantes formam uma gang armada para lutar contra os suiços, e a violência cresce. É neste momento que as Nações Unidas declaram que São Paulo é agora um país Suiço. Seus antigos colegas de trabalho pegam em armas para resistir. Seu bairro é arrasado em represália, e seu filho mais novo assiste sua esposa ser estuprada na volta da escola. Você olha para o lado, e tem uns pedaços de pau e algumas pedras. O que vc faz?”

  15. Maxwell B. Medeiros disse:

    Agora tá é assim ? “Viva a esculhambação e o resto que se f***” ?

    Nassif eu mandei o seu texto para o blog do azenha, pedindo que ele seja veiculado. Ele eu sei que dará o crédito do texto.

  16. ALine disse:

    Que coisa feia isso! Não é crime?!

    Será que o Daniel Dantas está regulando financiamento para a VEJA?

    O Lauro Jardim, que só faz fofoca, bem que podia revisar isso, ou algum dos “leitores anônimos” do Reinaldo Azevedo. Isso aí é muito pior que os erros de português que a VEJA gosta de achar para desqualificar os outros.

  17. Sérgio Troncoso disse:

    E a luta continua compamheiro ! Havemos de vencê-la. Um abraço,Sérgio.

  18. Eduardo Panda disse:

    Mas, não é a Veja a mais “vendida”?!

  19. Anarquista Lúcida disse:

    Vejam o site da Carta Capital desta semana. Eles demolem com um articulista português que fez o mesmo tipo de uso de “história hipotética”. Parece que a orquestração desse tipo de baboseira é mundial…

  20. Breno disse:

    Afinal Nassif, o grupo do Civita a muito não consegue mais desenvolver nada.. Só plagiando mesmo!

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