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09/01/2009 - 13:14

Os EUA derretem

Por Marcos Doniseti

Nassif, o desemprego disparou nos EUA em 2006.

Notícia:

EUA: nº de vagas fechadas em 2008 é o maior desde 1945

A taxa de desemprego dos Estados Unidos subiu para o seu maior patamar em quase 16 anos em dezembro, à medida que o aprofundamento da recessão econômica forçou as companhias a cortarem mais de meio milhão de postos de trabalho. O corte total de postos de trabalho em 2008 foi de 2,6 milhões, maior número desde a queda de 2,75 milhões em 1945

Autor: luisnassif - Categoria(s): Crise Tags: ,

27 comentários para “Os EUA derretem”

  1. Edmar Roberto Prandini disse:

    Durante o ano de 2008, o tema da redução da jornada de trabalho voltou à agenda do movimento sindical. Na medida em que crescia o ritmo da produção, as centrais sindicais apontaram para as vantagens que a redução da jornada poderia ter em acelerar o crescimento do ritmo de abertura de vagas. Como a produtividade vem crescendo bastante, creio que a medida, se adotada agora, poderia contribuir muito para reduzir a produção excessiva, em tempos de estiagem de crédito internacional, e evitar o aumento das taxas de desemprego que afetam o mercado interno, único porto seguro, por enquanto, para a manutenção da atividade econômica.

    É hora de todos ingressarmos na mobilização pela redução da jornada de trabalho.

  2. Alexandre Fabian disse:

    Isto é próprio do modelo economico adotado nos EUA: qdo esta bem, esta muito bem… qdo piora, piora tb bem…. normal para a fase q estao passando.
    Não é o final de nenhum ciclo. Daqui dois anos estarao por cima de novo.

  3. Ale AR disse:

    A taxa oficial de desemprego é também conhecida como U3. A U6 mede além do desemprego oficial, os empregados parciais por motivos económicos. A U6 divulgada hoje foi de 13,5%. É de se esperar que a U3 chegue a 9%, é a U6 a 15%. Isso, no meio de uma contração do PIB, uma queda de 50% no valor das ações, taxa de inflação negativa e salários estagnados, configura mais do que uma sinples recessão, uma depressão.

  4. Andre Araujo disse:

    Um outro olhar : depois de tres semanas nos EUA. A crise existe mas não é linear. O desmprego de 7,2% nos EUA é um recorde mas nos estamos no Brasil (pesquisa Fundação Seade) com 12,8% nas 13 regiões metropolitanas, um otimo resultado para desembro/2008, contra mais de 14% em 2007. Restaurantes de Dallas, de 2ª a domingo, lotados com espera mesmo para quem fez reserva. Das 500 corporações da Lista FORTUNE, 80 estão com desequilibrios financeiros, 6 em situação critica (entre as quais tres montadores, uma de autopeças e duas de aviação) mas 420 estão capitalizadas e não dependem de financiamento. A Exxon Mobil está com US$415 bilhões em caixa. A elte das corporações não financeiras, Procter & Gamble, IBM, Johnson & Johnson, Pfizer, Eli Lilly, Caterpilllar, Kraft Foods, Chevron, Coca Cola, Microsoft, não estão derretendo e nem quebrando, estão atoladas em liquidez. Na Florida os parques estão entupidos de gente, falta carro para alugar.
    Mesmo com 11 milhões de desempregados, falta muito para derreter.
    É claro que a crise existe mas a mídia, que é 90% Democrata, pinta o quadro o mais tétrico possivel para levantar a bola para o novo Presidente cortar e sair como salvador. Há tambem pressão de setores para conseguir apoio governamental, pintando um quadro mais negativo do que a realidade.
    Não se esperam milagres de Obama mas a economia americana costuma se recuperar de forma rápida, é uma especie de locomotiva que para mas acelera e pega velocidade em menos tempo do que a economia europeia ou japonesa porque não tem as camisas de força da legislação trabalhista e os sindicatos estão enfraquecidos. Em 1939 a economia americana estava com um desemprego residual da Grande Depressão em torno de 12%. Dois anos depois, já na Guerra, o desemprego era zero.
    De 1897 a 1982 foram sete grandes crises, é uma economia yo-yo, tipo gangorra, sobe e desce com muita rapidez. Já japoneses levaram quinze anos para sair da recessão e os europeus levam décadas.
    Essa é uma crise que não comporta analises simplistas.

  5. Francisco Belo disse:

    Prezado Marcos Doniseti,

    Gostei bastante de sua análise. Uma dúvida que tenho é a respeito da indústria de guerra. Um dos ganhos do passado era que ela também era indutor de tecnologia. Hoje, com as simulações computacionais, parece que não é mais assim. A guerra do Iraque, para o americano em geral, é um grande prejuizo.

    Atenciosamente

    Francisco Belo

    P.S. Sobre as Guerras, parece que não existe neste século, até pela complexidade, uma figura com a dimensão de Bertrand Russel, que mesmo durante a guerra fria, sem ideologias, lutou bravamente contra as mesmas. Aí surge uma boa surpresa: os adolescentes de Isarel mostrado acima.

  6. LN
    desculpe a ignorância, mas o percentual de desemprego de um país é relativo a que? Ao número de habitantes profissionalmente ativos?
    abc
    zeh

    Isso. O termo técnico é População Economicamente Ativa (PEA).

  7. Edson disse:

    Paulinho . . . . . a gente tem que aturar cada malaaaaa . . . . e nao cassaram o cara . . . . . .

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