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11/01/2009 - 10:07

O modelo europeu

Do Estadão

Alemanha quer a criação de Conselho Econômico da ONU

Merkel e Sarkozy discutem propostas para reformular o sistema financeiro mundial, que serão levadas ao G-20

Andrei Netto, PARIS

A chanceler alemã, Angela Merkel, propôs ontem, em Paris, com a anuência do governo francês, a criação do Conselho Econômico das Nações Unidas, um órgão com o mesmo status do Conselho de Segurança. A proposta seria completada por um documento “universal”, a Declaração por uma Economia Racional de Longo Prazo, que nortearia a regulação dos mercados financeiros, das taxas de juros e das políticas monetárias de todo o mundo. O projeto é uma prévia da proposta que a União Europeia levará à reunião do G-20, marcada para 2 de abril, em Londres.

http://www.estadao.com.br/estadaodehoje/20090109/not_imp304570,0.php

Autor: luisnassif - Categoria(s): Novo Modelo Tags:

35 comentários para “O modelo europeu”

  1. Luiz Horacio disse:

    Hoje o “gancho” está ativado. Só mais um comentariozinho. Ao lado da recomposição de valores tendendo inicialmente à deflação, colocaria sim o trabalho como chave central dos próximos cenários mundiais, mas não em sua forma básica de geração de riquezas, e sim na sua forma cultural de organização da sociedade, ou seja, as formas de acesso ao trabalho e as relações de trabalho através de novas tecnologias produtivas serão o cerne das futuras cidades, países e empresas. Toda a arquitetura das cidades deveria ser repensada nesses termos.

  2. Marko disse:

    O problema Luiz Horacio é q, a escola e a academia tal como estão organizadas hj não dão espaço ao “nascimento d gazelas…” (pra não falar q tais comparações zoológicas mostram o quão certas cabeças estão ou querem se mostrar perdidas nesta situação)

  3. antonio barbosa filho disse:

    Um Conselho Econômico que dê direito de veto aos EUA nada ajuda. Concentra ainda mais o poder, e numa área já difícil de controlar. Melhor é aprovar a taxa Tobin, acabar com “paraísos fiscais”, agilizar a localização e bloqueio de fortunas geradas pelo crime organizado, etc.
    A ONU acaba de ser bombardeada, e nada acontece. Assim como o FMI e a OEA, as Nações Unidas viraram um clube seleto de diplomatas bem pagos para nada fazer. É melhor que exista, mas só para satisfazer nossa fantasia de um mundo integrado.

  4. Barão disse:

    O Brasil manifestará apoio à proposta.

  5. Carlos Barbosa disse:

    Sinceramente, não consigo encarar com esperança ou racionalidade nada disso.

    Meu consolo: em 1989 eu não comemorei a queda do muro de Berlim, e nunca acreditei em Fukwiama nem em Alvim Tofler.

  6. Júlio Pimenta disse:

    Caso esse conselho venha a ser criado mesmo, bem que ele poderia busacar rever o conceito de crescimento economico que é buscado por todos os países do mundo. Poderiamos substituir aumento infinito da produção de riquesas por aumento infinito da qualidade de vida da população.

  7. altamiro disse:

    concordo com a maioria dos comentarios, mas parece que esqueceram do que eu acho mais importante para o brasil: a proposta nao sera levada mais so para o g7 ou g8, mas para o g-20…Isso ja nao indicaria uma vitoriazinha pelo menos da diplomacia brasileira e dos esforcos do governo lula em ganhar espacos na cena mundial? Vamos ah luta, portanto…ah acao otimista, segundo gramsci, com o ceticismo sabio dos pensadores…

  8. jcslopes disse:

    Vamos ver se ONU, com mais um “Conselho” e União Européia, com a experiência adquirida na administração dos países a ela integrados e com moeda única, fazem uma boa surpresa ao mundo, e encaminham idéias e princípios econômicos sérios, que ajudem a regularizar os mercados financeiros mundiais e dar solução a essa crise que atinge mais a eles, desenvolvidos, do que a nós
    Semanas atrás disse que a UE era um Mercosul melhorado, justamente porque essas iniciativas como a do “Conselho Econômico” e outras inclusive sobre guerra e paz, vivem a reboque de crises ou dos EUA
    Agora, enquanto existir no mercado, DD, Nahas, Soros, Madoff e outros, juntamente com aqueles que os protege, sempre haverá o risco ,faz parte do jogo…..Sdc

  9. Heitor disse:

    O poder de veto dos cinco dos países detentores de armas nucleares no Conselho de Segurança da ONU é um porrete que estava à mão dos redatores das regras do CS nas circunstâncias em que foi criado. Seu verdadeiro objetivo foi impedir um conflito nuclear entre os países capitalistas – leia-se UEA – e comunistas – leia-se Rússia ou URSS, não sei bem. E de alguma forma isto foi conseguido. Hoje os artefatos nucleares funcionam como arma de dissuasão, e olhem que em 1945 foram usadas efetivamente como armas de destruição em massa, que o digam os japoneses.
    Nas circunstâncias de agora, com a economia dos EUA integrada à do planeta de maneira interdependente e não só imperialista, e ainda sujeita a derrotas em segmentos de mercado como o automotivo p.ex., é claro que os norte-americanos lutarão pelo controle do futuro Conselho, assim como os europeus e demais. Só que, a exemplo das Rodadas que tentam formatar o comércio mundial, existe uma porta na sala de reuniões por onde saem os insatisfeitos quando não lhes interessa o rumo das discussões. Creio que um passo adiante, se for dado, o será atendendo – ao menos parcialmente – os reclamos de mais países do que dos cinco que mandam no Conselho de Segurança, talvez do conjunto dos membros do G-20. E é claro que o nosso Oscar Niemeyer será convidado para fazer o projeto do edifício em que funcionará o tal Conselho. Eu sugiro que ele reproduza a Torre de Babel…

  10. Heitor disse:

    ERRATA: ´O poder de veto de cinco…`; ´entre os países capitalistas – leia-se EUA -…; ´e olhem que em 1945 foram usados…`;

  11. Hans Bintje disse:

    Este holandês lamenta informar que falar a respeito de uma Economia “racional” e daí numa “Declaração por uma Economia Racional de Longo Prazo” é uma mistificação ideológica com efeitos trágicos.

    O que afinal são os “efeitos manadas”, “bolhas”, “pânicos” e “depressões”? Seriam manifestações “irracionais” dos seres humanos ou eventos que extrapolam modelos pretensamente “racionais” elaborados pelas pessoas?

    Qual a razão do medo frente ao “Princípio da Incerteza” de Weiner Heisenberg (1) proposto em 1927? Por que não incorporar os “erros” aos modelos, antes que eles se acumulem e destruam todos os sistemas que os ignoraram?

    A proposta européia é natimorta porque ignora as idéias do velho Sig, Sigmund Freud.

    Notas:

    (1) http://pt.wikipedia.org/wiki/Princ%C3%ADpio_da_incerteza_de_Heisenberg

  12. Orlando Varêda disse:

    Diz o Carlos:
    “ONU, ISO e outras organizações multilaterais só servem para uma coisa: serem instrumentos oficiais de opressão dos mais fortes sobre os mais fracos.”

    É meu caro Carlos Barbosa, acrescentaria que esses organismos internacionais, tem sido muito útil também como luxousos cabides de empregos para os afilhados do sistema.

    É até engraçado, G 7 + 1, G 8, G 20 e aí? Quem coloca o guizo no rabo do gato? Que poder detemos, ao menos, para nos fazer notar?

    Nunca esqueço quando Collor, com seu jeito de mauricinho açodado, assina tratado abdicando do direito à pesquisa verdadeira, na área nuclear autonoma e de forma soberana, como o fizeram, India, Paquistão, China, Russia, Estados Unidos, França e Coreia dentre outros donos dos próprios narizes.
    Deixando o Brasil, desse tamanho, de calça curta.

    O Lula tem tentado, inagavelmente, adotar política internacional mais autonôma, entretanto, nosso longo hábito de andar agachado, tem dificultado encontrar posicionamento mais erecto.

    Para completar nossa desgraça, uma forte quinta-coluna se faz presente, numa atuação permanente de destruição do qualquer coisa que lembre Brasil independente.

    Orlando

  13. marcos disse:

    Nassif, quando foi criado o novo pacto após a 2º guerra, o PIB dos Estdos Unidos era 55% do PIB Mundial.
    Hoje é 21% e os BRIC detenhem 55%, portanto, a conversa tem que ser outra.

  14. Hans Bintje disse:

    Sobre a derrocada do Pensamento Único (1):

    “Economistas usam sem parcimônia todo um vocabulário advindo da psicanálise, tal como: a ‘depressão das bolsas’, a ‘histeria dos investidores’ e a ‘psicose do dólar’. Está na hora de um cursinho de reciclagem, pois essas categorias não são mais consideradas suficientes para uma análise da atualidade, no campo que as cunhou. Vamos lá. Do ponto de vista psicanalítico o principal fator que define a globalização é a mudança do eixo das identidades de vertical para horizontal. Explico: quando dizemos eixo vertical das identidades fazemos referência a um laço social padronizado: todos unidos em torno a um ideal. Na família, o pai; no trabalho, o chefe; na sociedade civil, a pátria. Assim funcionava o laço social até uns trinta anos atrás, constituindo uma sociedade hierárquica e piramidal. Tínhamos um mundo uni-versal, que tendia ao um, a uma versão do mundo superiora às outras. Muito diferente é a globalização: caem os padrões verticais, estabelece-se uma sociedade de rede, na qual todos estão conectados e interdependem. Não há mais um piloto automático de como proceder, a rota tem que ser reavaliada por um cálculo coletivo a todo instante.”

    Nota:

    (1) http://www.jorgeforbes.com.br/br/contents.asp?s=23&i=128

  15. Luiz Henrique Lusvarghi disse:

    Escrevi dias atrás num jornal daqui da região sobre a maneira que os EU e A UE são voltados pra si em todos os sentidos. No econômico, ainda ditam regras, óbvio, se a maior concentração de dinheiro estão em suas “posses”. O problema é o mundo se “curvar” a qualquer tipo de Conselho por que na realidade acaba, aos olhos do mundo, se tornando em “Conchavo”….Não sabemos até que ponto o mundo pode somente criticar as atuações de um Conselho assim, sem desconfiar que exista algum “Conchavo”….a verdade é que a disparidade ainda é muito grande entre os EU ( solitário gigante machucado ), a U.E ( unidos e organizados gigantinhos machucados ) e este outro mundo ( China – aquela bagunçada criatura que não se entende, Índia – ninguém sabe ao certo desta Índia e nós – que a essa altura, somos campeões do mundo em todos os sentidos )… Conselhos dão certo quando existe consenso…e num assim, terá a mínima condição de existir?….

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