A complacência com derivativos
Da BBC
Lula foi complacente com a crise global, diz ‘FT’
Otimismo latino-americano com a economia foi prematuro, sugere FT
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva foi complacente ao lidar com os primeiros estágios da crise econômica global, que chegou à América Latina – e ao Brasil -, diz reportagem desta sexta-feira do jornal britânico Financial Times.
Segundo o diário britânico, a crise está frustrando o otimismo que existia no continente até poucos meses atrás de que conseguiria escapar do pior.
Em artigo intitulado “Going South” (”Piorando”, em tradução livre), o jornal, especializado em finanças, lembra que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse em setembro que a crise era do presidente americano George W. Bush.
“(Mas) agora ela é de Lula da Silva”, afirma. E o FT diz que “a produção industrial do país caiu 6,2% no ano até novembro, segundo números anunciados nesta semana – a queda mais acentuada da produção desde dezembro de 2001″.
A produção caiu 6,2% em relação ao mês anterior, e não no ano. O que ele define como “complacência” brasileira?
Uma dessas “fraquezas no Brasil e no México”, diz o FT, “foi uma série de contratos falhos de derivativos que as empresas assumiram juntamente com um grupo de bancos de investimento.”
“Isso as deixou desesperadas em busca de dólares, colocando o real brasileiro e o peso mexicano em queda acentuada em outubro.”
Meses antes do estouro da bolha, vários analistas – incluindo o Blog – alertavam para a bomba de efeito retardado o jogo da apreciação do câmbio e do swap reverso do BC.
Por Elde
Nassif, acho que li um post seu onde isso não dava para conclusões… ainda…
Autor: luisnassif - Categoria(s): Crise, Economia Tags: BC, derivativos, swap reversoResposta: De 3 de junho de 2008 (antes, portanto, da explosão do câmbio)
http://www.projetobr.com.br/web/blog?entryId=7680
Quando os juros aumentam, o BC perde nas duas pontas: nos contratos de câmbio que compra e nos contratos de juros que vende. Por isso mesmo, vender “swap reverso” em um período de elevação de juros é crime contra o patrimônio público.
(…) Suponha-se a situação inversa: uma crise cambial que provocasse uma enorme desvalorização do real. Pelas quantias envolvidas no “swap cambial” haveria o risco concreto de uma crise sistêmica, obrigando o BC a intervir no mercado para salvar as instituições. O BC está agente de criação de futuros riscos sistêmicos.


Nassif, é isso que o Roberto SP, transcreveu do Estadão, que eu acredito ser o espaço do Brasil, no curto prazo, infraestrutura, que tambem é dsenvolvimento do mercado interno.
Agora, como já comentei uma vez e foi dito, tem que haver entendimento entre governo e empresários, sem ressentimentos e interesses políticos, pois todos estão no mesmo barco .
Olha a Votorantim, na hora que “a porca torce o rabo”, eles esquecem interesses partidários e com milhões de motivos, verdadeiros ou não, correm logo para o auxílio do governo, então quando suas empresas estiverem bem, pelo menos não “inventem” razões para aumentar preços e provocar inflação. O futuro, se planta agora, olha os EUA colhendo o passado.Sdc