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	<title>Comentários sobre: A autonomia universitária</title>
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	<description>Sobre economia, política e notícias do Brasil e do Mundo</description>
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		<title>Por: contadeagua</title>
		<link>http://colunistas.ig.com.br/luisnassif/2009/01/11/a-autonomia-universitaria/comment-page-4/#comment-543331</link>
		<dc:creator>contadeagua</dc:creator>
		<pubDate>Sun, 25 Jan 2009 19:18:09 +0000</pubDate>
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		<description>Autonomia universitária: para a FAF redutor do valor da contadeagua
autonomia siguinifica o poder de decisão e sendo assim é algo perigoso
nossa sugestão para a faculdade da Bahia com relecão a decisão de 
reformar todo o sistema hidráulico das faculdades é é instalar logo o redutor do valor da contadeagua em seus resevatórios diminuindo assim o consumo e a emissão abusiva de esgoto em nossos rios resultando em lucro,lucro êste que sera revertido em favor da dita reforma.
www.fafcontadeagua.com.br</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Autonomia universitária: para a FAF redutor do valor da contadeagua<br />
autonomia siguinifica o poder de decisão e sendo assim é algo perigoso<br />
nossa sugestão para a faculdade da Bahia com relecão a decisão de<br />
reformar todo o sistema hidráulico das faculdades é é instalar logo o redutor do valor da contadeagua em seus resevatórios diminuindo assim o consumo e a emissão abusiva de esgoto em nossos rios resultando em lucro,lucro êste que sera revertido em favor da dita reforma.<br />
<a href="http://www.fafcontadeagua.com.br" rel="nofollow">http://www.fafcontadeagua.com.br</a></p>
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		<title>Por: Alessandro Moure</title>
		<link>http://colunistas.ig.com.br/luisnassif/2009/01/11/a-autonomia-universitaria/comment-page-4/#comment-489162</link>
		<dc:creator>Alessandro Moure</dc:creator>
		<pubDate>Wed, 14 Jan 2009 10:21:51 +0000</pubDate>
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		<description>Gesil, o que você falou é, no meu entendimento, separar o pesquisador do professor e do gestor, no nível administrativo. Pesquisador pesquisa, professor ensina e gestor gerencia. A zona cinzenta entre as funções, definitivamente necessária, seria resultado das sinergias que fossem possíveis implantar. 
Atualmente a universidade não forma bons profissionais preparados para o mercado e tampouco está preparada para formar bons cientistas em quantidade desejável. Na vontade de fazer os dois, não faz bem nem um, nem outro.
O ideal seria termos institutos de pesquisa bons, consolidados, que concentrassem pesquisadores e recebessem boas verbas. Mas o modelo atual é o cada um por sí. Todos os pesquisadores espalhados e cada um recebendo uma miséria em termos de fomento. Veja o Edital Universal do CNPq. Quem aí realmente acredita que é possível fazer alguma pesquisa de ponta recebendo 50 mil reais para gastar em 2 anos?
Tem também a bolsa PQ. São mais de 100 milhões ao ano, e para quê? Esse dinheiro não chega aos laboratórios!
[]´s</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Gesil, o que você falou é, no meu entendimento, separar o pesquisador do professor e do gestor, no nível administrativo. Pesquisador pesquisa, professor ensina e gestor gerencia. A zona cinzenta entre as funções, definitivamente necessária, seria resultado das sinergias que fossem possíveis implantar.<br />
Atualmente a universidade não forma bons profissionais preparados para o mercado e tampouco está preparada para formar bons cientistas em quantidade desejável. Na vontade de fazer os dois, não faz bem nem um, nem outro.<br />
O ideal seria termos institutos de pesquisa bons, consolidados, que concentrassem pesquisadores e recebessem boas verbas. Mas o modelo atual é o cada um por sí. Todos os pesquisadores espalhados e cada um recebendo uma miséria em termos de fomento. Veja o Edital Universal do CNPq. Quem aí realmente acredita que é possível fazer alguma pesquisa de ponta recebendo 50 mil reais para gastar em 2 anos?<br />
Tem também a bolsa PQ. São mais de 100 milhões ao ano, e para quê? Esse dinheiro não chega aos laboratórios!<br />
[]´s</p>
]]></content:encoded>
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	<item>
		<title>Por: Gesil Amarante</title>
		<link>http://colunistas.ig.com.br/luisnassif/2009/01/11/a-autonomia-universitaria/comment-page-4/#comment-488102</link>
		<dc:creator>Gesil Amarante</dc:creator>
		<pubDate>Wed, 14 Jan 2009 00:16:26 +0000</pubDate>
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		<description>Prezado Alessandro Moure,
Separar o ensino (principalmente a graduação) da pesquisa é matar a formação de bons pesquisadores no nascedouro. A proximidade entre ensino, pesquisa e extensão é o que faz a Universidade.
Mesmo se as pessoas não vão ser pesquisadores, a proximidade deles dos pesquisadores (de verdade) reforça, via de regra (há sempre excessões) a formação dos graduandos.
Na maioria das vezes a carreira de um pesquisador começa já na graduação, fazendo parte de projetos de Iniciação Científica.
Não tem que separar nada. tem é que fazer as coisas funcionarem direito. Senão vai aumentar mais ainda o custo de duplicar as estruturas burocráticas e técnicas.
Resumindo: Não trata-se de separar o pesquisador da sala de aula (embora não melhore em nada pô-lo entereado em aulas como alguns pensam...), trata-se de separá-lo de tarefas burocráticas excessivas e que nada têm a ver com sua formação.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Prezado Alessandro Moure,<br />
Separar o ensino (principalmente a graduação) da pesquisa é matar a formação de bons pesquisadores no nascedouro. A proximidade entre ensino, pesquisa e extensão é o que faz a Universidade.<br />
Mesmo se as pessoas não vão ser pesquisadores, a proximidade deles dos pesquisadores (de verdade) reforça, via de regra (há sempre excessões) a formação dos graduandos.<br />
Na maioria das vezes a carreira de um pesquisador começa já na graduação, fazendo parte de projetos de Iniciação Científica.<br />
Não tem que separar nada. tem é que fazer as coisas funcionarem direito. Senão vai aumentar mais ainda o custo de duplicar as estruturas burocráticas e técnicas.<br />
Resumindo: Não trata-se de separar o pesquisador da sala de aula (embora não melhore em nada pô-lo entereado em aulas como alguns pensam&#8230;), trata-se de separá-lo de tarefas burocráticas excessivas e que nada têm a ver com sua formação.</p>
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	<item>
		<title>Por: Gesil Amarante</title>
		<link>http://colunistas.ig.com.br/luisnassif/2009/01/11/a-autonomia-universitaria/comment-page-4/#comment-488051</link>
		<dc:creator>Gesil Amarante</dc:creator>
		<pubDate>Wed, 14 Jan 2009 00:09:08 +0000</pubDate>
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		<description>Outra correção, André,
O projeto foi feito em 2007! Foram uns dois meses escrevendo, levantando justificativas, orçamentos, propostas de atuação para que o benefício se estendesse a toda a Universidade... Submetido em março. Saiu o resultado do órgão de fomento em agosto. A primeira parte da verba foi depositada em novembro/07. Desde setembro iniciou-se o processo de reavaliação (porque há sempre mudanças de valores e cortes, etc). Nunca é o mesmo projeto que foi pensado originalmente, mas uma adaptação à nova situação para não se perder objetivo central da proposta. isso leva tempo, esforço, etc. Quando chegou a verba havia um plano melhorado, aprimorado e, neste caso específico, com o mesmo preço. É o que se espera de um ser pensante com mais tempo de pensar e se as coisas não são muito desfavoráveis. O plano original era bom, muito bom. Com mais tempo fizemo-no melhor. Mas com o tempo de demora provocado pela burocracia, perdemos boa parte da vantagem que havíamos conseguido e hoje teremos apenas (se tudo der certo, ainda não conseguimos a resposta do órgão) um pouquinho mais que o projeto original. Só que com muito tempo de trabalho perdido, investido em coisas muito diferentes de ciência. E com desânimo. Ainda vamos tentar fazer isso render resultados bons para nossa instituição e para o povo do estado que paga a conta, mas fica aquela sensação ruim, muito ruim de termos feito algo melhor, que foi impossibilitado por fatores nada científicos.
Moral da estória: Temos que criar mecanismos que beneficiem o bom trabalho e que sejam sim auditáveis, mas nunca perdendo o foco no resultado científico, tecnológico e social que pesquisadores teimosamente almejam.
O aumento da capacidade científica-tecnológica de nossa sociedade é conseqüência necessária do bom trabalho do pesquisador, quer ele pesquise processos de educação, tecnologias da informação ou processos bioquímicos.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Outra correção, André,<br />
O projeto foi feito em 2007! Foram uns dois meses escrevendo, levantando justificativas, orçamentos, propostas de atuação para que o benefício se estendesse a toda a Universidade&#8230; Submetido em março. Saiu o resultado do órgão de fomento em agosto. A primeira parte da verba foi depositada em novembro/07. Desde setembro iniciou-se o processo de reavaliação (porque há sempre mudanças de valores e cortes, etc). Nunca é o mesmo projeto que foi pensado originalmente, mas uma adaptação à nova situação para não se perder objetivo central da proposta. isso leva tempo, esforço, etc. Quando chegou a verba havia um plano melhorado, aprimorado e, neste caso específico, com o mesmo preço. É o que se espera de um ser pensante com mais tempo de pensar e se as coisas não são muito desfavoráveis. O plano original era bom, muito bom. Com mais tempo fizemo-no melhor. Mas com o tempo de demora provocado pela burocracia, perdemos boa parte da vantagem que havíamos conseguido e hoje teremos apenas (se tudo der certo, ainda não conseguimos a resposta do órgão) um pouquinho mais que o projeto original. Só que com muito tempo de trabalho perdido, investido em coisas muito diferentes de ciência. E com desânimo. Ainda vamos tentar fazer isso render resultados bons para nossa instituição e para o povo do estado que paga a conta, mas fica aquela sensação ruim, muito ruim de termos feito algo melhor, que foi impossibilitado por fatores nada científicos.<br />
Moral da estória: Temos que criar mecanismos que beneficiem o bom trabalho e que sejam sim auditáveis, mas nunca perdendo o foco no resultado científico, tecnológico e social que pesquisadores teimosamente almejam.<br />
O aumento da capacidade científica-tecnológica de nossa sociedade é conseqüência necessária do bom trabalho do pesquisador, quer ele pesquise processos de educação, tecnologias da informação ou processos bioquímicos.</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>Por: Gesil Amarante</title>
		<link>http://colunistas.ig.com.br/luisnassif/2009/01/11/a-autonomia-universitaria/comment-page-4/#comment-485541</link>
		<dc:creator>Gesil Amarante</dc:creator>
		<pubDate>Tue, 13 Jan 2009 17:05:45 +0000</pubDate>
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		<description>Prezado André,
Sabes muito bem que não é só o caso de guardar notas. Isso é fácil.
Tem muuuito mais coisa e estas não são nada fáceis para quem não é reinado nelas. Dei um exemplo no preoceso de compra do software.
Quanto à sua crítica:
No processo de concorrência que montamos, que envolveu duas empersas nacionais e três de fora, descobrimos, ao longo do processo, como poderíamos pegar carona num projeto de pesquisa que envolvia uma Universidade da Inglaterra, o que aumentaria o poder da máquina.
Não sei se é mais possível aproveitar esta oportunidade...
Entende que nem tudo pode ser previsto quando se monta um projeto?
Tem que haver agilidade quando a coisa é para o bem público. Não se pode perder uma oportunidade dessas por burocracia.
Certo?</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Prezado André,<br />
Sabes muito bem que não é só o caso de guardar notas. Isso é fácil.<br />
Tem muuuito mais coisa e estas não são nada fáceis para quem não é reinado nelas. Dei um exemplo no preoceso de compra do software.<br />
Quanto à sua crítica:<br />
No processo de concorrência que montamos, que envolveu duas empersas nacionais e três de fora, descobrimos, ao longo do processo, como poderíamos pegar carona num projeto de pesquisa que envolvia uma Universidade da Inglaterra, o que aumentaria o poder da máquina.<br />
Não sei se é mais possível aproveitar esta oportunidade&#8230;<br />
Entende que nem tudo pode ser previsto quando se monta um projeto?<br />
Tem que haver agilidade quando a coisa é para o bem público. Não se pode perder uma oportunidade dessas por burocracia.<br />
Certo?</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>Por: Romualdo</title>
		<link>http://colunistas.ig.com.br/luisnassif/2009/01/11/a-autonomia-universitaria/comment-page-4/#comment-485372</link>
		<dc:creator>Romualdo</dc:creator>
		<pubDate>Tue, 13 Jan 2009 16:41:36 +0000</pubDate>
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		<description>Tá curiosa a discussão no blog: alguns se apressam em apresentar propostas que tolhem a autonomia universitária, visando, quem sabe, enquadrar a academia nos moldes neo-liberais (meritocracia, acordo de resultados e outras baboseiras tucanas). Outros (o que não significa que possam ser menos neo-liberais que os primeiros), ao contrário, se agarram a um corporativismo &quot;panelocrático&quot; para justificar as universidades e suas fundações, pelo menos aquelas que foram pegas com a boca na botija, culpando o controle social (amarras burocráticas).
Discordo de TODOS! E me envaideço de ser do contra nesse aspecto.
A verdade que a lei e o controle social (ainda que tímido, deveria abranger tudo que existe de representativo na sociedade), já existem há muito tempo. Apenas não eram exercidos. Afinal, boa parte da elite acadêmica tem lá, digamos, sua$ influência$... Precisaram explodir os escândalos na UNB e na UNIFESP para o TCU mostrar serviço. Ainda bem! Antes tarde do que nunca!</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Tá curiosa a discussão no blog: alguns se apressam em apresentar propostas que tolhem a autonomia universitária, visando, quem sabe, enquadrar a academia nos moldes neo-liberais (meritocracia, acordo de resultados e outras baboseiras tucanas). Outros (o que não significa que possam ser menos neo-liberais que os primeiros), ao contrário, se agarram a um corporativismo &#8220;panelocrático&#8221; para justificar as universidades e suas fundações, pelo menos aquelas que foram pegas com a boca na botija, culpando o controle social (amarras burocráticas).<br />
Discordo de TODOS! E me envaideço de ser do contra nesse aspecto.<br />
A verdade que a lei e o controle social (ainda que tímido, deveria abranger tudo que existe de representativo na sociedade), já existem há muito tempo. Apenas não eram exercidos. Afinal, boa parte da elite acadêmica tem lá, digamos, sua$ influência$&#8230; Precisaram explodir os escândalos na UNB e na UNIFESP para o TCU mostrar serviço. Ainda bem! Antes tarde do que nunca!</p>
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	</item>
	<item>
		<title>Por: Alessandro Moure</title>
		<link>http://colunistas.ig.com.br/luisnassif/2009/01/11/a-autonomia-universitaria/comment-page-4/#comment-485751</link>
		<dc:creator>Alessandro Moure</dc:creator>
		<pubDate>Tue, 13 Jan 2009 16:35:46 +0000</pubDate>
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		<description>Uma outra prática nacional que contribui para os problemas aqui relatados é a política de fomento praticada pelas agências: projetos pessoais. Fomentamos CPFs. Por exemplo, em um laboratório que trabalhem 3 pesquisadores, ainda que numa mesma linha de pesquisa, são 3 projetos. Isso implica em 3 processos, 3 análises, 3 julgamentos, 3 prestações de contas, etc. E eventualmente 3 TCEs :)
Precisamos parar de fomentar o cientista e passar a fomentar Ciência. Parar de fomentar projetos individuais de pesquisa, e passar a fomentar linhas de pesquisa. Ao menos no plano nacional. Afinal de contas, racionalizar é preciso, não?
[]´s</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Uma outra prática nacional que contribui para os problemas aqui relatados é a política de fomento praticada pelas agências: projetos pessoais. Fomentamos CPFs. Por exemplo, em um laboratório que trabalhem 3 pesquisadores, ainda que numa mesma linha de pesquisa, são 3 projetos. Isso implica em 3 processos, 3 análises, 3 julgamentos, 3 prestações de contas, etc. E eventualmente 3 TCEs <img src='http://colunistas.ig.com.br/luisnassif/wp-includes/images/smilies/icon_smile.gif' alt=':)' class='wp-smiley' /><br />
Precisamos parar de fomentar o cientista e passar a fomentar Ciência. Parar de fomentar projetos individuais de pesquisa, e passar a fomentar linhas de pesquisa. Ao menos no plano nacional. Afinal de contas, racionalizar é preciso, não?<br />
[]´s</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>Por: Julio</title>
		<link>http://colunistas.ig.com.br/luisnassif/2009/01/11/a-autonomia-universitaria/comment-page-3/#comment-485172</link>
		<dc:creator>Julio</dc:creator>
		<pubDate>Tue, 13 Jan 2009 16:19:56 +0000</pubDate>
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		<description>O post do Gesil dá um tom equilibrado e sensato ao que eu eventualmente quisesse dizer. Parabéns.

A propósito, não sou contra prestações de contas, apenas acho que deve-se ter um princípio de razoabilidade nisto tudo.

Um colega meu que é professor nos EUA organiza comigo um workshop aqui no Brasil. Ele tem dinheiro da NSF para tal. fez um projeto de duas páginas historiando os workshops anteriores, explicou qual seria a ênfase deste no BRasil, disse que precisava de 20 mil dolares para levar pagar a estadia de uns americanos aqui e trazer estudantes de lá para participar do worshop. A verba aprovada ficou disponível numa conta a ser movimetada por cartão de crédito. As passagens foram faturadas dietamente neste cartão. As despesas no Brasil foram pagas com o cartão, o hotel deu uma nota fiscal dizendo que recebeu tanto pela hospedagem de “x”pessoas. A prestação de contas é uma fatura do cartão + a nota fiscal. O relatório é de uma página, anexando o programa do evento.

Zero stress. Qual é o problema em ser assim? O meu colega pode por exemplo fazer o pagamento adiantado das hospedagens, o que aqui é proibido, possibilitando uma reserva em melhores condições. Ninguém teve que assinar documentos dizendo que esteve no Brasil, nem se pediram os borading passes. Alguém me dirá que não pode ser asim no Brasil por que lei não permite, o que mostra o quanto certas leis são obstáculos ao desenvolvimento e deveriam ser mudadas. 

Um outro ponto: projetos. Projetos específicos demais, prevendo gastos com –digamos — dois anos de antecedência são irreais. Em geral as pessoas tem uma idéia aproximada dos gastos. Fazem um orçamento detalhado porque lhes pedem, mas — no limite — mentem. São obrigados. E se não mentem é pior, por que mostra que o projeto é tão previ’sivel que sequer vale a pena executá-lo. Já está intelectualmente morto.

Pedir especificidades em projetos é típico de mentalidades contabilistas que se opõe ao desenvolvimento científico e tecnológivo. Como pode-se querer inovação num ambiente de total previsibilidade? 

Há no Brasil pelo menos um instituição de ponta, ponta mesmo, no mundo. É o IMPA, no Rio, em matemática. É um instituto de pesquisas do MCT. e e uma organização social. Este fato alivia enormemente a burocracia e mais– torna o orçamento ágil e flexível. É claro que tem que prestar contas das verbas federais, mas pode alocá-las conforme as necessidades. Será que é um acaso que este instituto atinja níveis de primeira classe mundial?</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>O post do Gesil dá um tom equilibrado e sensato ao que eu eventualmente quisesse dizer. Parabéns.</p>
<p>A propósito, não sou contra prestações de contas, apenas acho que deve-se ter um princípio de razoabilidade nisto tudo.</p>
<p>Um colega meu que é professor nos EUA organiza comigo um workshop aqui no Brasil. Ele tem dinheiro da NSF para tal. fez um projeto de duas páginas historiando os workshops anteriores, explicou qual seria a ênfase deste no BRasil, disse que precisava de 20 mil dolares para levar pagar a estadia de uns americanos aqui e trazer estudantes de lá para participar do worshop. A verba aprovada ficou disponível numa conta a ser movimetada por cartão de crédito. As passagens foram faturadas dietamente neste cartão. As despesas no Brasil foram pagas com o cartão, o hotel deu uma nota fiscal dizendo que recebeu tanto pela hospedagem de “x”pessoas. A prestação de contas é uma fatura do cartão + a nota fiscal. O relatório é de uma página, anexando o programa do evento.</p>
<p>Zero stress. Qual é o problema em ser assim? O meu colega pode por exemplo fazer o pagamento adiantado das hospedagens, o que aqui é proibido, possibilitando uma reserva em melhores condições. Ninguém teve que assinar documentos dizendo que esteve no Brasil, nem se pediram os borading passes. Alguém me dirá que não pode ser asim no Brasil por que lei não permite, o que mostra o quanto certas leis são obstáculos ao desenvolvimento e deveriam ser mudadas. </p>
<p>Um outro ponto: projetos. Projetos específicos demais, prevendo gastos com –digamos — dois anos de antecedência são irreais. Em geral as pessoas tem uma idéia aproximada dos gastos. Fazem um orçamento detalhado porque lhes pedem, mas — no limite — mentem. São obrigados. E se não mentem é pior, por que mostra que o projeto é tão previ’sivel que sequer vale a pena executá-lo. Já está intelectualmente morto.</p>
<p>Pedir especificidades em projetos é típico de mentalidades contabilistas que se opõe ao desenvolvimento científico e tecnológivo. Como pode-se querer inovação num ambiente de total previsibilidade? </p>
<p>Há no Brasil pelo menos um instituição de ponta, ponta mesmo, no mundo. É o IMPA, no Rio, em matemática. É um instituto de pesquisas do MCT. e e uma organização social. Este fato alivia enormemente a burocracia e mais– torna o orçamento ágil e flexível. É claro que tem que prestar contas das verbas federais, mas pode alocá-las conforme as necessidades. Será que é um acaso que este instituto atinja níveis de primeira classe mundial?</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>Por: Andre Bittencourt</title>
		<link>http://colunistas.ig.com.br/luisnassif/2009/01/11/a-autonomia-universitaria/comment-page-3/#comment-484782</link>
		<dc:creator>Andre Bittencourt</dc:creator>
		<pubDate>Tue, 13 Jan 2009 15:35:25 +0000</pubDate>
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		<description>Não sou do TCU :-P</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Não sou do TCU <img src='http://colunistas.ig.com.br/luisnassif/wp-includes/images/smilies/icon_razz.gif' alt=':-P' class='wp-smiley' /> </p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>Por: Julio</title>
		<link>http://colunistas.ig.com.br/luisnassif/2009/01/11/a-autonomia-universitaria/comment-page-3/#comment-484412</link>
		<dc:creator>Julio</dc:creator>
		<pubDate>Tue, 13 Jan 2009 15:00:04 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://colunistas.ig.com.br/luisnassif/?p=15792#comment-484412</guid>
		<description>Em relação ao último post do André, útimo parágrafo: veja-se como agem as pessoas do TCU, com ameaças.

Melhor, muito melor não fazer nada.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Em relação ao último post do André, útimo parágrafo: veja-se como agem as pessoas do TCU, com ameaças.</p>
<p>Melhor, muito melor não fazer nada.</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>Por: Andre Bittencourt</title>
		<link>http://colunistas.ig.com.br/luisnassif/2009/01/11/a-autonomia-universitaria/comment-page-3/#comment-484292</link>
		<dc:creator>Andre Bittencourt</dc:creator>
		<pubDate>Tue, 13 Jan 2009 14:46:09 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://colunistas.ig.com.br/luisnassif/?p=15792#comment-484292</guid>
		<description>Gesil,

Não importa ser uma ou cem notas. Quem tem organização, arquiva seus documentos.

Já o caso de num projeto complexo, realmente não tem cabimento deixar tudo na mão do pesquisador. Mas lembro que quem faz isso não é o Tribunal de Contas, mas sim a própria direção da Universidade que deixa o pesquisador sem apoio.

Concordo com você que é absurda a demora de 6 meses na aprovação da alteração do Projeto de compra do supercomputador. Mas antes de condenar a legislação, é preciso se confirmar se a causa é o excesso de controles ou a falta de pessoal no órgão que está fazendo a análise do pedido. 

Preciso também criticá-lo, pois pelo que você descreveu, o Projeto inicial não foi feito corretamente, já que em menos de um ano (14 meses de tempo total - 6 meses de espera = 8 meses) fez-se uma nova proposta para um equipamento duas vezes mais potente que o inicialmente proposto. Como a tecnologia não está avançando tão rápido assim, se uma auditoria descobrisse que um equipamento inferior custou o mesmo preço de um duas vezes mais potente, vocês estariam encrencados.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Gesil,</p>
<p>Não importa ser uma ou cem notas. Quem tem organização, arquiva seus documentos.</p>
<p>Já o caso de num projeto complexo, realmente não tem cabimento deixar tudo na mão do pesquisador. Mas lembro que quem faz isso não é o Tribunal de Contas, mas sim a própria direção da Universidade que deixa o pesquisador sem apoio.</p>
<p>Concordo com você que é absurda a demora de 6 meses na aprovação da alteração do Projeto de compra do supercomputador. Mas antes de condenar a legislação, é preciso se confirmar se a causa é o excesso de controles ou a falta de pessoal no órgão que está fazendo a análise do pedido. </p>
<p>Preciso também criticá-lo, pois pelo que você descreveu, o Projeto inicial não foi feito corretamente, já que em menos de um ano (14 meses de tempo total &#8211; 6 meses de espera = 8 meses) fez-se uma nova proposta para um equipamento duas vezes mais potente que o inicialmente proposto. Como a tecnologia não está avançando tão rápido assim, se uma auditoria descobrisse que um equipamento inferior custou o mesmo preço de um duas vezes mais potente, vocês estariam encrencados.</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>Por: Julio</title>
		<link>http://colunistas.ig.com.br/luisnassif/2009/01/11/a-autonomia-universitaria/comment-page-3/#comment-483142</link>
		<dc:creator>Julio</dc:creator>
		<pubDate>Tue, 13 Jan 2009 11:53:52 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://colunistas.ig.com.br/luisnassif/?p=15792#comment-483142</guid>
		<description>O post da Gesil dá um tom equilibrado e sensato ao que eu eventualmente quisesse dizer. Parabéns.

A propósito, não sou contra prestações de contas, apenas acho que deve-se ter um princípio de razoabilidade nisto tudo.  

Um colega meu que é professor nos EUA organiza comigo um workshop aqui no Brasil. Ele tem dinheiro da NSF para tal. fez um projeto de duas páginas historiando os workshops anteriores, explicou qual seria a ênfase deste no BRasil, disse que precisava de 20 mil dolares para levar pagar a estadia de uns americanos aqui e trazer estudantes de lá para participar do worshop. A verba aprovada ficou disponível numa conta a ser movimetada por cartão de crédito.  As passagens fram faturadas dietamente neste cartão. As despesas no Brasil foram pagas co o cartão, o hotel deu uma nota fiscal dizendo que recebeu tanto  pela hospedagem de &quot;x&quot;pessoas. A prestação de contas é uma fatura do cartão + a nota fiscal. O relatório é de uma página, anexando o programa do evento. 

Zero stress. Qual é o problema em ser assim? O meu colega pode por exemplo fazer o pagamento adiantado das hospedagens, o que aqui é proibido, possibilitando uma reserva em melhores condições. Ninguém teve que assinar documentos dizendo que esteve no Brasil, nem se pediram os borading passes. 

Um outro ponto: projetos. Projetos específicos demais, prevendo gastos com --digamos -- dois anos de antecedência são irreais. Em geral as pessoas tem uma idéia aproximada dos gastos. Fazem um orçamento detalhado porque lhes pedem, mas -- no limite -- mentem. E se não mentem é pior, por que mostra que o projeto é tão previ&#039;sivel que sequer vale a pena executá-lo. Já está intelectualmente morto. 

Pedir especificidades e projetos é típico de mentalidades contabilistas que se opões ao desenvolvimento científico....

Há no Brasil pelo menos um instituição de pontA, ponta mesmo, no mundo. É o IMPA, no Rio, em matemática. É um instituto de pesquisas do MCT. e e uma organização social. Este fato alivia enormemente a burocracia e mais-- torna o orçamento ágil e flexível. É claro que tem que prestar contas das verbas federais, mas pode alocá-las conforme as necessidades. Será que é um acaso que este instituto atinja níveis de primeira classe mundial?</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>O post da Gesil dá um tom equilibrado e sensato ao que eu eventualmente quisesse dizer. Parabéns.</p>
<p>A propósito, não sou contra prestações de contas, apenas acho que deve-se ter um princípio de razoabilidade nisto tudo.  </p>
<p>Um colega meu que é professor nos EUA organiza comigo um workshop aqui no Brasil. Ele tem dinheiro da NSF para tal. fez um projeto de duas páginas historiando os workshops anteriores, explicou qual seria a ênfase deste no BRasil, disse que precisava de 20 mil dolares para levar pagar a estadia de uns americanos aqui e trazer estudantes de lá para participar do worshop. A verba aprovada ficou disponível numa conta a ser movimetada por cartão de crédito.  As passagens fram faturadas dietamente neste cartão. As despesas no Brasil foram pagas co o cartão, o hotel deu uma nota fiscal dizendo que recebeu tanto  pela hospedagem de &#8220;x&#8221;pessoas. A prestação de contas é uma fatura do cartão + a nota fiscal. O relatório é de uma página, anexando o programa do evento. </p>
<p>Zero stress. Qual é o problema em ser assim? O meu colega pode por exemplo fazer o pagamento adiantado das hospedagens, o que aqui é proibido, possibilitando uma reserva em melhores condições. Ninguém teve que assinar documentos dizendo que esteve no Brasil, nem se pediram os borading passes. </p>
<p>Um outro ponto: projetos. Projetos específicos demais, prevendo gastos com &#8211;digamos &#8212; dois anos de antecedência são irreais. Em geral as pessoas tem uma idéia aproximada dos gastos. Fazem um orçamento detalhado porque lhes pedem, mas &#8212; no limite &#8212; mentem. E se não mentem é pior, por que mostra que o projeto é tão previ&#8217;sivel que sequer vale a pena executá-lo. Já está intelectualmente morto. </p>
<p>Pedir especificidades e projetos é típico de mentalidades contabilistas que se opões ao desenvolvimento científico&#8230;.</p>
<p>Há no Brasil pelo menos um instituição de pontA, ponta mesmo, no mundo. É o IMPA, no Rio, em matemática. É um instituto de pesquisas do MCT. e e uma organização social. Este fato alivia enormemente a burocracia e mais&#8211; torna o orçamento ágil e flexível. É claro que tem que prestar contas das verbas federais, mas pode alocá-las conforme as necessidades. Será que é um acaso que este instituto atinja níveis de primeira classe mundial?</p>
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	</item>
	<item>
		<title>Por: Alessandro Moure</title>
		<link>http://colunistas.ig.com.br/luisnassif/2009/01/11/a-autonomia-universitaria/comment-page-3/#comment-483471</link>
		<dc:creator>Alessandro Moure</dc:creator>
		<pubDate>Tue, 13 Jan 2009 11:38:23 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://colunistas.ig.com.br/luisnassif/?p=15792#comment-483471</guid>
		<description>O que está acontecendo é que alguns picaretas estão pegando carona nessa história de autonomia para acabar com o controle externo. Isso não pode acontecer. Estão querendo tirar o termômetro para que a febre desapareça.
Há a necessidade de uma reestruturação radical no ensino superior e nas instituições de pesquisa, sem dúvida. Essa figura do professor-pesquisador-gestor-consultor precisa acabar. Considero que também seria interessante separar de vez o ensino da pesquisa, ao menos no nível administrativo: haveriam os departamentos, que teriam como função o ensino, e os institutos, que teriam como função a pesquisa. Isso possibilitaria que alguns profissionais se dedicassem somente à pesquisa e outros somente ao ensino. Mas então seria necessária uma reforma na carreira destes servidores. 
Enfim, como já foi escrito por outros, o problema é estrutural. Logo, não é atacando somente um aspecto (por exemplo, o controle externo) que se obterá a solução. Mas, como disse antes, tem gente querendo vender essa idéia... Brasileiros que somos, eu bem imagino as razões.
Poderíamos discutir também, de carona, o fomento à pesquisa. As FAPs finalmente começam a decolar. É necessária uma reestruturação do sistema nacional de fomento à C&amp;T, para evitarmos redundâncias. Um sistema integrado, onde questões nacionais seriam fomentadas pelas agências nacionais e questões regionais pelas agências regionais. Atualmente, todos fomentam tudo, de forma pulverizada e sem gestão sobre as demandas e resultados. Daí que temos um monte de pesquisadores publicando milhares de artigos com baixíssimo aproveitamento para o país, salvo uma razoável posição em um ou outro ranking...
[]´s
[]´s</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>O que está acontecendo é que alguns picaretas estão pegando carona nessa história de autonomia para acabar com o controle externo. Isso não pode acontecer. Estão querendo tirar o termômetro para que a febre desapareça.<br />
Há a necessidade de uma reestruturação radical no ensino superior e nas instituições de pesquisa, sem dúvida. Essa figura do professor-pesquisador-gestor-consultor precisa acabar. Considero que também seria interessante separar de vez o ensino da pesquisa, ao menos no nível administrativo: haveriam os departamentos, que teriam como função o ensino, e os institutos, que teriam como função a pesquisa. Isso possibilitaria que alguns profissionais se dedicassem somente à pesquisa e outros somente ao ensino. Mas então seria necessária uma reforma na carreira destes servidores.<br />
Enfim, como já foi escrito por outros, o problema é estrutural. Logo, não é atacando somente um aspecto (por exemplo, o controle externo) que se obterá a solução. Mas, como disse antes, tem gente querendo vender essa idéia&#8230; Brasileiros que somos, eu bem imagino as razões.<br />
Poderíamos discutir também, de carona, o fomento à pesquisa. As FAPs finalmente começam a decolar. É necessária uma reestruturação do sistema nacional de fomento à C&amp;T, para evitarmos redundâncias. Um sistema integrado, onde questões nacionais seriam fomentadas pelas agências nacionais e questões regionais pelas agências regionais. Atualmente, todos fomentam tudo, de forma pulverizada e sem gestão sobre as demandas e resultados. Daí que temos um monte de pesquisadores publicando milhares de artigos com baixíssimo aproveitamento para o país, salvo uma razoável posição em um ou outro ranking&#8230;<br />
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	</item>
	<item>
		<title>Por: Gesil Amarante</title>
		<link>http://colunistas.ig.com.br/luisnassif/2009/01/11/a-autonomia-universitaria/comment-page-3/#comment-482632</link>
		<dc:creator>Gesil Amarante</dc:creator>
		<pubDate>Tue, 13 Jan 2009 06:22:50 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://colunistas.ig.com.br/luisnassif/?p=15792#comment-482632</guid>
		<description>Prezados,
Há um péssimo hábito em nós, brasileiros, de não pararmos para assimilar que o outro, por mais que desconheça de nossas atribuições, também tem um pedaço da realidade e não é, necessariamente, o inimigo a ser vencido. Vamos baixar a bola um pouco.
Há coisas corretas e importantes escritas aqui, tanto por quem defende maior liberdade aos professores-pesquisadores quanto aqueles que advogam a importância da fiscalização. Todos os dois lados estão corretos em seus princípios. Acontece que a execução da coisa está toda errada.
Para começar, óbvio que é necessário haver controles e haver punições fortes para quem for pego criando prejuízo para o patrimônio público.
Mas, se é assim, temos que equipar bem a Universidade de setores burocráticos que permitam-nos, por exemplo fazer rapidamente a importação de um equipamento necessário para uma pesquisa, sem precisar de fundações. Correto? Corretíssimo! Mas alguém determinou que o salário daquele funcionário em minha Universidade será de 700 Reais. Quando terminou o treinamento do primeiro que poderia fazer as coisas um pouco mais eficientemente, ele foi contratado por uma empresa qualquer pelo dobro do salário, e ficou barato. E este alguém do governo determinou péssimos salários aos funcionários e também que não é permitido dar adicional para quem trabalha em atividades críticas para fazer as coisas funcionarem e que seriam disputados pelo mercado.
Isso é só um exemplo do porque que a coisa não anda como deveria.
Somos o 15o país em produção de artigos científicos, o que não é pouco, então temos que dizer que há vários pesquisadores se esforçando e trabalhando para vaaler, e que , via de regra, a proximidade destes pesquisadores, mesmo quando não na sala de aula, é um dos grandes diferenciais da Universidade pública. Mas estamos, certamente, entre os últimos em termos de montarmos um sistema que funcione sem deixar os fiscalizadores achando-nos uns imbecis e sem deixar os pesquisadores loucos de raiva.
Creio que temos que começar dos princípios básicos do que queremos para (e das) nossas Universidades. Produção científica cada vez mais consistente, extensão para transferir o conhecimento para sociedade e nível de ensino cada vez mais alto e eficiente.
Um pesquisador não tem que saber que quando se adquire um software, por exemplo, este é contabilmente um item de prestação de serviços e não material permanente. Não me parece razoável que, se você conseguiu de outra forma este software e a sua próxima prioridade é um equipamento permanente, você fique com a verba parada, quando poderia ser utilizada para avançar seu trabalho, porque são duas rubricas diferentes. Não se trata de “torrar” dinheiro público, como muitos aí imaginam. Trata-se de tentar usar bem a verba que foi obtida com muito suor e trazer um resultado melhor. Ela está lá e não pode ser utilizada por uma questão infinitamente menos importante do que a falta que pode fazer aquele tal equipamento que não vai ser comprado.
Não é uma nota, André. São varias notas, são vários detalhes que deveriam ser tratados por um setor eficiente, não por pesquisadores. \Mas o resultado tem que estar lá e, para isso, deveria ser possível que se os procedimentos são razoáveis eles possam ser céleres.
Aí é que está. Em ciência, celeridade é importante!

A falta de eficiência gerada por situações como estas é um prejuízo para o dinheiro público, porque impede a eficiência do seu uso. Impede ou dificulta o resultado final do trabalho e o resultado final do trabalho é o que importa.
É culpa de quem? De ninguém em particular, mas de todos. Que tal todos participarmos da solução?
Outro exemplo: ganhamos verba para comprar um supercomputador há 14 meses. Todo o procedimento feito após a obtenção da verba foi correto. Aliás, foi mais correto e mais bem pensado do que a proposta anterior, feita seis meses antes e que resultou na aprovação da verba. O resultado final seria uma máquina duas vezes mais potente para a Universidade, pelo mesmo preço. Mas a burocracia não deixa sair por causa de uma lei aqui e outra ali. Vencidos os seis meses da burocracia interna, ficamos mais seis meses esperando que o órgão de fomento libere a modificação no processo. Mais seis meses. Neste ínterim, uma crise aumenta por demais a cotação do dólar. Tem que fazer as contas de novo para ver se o negócio ainda é viável... E o órgão de fomento não respondeu ainda... Centenas de milhares de Reais parados inutilmente e alguns pesquisadores perdendo os cabelos. Alunos perdendo oportunidade de formação e pesquisa parada. Quem é punido por todo o atraso gerado e pela inviabilização de projetos que dependiam daquele equipamento?

Mas, como disse o Júlio aí acima, o professor que só dá sua aulinha (e muitas vezes nem isso faz direito) e vai para casa ou jogar uma bolinha, não é cobrado por nada e o desgraçado costuma demorar mais ainda que nós para ter um enfarto! Por que será????
Que exemplo damos então para nossos alunos?  - Não se estresse! Não vale a pena trabalhar tanto!

Há muita coisa no texto do Professor Naomar que eu não concordo, mas este problema no fundo existe e diminui a capacidade de nossas Universidades trabalharem e alcançarem resultados melhores. Diminui a capacidade de o país fazer o melhor investimento que pode ser feito que é aquele em conhecimento. Deveria ser prioridade resolver este problema e não ficarmos aqui brigando para saber quem está mais errado.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Prezados,<br />
Há um péssimo hábito em nós, brasileiros, de não pararmos para assimilar que o outro, por mais que desconheça de nossas atribuições, também tem um pedaço da realidade e não é, necessariamente, o inimigo a ser vencido. Vamos baixar a bola um pouco.<br />
Há coisas corretas e importantes escritas aqui, tanto por quem defende maior liberdade aos professores-pesquisadores quanto aqueles que advogam a importância da fiscalização. Todos os dois lados estão corretos em seus princípios. Acontece que a execução da coisa está toda errada.<br />
Para começar, óbvio que é necessário haver controles e haver punições fortes para quem for pego criando prejuízo para o patrimônio público.<br />
Mas, se é assim, temos que equipar bem a Universidade de setores burocráticos que permitam-nos, por exemplo fazer rapidamente a importação de um equipamento necessário para uma pesquisa, sem precisar de fundações. Correto? Corretíssimo! Mas alguém determinou que o salário daquele funcionário em minha Universidade será de 700 Reais. Quando terminou o treinamento do primeiro que poderia fazer as coisas um pouco mais eficientemente, ele foi contratado por uma empresa qualquer pelo dobro do salário, e ficou barato. E este alguém do governo determinou péssimos salários aos funcionários e também que não é permitido dar adicional para quem trabalha em atividades críticas para fazer as coisas funcionarem e que seriam disputados pelo mercado.<br />
Isso é só um exemplo do porque que a coisa não anda como deveria.<br />
Somos o 15o país em produção de artigos científicos, o que não é pouco, então temos que dizer que há vários pesquisadores se esforçando e trabalhando para vaaler, e que , via de regra, a proximidade destes pesquisadores, mesmo quando não na sala de aula, é um dos grandes diferenciais da Universidade pública. Mas estamos, certamente, entre os últimos em termos de montarmos um sistema que funcione sem deixar os fiscalizadores achando-nos uns imbecis e sem deixar os pesquisadores loucos de raiva.<br />
Creio que temos que começar dos princípios básicos do que queremos para (e das) nossas Universidades. Produção científica cada vez mais consistente, extensão para transferir o conhecimento para sociedade e nível de ensino cada vez mais alto e eficiente.<br />
Um pesquisador não tem que saber que quando se adquire um software, por exemplo, este é contabilmente um item de prestação de serviços e não material permanente. Não me parece razoável que, se você conseguiu de outra forma este software e a sua próxima prioridade é um equipamento permanente, você fique com a verba parada, quando poderia ser utilizada para avançar seu trabalho, porque são duas rubricas diferentes. Não se trata de “torrar” dinheiro público, como muitos aí imaginam. Trata-se de tentar usar bem a verba que foi obtida com muito suor e trazer um resultado melhor. Ela está lá e não pode ser utilizada por uma questão infinitamente menos importante do que a falta que pode fazer aquele tal equipamento que não vai ser comprado.<br />
Não é uma nota, André. São varias notas, são vários detalhes que deveriam ser tratados por um setor eficiente, não por pesquisadores. \Mas o resultado tem que estar lá e, para isso, deveria ser possível que se os procedimentos são razoáveis eles possam ser céleres.<br />
Aí é que está. Em ciência, celeridade é importante!</p>
<p>A falta de eficiência gerada por situações como estas é um prejuízo para o dinheiro público, porque impede a eficiência do seu uso. Impede ou dificulta o resultado final do trabalho e o resultado final do trabalho é o que importa.<br />
É culpa de quem? De ninguém em particular, mas de todos. Que tal todos participarmos da solução?<br />
Outro exemplo: ganhamos verba para comprar um supercomputador há 14 meses. Todo o procedimento feito após a obtenção da verba foi correto. Aliás, foi mais correto e mais bem pensado do que a proposta anterior, feita seis meses antes e que resultou na aprovação da verba. O resultado final seria uma máquina duas vezes mais potente para a Universidade, pelo mesmo preço. Mas a burocracia não deixa sair por causa de uma lei aqui e outra ali. Vencidos os seis meses da burocracia interna, ficamos mais seis meses esperando que o órgão de fomento libere a modificação no processo. Mais seis meses. Neste ínterim, uma crise aumenta por demais a cotação do dólar. Tem que fazer as contas de novo para ver se o negócio ainda é viável&#8230; E o órgão de fomento não respondeu ainda&#8230; Centenas de milhares de Reais parados inutilmente e alguns pesquisadores perdendo os cabelos. Alunos perdendo oportunidade de formação e pesquisa parada. Quem é punido por todo o atraso gerado e pela inviabilização de projetos que dependiam daquele equipamento?</p>
<p>Mas, como disse o Júlio aí acima, o professor que só dá sua aulinha (e muitas vezes nem isso faz direito) e vai para casa ou jogar uma bolinha, não é cobrado por nada e o desgraçado costuma demorar mais ainda que nós para ter um enfarto! Por que será????<br />
Que exemplo damos então para nossos alunos?  &#8211; Não se estresse! Não vale a pena trabalhar tanto!</p>
<p>Há muita coisa no texto do Professor Naomar que eu não concordo, mas este problema no fundo existe e diminui a capacidade de nossas Universidades trabalharem e alcançarem resultados melhores. Diminui a capacidade de o país fazer o melhor investimento que pode ser feito que é aquele em conhecimento. Deveria ser prioridade resolver este problema e não ficarmos aqui brigando para saber quem está mais errado.</p>
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	</item>
	<item>
		<title>Por: Gesil Amarante</title>
		<link>http://colunistas.ig.com.br/luisnassif/2009/01/11/a-autonomia-universitaria/comment-page-3/#comment-482591</link>
		<dc:creator>Gesil Amarante</dc:creator>
		<pubDate>Tue, 13 Jan 2009 05:00:36 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://colunistas.ig.com.br/luisnassif/?p=15792#comment-482591</guid>
		<description>Pedro e Nassif,
Não foi não. Foi, se não me engano, o coordenador do curso de Medicina da UFBA, para explicar porque o curso dele levou nota baixa em avaliação.
Incrivelmente boçal o cara...</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Pedro e Nassif,<br />
Não foi não. Foi, se não me engano, o coordenador do curso de Medicina da UFBA, para explicar porque o curso dele levou nota baixa em avaliação.<br />
Incrivelmente boçal o cara&#8230;</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>Por: Jonas Julio</title>
		<link>http://colunistas.ig.com.br/luisnassif/2009/01/11/a-autonomia-universitaria/comment-page-3/#comment-482582</link>
		<dc:creator>Jonas Julio</dc:creator>
		<pubDate>Tue, 13 Jan 2009 05:00:31 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://colunistas.ig.com.br/luisnassif/?p=15792#comment-482582</guid>
		<description>&quot;Proibir que um formado numa universidade, seja na graduação ou na pós graduação, ensine nessa universidade, é uma prática que evita essa endogenia. Nessa situação, a escolha direta - isto é, fora de concurso público - pode ser um caminho. Mas, sempre, desde que haja avaliação competente e externa ao corporativismo.&quot;

O problema eh que nao ha massa critica no Brasil para a competicao dentro do pais gerar qualidade. Se um departamento de Harvard contrata mal, em pouco tempo existem 10 departamentos que podem passar na frente... No Brasil, se a USP contrata mal, provavelmente a USP ainda vai ser a melhor ou uma das 2 melhores no campo... Sem competicao, nao ha pressao para melhorar.

Entao a unica solucao eh levar a competicao para a esfera internacional. Para isso eh necessario ligar as recompensas (salarios, financiamento de pesquisa, verbas) aa performance relativa a benchmarks internacionais. Por exemplo, se o departamento de economia da USP conseguir X publicacoes mais que, digamos, a Universidade da Carolina do Norte, entao o CNPq aloca 5 milhoes de reais para o diretor do departamento distribuir. Por outro lado, se o departamento publicar menos que a Universidade do Alabama, corta-se 5 milhoes...

Agora, pode ter certeza, que no nosso Brasilzao que ama a mediocridade e odeia a responsabilidade por performance, tal sistema ou algo similar nao vai ser implementado. Mais facil o Corinthians jogar de verde.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>&#8220;Proibir que um formado numa universidade, seja na graduação ou na pós graduação, ensine nessa universidade, é uma prática que evita essa endogenia. Nessa situação, a escolha direta &#8211; isto é, fora de concurso público &#8211; pode ser um caminho. Mas, sempre, desde que haja avaliação competente e externa ao corporativismo.&#8221;</p>
<p>O problema eh que nao ha massa critica no Brasil para a competicao dentro do pais gerar qualidade. Se um departamento de Harvard contrata mal, em pouco tempo existem 10 departamentos que podem passar na frente&#8230; No Brasil, se a USP contrata mal, provavelmente a USP ainda vai ser a melhor ou uma das 2 melhores no campo&#8230; Sem competicao, nao ha pressao para melhorar.</p>
<p>Entao a unica solucao eh levar a competicao para a esfera internacional. Para isso eh necessario ligar as recompensas (salarios, financiamento de pesquisa, verbas) aa performance relativa a benchmarks internacionais. Por exemplo, se o departamento de economia da USP conseguir X publicacoes mais que, digamos, a Universidade da Carolina do Norte, entao o CNPq aloca 5 milhoes de reais para o diretor do departamento distribuir. Por outro lado, se o departamento publicar menos que a Universidade do Alabama, corta-se 5 milhoes&#8230;</p>
<p>Agora, pode ter certeza, que no nosso Brasilzao que ama a mediocridade e odeia a responsabilidade por performance, tal sistema ou algo similar nao vai ser implementado. Mais facil o Corinthians jogar de verde.</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>Por: Adriano De Bortoli</title>
		<link>http://colunistas.ig.com.br/luisnassif/2009/01/11/a-autonomia-universitaria/comment-page-3/#comment-482522</link>
		<dc:creator>Adriano De Bortoli</dc:creator>
		<pubDate>Tue, 13 Jan 2009 04:09:55 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://colunistas.ig.com.br/luisnassif/?p=15792#comment-482522</guid>
		<description>Discordo do argumento defendido pelo professor Julio de que as notas fiscais emperram a pesquisa científica.
Sou doutorando em Direito na UFSC e atualmente participo de um projeto com meu orientador e um colega de pós doutorado que é fomentado pelo CNPq.
Os recursos que foram disponibilizados para este projeto servem para compra de livros que deverão apoiar nosso grupo de pesquisa.
Fazemos a compra conforme os interesses já manifestados no projeto, independentemente de cotações, licitações ou outras exigências. Devemos, ao final, apresentar relatório e comprovantes das compras realizadas (notas fiscais ou recibos).
Não vejo como esses procedimentos, essencialmente burocráticos, possam impedir o desenvolvimento da pesquisa científica. Muito pelo contrário, eles permitem que os gastos realizados possam ser verificados para nenhuma lixeira eletrônica de R$ 2.000,00 tenha sido comprada no lugar dos livros.
O que me parece que acontece com os pesquisadores e grupos de pesquisa é a falta de planejamento das atividades, ausência de pessoal administrativo de apoio e acúmulo da tarefas para o responsável pelo projeto.
Nessas circunstâncias as notas fiscais são um verdadeiro inferno para quem se dedica à pesquisa.
Além disso, o desenvolvimento da pesquisa depende de que seja vantajoso para os pesquisadores trabalharem nela. 
Não tem sido raro encontrar colegas de outras áreas, mestres, doutores, que ingressam num curso de direito para fazer concurso pq as outras carreiras públicas para essa área remuneram cinco vezes mais do que um professor adjunto doutor recebe no início da carreira. E sem exigir a titulação acadêmica. Basta o bacharelado e três anos de estágio jurídico.
Não raro a quantidade de professores com dedicação exclusiva nos cursos de Direito das IES públicas seja muito pequena em relação a outras áreas.
Em relação aos concursos é bom lembrar que a CF exige que eles sejam de provas ou provas e títulos (art. 37, I e II). Nem se as Universidades fossem autônomas como as Agências Reguladoras e produzissem Resoluções tratando do assunto poderiam ignorar essa exigência constitucional, sob pena de serem consideradas inválidas pelo Judiciário.
Contudo, é possível sim reformular os concursos de docentes e traçar um perfil do futuro servidor que possa atender melhor o serviço público e afastar as igrejinhas. 
Os processos seletivos de alguns programas de pós graduação já estão experimentando novas formas que atendam ao devido processo legal, impessoalidade, finalidade pública.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Discordo do argumento defendido pelo professor Julio de que as notas fiscais emperram a pesquisa científica.<br />
Sou doutorando em Direito na UFSC e atualmente participo de um projeto com meu orientador e um colega de pós doutorado que é fomentado pelo CNPq.<br />
Os recursos que foram disponibilizados para este projeto servem para compra de livros que deverão apoiar nosso grupo de pesquisa.<br />
Fazemos a compra conforme os interesses já manifestados no projeto, independentemente de cotações, licitações ou outras exigências. Devemos, ao final, apresentar relatório e comprovantes das compras realizadas (notas fiscais ou recibos).<br />
Não vejo como esses procedimentos, essencialmente burocráticos, possam impedir o desenvolvimento da pesquisa científica. Muito pelo contrário, eles permitem que os gastos realizados possam ser verificados para nenhuma lixeira eletrônica de R$ 2.000,00 tenha sido comprada no lugar dos livros.<br />
O que me parece que acontece com os pesquisadores e grupos de pesquisa é a falta de planejamento das atividades, ausência de pessoal administrativo de apoio e acúmulo da tarefas para o responsável pelo projeto.<br />
Nessas circunstâncias as notas fiscais são um verdadeiro inferno para quem se dedica à pesquisa.<br />
Além disso, o desenvolvimento da pesquisa depende de que seja vantajoso para os pesquisadores trabalharem nela.<br />
Não tem sido raro encontrar colegas de outras áreas, mestres, doutores, que ingressam num curso de direito para fazer concurso pq as outras carreiras públicas para essa área remuneram cinco vezes mais do que um professor adjunto doutor recebe no início da carreira. E sem exigir a titulação acadêmica. Basta o bacharelado e três anos de estágio jurídico.<br />
Não raro a quantidade de professores com dedicação exclusiva nos cursos de Direito das IES públicas seja muito pequena em relação a outras áreas.<br />
Em relação aos concursos é bom lembrar que a CF exige que eles sejam de provas ou provas e títulos (art. 37, I e II). Nem se as Universidades fossem autônomas como as Agências Reguladoras e produzissem Resoluções tratando do assunto poderiam ignorar essa exigência constitucional, sob pena de serem consideradas inválidas pelo Judiciário.<br />
Contudo, é possível sim reformular os concursos de docentes e traçar um perfil do futuro servidor que possa atender melhor o serviço público e afastar as igrejinhas.<br />
Os processos seletivos de alguns programas de pós graduação já estão experimentando novas formas que atendam ao devido processo legal, impessoalidade, finalidade pública.</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>Por: Julio</title>
		<link>http://colunistas.ig.com.br/luisnassif/2009/01/11/a-autonomia-universitaria/comment-page-3/#comment-482432</link>
		<dc:creator>Julio</dc:creator>
		<pubDate>Tue, 13 Jan 2009 02:23:16 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://colunistas.ig.com.br/luisnassif/?p=15792#comment-482432</guid>
		<description>Tá bom André,

Assim você vai me convercer a só dar aulas.  O desenvolvimento científico do Brasil que se dane. Podemos comprar tudo feito fora. E com notas fiscais!</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Tá bom André,</p>
<p>Assim você vai me convercer a só dar aulas.  O desenvolvimento científico do Brasil que se dane. Podemos comprar tudo feito fora. E com notas fiscais!</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>Por: Andre Bittencourt</title>
		<link>http://colunistas.ig.com.br/luisnassif/2009/01/11/a-autonomia-universitaria/comment-page-3/#comment-482401</link>
		<dc:creator>Andre Bittencourt</dc:creator>
		<pubDate>Tue, 13 Jan 2009 02:15:44 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://colunistas.ig.com.br/luisnassif/?p=15792#comment-482401</guid>
		<description>Financiamento de pesquisa não é salário e por isso tem de prestar contas.  Pode ser chato e tomar tempo, mas todo mundo faz isso. A dona de casa pede que a empregada traga a Nota Fiscal das compras e devolva-lhe o trôco; o empresário pede ao Office-boy que traga os recibos dos depósitos e pagamentos feitos no banco. A indústria famacêutica exige prestação de contas dos médicos pesquisadores e por aí vai.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Financiamento de pesquisa não é salário e por isso tem de prestar contas.  Pode ser chato e tomar tempo, mas todo mundo faz isso. A dona de casa pede que a empregada traga a Nota Fiscal das compras e devolva-lhe o trôco; o empresário pede ao Office-boy que traga os recibos dos depósitos e pagamentos feitos no banco. A indústria famacêutica exige prestação de contas dos médicos pesquisadores e por aí vai.</p>
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		<title>Por: Andre Bittencourt</title>
		<link>http://colunistas.ig.com.br/luisnassif/2009/01/11/a-autonomia-universitaria/comment-page-3/#comment-482312</link>
		<dc:creator>Andre Bittencourt</dc:creator>
		<pubDate>Tue, 13 Jan 2009 01:39:29 +0000</pubDate>
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		<description>Bruno,

Você disse que “a nossa mentalidade cartorial não deixa que os recursos para pesquisa sejam geridos pelos próprios grupos de pesquisa, como acontece nos EUA e na Europa. Lá os grupos decidem se o dinheiro será gasto com custeio ou material de consumo”.

Aqui também é assim. São os gestores da Universidade que elabora a proposta orçamentária da instituição, fazem o detalhamento dos créditos aprovados na Lei Orçamentária e requisitam e contratam os bens e seviços necessários para as suas atividades. E mais, com relação aos projetos de pesquisa acadêmica realizados por meio de Convênios, os orçamentos também são elaborados pelos pesquisadores envolvidos.

Já quando você diz que no Brasil reina a impunidade e os processos administrativos são morosos, eu concordo com você. Um exemplo é o Processo Administrativo contra o Maurício Marinho (aquele dos Correios, filmado recebendo propina), que levou mais de um ano para ser concluído. O processo judicial ainda vai rolar por muitos anos e o dinheiro desviado dificilmente será recuperado. Mas isso só reforça a necessidade de medidas preventivas, já que não é possível se remediar os estragos. 

Sobre &quot;as rubricas rígidas&quot; transformarem &quot;o pagamento de uma simples poltrona em um inferno contábil”, só posso imaginar duas situações em que isso aconteça:

- Compra de móvel com suprimento de fundos (adiantamento ou caixa pequeno, em empresas privadas), mesmo não sendo permitido. Quem toma conhecimento dessa modalidade de pagamento, também sabe dessa proibição;

- Compra de móvel não orçada no Plano de Trabalho do Projeto. Se não foi orçada é porque não era necessária, a menos que o orçamento tenha sido mal elaborado. Necessidades supervenientes são justificativas para alterações em projetos e o financiador tem o direito de conhecê-las.

E não há nada de &quot;pernicioso&quot; em desmentir a afirmação do Reitor da UFBA de que “é proibido mudar rubricas de custeio”. Você mesmo reconhece que é possível, embora reclame irônicamente da burocracia do processo. Teria sido mais interessante descrever os entraves para a realização das alterações.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Bruno,</p>
<p>Você disse que “a nossa mentalidade cartorial não deixa que os recursos para pesquisa sejam geridos pelos próprios grupos de pesquisa, como acontece nos EUA e na Europa. Lá os grupos decidem se o dinheiro será gasto com custeio ou material de consumo”.</p>
<p>Aqui também é assim. São os gestores da Universidade que elabora a proposta orçamentária da instituição, fazem o detalhamento dos créditos aprovados na Lei Orçamentária e requisitam e contratam os bens e seviços necessários para as suas atividades. E mais, com relação aos projetos de pesquisa acadêmica realizados por meio de Convênios, os orçamentos também são elaborados pelos pesquisadores envolvidos.</p>
<p>Já quando você diz que no Brasil reina a impunidade e os processos administrativos são morosos, eu concordo com você. Um exemplo é o Processo Administrativo contra o Maurício Marinho (aquele dos Correios, filmado recebendo propina), que levou mais de um ano para ser concluído. O processo judicial ainda vai rolar por muitos anos e o dinheiro desviado dificilmente será recuperado. Mas isso só reforça a necessidade de medidas preventivas, já que não é possível se remediar os estragos. </p>
<p>Sobre &#8220;as rubricas rígidas&#8221; transformarem &#8220;o pagamento de uma simples poltrona em um inferno contábil”, só posso imaginar duas situações em que isso aconteça:</p>
<p>- Compra de móvel com suprimento de fundos (adiantamento ou caixa pequeno, em empresas privadas), mesmo não sendo permitido. Quem toma conhecimento dessa modalidade de pagamento, também sabe dessa proibição;</p>
<p>- Compra de móvel não orçada no Plano de Trabalho do Projeto. Se não foi orçada é porque não era necessária, a menos que o orçamento tenha sido mal elaborado. Necessidades supervenientes são justificativas para alterações em projetos e o financiador tem o direito de conhecê-las.</p>
<p>E não há nada de &#8220;pernicioso&#8221; em desmentir a afirmação do Reitor da UFBA de que “é proibido mudar rubricas de custeio”. Você mesmo reconhece que é possível, embora reclame irônicamente da burocracia do processo. Teria sido mais interessante descrever os entraves para a realização das alterações.</p>
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