11/01/2009 - 20:25
Essa história de Minas trabalhar em silêncio está virando compulsão. Neste final de semana, soube por uma amiga do Festival Música da Montanha em Poços de Caldas, 10a Edição.
Na sexta, foi na Urca, a mesma Urca construída por Walther Moreira Salles nos anos 1940, que era administrada pelo mesmo pessoal da Urca do Rio.
Nos anos 60, a Urca abrigava a Semana do Estudante, cinco dias de pauleira pura entre o pessoal do Pelicano, Marista, São Domingos e Jesus Maria José.
Agora, na Urca na sexta, no Paláce Cassino, no sábado, o que assisti foi de me deixar de queixo caído. Jamais imaginei um evento de tal qualidade em Poços. São mais de mil alunos de todo o país, professores das melhores orquestras, parceria com Universidades americanas – cada ano, são selecionados dez alunos para receberem bolsa de estudo.
A base é a Orquestra Sinfônica, formada por alunos e professores. Mas há também a formação de Orquestra de Cordas, Camerata Clássica, Banda Sinfônica, Coral Sinfônico, Grande Coral e Coral Infantil.
Na sexta, a apresentação da Sinfônica – regida pelo Maestro Jean Reis, o coordenador artístico do evento – foi extraordinária. Aquela rapaziada bonita, tipos físicos de todas as regiões e raças, numa afinação inacreditável para quem teve uma semana de ensaios. E ainda contou com o brilho da soprano Maryanna Kyle.
No sábado, o maestro americano Jay Dean, em uma interpretação memorável de Mahler e Berstein.
E eu aqui queixando da falta de vida cultural no interior.
Digo a vocês: o Festival é superior ao de Campos do Jordão. Falta apenas parar de trabalhar em silêncio.
Quem quiser aproveitar, o festival vai até sábado que vem. Vale a pena assistir o Festival e passear na cidade.
Clique aqui para maiores informações:
http://www.festivalmusicanasmontanhas.com.br/
E
Autor: luisnassif - Categoria(s): Erudita Brasileira, Fora de Pauta, Música
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11/01/2009 - 16:56
Da Folha
TENDÊNCIAS/DEBATES
Universidade: perversões da autonomia
NAOMAR DE ALMEIDA FILHO
A RIGOR , o termo autonomia significa capacidade de definir as próprias normas. Em uso corrente, inclui o sentido de autarquia ou capacidade de autogoverno.
Para avaliar objetivamente a questão da autonomia universitária, consideremos dois planos articulados: administrativo e acadêmico.
No plano administrativo, as universidades federais encontram-se travadas por aparato normativo que compromete tanto a missão acadêmica de formar com qualidade quanto o dever de buscar eficiência e economicidade como instituição pública.
Rápidos exemplos triviais. Para atividades de ensino e pesquisa, precisamos de bens de melhor qualidade e serviços mais criativos, pertinentes e competentes, quase nunca baratos.
Porém, segundo a lei de licitações, somos obrigados a contratar pelo menor preço.
Na UFBA (Universidade Federal da Bahia), seis meses de conta de água bastariam para substituir todo o obsoleto sistema hidráulico dos campi, reduzindo o consumo em até 40%.
Não obstante, é proibido mudar rubricas de custeio porque o Orçamento da União é prefixado.
Em qualquer caso, inútil economizar, porque todo o montante poupado tem de ser, ao final do exercício, recolhido ao Tesouro Nacional.
Diligentemente, órgãos de controle externo nos têm auditado. O TCU (Tribunal de Contas da União), aplicando a lei, tem punido dirigentes universitários por irregularidades supostas em procedimentos que, o mais das vezes, visam a viabilizar a gestão universitária.
No plano acadêmico, a universidade se engana, e aparentemente gosta, ao pretender-se autônoma. De fato, longe estamos da mítica autonomia universitária.
Submetidos à crescente judicialização da sociedade, concursos docentes, processos seletivos, transferências e matrículas obedecem a leis e regras mais cartoriais que acadêmicas.
Projetos pedagógicos seguem, na minúcia, diretrizes curriculares estabelecidas por órgãos externos de regulação, influenciados por interesses corporativos e mercadológicos.
Linhas de pesquisa contemplam prioridades definidas por agências de fomento; programas de extensão respondem a demandas ou determinações de organismos governamentais, não-governamentais e empresariais.
A autonomia universitária nos é garantida pelo artigo 207 da Constituição Federal. Então, por que não recebemos orçamento global, definido por metas e planos?
Por que nosso quadro docente e de servidores obedece a regras do serviço público, quiçá adequadas a repartições burocráticas, porém flagrantemente contraditórias com o mandato da inovação acadêmica?
Por que nossos conselhos de gestão não têm autonomia para gerir patrimônio, custeio e receita?
Por que nossos conselhos acadêmicos têm que seguir diretrizes e regulamentos de corporações e conselhos?
Por que nossos conselhos curadores, reforçados com representação da sociedade, não poderiam fiscalizar operação, orçamentos e prestações de contas?
Por que povo e governo não nos cobram transparência, competência, desempenho e qualidade em vez de mera capacidade de seguir regras de controle e normas burocráticas?
O conceito de autonomia da universidade articula meios e fins. Como sua missão é socialmente referenciada, penso que a autonomia dos fins deve ser relativa, com participação e controle social na definição de metas e finalidades. Porém, para cumprir de modo competente seu mandato histórico, a universidade precisa gerir processos institucionais com autonomia plena dos meios.
A universidade brasileira perverte o conceito de autonomia. Onde precisa, não exerce autonomia, pois, em seu cotidiano, a gestão dos meios segue pautas extrainstitucionais e obedece a marcos heterônomos.
Entretanto, docentes e dirigentes reivindicam autonomia dos fins. Tal posição tem justificado, por exemplo, rechaçar políticas de ações afirmativas e inclusão social, o que pouco contribui para tornar mais justa a sociedade que abriga, sustenta e legitima a universidade.
Na atual conjuntura nacional, rica em oportunidades e desafios, pode a defesa da autonomia justificar conservadorismo social, imobilismo institucional e ranço acadêmico? Penso que não.
Immanuel Kant, propondo destradicionalizar a universidade mediante experimentação de novas formas de pensar e agir, propôs a audácia como consigna da autonomia universitária.
Seguindo o grande filósofo, defendo o conceito de autonomia somente como ousadia histórica, jamais para manter a velha universidade elitista, alienada e anacrônica, sempre para transformar e reinventar a vida.
NAOMAR DE ALMEIDA FILHO, 56, doutor em epidemiologia, pesquisador do CNPq, é professor titular do Instituto de Saúde Coletiva e reitor da UFBA (Universidade Federal da Bahia).
Autor: luisnassif - Categoria(s): Universidade
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11/01/2009 - 16:38
O GVO, ou Global Voices, é um site com jornalistas do mundo inteiro empenhados em apresentar visões alternativas à da grande mídia.
No dia 29 de dezembro, Aysesha Saldanha escreveu uma reportagem sobre blogs palestinos descrevendo o clima em Gaza. (clique aqui)
Na edição de 5 de janeiro, a revista Veja publicou a reportagem “Blogueiros narram drama da guerra em Gaza”, chupando integralmente as informações do GVO. (clique aqui)
A matéria saiu assinada por um jornalista da Veja. Não foi dado crédito ao autor da pesquisa, menos ainda ao site GVO.
Integrantes do GVO pedem que se divulgue esse episódio, de uma revista comercial de alta tiragem se apropriando do trabalho de voluntários.
Autor: luisnassif - Categoria(s): Blogs, Mídia
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11/01/2009 - 15:57
Por Edmar Roberto Prandini
É perfeitamente compreensível o descrédito que se abate sobre todos acerca do papel da ONU, especialmente de seu Conselho de Segurança.
Entretanto, apesar de todos os limites, a ONU é a única instância de “governança” mundial com alguma legitimidade. Se não for através dessa estrutura já constituída e aceita pela maioria dos países, que instância teríamos para buscar agregar novos papéis, em busca de ampliar a coordenação de ações entre os governos?
Apesar dos pesares, a ONU simboliza anseios que merecem receber nosso apoio e que precisam ser sempre redivivos. Neste sentido, o desafio consiste em fortalecer e democratizar a ONU, aumentando a importância dos países pobres. Não se deve desqualificar ou deslegitimar uma organização cuja construção representou historicamente uma engenharia institucional complexíssima e a condensação de valores dos mais nobres.
Em torno dela, buscando seu fortalecimento e democratização, repito, é que poderemos prosseguir buscando instrumentos políticos de contenção da força. A imperfeição do modelo do Conselho de Segurança deve ser combatida com esforços por seu aperfeiçoamento, não seu desprestígio. Devemos considerar, por exemplo, que em casos diversos, o Conselho de Segurança emitiu deliberações que foram desobedecidas por aqueles países ou coalizões que pretenderam manter-se em guerra. A inexistência do Conselho daria a tais governos o ar de,legitimidade, além de poder. Se, em função da força militar, poder possuem, não gozam entretanto de legitimidade e, podem ser julgados por isso.
Autor: luisnassif - Categoria(s): Internacional, Novo Mundo
Tags: ONU
11/01/2009 - 10:07
Do Estadão
Alemanha quer a criação de Conselho Econômico da ONU
Merkel e Sarkozy discutem propostas para reformular o sistema financeiro mundial, que serão levadas ao G-20
Andrei Netto, PARIS
A chanceler alemã, Angela Merkel, propôs ontem, em Paris, com a anuência do governo francês, a criação do Conselho Econômico das Nações Unidas, um órgão com o mesmo status do Conselho de Segurança. A proposta seria completada por um documento “universal”, a Declaração por uma Economia Racional de Longo Prazo, que nortearia a regulação dos mercados financeiros, das taxas de juros e das políticas monetárias de todo o mundo. O projeto é uma prévia da proposta que a União Europeia levará à reunião do G-20, marcada para 2 de abril, em Londres.
http://www.estadao.com.br/estadaodehoje/20090109/not_imp304570,0.php
Autor: luisnassif - Categoria(s): Novo Modelo
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