O guardião do mercado
Por JOAO DA ROCHA
Concordo plenamente com o pensamento de Fernando Cardim, da UFRJ, na entrevista de hoje, no Valor Economico. O Banco Central tem que entender que o seu papel é de defensor da moeda e não dos especuladores, como vem agindo até hoje e o Tesouro desviando recursos para o capital volátil improdutivo e esquecendo as prioridades nacionais.” (clique aqui)
Valor: O BC deve atuar mais pesadamente no câmbio, para evitar uma desvalorização exagerada?
Cardim: Eu tenho defendido o controle de capitais há muitos anos, inclusive nos períodos em que a inundação de aplicações em busca dos juros que o BC oferecia gentilmente parecia satisfazer a todos. O BC não deveria queimar reservas para permitir saída de capitais a níveis mais baixos, nem permitir que a volatilidade implique custos importantes para a economia real, mas, sim, criar dificuldades para essas saídas, especialmente de residentes.
Valor: Fazer isso num momento de escassez de recursos externos não diminuiria ainda mais o fluxo de dinheiro estrangeiro?
Cardim: É uma preocupação válida, mas controles não se aplicam indiscriminadamente. Eu proponho controles de saída razoavelmente drásticos com relação ao capital de residentes, como foi da tradição brasileira até que isso começasse a ser desmontado pela equipe de FHC. Quanto aos não-residentes, os controles deveriam ser de entrada, o que, no momento, não é um problema, mas voltará a ser quando as coisas se normalizarem. Controles devem incidir principalmente sobre entradas para carteira [renda fixa e ações], não necessariamente para investimentos diretos. Apesar do discurso de economistas de bancos, que sugere que as diversas modalidades são solidárias entre si, a experiência mostra que, ao contrário, investidores aproveitam as oportunidades que lhes são oferecidas. Investidores diretos e em carteira não são os mesmos grupos. É possível discriminar entre eles. (SL)
Por Fernando Gomes
Estadão de hoje, B-4:
“Até banqueiro pede redução de juros – avaliação foi unânime entre representantes de empresas e de bancos na reunião com Mantega e Meirelles. O presidente do Bradesco, Marcio Cypriano defendeu ontem a antecipação da reunião do Conselho de Política Monetária (do Banco Central), marcada para os dias 20 e 21, para que os juros possam cair mais rapidamente… Meirelles não demonstrou o menor entusiasmo com a proposta… Meirelles disse respeitar as críticas, mas defendeu a política monetária, dizendo que ela, até agora, tem se mostrado bem-sucedida: ‘se acertamos no passado, tenho fé que vamos continuar acertando’, disse Meirelles…. ‘Aconteceu um milagre’ (disse um empresário ao se referir ao fato de TODOS na reunião, menos Meirelles, pedirem a redução dos juros.”
Nassif,
A Política Monetária do Brasil agora virou uma questão de fé. Só falta o tarô e jogar búzios.
Imaginemos o BC cortar míseros 0,5% dia 21′.01 e só 45 dias depois mais 0,5%. A vaca já estará no brejo até os chifres. Tudo pelo capricho de um presidente xiita do BC.


Eita, nóis, como falamos aqui em Poços de Caldas….. quero ver, agora, onde vamos meter tanta cara de economistas que a vida inteira se vestiram de Mandrake. ….Era fácil, né?…misturavam o passado com o futuro, faziam lá uns prognosticozinhos e “vamo que vamo”….Diante dessa incógnita toda, adivinhem alguma coisa, por favor, senão vai ficar muito chato….
A quem pensam enganar?
Carlos Chagas – Tribuna da Imprensa
BRASÍLIA – Nos idos do governo Garrastazu Médici, aquele do “milagre brasileiro”, era proibido divulgar que a inflação havia ultrapassado 12% ao ano. Implacável, a censura impunha o patamar máximo e quem o ultrapassasse era processado pela Lei de Segurança Nacional. O diabo era quando o cidadão comum ia à feira ou ao supermercado, porque os preços se multiplicavam. No início dos anos setenta, a inflação real encostava-se aos 40%, mas como seria preso por subversão quem protestasse, o remédio foi durante muito tempo aceitar os índices oficiais.
O tempo passou, a censura também, mas a moda pegou, ainda que mais sofisticada. Ninguém será processado e preso por contestar a informação do governo de que a inflação beira os 4%. Pelo contrário, a popularidade de Lula torna esse percentual verdade absoluta.
Só que tem um problema: quem faz compras toda semana sente a diferença. Do feijão ao tomate, da manteiga ao sabão, em um ano tudo dobrou de preço. Só os salários não sobem, depois da desindexação canhestra promovida desde o governo do sociólogo. Contestarão os economistas ser necessário tirar a média de tudo, porque, afinal, o uísque importado até caiu, assim como os perfumes franceses, os carros zero quilômetro e o caviar.
Estamos sendo enganados pelo governo dos trabalhadores, como fomos pelo governo dos generais. Claro que sem constrangimentos nem risco à nossa saúde, mas o resultado é o mesmo. Como idêntico parece o comportamento da mídia, exaltando os números fajutos dos detentores do poder. Apesar de tudo, prevalecerá a natureza das coisas, ou dos produtos à venda nas prateleiras.
Sinceramente, controle de câmbio é uma bobagem. Coisa de anos 40.
O problema é na BMF com dólar futuro. Especuladores brasileiros tupiniquins.
Discordo de tudo do Bacen do Meirelles, mas centralizar câmbio e outras, já vimos isto e não deu certo.
O X são os juros brasileiros, incompatíveis com o momento atual do Brasil e do Mundo. Coisa simples de resolver, numa canetada e autoridade presidencial.
O generais romanos gostavam de citar uma máxima estratégica: Em situações de extrema adversidade, quando você está cercado por todos os lados e em situação de fragilidade, é preciso ser o mais ousado possível.
Não adianta reunião extraordinária do Copon e coisa que o valha, tem de inovar prá valer e peitar os poderes constituídos. A situação é de extrema emergência.
Sugiro a criação de áreas de desenvolvimento comercial/industrial em diversos pontos do pais, umas 300 com 100 hectares cada. O regime jurídico e tributário seria especial, o mais simplificado possível, assim brasileiros e estrangeiros que quisessem trabalhar e empreender teriam o seu mister facilitado.
Foi mais ou menos o que a China fez, mas agora tem de ser mais radical.
Se não tentar , depois vai se arrepender.
Grande ideia, controle de capitais!!!!! Assim ninguem conseguiria tirar o capital do país. Genial!!!
Só uns pequenos detalhes que nem valem a pena falar: Será que o investidor extrangeiro continuaria investindo num pais que não deixa esse dinheiro sair quando ele mais precisa? Será que um pais com baixa poupança historica consegue investir sem capital externo?
Mas porque se prender a detalhes…
A propósito de mamatas.
Até a alguns dias eu sabia que quando alguém perde outro ganhou. A “grana” só troca de mãos. Sabia?
Passei alguns dias no litoral e num almoço, com familiares do marido de nossa sobrinha, uma criatura fez o comentário de que estaria ganhando bom dinheiro na bolsa. E eu meio incrédulo… É?!. “Sim compro na baixa vendo na alta…”.Até aí “morreu o Neves”. E a novidade (pra mim): o cara vendia ações que não tinha; algo com opção de recompra.
Mas recompra de que? Fui salvo. Parentes chegaram e a conversa derivou para outras plagas.
Bem, como não passei atestado lá para pouco mais de dúzia de pessoas, resolvi passar aqui, para algumas dúzias de milhares. Por favor, alguém traga a luz e me convença que isto não é especular e que isto não piora o estado das coisas.
Quase esqueço, minha sobrinha passou aqui ontem vinda da praia e disse que a criatura, o tal das “aplicações”, passava os dias enfrente a dois(2) notebooks, operando como se estivesse frente ao tabuleiro de xadrez jogando com pretas e brancas. O cara leva as últimas à ”lei de Gerson”.
“Você acha que para quem vem investir a longo prazo no país, interessa a volatilidade do câmbio?”
” Finalmente, capital volátil nunca foi garantia de aumento do investimento em nenhum país.”
Investimento de longo prazo não é sinonimo de investimento sem liquidez. Um investimento de curto prazo po de se tornar de longo prazo e vice-versa
“Controles devem incidir principalmente sobre entradas para carteira [renda fixa e ações],”
Ah é, e pq? Quanto geram as operações na Bovespa, BMF e DTVMs? Qts empregos há diretamente ligados a esta instituiçoes? Ele prefere ADRs e emissão de dívida externa? Já sei, ele é um saudosista, gostava mesmo do esqueminha BVRJ e tal.
“Eu proponho controles de saída razoavelmente drásticos com relação ao capital de residentes, como foi da tradição brasileira…”
pois é, um saudosista.
Novamente, qual o motivo?
quais as evidencias ele tem para apresentar de que isso é bom?
Caro Nassif
Quando podemos identificar os investidores dos especuladores?! As noticias geralmetne comentam de fuga de investidores. Tenho cá minhas dúvidas sobre o que está ocorrendo.
Saudações
Avelino
Nassif,
e a historinha que não podemos crecer mais que 3% ao ano pois o inflação seria da epoca do Sarney? Estamos a 5% e não vi isto acontecer…. Juros X crecimento, porque não falam mais no tal do PIB potencial?
Prezado Nassif,
Não sou economista e não tenho embasamento teórico para debater em profundidade com seus leitores mais capacitados. O meu sentimento, entretanto, é de que ter controle de entrada e saída de capitais é uma questão de bom senso, evitando estas constantes oscilações de taxa cambial que nós empresários enfrentamos no Brasil.
Conheço e lido com empresas que têm boas gestões, fabricam produtos de qualidade, investiram em modernização de seus parques produtivos e, no entanto, tiveram resultados pífios em 2008 pela valorização do real desde o final de 2007.
Não há eficiência, competência, qualidade, volume de produção que aguente preços de venda desfavoráveis. E neste mundo globalizado, os preços internacionais servem de balizamento para muitos dos preços internos.
A taxa de câmbio é um parâmetro tão importante em nossas vidas que é inaceitável que ela possa variar tanto e de forma tão imprevisível. Especialmente, quando quem mais se beneficia destas flutuações são os que passam mais longe dos setores produtivos.
Ao anarquista : o qu ejustifica juros pagos tão favoráveis, oferecidos por um governo à banca, é a certeza de que não há banca que aceite títulos de validade duvidosa com lucro(risco) baixo. Espera prá ver a evolução do quadro eleitoral e , num rompante , a HH surgir como favorita.Ao Rob SP : É certo que … o inferno da recessão, do desemprego, E ESQUECESTE DA INFLAÇÃO ?
Veja: o governo baixou a aliquota do IPI, os carros cairam de preço. Vendeu-se o estoque, certo ? mas a fábrica precisa continuar… Então , 1º demite um pouco prá se ajustar, OK ?!
2º mede-se os novos níveis de produção necessária a atender o mercado comprador. Daí , apura-se o CUSTO da fábrica e divide-se por essa capacidade de vendas. Resultado ? Aumento no valor unitário do produto final. É isso o que as revendas já estão fazendo. Se não há quem compre, tem que ganhar o suficiente em cima de poucas vendas.
Sempre foi assim a economia de mercado, é isso mesmo ?
LN, poderia coletar dados dos seus arquivos/fontes para nós, por favor ?
1) quanto o bradesco tem em títulos do governo ? central + tesouro + tudo ?
2) quanto é o valor da carteira de empréstimos + financiamento do Bradesco ?
3) Prematuramente, quanto o Bradesco lucrou em 2008 estimado ?
Já escutei entrevista do Sr. Cipriano na qual ele disse que o banco é uma das instituições de melhor fomento social. Argumentou, com razão, que emprega XXX mihares de pessoas e que tem lucro de R$ ?? Bi, entretanto, se demitisse todos os funcionários e formasse um pequeno escritório com 5 ou 10 pessoas e comprasse com o capital + patrimonio do banco , somente titulos do governo , o Banco teria maior ganho.
Triste verdade !! Afinal , MC não tem culpa do governo gastar demais e ter que pedir emprestado
Luis Nassif
Eu tenho feito o meu esforço para demonstrar que o Banco Central no Brasil (E talvez em qualquer país sério do mundo) não é autônomo. São muitos os meus escritos nesse sentido. Sou blogueiro diletante. Faço isso pelo prazer, pois redigir para mim é um exercício de aprendizado e aprender, dá-me prazer. E também por pretensão. Há uma só coisa que eu penso saber mais que quase todo mundo: sobre tributação e uma que penso saber menos que quase todo mundo: sobre música. Os outros assuntos sei pelo interesse que me despertaram nos meus 54 anos de vida.
Disse que outra razão para ser blogueiro foi a minha pretensão. Pretensão que foi alimentada no início das minhas incursões pelos blogs, pois quando comecei a fazer comentários nos blogs, em 2006 (talvez anteriormente tenha feito algum comentário ou no Observatório da Imprensa ou no Jornal de Debates), um dos primeiros comentários teve uma repercussão muito grande, açulando meu apetite (Talvez a expressão “açulando o apetite” foi utilizada aproveitando o momento da Guerra de Gaza, pois tem como origem aquela historieta em que se diz que o judeu se justifica: “Que cão bravo é esse que quando a gente dá um pontapé ele late e volta-se querendo morder”). Pois bem, em um dos meus primeiros comentários, critiquei um artigo de um jornalista em que ele elogiava o FHC e dizia que o Cláudio Lembo tinha inveja de FHC, porque FHC havia derrotado Lembo em 1978. Como o jornalista não estava sendo fatual, censurei-o por isso. No outro dia quando voltei ao blog dele, o texto tinha desaparecido. Por sorte tinha feito cópia e pude comprovar o que ocorrera. A partir dai achei que os meus escritos eram capazes de mudar alguma coisa. Parece, entretanto, que aquilo foi isca para viciar o jogador, pois nunca mais ocorreu algo semelhante. E o meu Windows 98 fica cada vez mais lento e eu me sinto cada vez mais cansado. Mas a pretensão de que aqui ou ali eu sei de alguma coisa que está sendo omitida e que pode ser útil para a compreensão do problema continua a acalentar-me os comentários.
Eles são, entretanto, sofridos. E não são retilíneos nem concisos. E outrora acreditava que minhas idéias eram inovadoras até descobrir que um, dois ou mais séculos antes alguém já dissera coisa igual ou parecida. E minhas idéias são escassas, dai gostar muito da anedota de que Einstein em visita ao Brasil fora ciceroneado por Autregésilo de Athayde e observando que o acadêmico anotava a todo momento alguma coisa, perguntou-o o que ele fazia com aquelas anotações. Austregésilo respondeu que anotava toda idéia que ocorria a ele para não esquecê-la e perguntou se Einstein não fazia algo semelhante. Einstein respondeu que na vida só tivera uma idéia.
Com as dificuldades inerentes a escrever que carrego, cada vez mais freqüentemente faço cópias dos meus escritos difundidos na blogosfera. Ao trazer eles aqui para o seu blog espero que eles não sejam por isso censurados, pois para mim isso seria o fim do mundo.
Deixo então indicado o endereço de alguns comentários em que eu tento demonstrar que o Banco Central não é autônomo.
Fiz um comentário para texto de Rolf Kuntz, com o título de “A fascinante história da meta única porém múltipla” de 03/07/2007 e que saiu no Observatório da Imprensa identificado por ISSN 1519-7670 – Ano 13 – nº 440 – 3/7/2007 (Nota-se que o texto é de meados de 2007) e encontrado em:
http://observatorio.ultimosegundo.ig.com.br/artigos.asp?cod=440IMQ001
Nove meses depois enviei 10 comentários para outro texto de Rolf Kuntz intitulado “Os juros, a inflação e o comício” de 22/04/2008, saído no Observatório da Imprensa de nº 482 e encontrado em:
http://www.observatoriodaimprensa.com.br/artigos.asp?cod=482IMQ002
E mais recentemente enviei 9 comentários para o texto de Luiz Weis publicado em 15/09/2008 e com o título de “O fator esquecido na aprovação a Lula”. Esse texto saiu no Observatório de Imprensa, mas só consigo encontrá-lo pelo título ou pelo endereço transcrito a seguir:
http://observatorio.ultimosegundo.ig.com.br/blogs.asp?id=%7BA50C17BE-BB79-45F2-ADC4-A1EEE195C093%7D&id_blog=3
E há muitos comentários dispersos que inseri no seu site praticamente durante todo o ano de 2008. Um ponto de encontro de alguns argumentos que eu coligi se encontra junto ao texto de Andre Araujo no na aba de economia com o título de “O modelo de metas de inflação” de 03/08/2008 às 07:59. Nos comentários que enviei há mais minha visão crítica do Regime de Metas de Inflação. Para encontrar esse texto há que ir no endereço antigo do blog do Luis Nassif, na aba de economia e procurar o texto no histórico para o mês de agosto.
Não sou economista, mas aventuro em dizer que a inflação é um fenômeno político e não econômico. Em resumo esse é o cerne de minha argumentação para demonstrar a submissão dos técnicos do Banco Central aos desejos do político. A proeminência dos economistas nessa seara se deve ao fato de um dos métodos mais eficazes de combate a inflação, o aumento da taxa de juro, ser um método econômico, mas a inflação só tem repercussão política.
Procure em um artigo ou livro de economista que melhor entenda de inflação todo o arrazoado dele mostrando os malefícios do processo inflacionário. Depois solicite a um economista com bom conhecimento dos fundamentos econômicos para rebater com argumentos consistentes e lógicos as teses dos malefícios econômicos da inflação. Tem-se material igual ou superior ao do primeiro economista.
A idéia de autonomia do Banco Central só cabe na cabeça dos que acreditam que os técnicos são mais competentes do que os políticos. Se isso fosse realidade, os técnicos dominariam os políticos. Até hoje, na história da humanidade o mundo político é que comanda o mundo técnico.
A recessão é sempre uma possibilidade. O Banco Central, com uma taxa de Selic de 13%, possui, entretanto, uma margem de manobra que não existe em nenhuma economia no mundo. Eles teriam que ser muito incompetentes para não serem capazes de reverter o processo. É uma situação mil vezes melhor que a americana que não pode mais reduzir o juro ou a do Japão na década de 90. Não sou economista, mas penso que o temor que você as vezes manifesta e criticas que também estão presentes na maioria dos comentários são totalmente infundados. O momento atual é de incerteza para um segmento expressivo da economia e ao mesmo tempo verifica-se que há muita coisa funcionando. A sociedade sabe que nesse ano de 2009 haverá gastos do governo da ordem de 40% do PIB. Muitos vão agradecer que tenhamos aqui no Brasil esse nível de gastos. Eu não reduziria os juros esse mês, esperaria para a próxima reunião. Essa é uma opinião de leigo que reconhece que o Banco Central possui muito mais instrumentos para adotar a decisão correta.
Não creio acertada a adoção do câmbio flutuante no Brasil. Não vejo, entretanto, discussão sobre esse assunto na quantidade e qualidade que se seria desejável. Sei que é difícil para o governo Lula mudar o modelo. A solução é esperar a volta da CPMF que reduzia o fluxo de entrada e saída de dólar da economia e torcer para que, por vias tortas, se consiga, ainda que vagarosamente, criar mecanismos que aproximem a taxa de câmbio de um modelo mais arrastado e ao memo tempo mais previsível, mais próprio para um país de moeda fraca como o Brasil.
Clever Mendes de Oliveira
BH, 08/01/2009
Marcos Doniseti,
Para mim, o Banco Central não deveria mover-se muito nesse primeiro trimestre de 2009. Há muito incerteza. De todo modo, como a taxa está bastante alta não creio que se possa dizer que houve mexida se o Banco Central reduzir a taxa em até 1 ponto percentual.
É uma pena o Brasil não contar com a CPMF nesse período, pois ela era um excelente indicador da situação econômica. É bem verdade que ela criava um pouco de resistência ao consumo. Numa situação normal em que se adota uma política desenvolvimentista puxada pelo mercado externo essa restrição ao consumo até que era boa. Agora não tanto, mas, se ela ainda estivesse presente no ordenamento tributário brasileiro, o governo poderia abaixar a alíquota para incentivar o consumo e ao mesmo tempo iria observando semanalmente como a economia brasileira estava se movimentando.
Vamos ver se, mais à frente, as pessoas mais interessadas no sucesso do Brasil conseguem trazê-la de volta.
Clever Mendes de Oliveira
BH, 08/01/2009
Aqui do Alto Xingu, os índios lamentam que o blog não abriu um espaço especial para o INUSITADO “bate-boca” entre o Presidente do Banco Central, Henrique Meirelles, e o Presidente da FEBRABAN, que não apenas pediu a redução da Selic como também defendeu que isso fosse providenciado em reunião antecipada. Não sei se o blog está perdendo o foco, com muitas matérias secundárias sendo priorizadas, em detrimento de um assunto de tão capital importância quanto a renitência do BC em reduzir a Selic, agora criticada pelo representante dos próprios banqueiros. BC brasileiro: mais realista que o Rei!!!
Por favor,
juros Selic 7,75% a.a.
E pode acreditar, não sai ninguém do país.
Estão destruindo a conta fiscal dando redução de impostos como banana ao invés de reduzir os maiores juros do planeta.
Parem de dar dinheiro para banco.
Lula, seus melhores aliados são: trabalhadores e emopresários.
Empresários…
eu quis dizer…
Veja essa notícia, Nassif:
Palácio do Planalto e Fazenda defendem corte agressivo dos juros para manter economia aquecida
Publicado em: Correio Braziliense
Por: Vicente Nunes
O governo já admite, em discussões internas, que o Brasil não está mais lidando com um processo de desaceleração da economia, mas com riscos concretos de recessão, que pode se estender até o fim do primeiro semestre deste ano, provocando uma onda de desemprego. Por isso, conforme se diz no Ministério da Fazenda e no Palácio do Planalto, o Banco Central terá de ser mais agressivo no corte da taxa básica de juros (Selic), que começará neste mês, mais precisamente nos dias 20 e 21, quando o Comitê de Política Monetária (Copom) se reúne.
Para assessores do ministro Guido Mantega e de auxiliares do presidente Lula, uma redução de 0,5 ponto percentual agora, como estima o mercado, tornou-se piso. “É daí para mais. Esperamos que o BC não seja mais realista do que o rei”, frisou um técnico da Fazenda, assinalando que a retração do Produto Interno Bruto (PIB) no último trimestre de 2008 ficou entre 1% e 1,2%. “O que nos assusta é que novas quedas estão previstas para os dois primeiros trimestres deste ano”, emendou.
A avaliação dentro do governo é de que o conservadorismo exagerado do BC pode levar à confirmação do cenário mais pessimista traçado pelos analistas, de expansão entre 1% e 2% do PIB em 2009, o que será um tombo considerável, se for levado em conta que o crescimento do ano passado ficou próximo de 5,5%. O novo quadro vislumbrado pelo governo se consolidou depois da queda de 8% da indústria no acumulado entre outubro e em novembro e da certeza de que em dezembro, janeiro e fevereiro não será muito diferente.
“Tudo indica que a retração da atividade industrial continuará e vai nos dar muita dor de cabeça. Sendo assim, temos de virar o jogo o mais rapidamente possível, e isso passa pela redução mais forte dos juros”, disse um assessor palaciano. “O ideal seria um corte de até dois pontos nas três primeiras reuniões do ano do Copom”, frisou. Só assim, acredita parte da equipe econômica, se conseguirá reverter o pessimismo para que empresários e consumidores voltem a produzir e a comprar, tornando mais factível a meta de crescimento de 4% fixada pelo presidente Lula.
Virar o jogo
Na Fazenda, auxiliares de Mantega dizem que as medidas de estímulo à economia já anunciadas pelo governo, como o corte de impostos, darão uma boa contribuição para evitar o pior. Mas falta agora o BC entrar no jogo e se “engajar de verdade” na preservação do crescimento, decisão que será facilitada pela forte queda da inflação. “Na minha opinião, está na hora de o BC virar o jogo e mudar o padrão de atuação. A situação atual é inédita. Se nada mais agressivo for feito na política de juros, são grandes as chances de o Brasil crescer entre 0,5% e 1% neste ano”, assinalou Vitória Saddi, economista para a América Latina da RGE Monitor, consultoria do prestigiado Nouriel Roubini, que previu, com antecedência, o estouro da bolha imobiliária dos Estados Unidos e todo o estrago que isso provocaria.
Para Luís Otávio de Souza Leal, economista-chefe do Banco ABC Brasil, com “a inflação em baixa e a atividade surpreendentemente em queda”, o custo econômico e político de o BC errar ao não cortar rapidamente os juros será muito maior do que depois corrigir os excessos de uma Selic mais baixa. Segundo o economista-chefe da SLW Asset Management, Carlos Thadeu Filho, com a atividade econômica indo para o buraco, há riscos de a inflação ficar abaixo do centro da meta perseguida pelo BC, de 4,5%.
http://desempregozero.org/2009/01/08/hora-de-evitar-a-recessao/
Já esta mais q na hora de Lula deixar esta politica turbinada de FHC, e lançar uma nova politica economica, turbinar as coisas boas tudo bem, mas esta politica de juros esta mais p aberração, sabemos q a dívida é muito grande e com juros baixos poderia haver uma corrida p a venda de titulos ou falta de interesse nestes, mas pode até ser bom, o proprio gov compraria estes titulos a menor preço, basta vender um pouco dos dolares em carteira já q não rendem nada mesmo, ou vende titulos só no mercado internacional, trazendo um pouco mais de Dolar, já q a tendéncia deste é com o tempo desvalorizar frente ao Real, quando isto acontecer comprasse os titulos novamente. Nassif, estou delirando ou é uma saida p os juros altos.